História Say you love me - Capítulo 15


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Categorias Angélica Vale, Jaime Camil
Personagens Angélica Vale, Jaime Camil
Tags Angélicavale, Jaimecamil, Valecamil
Visualizações 74
Palavras 1.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Capítulo 15


Decorei quase todas as frases pra dizer a ele enquanto tomava café, sozinho. Mesmo com as crianças correndo pela casa, com o sol lá fora transmitindo toda sua energia, dentro da minha casa o clima era diferente. A minha história a que eu havia escrito com tanto cuidado até hoje havia sido despedaçada em uma noite, como papel picotado, e por mim mesmo.

 Fiquei parada por um tempo gravando o que talvez fosse á última imagem dele.

- Dormiu bem? – Perguntei

- É Sério que depois de ontem você irá me perguntar isso? – Bebeu um gole de seu café e soltou a xícara sobre a mesa novamente. – Passei toda noite tentando entender em que ponto eu deixei ele; arrancar você de mim. E martiriza saber que foi eu que o deixei entrar, que abri a porta da nossa casa, que o ajudei a morar tão perto.

- Otto a culpa não é sua, sempre foi minha.

- Isso não alivia o que eu sinto Angie.

- Eu sei e imagino o que você esteja sentindo, não peço para que me perdoe, o que eu fiz não tem perdão. Mas infelizmente a nossa história foi escrita em cima de uma mentira. Da minha mentira, eu nunca consegui seguir em frente, nunca consegui tirar ele da cabeça mesmo estando tão feliz com você.

- Ser feliz comigo nunca foi o bastante. – Ele me encarou por uns segundos, e continuou – Sabe eu sempre desconfiava como ele conseguia estar em quase todos os lugares que você estava, eventos, première, restaurantes, era como se ele seguisse você, mas minha desconfiança era sem fundamentos, afinal ele também é famoso. Até que eu percebi que tudo aquilo que ele fazia era pra te ver, pra estar perto de você. Por um tempo me senti seguro porque você dizia sempre que me amava, mas depois o jeito que você o olhava; como sorria, como falava dele começou a me fazer perceber tantas coisas. – Ouvia enquanto minhas lagrimas caíam.

- Otto você foi um marido incrível, um pai e tanto, um amigo maravilhoso, sou grata por... –Ele levantou-se da cadeira me encarou por uns instantes.

- Só a sua gratidão não é o bastante.

Ele saiu segurando seu terno, e sua pasta. Logo ouvi a porta bater...

...

“ Angélica por Deus, me manda notícias. Beijos Camil”

Já havia perdido as contas da quantidade de mensagens que ele havia mandado nesses dias que me reservei em meu quarto escuro, sentada ao lado da minha cama na maioria das vezes, com a luz apagada. Ouvindo apenas o barulho do vento balançar facilmente a cortina de minha janela. Já havia perdido as contas de quantas vezes havia chorado, algo me doía profundamente.

- Senhora, eu disse  á ele que a senhora não queria visita...- Acendeu a luz e vi apenas sua sombra vir até mim.

- Pelo amor de Deus, olha o seu estado. – Jaime me ergueu pelos braços

- Você não devia estar aqui.

- E Você não devia estar largada assim no chão. Cadê a mulher forte que eu conheci?

- Ela não era tão forte assim. – Ele me abraçou, e em seguida me fez sentar na cama.

- É Sim, você está a quantos dias assim?

- três, quatro, não; sei.

- Meu Deus! – Jaime juntou meu cabelo fazendo um coque. – Você precisa de um banho, sair desse covil.

- Me deixa aqui.

- Eu entendo tudo que está passando mas não será uma greve de banhos que irá resolver tudo.

- Otto saiu de casa.

- Ouvi dizer. Lourdes, por favor prepara algo pra ela comer, e as crianças?

- Sim senhor, as crianças estão dormindo. – Jaime foi ao meu closet, deitei na cama recolhi meu corpo e fechei meus olhos enquanto ouvia ele; murmurar procurando algo. – Não sei pra quê tantas roupas, não tem nada prático aqui? Achei. Vamos Angie levanta.

- Me deixa.

- Vem. – Ele me ergueu; quase me arrastando para o banheiro, eu estava em um estado deplorável foi isso que vi quando parei em frente ao espelho.

- Eu estou um lixo.

- Não entendi porque tamanha tristeza, por acaso se arrependeu?

- Não, é que...

- Olha pequena, sei que é terrível o que está passando, mas você não pode se maltratar dessa forma. Você precisa ser forte por você, por seus filhos, por mim. Eu dependo de você, da sua força, do seu sorriso, preciso que você esteja bem pra mim; ficar bem. E o Otto ele vai te perdoar, mas ele precisa de tempo, não é fácil pra ele. Não é fácil pra nenhum de nós, não quero ver você nesse estado nunca mais. Toma um banho, você come algo e vamos dar um passeio rápido.

- Não sou uma boa companhia está noite.

- Faz o que eu te pedi. – Ele desfez meu coque, ligou o chuveiro. Antes de sair me deu um leve beijo na testa. Entrei na banheira e deixei aquela água cair sobre mim, lavando muito mais que minha pele, minha alma. A Minha tristeza devia descer por aquele ralo por mim, por meus filhos, por ele.

Vesti meu roupão, enrolei uma toalha em meus cabelos e saí do banheiro ele estava parado próximo a janela mexendo em seu celular.

- Tudo bem? – Ele perguntou.

- Acho que sim.

- Quer que eu saía? Pra poder se trocar?

- Acho que já passamos dessa fase. – Ele sorriu

- Você parece melhor. – Segurou minha mão, depositando um leve beijo sobre ela. Lourdes entrou sem bater trazendo consigo uma bandeja

- Desculpa...eu não queria atrapa...- Jaime a cortou.

- Tranquila, tranquila.

- Não quero comer.

- Pode ir Lourdes eu cuido disso- Falou tomando bandeja de suas mãos colocando sobre a cama.- Por favor! Não faça essa desfeita comigo.

Revirei os olhos

Tirei meu roupão estava apenas de calcinha.

- Isso está uma maravilha. – COMENTOU.

- Hoje não é um bom dia pra isso Jaime.

- Apenas fiz um elogio.

- Guarde-os. – Vesti o vestido rosa, estilo ciganinha. Tirei a toalha dos cabelos e penteei.

Aos poucos fui notando que várias coisas do Otto não estavam na penteadeira, nas gavetas e fui ao closet o mesmo aconteceu.

- Ele foi embora.

- Não, não foi. Ele apenas fez uma viagem para Londres por uns dias, segundo o que sei ele disse que seria apenas por uns dias, talvez pra pensar. É Bom pra ele Angie.

- Como você sabe?

- Não importa. 

Sentei na cama, e comecei a comer forçadamente o que Lourdes havia feito, e meu estômago embrulhava a cada garfada. Jaime andava de um lado para o outro me observando a todo instante.

- Sua esposa sabe?

- O Quê?

- Que está aqui.

- Sabe. - Respondeu sentando-se na poltrona ao lado da cama. 

- Vocês estão bem?

- Não, eu e ela discutimos pela 5º vez essa semana ela foi pra casa da mãe dela por uns dias. 

- Ela sabe da gente?

- Não. Ainda não é o momento.

- Talvez nunca seja o momento.

Ficamos em silêncio um olhando pro outro.

- Sei o que pode estar passando na sua cabeça, e não é bem assim. Eu e ela estamos brigando por tudo por uns dias e o pior que nem eu sei o motivo.  Ela não pode me ver que grita comigo como uma histérica. Mas isso vai ter um fim e o mais depressa que imagina, eu amo você, e você precisa confiar em mim.

- Estou tentando, por favor, fala com ela eu mesma falo. – Larguei o prato ao lado e voltei a deitar na cama.

- Não se deita nessa cama de novo por Deus. – Tirou minhas pernas colocando no chão, e me ergueu  pelos braços novamente.

- Você está insuportável hoje. – Colocou sapatilhas  junto aos meus pés.

- Vamos; eu conheço um lugar excelente pra você descontar toda sua raiva. – Calcei minhas sapatilhas e segurei sua mão. – Vai ficar tudo bem pequena. Estamos juntos nessa. – Deu um leve beijo em minha testa.

Chegamos em frente há um bar, não tinha nada haver com os lugares que ele visitava, era uma rua estranha, escura e um pouco afastada da cidade.

- Que lugar é esse? – Perguntei abrindo a porta.

- Calma, o melhor estar lá dentro. – Ele segurou minha mão.

- Isso não é casa de sexo não né? 

- Você acha mesmo que eu te levaria pra um lugar assim? – Assim que entramos um garçom nos olhou admirado, e Jaime o chamou para um canto. Fiquei minutos admirando o lugar, olhei para o Jaime e ele entregou dinheiro ao garçom que saiu rapidamente.

- Suborno?

- Não, apenas uma gratificação. – Não demorou muito e ouvi barulhos de pratos sendo quebrados, pratos e mais pratos.

- Acho que tem alguém estressado aqui. – O Garçom voltou.

- Podem me seguir por favor. – Assim fizemos, fomos até os fundos do bar , e o barulho de pratos sendo quebrados passou a ser mais audível. Ate que vi algumas pessoas jogar pratos na parede, olhei ao meu redor e as poucas pessoas tinha repetia esse gesto. 

Era um costume grego que simbolizava desapego aos bens materiais, e alguns médicos diziam que aliviava o estresse, e a tensão embora eu não acreditasse nisso.

- Quebrar pratos não vai resolver meus problemas Jaime. 

- Não vai mesmo, mas vai aliviar essa raiva que você tem aí tantos anos, de mim talvez, das suas decisões, de tudo que infelizmente estejam te maltratando. Tenta...são apenas pratos.

Coloquei os óculos de proteção, em seguida ele o mesmo fez. Peguei meu prato, respirei fundo e o atirei com toda força contra parede e o barulho me fez bem.

- Isso continue. Pensa em algo que te machuca, ou machucou. 

E Eu jogava cada prato, e a cada um deles eu lembrava uma decepção, de algum dia que eu não pude estar com quem eu amava, cada raiva, cada mágoa. Ele o mesmo fazia, e ria da minha empolgação. Estava sendo um alívio pra mim.

- Esse é por não ter sido homem o bastante por evitar tudo isso, por não ter dito sim á você quando devia, por ser um covarde e quase perder a mulher da minha vida.

- Por nós. – Peguei um prato e juntos jogamos. Ele me abraçou erguendo-me alguns centímetros do chão.

- Obrigada por tudo, por não desistir de mim, por cuidar de mim.

- A minha vida depende exclusivamente da sua, e será assim por todo sempre. Eu te amo! – Nos beijamos, mesmo com pessoas ali nos observando, estava em paz ao lado dele mesmo diante do caos.

Perdemos a conta da quantidade de pratos quebrados, e perdemos também a noção da hora. Restavam apenas nós dois e o pobre garçom que cochilava logo atrás de nós em um degrau.

- Leva uma garrafa de tequila pra mim.

- Vou levar. Mas, só pra compensar por ficamos tanto tempo aqui.

Ele foi até o balcão e pediu uma garrafa de tequila.

- Vamos passar na minha casa e pegar um negócio que comprei pra você.

- Não sei se posso me confiar em você. 

- Calma, não vou agarrar você, eu acho.

- Estou muito mais tranquila agora. 

Entramos no carro e saímos em seguida. 

" Seus problemas nunca serão maiores que você, lembre-se disso. "


Notas Finais


💏❤


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