História Say I love you - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathanaël, Tom Dupain
Tags Amor, Barreiras, Drama, Romance, Tragedia
Exibições 198
Palavras 3.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem pela demora. Mas é que, tipo, é como eu disse: quanto maior o capítulo, mais a demora para postá-lo. Espero que curtam e obrigada pelos 23 favoritos. Vocês são os melhores!
Boa leitura. <3

Capítulo 5 - Capítulo 4 - Hospital


Fanfic / Fanfiction Say I love you - Capítulo 5 - Capítulo 4 - Hospital

Quando Adrien ouviu sua voz ele ficou paralisado. A voz dela suplicava por ajuda de maneira indireta.

- A...drien... – tentou dizer, mas suas forças estavam se esvaindo de seu corpo frágil.

- Mari?! – a voz dele saiu mais alterada que o normal e Chloé, que foi levemente empurrada quando ele ouviu a pessoa do outro lado da linha, estava brava.

- Quem é? – disse num tom furioso.

- Meu deus – Adrien passou a mão em sua testa e se levantou, estava nervoso demais para preocupar-se com a loura. – Me responde, Mari... – Pedia para a garota dar algum sinal, mas não conseguia ouvir mais nada além do silêncio. Ele correu até a porta e saiu dali o mais rápido que suas pernas conseguiam. Chloé gritou alguma coisa mas ele não deu a mínima; só queria chegar na casa dela o mais rápido possível.

- Onde vai? – Natalie perguntou mas ele passou correndo por ela. – Está chovendo! – Gritou, porém ele não deu a mínima. A chuva estava forte e não demorou para que, assim que saísse, seu corpo já estivesse molhado. Abriu o portão e aumentou ainda mais sua velocidade, tropeçando em sua perna e caindo em uma poça d’água.

- Mas que... – brigou consigo mesmo e não tardou a levantar novamente. Mesmo com a dor que sentia em sua perna, não foi o bastante para pará-lo. – Por favor... – Fechou os olhos conforme corria e apertou a palma de sua mão, nervoso. Seu corpo estava encharcado e soado, graças à corrida. Finalmente chegou no apartamento de Marinette e abriu a porta. – Terceiro andar – Começou a subir as escadas. – Terceiro andar... – Seu corpo implorava por uma pausa mas ele não conseguia, não podia descansar sabendo que ela estava em perigo. Finalmente chegou em frente à porta e abriu-a com força, fazendo com que batesse na parede. – Marinette?! – Gritou, procurando em volta mas não encontrando nada. – Porra! – Subiu as escadas e viu que a porta do quarto estava aberta e ela estava lá: caída. Seu coração acelerou e ele correu o mais rápido que suas pernas bambas permitiam. – Mari?! – Entrou no quarto e agachou-se perto dela, colocando sua cabeça em suas pernas trêmulas.

- A...dri...en? – sua visão estava embaçada graças à grande quantidade de sangue que havia perdido.

- Aguenta firme! – sua voz estava repleta de medo e ele pegou seu celular com dificuldade; sua mão não parava de tremer. Com grande dificuldade, ele conseguiu discar o número da ambulância e ela não demoraria para chegar. – Fica comigo... – Praticamente implorava. Cuspiu sangue, ela estava tendo uma hemorragia interna.

- Eu... – tentou dizer, porém seu corpo doía demais para pronunciar-se qualquer palavra. Adrien apertou sua mão, arrancando um pequeno sorriso dela. – O-obrigad...a

- Não fala nada – seu corpo havia entrado em desespero. Só de pensar que poderia perdê-la era algo inimaginável. – Você tem que sobreviver... – Lágrimas escorriam pelo seu rosto triste, fazendo com que ela sentisse sua tristeza também.

- N-não ch...chora – tentou dizer.

- Por que eu não deveria? – fungou o nariz.

- P-p...porque você fi...fica me...lhor – cuspiu sangue novamente, manchando sua calça de cor clara.

- Por favor! – Adrien sentia o desespero consumir-lhe por inteiro, ainda mais quando via que ela lutava para conseguir dizer àquelas palavras. O som da ambulância tornou-se audível. Os passos rápidos dos socorristas já eram ouvidos agora e ele gritou o mais forte que conseguiu. – Aqui! Socorro – Os homens entraram no apartamento e o viram segurando a garota.

- Afaste-se – mandou um deles e Adrien fez o que ele pediu. Colocaram-na numa maca e desceram as escadas com passos apressados. Levou sua mão até seu rosto e despencou. As lágrimas desciam incontrolavelmente. Quando fora a última vez que chorou assim? Só se recordava de quando sua mãe deixou-os para estudar fora, e foi uma tristeza que durou dias. Enxugou as lágrimas e ergueu-se novamente, descendo as escadas e batendo a porta detrás de si, com raiva. Como ela se machucou daquela maneira? Conseguiu chegar até a ambulância, que estava colando-a dentro.

- Posso ir junto? – perguntou e obteve uma resposta positiva. Sentou ao seu lado e pegou na mão da garota, que teve uma máscara posta sob seu rosto. – Ela vai ficar bem? – Seu corpo estava mole, não sabia como aquilo havia acontecido.

- Creio que sim – o socorrista cortava a blusa dela, revelando seu sutiã que, por sinal, guardava seios fartos. Adrien corou quando viu-a daquela maneira e desviou o olhar; não queria invadir a privacidade que a garota desmaiada tinha. – Você sabe como isso aconteceu? – Ele parecia estar nervoso e Adrien também ficou da mesma maneira.

- Eu não sei... – olhou para suas mãos e apertou-as; tinha medo de que qualquer coisa pudesse acontecer a ela. – Ela me ligou e eu atendi. Disse que precisava de ajuda e eu vim correndo para cá – Declarou, obtendo um murmúrio positivo do socorrista. Apertou um pouco mais a mão da garota, que reagiu ao toque dele e apertou de volta, arrancando um coração acelerado. – Mari? – Chamou-a. Parecia que ela queria respondê-lo mas não conseguia, como se seu sono fosse leve porém forte para não permitir movimentos. – Eu estou tão preocupado... eu... – As lágrimas tornaram a aparecer em seu rosto inchado. – Não quero perder você... – O homem olhou para Adrien, que estava em prantos, e não hesitou ao perguntar qual a relação que eles tinham.

- São namorados? – perguntou.

Adrien sentiu suas bochechas ruborizarem.

- N-não

- Você se importa com ela como se fosse um – ele encostou no banco e limpou o rosto, parecia ter dado trabalho. Assim que ele limpou seu rosto, a ambulância parou e a porta fora aberta.

- Para onde vão levá-la? – perguntou enquanto via o pessoal a retirar da ambulância e andar com passos largos e rápidos. A raiva e a preocupação tomou conta do corpo dele, que correu até a recepção e viu que a moça estava preocupada com o caso.

- Hemorragia interna?

- Sim! Precisamos operá-la agora mesmo – um dos homens disse e eu senti minha cabeça girar. Hemorragia? Interna? Como, diabos, aquilo era possível? Sua respiração estava ficando descompassada conforme a maca onde Marinette estava ia sumindo de seu campo de visão.

- Senhor – a recepcionista colocou a mão em seu ombro, fazendo-o olhar para ela, revelando sua expressão melancólica. – Você não quer se sentar? Eu...

- Eu quero ficar perto dela – a mulher deu um pequeno sorriso e afastou-se dele.

- Vocês são parentes? – perguntou.

- Somos namorados – mentiu e corou. Por que havia inventado aquela mentira? Talvez porque se falasse que eram apenas amigos ela não deixaria ele entrar, então resolveu inventar uma das mentiras que, para ele, seriam transformadas em realidade.

- Ah, claro – a mulher foi para detrás do balcão e digitou algumas coisas no computador. – Seu nome completo, por gentileza? – Apoiou-se no balcão, seu equilíbrio estava esvaindo-se e não sabia mais quanto tempo poderia aguentar de pé.

- Adrien Agreste – respondeu e ela anotou mais algumas coisas no computador.

- Filho de Gabriel Agreste?

- Sim, porra – estava alterado. Não queria receber elogios naquele momento, só queria ficar ao lado dela. Era a única coisa que importava naquele momento.

- Calma, senhor... estou fazendo meu trabalho e...

- Eu posso entrar? – apertou as mãos, arrancando um suspiro da mulher.

- Pode, sim – anotou mais algumas coisas e voltou o olhar para ele. – Sala de espera de emergências. Vai reto e a primeira esquerda, depois segunda direita – Adrien agradeceu e correu até o local informado e estava vazio; apenas ele estava ali. Sentou-se em uma das cadeiras e apoiou sua cabeça em suas mãos e seus pensamentos envolviam-no com um ar negativo. E se ela não sobrevivesse? Como ficaria sem poder finalmente declarar-se?

Tinha certeza do que sentia por ela e tomou sua decisão. Iria declarar-se para ela assim que saísse da sala de operações.

Após longas horas, finalmente saíram os médicos, que aparentavam estar cansados. Levantou-se e foi até eles, desesperado.

- Ela está bem? – olhou diretamente para eles, que tiraram a máscara e deram um mínimo sorriso.

- Foi tudo bem a cirurgia. Você pode ficar com ela, se quiser – o médico começou a andar e Adrien acompanhou-o; não queria perder nem mais um segundo. – Tome cuidado. Está sensível pela cirurgia – Concordou e o homem abriu a porta, revelando-a: estava deitada numa cama, coberta apenas por um fino lençol. Possuía cabos em seu nariz e na sua boca.

- Mari... – seus olhos encheram-se de lágrimas e ele sentou na poltrona que estava ao lado da cama. – Eu fiquei tão preocupado – Pegou na pequena mão dela e apertou-a. – Eu não queria te perder... eu... – Caiu em prantos conforme os pensamentos de antes lhe invadiam a mente. – Não sei o que seria sem você – Colocou sua cabeça no espaço que sobrara na cama e continuou chorando. – Fiquei com tanto medo – Seu coração finalmente havia estabilizado e seu choro pareceu cessar. Não demorou muito para cair no sono, feliz por tudo ter ocorrido bem. Como ficaria se perdesse-a? Mesmo sem conhecê-la direito, seus sentimentos eram verdadeiros, sabia disso.

Acordou com o braço dela mexendo-se levemente e olhou para ela, que tinha um olhar sonolento.

- Adrien? – parecia confusa. – Onde eu estou? – Perguntou olhando em volta e ele apertou sua mão, fazendo-a corar. – Por que está aqui?

- Eu fiquei tão preocupado... eu não sabia o que fazer

- Como assim? – ele tinha um sorriso no rosto e estava aliviado. Finalmente havia acordado.

- Eu... – foi interrompido pelo doutor, que entrou na sala e sorriu ao ver a cena: Adrien de mão dada com Marinette, que parecia confusa.

- Desculpe incomodar – olhou para sua caderneta e levantava os papéis, analisando as informações. – Mas temos que fazer alguns exames. Poderia nos dar licença, Srt. Agreste? – Concordou e deu um sorriso para ela, que sorriu de volta. Saiu da sala e pegou seu celular, vendo as inúmeras notificações. Havia ligações perdidas de seu pai, Chloé e Nino. Suspirou e resolveu retornar a de Nino, que atendeu na mesma hora.

- Cara – disse. Parecia preocupado. – Onde você está?

- Eu tô no hospital...

- Você se machucou?! – Adrien deu uma risada nervosa.

- Eu não, mas a...

- A Chloé? Finalmente!

- Deixa eu falar, merda!

- Desculpa, estava quase comemorando aqui

- A Mari tá aqui – um silêncio ocorreu e logo ouviu alguns cochichos por detrás da linha. – Alô?

- Oi, Adrien – agora era uma voz feminina. – É a Alya. Que hospital vocês estão? Liguei igual doida para a Mari e ela não atendia. Sabia que algo tinha acontecido.

- No hospital perto da minha casa. Aquele que fica no centro, não sei o nome – olhou em volta, não sabia qual o nome.

- Sei qual é – Alya comemorou e um barulho de porta abrindo e carro ligando ficou audível para Adrien. – Estamos aí em quarenta minutos – Desligou a chamada e Adrien ficou encarando seu wallpaper: era ele e Chloé se beijando. Por que havia posto aquele wallpaper? Não tinha a resposta, mas queria muito tê-la.

- Srt. Agreste? – a voz do médico chamou-o, fazendo com que guardasse seu celular.

- Sim?

- Pode entrar. A Srta. Cheng está te esperando – assentiu e passou pelo médico, que manteve sua prancheta ao seu lado e foi na direção oposta dele. Bateu na porta e recebeu a permissão, permitindo sua entrada.

- Licença – pediu e Marinette sorriu para ele.

- Oi... – suas bochechas estavam coradas e Adrien sorriu de volta, ficando parado ali; ela era bonita mesmo com os milhares de equipamentos. – Não vai sentar? – Perguntou, sem graça. Percebeu que ainda encontrava-se em pé e sentou ao seu lado.

- Desculpa, eu estava pensando na vida – mentiu.

- Tudo bem – Marinette riu. Ele ficava inconformado em como ela podia sorrir mesmo com tantas desavenças em seu lado, parecia que a tristeza não era um verbo que exercia ação na vida da azulada. – Por que ficou aqui? – Perguntou, arrancando um pequeno susto nele.

- E-eu...

- Você?

- Fiquei preocupado com você – admitiu e apertou suas mãos. Ela não acreditou no que havia acabado de ouvir.

- Como assim? Eu não me lembro o que aconteceu – mentiu. Ainda lembrava-se que seu pai havia a machucado.

- Tem certeza?

- Sim. Só lembro de ter acordado e sentido sua mão... – ele levou sua mão sob a dela, arrancando um sorriso de ambos. – Estar na... minha – Terminou a frase e olhou para seus olhos esmeraldas, que encaravam-na fixamente. – Adrien... –engoliu um seco e finalmente tomou coragem. Finalmente ia dizer como sentia-se, apesar do pouco tempo.

- Eu preciso te falar uma coisa – disse.

- Pode falar

- Eu... – começou.

- Você... – estava curiosa. Será que ele ia dizer o que ela pensava? Talvez eles realmente iriam ficar juntos, antes mesmo do que pensava.

- Eu... gos... – foram interrompidos pela porta do quarto sendo aberta de maneira abrupta e a garota pulou da cama, recolhendo sua mão. Naquele momento, Adrien percebeu que Marinette nunca poderia corresponder seus sentimentos, nunca teria coragem de sair alguém como ele. Não que o dinheiro fosse o motivo, mas porque tinha uma namorada que transformaria a vida dela em um inferno.

- Finalmente achei você, Marinette! – Alya ficou ao lado de sua amiga, que parecia sem graça.

- Como nos acharam? – Adrien notou que seu rosto estava para baixo quando a voz de Nino fora direcionada para ele.

- Você tá bem, cara? – perguntou.

- Sim! – Marinette percebeu que ele não estava bem e encarou-o de maneira diferente. – Desculpe, só lembrei que a Chloé está preocupada comigo – Mentiu. Nino foi até o lado do amigo e cochichou:

- Me conta essa parada toda. Se mentir corto sua garganta, men – brincou. O louro concordou e assentiu com a cabeça, arrancando uma risada dele. Adrien saiu do quarto e encostou na porta, pensativo. Por que tinha que ser assim? Por que tinha que apaixonar-se por uma garota como Marinette?

- Mas e aí, Mari – Alya pegou na mão da amiga. – Você tá bem? – a azulada concordou com a cabeça e encarou os dois, que pareciam preocupados.

- Foi só uma cirurgia de emergência. Agora eu estou bem – deu um sorriso, sem jeito. – Graças ao Adrien – Abaixou a cabeça e a ruiva fez hm, brincando.

- Safadinha

- Ei! – repreendeu-a.

- Vai me dizer que não rolou nada? – Nino que disse dessa vez e a garota interrompeu-o.

- Sai daqui, Nino!

- Mas...

- É assunto de mulher, volta depois – ele revirou os olhos e saiu da sala, deixando as duas a sós. – Você se declarou para ele? – Alya perguntou quando Nino havia deixado a sala.

- C-claro que não! – contou.

- Então por que suas bochechas estão rosas?

- Bem... – suspirou e olhou para sua mão. – Quando acordei, ele estava aqui

- O Adrien? – ela parecia surpresa.

- Sim. E nossas mão estavam entrelaçadas – deu uma pequena risada, na intenção de aliviar a vergonha.

- Ele gosta de você – Marinette sentiu um arrepio inteiro lhe percorrer pelo corpo. Como assim gostava dela?

- O que quer dizer?

- Ele nunca faria isso por ninguém

- Claro que faria...

- Quando a Chloé ficou doente, ele não foi até a casa dela

- Talvez eles não fossem...

- Dá para parar de inventar desculpa? – Alya tinha a voz um pouco alterada. – A questão é que ele gosta de você

- Como você tem tanta certeza? – remexeu-se na cama, o assunto estava intrigante e curioso demais. A ruiva suspirou e apoiou as mãos na cama.

- Semana que vem vai rolar um passeio – ela sorriu.

- Sério?

- Deixa eu falar, desgraça! – interrompeu-a.

- Ah, desculpa... – deu uma risadinha.

- Continuando... – coçou a garganta e olhou fixamente para a garota em sua frente, que estava atenta a todas as palavras que iriam sair da boca dela. – E lá tem uma espécie de lenda

- Lenda? – perguntou.

- Sim. Você joga uma pedra e faz um pedido

- Parece coisa de filme – brincou.

- Essa ideia do filme, provavelmente, saiu dali – os olhos dela brilhavam agora. – E, tipo, quando tu joga a pedra no fogo ela pode sair chamuscada ou não...

- E se sair chamuscada?

- Significa que aquilo não vai acontecer – contou.

- Deve ser mentira – Marinette não estava convencida de que aquilo era verdade.

- Conhece o Jagged Stone?

- Sim! Amo as músicas dele

- Ele jogou a pedra quando estudava na nossa escola

- E?

- E que ele perguntou se seria uma estrela do rock

- Então...

- Sim. A pedra saiu limpa! – estava convencida de que aquilo realmente era real. Quando abriu a boca para dizer o que achava, a porta foi aberta e o médico apareceu, com um sorriso no rosto.

- Sinto em informar, mas o horário de visita acabou – parou ao lado dela e arrumou os equipamentos. – E preciso trocar seu curativo

- Curativo? – perguntou, percebendo que suas costas doíam. – Ai... – Fechou um dos olhos, tentando aliviar-se da dor.

- Sim

- Vou sair, então – Alya levantou-se e o doutor concordou, voltando sua atenção para ela. – Tchau, Mari – Acenou e recebeu um sorriso de volta.

- Tchau... vem me ver, ok? – pediu e apertou suas mãos, nervosa com a resposta.

- Nem precisa me pedir – e deu uma piscadela para a amiga, que riu. Finalmente tinha alguém que poderia chamar de amiga.

~~

- Você o quê? – Nino estava atordoado com o que Adrien acabara de dizer.

- É... eu gosto da Mari – colocou a mão na cabeça, sem graça.

- Mas você namora a Chloé, cara – o amigo não sabia o que dizer. Estava sem reação, apesar de sempre apoiar o amigo aquilo não era o certo a fazer-se, ainda mais quando se é comprometido.

- Eu vou terminar com ela – ele colocou a mão na testa, tentando pensar na reação da loura.

- Tu sabe que ela vai infernizar a vida da Marinette, né?  

- Sim, sei...

- Mesmo assim, o que aconteceu com ela? – mudou de assunto, pegando-o desprevenido.

- Como assim?

- Com a Marinette

- Nem eu sei – colocou uma mão no rosto e abaixou a cabeça. Ele sabia que nada havia a machucado, porque ela prometeu. Mas, mesmo assim, algo não encaixava. – Ela me ligou dizendo que precisava de ajuda e eu vim

- E você tava sozinho? – perguntou, fazendo-o lembrar que Chloé estava desesperada.

- Caralho – colocou uma mão no rosto e pegou seu celular. – Porra. Cacete. Meu Deus – Desbloqueou-o e discou o número dela. – Porra – Disse novamente, fazendo o amigo rir.

- Você esqueceu de falar com ela, né? – Nino ria da situação do louro, que estava desesperado.

- Não só com ela, com meu pai... – Chloé atendeu e Adrien voltou suas palavras a ela. – Oi, Chloé – Disse meio sem graça.

- Onde você está? Vem para minha casa agora!

- Eu quero falar sério com você, antes – Adrien já tinha tomado uma decisão. Mesmo que nutrisse sentimentos pela azulada, não seria certo ainda manter uma relação por alguém que não há nada além de amizade. – Me encontra na praça, perto da escola. Ok?

- Tá – e desligou o telefone, deixando-o em suspiros.

- Como foi? – Nino perguntou.

- Vou ir ao parque agora. Depois a gente se fala – despediu-se do amigo, que olhou-o até sair de seu campo de visão.

Adrien apertou seus passos até o parque. Muitas coisas haviam acontecido nessa semana, mais do que havia previsto. Por que é tão confuso amar alguém? Por que não podemos, simplesmente, nos declarar e ficarmos com ela para sempre? Talvez seja por isso que é difícil amar, são tantas barreiras que, mesmo o amor mais forte, poderá sucumbir a elas. Seu telefone havia apitado e era uma mensagem de Nino.

Tome a decisão certa. Não crie arrependimentos depois – Nino, às 16:30. Adrien respirou fundo e chegou no local que havia combinado com ela. Sentou-se no banco e logo viu o carro dela parar e Chloé desceu. Vestia uma calça justa e branca, com uma blusa branca.

- O que quer falar, amor? – gritou conforme corria em sua direção.

- Sobre nós – Adrien viu-a parar no meio do caminho e encará-lo.

- O que quer dizer com isso? – cruzou os braços e revirou os olhos.

- Que nós terminamos. 


Notas Finais


Que capítulo... louco. Espero que tenham curtido e, qualquer coisa, me avisem nos comentários. Me deem sugestões, também. Até o próximo, galerinha! <3


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