História Say You Love Me - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Exibições 17
Palavras 996
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada pelo comentário e pelo favorito <3 Gente, se vocês gostarem não sejam leitoras fantasmas, please :33

Capítulo 2 - Os Porcos


Elizabeth's P.O.V

-E o que vocês sabem sobre essa garota? 

-Não muito. Não podíamos deixar ela lá. O cara estava...

-Ela salvou a gente, Rick. 

Sinto aos poucos os meus sentidos voltarem. Primeiro um formigamento nos dedos. Depois minhas costas começam a doer e eu agarro o colchão, sentindo um fino lençol cobri-lo. Engulo em seco e tento abrir os olhos, em vão. Minha respiração vai ficando mais rápida e eu só quero levantar dali e correr. Correr até não parar mais. Minha cabeça doía como o inferno, e então minhas memórias começam a voltar, como um turbilhão. Dos dois homens. Do Brendon. Do...

Não. 

Sinto uma lágrima escorrer pelo meu rosto e as vozes param de murmurar. 

-Ela está chorando? -A primeira voz pergunta e eu vou abrindo meus olhos aos poucos.

-Cala a boca, ela ta acordando. -Uma voz desconhecida diz.

Assim que minhas orbes azuis estão completamente abertas,sinto quatro pares de olhos me encararem. Um era um idoso que se encontrava com um pano molhado nas mãos, provavelmente tinha colocado na minha testa. O segundo e o terceiro eram os rapazes que me salvaram. O quarto me olhava intrigado, com a mão em cima da arma guardada no coldre. Respiro fundo e tento me levantar pra fugir dali, mas uma forte dor na minha virilha me impede. 

-Merda.-Mordo o lábio com força, sentindo um gosto metálico. 

-Calma. Está tudo bem. -O senhor diz simpático. -Me chamo Hershel. Esse é Rick e creio que você já conheceu o Glenn e o Daryl. 

Olho pros dois rapazes de antes e faço que sim com a cabeça. O homem de cabelos grisalhos dá um suspiro e tenta me animar com um sorriso.

-Qual seu nome, querida? -Prossegue e eu olho pra baixo.

-Elizabeth. Elizabeth Wood. 

-Britânica? -Rick pergunta e eu concordo. -Posso te fazer três perguntas, Elizabeth? 

Assinto ainda que com medo que ele vai perguntar. 

-Quantos zumbis você já matou?

-789, senhor. 

Um dos meus passatempos era contar. Depois que o apocalipse chegou, as coisas ficaram extremamente monótonas, então dei a mim mesma o objetivo de matar 10.000 dessas coisas. Desde o início do ano, quando tudo começou, eu já matei pouco menos de 800, então talvez em uns 13 anos... 13 anos. E pensar que o apocalipse pode durar tanto. 

-Você conta? -Glenn pergunta e eu dou de ombros.

-Quantas pessoas você já matou? 

Sinto como se fosse uma pancada no estômago e olho pra baixo.

-Uma, senhor 

-Por que? 

-Ele tinha câncer. Não consegui o material pra fazer a quimioterapia quando tudo ficou assim. Ele estava sofrendo. Eu tive que... Eu...-Mordo o lábio e Hershel coloca a mão no meu ombro. 

-Então você é médica?-Daryl pergunta e eu assinto. Os quatro homem se entreolham e eu franzo o cenho. 

-Precisamos muito de um médico. Seria de grande ajuda tê-la aqui. Seja bem-vinda. -Rick sorri e eu abro a boca, procurando as palavras certas pra dizer. Não queria estar ali, mas não tinha outra escolha até me recuperar. Assinto com a cabeça e ele abre a porta, que só então noto ser de uma cela. Eu estava em uma prisão? 

Me levanto com dificuldade e vou andando até o lado de fora da cela, ouvindo os protestos do Hershel.

-Daryl vai te mostrar o lugar. -Concordo e o loiro vem até mim, passando direto. O acompanho, olhando tudo em volta, tentando me lembrar de cada detalhe, caso precise fugir. 

-Aqui são as celas. Todos dormem aqui exceto eu, eu durmo lá em cima. -Aponta e eu concordo com a cabeça sentindo um leve incômodo na costela, provavelmente porque o Brendon me jogou no chão e eu dei com elas no chão. -Aqui é o refeitório, e aquelas são Carol e Beth. A Maggie também ajuda aqui as vezes. -As duas olham pra mim curiosa, e eu forço um sorriso. -Ali são os banheiros. -Aponta. -Aquela é a torre de vigia, a gente troca de turnos. -Me mostra a grande torre pela janela. -Mais pra frente temos porcos, uma horta, e...

Cof cof. 

Escuto uma tosse e e viro, vendo a sua origem. Era um homem, e não parecia bem. Ele estava amarelo e sua testa estava brilhando por conta do suor. O analiso de cima a baixo e arqueio a sobrancelha, voltando a olhar pro loiro a minha frente. 

-O que ele tem, senhor? 

-Não me chama de senhor. -Revira os olhos. -É só uma gripe. 

-Você disse que tem porcos... Posso vê-los, senh...Daryl? -Pergunto e ele franze o cenho, concordando. 

Isso não era uma gripe comum. Se eu estiver certa, os porcos devem mostrar indícios também. Identificando o que é através deles, fica mais fácil de curar. Ele vai me guiando até a parte de fora da prisão, mas eu sinto uma dor extremamente forte na costela, que me faz parar. Merda. Respiro fundo algumas vezes, então Daryl finalmente nota minha ausência, voltando e me segurando. 

-Está tudo bem? -Pergunta confuso e eu pego a minha camiseta com cuidado, a subindo afim de mostrar as minhas costelas. Toda essa região estava roxa. Eu devo ter quebrado alguma costela. -Caralho. Vem aqui. -Ele então me pega no colo, mas eu estou com dor demais pra me debater. 

-Os porcos, Daryl...-Murmuro e ele nega. 

-Vamos te levar pro Hershel. Depois você vê isso. -Nego com a cabeça. Os porcos estão doentes. Se vocês não os curarem, eles vão contaminar todo mundo. Por que você não me escuta? Abro a boca várias e várias vezes mas nenhuma palavra sai, então fecho os olhos, olhando pro céu. 

-O que houve? -Hershel pergunta confuso e eu sinto meu corpo ser colocado de volta na cama. 

-As costelas dela. 

Minha blusa é levantada novamente e um suspiro de espanto é ouvido. 

-Como essa garota sequer está de pé? 

-Ela falou alguma coisa sobre os porcos. -Isso, Daryl. Os porcos. 

-Devia estar delirando. Dá anestesia pra ela, ela não pode fazer esforço nenhum por enquanto. 

Não. Não, não, não. 

Merda.



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