História Say I love you - Capítulo 6


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathanaël, Tom Dupain
Tags Amor, Barreiras, Drama, Romance, Tragedia
Exibições 214
Palavras 2.058
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olha quem está aqui! Euzinha (de novo). Eu não consegui segurar e resolvi escrever o capítulo, conclusão: saiu pequeno porém cheio de emoções. Espero que curtam e, novamente, não me matem!

Capítulo 6 - Capítulo 5 - O que faz aqui?


Fanfic / Fanfiction Say I love you - Capítulo 6 - Capítulo 5 - O que faz aqui?

A Loura encarou-o enfurecida. Como ele tinha coragem de fazer aquilo com ela?

- Por favor... – piscou os olhos repetidamente e chegou perto dele, exalando seu caro perfume. – Repita. Não entendi direito

- Nós terminamos – anunciou. A garota levou uma mão à sua bochecha e suspirou; não gostava de quando alguém deixasse-a, apenas ela fazia isso.

- Eu não aceitei terminar com você

- Mas não precisa aceitar. Eu simplesmente quero terminar – Adrien estava farto de obedecer a loura.

- Meu amor – continuou. – Você não manda em nada

- Do que você tá falando? – estava confuso. Como ela conseguia fazer algo tão simples ficar tão árduo de entender-se?

- Que eu não quero terminar – mostrou a língua para ele, que irritou-se com o gesto provocativo dela.

- Mas eu não perguntei o que você ach...

- Se terminar comigo, eu faço a vida dela um inferno – aproximou-se dele e passou seus braços sob seus ombros. Adrien estremeceu-se por completo: ela sabia do porquê ele estar terminando com ela. – Você quer isso? – Possuía um olhar cínico.

- Eu não sei do que você está falando – mentiu. Chloé notou que ele havia sido pego de surpresa e viu que tinha razão; ela era o motivo do término deles.

- Se se importa tanto com essa... coitada

- Não fale assim dela – defendeu-a.

- Oh, parece que temos um cavaleiro aqui – brincou. – Quer pegar sua espada também?

Adrien suspirou.

- Me diz o que você quer para poder me deixar em paz – ela deu uma risadinha e aproximou-se mais dele, podendo sentir sua respiração forte e descompassada.

- Eu quero você – virou seu rosto e encostou levemente seus lábios no dele, que segurava-se para não afastá-la.

- Você promete deixar ela em paz? – perguntou, arrancando um sorriso da loura.

- Eu juro, meu amor – e ela selou seus lábios, deixando-o completamente perdido. Aquilo realmente valeria a pena? Ficar com alguém só para proteger quem você realmente queria ao seu lado?

Com o tempo, todas essas perguntas teriam uma resposta.

~~

Marinette estava sozinha pois os horários de visita haviam acabado. A enfermeira havia trazido uma sopa e água para ela, o que seria o almoço. Enfiou uma colherada em sua boca e encarou a porta, torcendo para que ela fosse aberta e Adrien aparecesse ali. Levou outra colherada cheia à boca e ouviu um toque na porta e logo ela sendo aberta.

- Você tem visita, Srta. Cheng – o médico anunciou e logo a última pessoa que Marinette queria ver passou pela porta.

- P-pai?! – sua voz saiu um pouco mais alterada que o normal e o medo consumiu-a por inteira. O que ele fazia ali?

- Minha filha – foi até ela, passando a mão em seu rosto. – Você está bem? Fiquei tão preocupad...

- O que faz aqui? – interrompeu-o. Ele era a última pessoa que queria ver.

- Eu vim te ver, minha filha – sua voz soou de maneira cínica e Marinette pode perceber.

- Como é? – estava confusa e olhava para o médico, que sorria.

- Seu pai estava em uma viagem a trabalho. Disse que você caiu da escada – ele riu e a garota encarou seu pai, sem entender. – Você é bem desastrada, Marinette

- Mas eu...

- Ainda bem que seu amigo te ajudou. Eu havia saído e não sei o que seria de mim sem você, minha querida – a azulada afastou-se quando ele chegou perto; tinha medo de ser ferida novamente.

- Tom ela ainda está assustada graças à cirurgia – ele olhou sua prancheta e sorriu para Marinette, que possuía um olhar confuso. – Então não exija tanto dela. Irei me retirar, matem a saudade – ela queria impedir dele sair, porém seu pai fora mais rápido.

- Então você está viva... – o doutor fechou a porta detrás de si e Tom colocou uma mão no rosto da garota, apertando-o. – Eu queria que tivesse morrido...

- E-está me machucando... – Tom apertou mais sua mão, fazendo-a soltar um gemido abafado e repleto de dor. – P-pai... – Tentou dizer.

- Eu fui promovido no emprego e finalmente quitei as dívidas que você me causou – culpou-a de algo que ela não tinha culpa.

- Mas eu não fiz na...

- Cala essa sua boca – cuspiu no rosto amedrontado dela. – Eu subornei o médico e ele não vai saber o que realmente aconteceu

- Mas você sabe que um dia vai ser descoberto e... – fora interrompida por um tapa depositado em seu rosto. A única coisa que podia ser escutada era o som da mão dele em seu rosto. Virou o rosto, apertando os olhos. Por que sofria tanto assim?

- Eu sou mais rico que sei lá o que, sua puta – sorriu de maneira brutal, vê-la naquele estado era como uma diversão para ele. – Então trate de me respeitar

- Sim, papai – abaixou a cabeça e olhou suas pequenas mãos, que, se fossem maiores, poderiam facilmente enfrentar seu pai.

- Então eu devo toda a minha riqueza ao meu esforço duro e minha mente forte. Aguentar você não é nada fácil – sentou-se na cadeira ao lado da garota, que escutava todo os absurdos atordoada porém sem expressar nenhum sentimento.

- Entendo, papai – disse baixinho.

- O que disse? – perguntou de maneira grosseira.

- Eu sou difícil de aturar, me perdoe – desculpou-se por algo que não havia feito.

- Ainda bem que sabe – foi até a porta do quarto e colocou a mão na maçaneta e, antes de abrir, olhou para ela. – Vou voltar para a minha viagem. Não me atrapalhe, sua puta – Lançou um olhar sombrio para a garota, que assustou-se.

- Sim, papai

- Se eu tiver que sair de lá novamente... eu juro que mato você – ameaçou-a, que apenas assentiu com a cabeça. Havia perdido sua fome quando ele saiu do quarto. As lágrimas desciam de maneira incontrolável de seu rosto e ela só queria estar morta. Sumir. Evaporar. Por que sua mãe fora no lugar de seu pai? Por que a morte é tão maldosa? Levou uma das mãos em seu rosto, limpando as lágrimas que desciam demasiadamente.

A morte é maldosa quando quer, mas só faz quando isso trará algo bom em troca.

Conforme as lágrimas desciam de seu rosto inchado graças ao tapa, o sono veio também. Sem perceber, adormeceu, aliviando-se da dor.

Acordou com a voz de Adrien ecoando em seus ouvidos e olhou em volta, assustada.

- Adrien? – perguntou.

- Sim, sou eu – ele sorria para ela, fazendo com que suas bochechas ruborizassem.

- O que faz aqui?

- Eu vi que seu pai estava viajando e perguntei pros médicos quando você recebia alta – contou. – E disseram que você é liberada hoje mesmo

- Sério? – não conseguiu esconder a emoção em sua voz.

- Sim – colocou uma mão em sua cabeça, sem graça.

- O que foi?

- Bem... eu falei com o médico e ele disse que seu pai viajou, então eu pensei em, sei lá... – corou.

- C-como assim? – Marinette havia entendido o que ele queria dizer, mas tinha que ter certeza de que era aquilo que realmente estava pensando.

- Por que não fica o fim de semana em casa? – ambos ficaram sem graça. Marinette nunca havia dormido na casa de alguém, ainda mais de um garoto.

- Sério? – perguntou. Aquilo era bom demais para ser verdade.

- Sim. Meu pai que convidou, até – contou e ela sorriu.

- Então eu aceito! – abaixou o olhar, envergonhada.

- Eu já disse que fica linda quando fica sem graça? – Adrien não conseguiu segurar-se, gostava de elogiá-la.

- Quê? – perguntou. Ele realmente havia dito aquilo? Quando foi responder, o médico entrou na sala junto de uma enfermeira.

- Boas notícias, Marinette – anunciou. – Você recebeu alta e pode sair já – Começou a tirar os tubos da garota, que apenas fechava os olhos desejando que tudo acabasse. Depois que terminaram de tirar os equipamentos dela, deixaram a roupa dela, limpa, e saíram do quarto, deixando os dois sozinhos.

- Vou sair, quando terminar de se trocar me chama – Marinette concordou e ele saiu do quarto, deixando-a sozinha. No começo fora difícil para levantar-se, mas não impossível. Suas pernas estavam bambas e suas costas doloridas graças a operação. Conforme vestia suas roupas, a única coisa que conseguia pensar era no que seu pai havia dito: as dívidas foram quitadas e ele finalmente estava bem. Por mais que ele fizesse tanto mal a ela, Marinette não desejara nenhum mal, apenas que ele tivesse o que merecia; uma lição, apenas. Suas costas estavam melhores, apesar da cicatriz da operação. Terminou de vestir-se e saiu do cômodo, agradecendo mentalmente por finalmente sair dali. Assim que colocou seus olhos para fora, viu que Adrien estava em frente a porta e olhou-a, feliz. – Vamos? – Ela assentiu com a cabeça e tentou andar até ele, porém suas pernas cambalearam e perdeu o equilíbrio. Por sorte, Adrien conseguiu segurá-la a tempo e seus olhos esmeraldas encaravam os safiras dela.

- Obrigada... – agradeceu, mantendo seus olhos fixos no dele. Era tão difícil de descrever o controle que ele exercia nela, parecia coisa de outro mundo.

- Tome mais cuidado – deu um sorriso sem graça e ergueu-a de novo, que agradeceu mais uma vez.

 

Haviam chegado na casa dele e aquilo fora rápido demais. Da recepcionista ao carro dele e, do carro, até a casa e, dá casa, até o quarto. Aconteceu tão rápido que ela nem conseguia descrever.

- Bom... – ele disse, numa tentativa de puxar assunto. Marinette estava parada em frente ao Adrien, que sentava em sua cama e colocava seus braços atrás de si. – Não vai sentar?

- Ah, claro – ela tocou-se que ainda estava em pé e foi até a cama dele, sentando-se ao seu lado. A casa dele era grande demais, o que combinava; afinal seu pai era famoso. – Sua casa é grande – Fez uma careta com a boca e ele riu.

- Eu vivo nela desde que nasci – contou.

- Sério? – encarou-o.

- Sim... minha mãe sumiu quando eu era muito novo

- Puxa... – Marinette entendia-o, porque também compartilhava dessa perda. – Eu também perdi minha mãe quando era nova. Vivi apenas com meu pai

- É difícil, né? – olhou para a garota, que concordou. A vida de ambas era diferente. A dele, era apenas um pai ausente. Enquanto a dela era feita a base de uma constante violência.

- Sim... – abaixou o olhar e suspirou. Era ainda mais difícil para ela, que vivia sozinha e, até então, sem ninguém para compartilhar de sua dor. – Obrigada por hoje – Lembrou-se que devia agradecê-lo.

- Não foi nada – deu uma pequena risada. Por mais que dissesse aquilo, gostou de ouvi-la agradecendo.

- Claro que foi – insistiu. – Se não fosse você, eu estaria morta, Adrien – Olhou-o, que também olhava-a.

- Eu que agradeço

- Como assim? – estava confusa.

- Foi você

- Eu? – olhou-o e viu que parecia sem graça.

- Sim. Você quem me salvou – sorriu e ela não teve reação.

- N-não diga isso... – tentou amenizar o sentimento incômodo de timidez que brotava em seu peito.

- Mas é a verdade – deu de ombros. Alguém bateu na porta e Adrien pediu para entrar, revelando a mulher de luzes vermelhas, que, por sinal, havia sido extremamente educada com Marinette.

- O seu pai mandou vocês irem dormir – Natalie apareceu no vão da porta e o louro assentiu. Seu pai sempre fora rígido com horários. – Boa noite – Despediu-se e fechou a porta, deixando-os sozinhos.

- Bom – anunciou enquanto levantava-se. – Vou ir para o meu quarto – Marinette levantou-se para acompanhá-lo porém acabou perdendo o equilíbrio e caiu em cima dele, que não conseguiu segurá-la e acabou indo de encontro ao chão.

- Desculpe – ficou sem graça. De novo havia tropeçado e caído nele, ele deveria estar achando que ela é uma desastrada; não que não seja verdade, mas ela não queria passar essa imagem para ele.

- Tudo bem – seus olhos encontraram-se, causando um arrepio por todo o corpo. – Eu... – Adrien esqueceu-se do que ia dizer; apenas ela importava. Naquele momento, tudo parecia ser insignificante; apenas os dois eram importantes, ali, naquele momento. – Mari... – Não iria conseguir se segurar, ainda mais tendo a garota tão perto de si.

- Adrien... – respondeu-o, com uma voz dócil e calma. Sem conseguir se segurar, o garoto aproximou-se dela, que fechava os olhos. Ambos conseguiam sentir a respiração um do outro e o futuro sabor que sentiriam contra seus lábios. 


Notas Finais


Obrigada pelos 27 favoritos, vocês me apoiaram a postar mais um capítulo nessa madrugada melancólica (sejamos sinceros, horário de verão é pura tristeza para nosso corpo). Nos vemos no próximo capítulo. <3


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