História Say You Love Me - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Exibições 17
Palavras 1.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, obrigada pelos favoritos e comentários <3 às leitoras fantasmas, peço que se manifestem please \o/

Capítulo 3 - Olhe para as flores


Fanfic / Fanfiction Say You Love Me - Capítulo 3 - Olhe para as flores

Elizabeth's P.O.V

Recobro minha consciência depois de ter sido sedada, e noto que estava na mesma cela de anteriormente. Respiro fundo sentindo minhas costelas doerem, mas nem de longe tanto quanto doíam antes. Mordo o lábio e abro os olhos, encontrando a cela vazia. Um tiro é ouvido e eu me levanto rapidamente -ou pelo menos na velocidade que me é permitida. Saio da cela e olho pros lados, achando os corredores vazios. Vou andando em direção ao barulho e vejo todos em uma cela. Alguns lamentavam, outros choravam, e outros -como o Daryl- apenas permaneciam indecifráveis. Meu olhar encontra com o do Rick e ele vem até mim, umedecendo os lábios antes de pronunciar qualquer palavra. 

-Está se sentindo melhor?

-Estou sim, obrigada senhor. -Sorrio e volto a olhar pro movimento. -O que houve? 

-Gripe. Ele morreu e se transformou. Está se espalhando. -Suspira. 

-Posso ajudar. Costumava ser médica. 

-Não, você precisa se recuperar..

-Eu estou bem. -O corto. -Obrigada. -Olho pra baixo. -Mas quero ajudar. 

-Tudo bem. -Suspira e concorda com a cabeça. -Nós vamos fazer uma reunião logo após o jantar...

Antes que ele possa terminar a frase um grito é ouvido, e nós podemos ver um homem sendo atacado. Em seguida outro. E outro. E outro. Em poucos segundos o lugar vai sendo tomado, então ele me entrega uma arma, que habilmente eu pego. 

-Tire as crianças daqui. -Manda e eu obedeço, correndo atrás de duas meninas loiras que estavam abraçadas chorando. 

-Venham, rápido. -Pego uma delas pelo braço, que puxa a outra. Um zumbi entra na minha frente, com seus dentes podres loucos pra me morder e eu dou um tiro na sua cabeça, ouvindo a mais velha dar um grito. 790. 

Uma menina loira segurava um bebê, então faço sinal pra ela vir até mim e abro o caminho pra ela, que está acompanhada de um rapazinho com chapéu de xerife. Pense, Elizabeth. Certo. Faço sinal pra eles me seguirem e vou abrindo caminho. O garoto vai me ajudando, então os levo até uma das celas, nos trancando lá dentro. Amarro um cobertor como uma espécie de cortina improvisada, impedindo o que estava lá fora de nos ver e vice-versa. Okay. 

Me viro pra eles que me olhavam assustados -com exceção do menino, que acalmava as duas irmãs- e faço sinal pra eles fazerem silêncio e se esconderem embaixo da cama. Obedientemente eles o fazem e eu me mantenho em posição, com a arma apontada pra porta. Os tiros então aos poucos vão cessando e eu arqueio a sobrancelha. Ou todo mundo morreu ou eles conseguiram. Uma sombra pode ser vista através da cortina e eu tiro a trava de segurança da arma, pronta pra matar meu 803º zumbi. 

-Carl? -Ouço a voz conhecida do Rick ao mesmo tempo que ele tira a cortina, me vendo com a arma ainda em posição. Suspiro aliviada e ele sorri, abrindo a cela. Todos saem de baixo da cama e ele dá um abraço no menino e na bebê.-Estão todos bem? -Analisa um por um, até cair o olhar em mim.  -Precisamos conversar. -Assinto com a cabeça e o sigo, mandando um sorriso pras crianças antes de sair. 

Ao sair, vejo vários corpos no chão, com sangue banhando o lugar inteiro. 

-Fiquem ai. -Peço e eles obedecem. Volto a seguir o homem de grandes olhos azuis que para em um canto. 

-Alguma chance de isso ser contagioso? -Quase imediatamente um homem grandão passa abraçado com uma moça, que começa a tossir. Olho pra ele que dá um soco no batente da porta, assentindo. -Tyreese, pode se afastar dela, por favor? -Pede. 

-Por que? -Pergunta confuso.

-Qual seu nome? -Olho pra moça.

-Karen.

-Karen, achamos que você possa ter a gripe. Não é nada demais, mas precisamos isolar todas os contaminados pra não espalhar como uma epidemia, porque se isso acontecer não vamos conseguir cuidar de todos, você entende? 

Ela então assente e dá um beijo no rosto do homem grande, que descobri se chamar Tyreese. Rick se aproxima de mim assim que os dois saem e murmura perto do meu ouvido. 

-Obrigado. -Sorrio e concordo. Por um momento, juro que vi o esboço de um sorriso em seus lábios. -Vou mandar preparar o bloco D. Fale com o Hershel, ele vai te ajudar com todos os remédios que você precisar. 

-Certo. 

Vou procurando o senhor pelos corredores, esbarrando com Daryl no meio do caminho. Por conta da diferença de altura, meu rosto bate no seu peito nem um pouco flácido, me fazendo rir. 

-Desculpe. Sou muito desastrada. -Sorrio e ele parece sair de uma espécie de transe. 

-Claro. Vi que você fez amizade com o Rick. -Trinca o maxilar, me deixando confusa. 

-Acredito que sim. -Franzo o cenho. -Você viu o Hershel por ai? 

Ele simplesmente aponta com a cabeça e eu sigo nessa direção, encontrando o homem grisalho cuidando um homem enquanto as meninas loiras que eu salvei anteriormente choravam em seu leito. Mordo o lábio e suspiro, me escorando no batente da cela. A mordida no ombro do homem é evidente, e as meninas se desesperavam toda vez que os seus olhos entravam em contato com o ferimento. Finalmente o homem para de respirar, começando a ter espasmos musculares, que logo param. Acabou. 

-Olhem para as flores. -Pela primeira vez elas percebem a minha presença. Ainda que confusas, elas me obedecem, olhando pra um vaso de flores que havia ali. Hershel então força um sorriso e enfia a faca na têmpora do infectado. -Agora venham aqui. -Abro os braços e elas correm até mim, me abraçando. -Vai ficar tudo bem. -Murmuro as apertando contra o meu corpo. 

-Meninas? Venham aqui. -Uma mulher de cabelos curtos chama e elas me olham uma última vez antes de ir. Entro na cela e suspiro. 

-A doença é contagiosa. 

-Eu sei. 

-Rick está arrumando o bloco D pra todos os doentes. 

-Eu sei. 

-Eles vão todos morrer. 

-Não se eu puder evitar. -Mordo o lábio e ele olha pra baixo. -O que está matando todos são os sintomas, não a doença. Talvez se abaixarmos os sintomas possamos controlar tudo. 

-Não temos mais antibióticos. Não pra todos. 

-Não tem uma faculdade veterinária aqui perto? -Pergunto e ele se ajeita na cadeira. 

-Tem. Eles podem ter algo lá. Precisamos de antibióticos, remédios pra dor, e tudo que você conseguir encontrar que possa ser usado em humanos. Vou fazer um chá pra diminuir os sintomas até vocês voltarem. -Assinto. 

Saio da cela e vou procurando o Rick pelos corredores, mas só encontro as pessoas arrastando os corpos para fora. Olho pela janela e o vejo no gramado, cavando. Mordo o lábio e corro até lá, tentando normalizar a minha respiração assim que eu paro. Ele me olha confuso e eu peço um minuto com o dedo. Deus, eu estou ficando mole. 

-Tem uma faculdade veterinária alguns quilômetros ao sul. Lá deve ter tudo que precisamos. 

-Ótimo, isso é ótimo. Leve o Daryl com você. Preciso do resto do pessoal aqui comigo, desculpa -Concordo e olho em volta, encontrando o caipira na oficina. 

-Daryl? -Chamo, vendo que ele estava ocupado demais com o motor de algum carro. 

-Liga o carro pra mim. -Pede e eu obedeço, girando a chave, mas o carro não ligava. -Droga. -Dá um soco no capô. Que bom que ele está feliz. -O que você quer? -Volta a mexer no motor e eu brinco com meus dedos.

-Preciso que vá comigo buscar remédios. -Peço. 

-Já vou. -Limpa as mãos sujas de graxa e olha pra mim, fazendo sinal pra eu tentar novamente. Obedeço, mas novamente não dá em nada.

-Já verificou a água? -Pergunto e ele dá risada. 

-Não, eu não verifiquei a merda da água, mas eu sei que..

-Daryl. -Arqueio a sobrancelha e ele suspira, fazendo o que eu disse. 

-Tudo bem, tente agora. -Ligo o carro que dá partida normalmente, me fazendo abrir um sorriso. Ele me olha confuso e eu coloco as mãos na cintura. -Vamos, ou não? 



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