História Scale Os Peculiares: Bem Vindo ao Lar - Capítulo 1


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Categorias O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares
Personagens Alma LeFay Peregrine, Bronwyn Bruntley, Claire Densmore, Emma Bloom, Enoch O'Connor, Fiona Frauenfeld, Horace Somnusson, Hugh Apiston, Jacob Portman, Millard Nullings, Olive Abroholos, Personagens Originais, The Twins, Victor Bruntley
Tags Amizade, Amor, Drama, Fantasia, Guerra, Maldade, Passado, Poderes, Revelaçoes, Romance, Sobrenatural, Trevas
Exibições 24
Palavras 2.605
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Cap.1-Noite Sombria


                                                                                       Capitulo 1-Noite Sombria

 

Então você nunca se perguntou ou achou que poderia ser talvez algo mais do que você é? Ou que havia algo sem nenhum sentido na sua vida? Bem, eu senti isso às vezes, mas não sei por que me acostumei com a minha vida cotidiana, ou seja, acordar, ir para escola, trabalhar, voltar para casa e fazer as atividades. Bem o meu nome é Jacob Portman e eu tenho 16 anos, moro na Califórnia e não tenho muitos amigos e muito menos uma namorada, se vocês se perguntaram isso por algum motivo de curiosidade. Eu vivo com meus pais além do meu avô Abraem. Há coisas boas na minha família antes de falar sobre as negativas, como sempre minha vó dizia ‘’mostre primeiro a bandeira da paz antes de mostrar a arma secreta’’. Bem, meu pai chama-se Jonathan, um homem forte e trabalhador, ele foi por um tempo assim não é mais. Ele tentou uma época ser escritor e de fato ele tinha um pouco de talento para tal coisa, conseguiu muito dinheiro só que as pessoas atualmente não querem mais ler o gênero dele que é realista e muito sério, se bem que tem uns livros dele que são bons só que outros nem tanto. Atualmente ele é dono de uma loja farmacêutica, eu pedi para trabalhar com ele, mas ele disse que não me pagaria nada e eu não insisti. Se bem que ele e eu temos algumas brigas constantes por conta do meu avô, meu pai e meu avô não se dão muito bem e eu ainda quero entender direito isso. Meu pai tem um grande problema (segundo minha mãe e minha tia Flavia), ele sai todas as noites para beber com os amigos do tempo de escola, são três pelo que me lembro Greg Bholon, um homem careca gordo que tem uma academia mas parece que ele não usa bem, pois ele continua gordo; eu só estou falando. Tem também os gêmeos Silva e Henrique Salis dois irmãos que trabalham como fotógrafos e eu percebo que meu pai sente inveja dos irmãos Salis que tem suas fotos espalhadas pelo mundo todo. Já a minha querida mãe Grace é uma mulher batalhadora e corajosa também, para aguentar os resmungos do meu pai não é para qualquer mulher. Ela praticamente sustenta a mim e meu pai (esqueci-me de falar que a loja do meu pai não está indo muito bem), ela é medica, advogada e também designer de moda. Só que ela não dá muita bola para o que acontece em casa, ela fica fora praticamente o dia todo eu na verdade a vejo bem pouco. Mas mesmo que eu não tenha os pais ideais eu os amo apesar de tudo, eu ainda tenho meu avô Abraem eu adoro ele, ele sempre me contava histórias da segunda guerra mundial e outras histórias que não me recordo o nome agora pelo menos. Mas eu adorava as histórias dele, mas meu pai não gostava disso achava que meu avô iria me desvirtuar na vida, digamos que acho que meu pai tenha bebido demais. Como eu posso sair da trilha? Não consumo drogas, não tenho más companhias para isso, então acho que isso é praticamente impossível. Meu avô foi sempre o meu herói, eu sonhava em ser como ele, ele tem um jeito tão bem de se viver a vida e eu o admiro por isso. Ele é o melhor avô do mundo, já que o pai da minha mãe eu não conheci, pois ele morreu antes de eu nascer. Lembro-me das rizadas do meu avô, sempre gostava de o ver contando histórias ou piadas para mim, era um momento que eu me sentia muito feliz. Eu sempre vi que as pessoas em geral brigam por coisas tão bestas e não veem que estão desperdiçando um tempo valioso com as pessoas que você ama e vi isso entre meu pai e meu avô, meu pai sempre brigou com meu avô por besteira e acho que ele desperdiçou muito tempo brigando e não estando perto de fato do vovô e isso me deixa um pouco triste, meu pai e meu avô ate hoje não se dão bem ao contrario de minha tia Flavia e meu avô que tem uma boa relação ela é confidente dele. Então começou a chover e eu estava deitado na minha cama e olhava para o teto, estava com sono e queria dormir.

—Acho que vou dormir, estou com muito sono...

Então quando me dei conta tinha pegado no sono e não ouvi mais nada. Então eu estava sonhando, eu vi então uma porta de alguma construção antiga, era bem sinistra, mas logo a cena mudou e apareceu uma garota loira, com a pele branca, olhos azuis claros e lábios avermelhados eu a ouvi sussurrar algo:

—Abe é você?

Depois a cena mudou de novo e eu vi grandes olhos cinza negros e a pele do cara era morena e parecia que ele me via ou algo assim, pois ele falou:

—Vou Encontra-lo!

Então a garota apareceu novamente e vi que ela trajava um vestido azul claro e parecia ferida, parecia que eu estava com ela, pois ele falava o meu nome.

—Jake, Jake não! —gritou ela desesperada.

Vi sangue sendo derramado e mais uma vez aqueles olhos em cima de mim dizendo:

‘’Eu vou te pegar, juro que eu vou te encontrar eu estou chegando’’

Senti medo e acordei assustado, estava suando da cabeça aos pés eu não sabia o que dizer ou o que falar. Eu poderia falar com meus pais, mas eles me chamariam de louco ou coisa parecida tenho certeza, como semana passada acharam que eu poderia ser um estranho ou um Evo serio acho que eles precisam tirar férias. Então fiquei me lembrando da garota que eu havia visto no meu sonho, eu a achei familiar por algum motivo que eu desconheço pelo menos é o que eu acho. Mas sabia que já havia visto aquela garota em algum lugar só precisava me lembrar de onde é claro. Bem eu sempre fui muito sozinho, tive poucos amigos em minha vida e posso dizer que a minha vida não tem nada de interessante, é entediante na verdade se assim posso dizer. Eu estava no ensino médio e não sabia o que fazer de fato, trabalhava e quase não tinha tempo de estudar na verdade eu estava mais perdido que cego em tiroteio, minha falecida vó Genna adorava falar isso. Ela cozinhava muito bem só que após a sua morte, o vovô não foi mais o mesmo ele se afastou das pessoas indo morar perto de uma floresta.

—Acho que posso ter visto a tal garota nas fotos antigas do vovô, das histórias que ele contava para mim, mas eu não consigo me lembrar do seu nome. —Falei. —Qual o nome dela?

Fiquei pensando sobre o que eu havia sonhando, mas não sabia como decifrar tudo aquilo na verdade, era bem estranho na verdade e então tentei dormir outra vez e consegui e me lembro de ver uma Ave lá, não sabia o que aquilo significava, mas tinha algum eu tinha certeza pelo menos eu acho.

 

Eu tive de arrumar um emprego para ajudar minha família, eu estava trabalhando em uma loja de eletrodomésticos e eu odiava aquela loja antigamente, quando me expulsaram com minha única amiga Clarie Frond. E é bem irônico ir trabalhar nela agora, bem o mundo dá voltas e agora aqui estou trabalhando e tenho sorte de não ser demitido ainda, a proposito minha amiga Clarie trabalha lá também, mas uma ironia não  acham?  Bem hoje eu acordei com um pressentimento de que algo iria acontecer só não sabia o que, devem perceber que eu não sei muito das coisas, mas vão se acostumar com isso. Meu expediente passou normal, exceto por um garoto de dezoito anos que comprou um ventilador achando que era um aspirador de pó, mas fora isso tudo normal. Então Clarie me ofereceu uma carona e eu aceitei é claro, fomos conversando e eu disse que ia para casa do meu avô e ela assentiu.

—Porque seu pai não cuida do seu avô?

Eu engoli o seco, a resposta era óbvia, mas eu dei uma resposta diferente.

—Ele trabalha demais Clarie.

Era uma desculpa, os dois não se dão bem.

Clarie era uma garota como todas as outras de dezesseis anos, alta, com longos cabelos castanhos escuros, além de sua pele meio branca e seus olhos castanhos, um nariz bem fina e lábios avermelhados. Ela olhou para mim meio que receosa. Senti um calafrio, de alguma maneira eu sabia que ela gosta de mim mas eu me fazia de besta ou fingia nem ligar pois eu só gosto dela como uma amiga e não tenho tempo para namorar. Então vi que Clarie iria tentar me beijar com as mãos no volante, quando meu celular tocou e por dentro eu agradeci mil vezes quem tivesse me ligado, então eu atendi vendo que quem me ligara era meu avô.

—Aconteceu alguma coisa, vovô?

—Jake, eles estão aqui me vigiando. —Meu vô falava com uma voz meio que desesperada.

Respirei fundo e falei:                                                                                            

—Não tem ninguém te vigiando vovô, você tomou seus remédios?

Ouvi barulhos e o tom da voz do meu vô se alterou.

—Não sou louco, diga-me onde está a droga da chave?

Bem, meu avô era um grande colecionador frequente de armas e ele tinha tantas que daria para ele armar sete exércitos e meu pai tinha medo que meu avô se machucasse ou surtasse e acabasse machucando alguém e então meu pai escondeu a bendita chave. Eu não respondi, fiquei preocupado com o que pudesse acontecer com meu avô.

—Já estou indo para ai.

—Não, não venha—Falou ele com a voz meio rouca e sinistra.  —Aqui não é seguro.

Acho que meu vô está meio biruta, tentei falar algo para ele, mas ele desligou o celular, me deixou no vácuo e fiquei preocupado que algo podia estar de fato acontecendo com o meu avô e por isso tinha de chegar logo a casa dele, só que tem o, porém, a casa dele é em uma floresta o que dificulta ainda mais a minha vida. Eu fiquei com a cara de quando recebe uma nota ruim na prova ou recebe uma prova bem encapetada para  fazer, quando é bem difícil ou você não estudou.

—Droga, temos que ir mais rápido. —Falei olhando para Clarie.            

Ela sorriu, estava entusiasmada pude ver isso em teus belos olhos castanhos. Então percebi que ela olhou para mim.                                                       

—Pode deixar comigo, velocidade é o meu nome do meio sabia?

Na verdade não era, mas resolvi deixar isso para lá, então havia anoitecido e eu ainda tentava falar com meu avô só que ele não atendia e isso me deixava mais aflito e eu não sabia o que fazer se ligava para algum estranho para me ajudar ou então chamava os destemidos. Tinha muitas opções só não sabia se eles iriam me responder, ou eles poderiam me destruir com seus poderes então achei melhor ficar na minha. Clarie segurou a minha mão com força, minha mão começou a soar, mas ela não largou o que não é normal, será que ela gosta de mim mesmo? Não sei dizer sou meio que lerdo em relação a essas coisas, tapado também se pode dizer. Então vi uma área bem familiar e Clarie falou em tom bem alto e forte que estávamos quase chegando, eu assenti com um pouco de medo. Então um pouco depois, havíamos chegado, vi a casa, velha como o tempo, uma cabana bem acabada e eu tirei o cinto de segurança, destravei a porta e fui correndo em direção a casa, antes ouvi a voz de Clarie:

—Vou pegar a minha arma, lembra não é? Sou ótima de mira.

E de fato ela era, quase não errava seus tiros. Também sendo filha de policiais não é para menos. Então eu corri que nem um maluco e gritava todo desesperado, gritava preocupado com meu avô. Eu abri a porta com força, ou não (Não sei bem). Encontrei uma bagunça, pedaços de cadeira quebrados, papeis espalhados e muita destruição, restos de comida também e fotos antigas no chão e algo me tocou, vi a fotografia de uma garota que lembrava muito a garota com quem eu sonhei, mas não podia ser seria coincidência demais. Eu saí pela porta da cozinha e vi a floresta, senti um calafrio ao ver a floresta naquela noite sombria e vi que ia ser uma má ideia entrar na floresta, mas algo me atraía para ela.

—Isso não é bom.

Eu comecei a andar e enquanto andava vi alguma coisa acesa no chão, eu a peguei vendo que era uma lanterna, mas não uma lanterna qualquer, a lanterna do meu avô e estava com sangue, não muito, mas um pouquinho e me deixou em pânico. Eu comecei a correr iluminado o lugar onde estava, ouvia o som das corujas e de gatos também e eu estava com um mau pressentimento sobre o que eu iria encontrar e temia encontrar o que eu queria de alguma forma. Então aos poucos fui chegando ao meu destino, achei o que não queria achar de fato, vi meu avô caído e ferido, ele de longe parecia morto, estava sujo e então eu tremi e recobrei minha consciência e fui correndo para socorrer meu avô. Então quando cheguei perto dele vi que ele estava sem os olhos, eu o segurei e sussurrei:

—Vovô, não...

Então Clarie deu um grito:

 —Jake, cadê você?

Eu gritei:

—Estou aqui Clarie.

Ela deve ter ouvido o som da minha voz, pois logo chegou onde estava eu com meu avô, ela se assustou ao nos ver e principalmente meu vô sem os olhos, ela só resmungou:

—Jake, sinto muito eu...

Eu toquei em meu avô e senti que ele estava vivo por enquanto. Olhei para Clarie. —Ele não está morto, sua doida! Só inconsciente.

—Então devemos leva-lo daqui rápido Jake.                     

Eu assenti.

—Sim, me ajude aqui Clarie.                                          

Quando Clarie ia me ajudar a pega-lo e leva-lo para o carro, meu vô despertara e o que restara no lugar do olho do meu avô brilhou intensamente e ele agarrou meu braço, Clarie caiu no chão assustada. Meu avô então falou:

—Jacob!

—Vovô, eu vou te ajudar.

Meu vô sorriu abraçou-me e resmungou:                           

—Não, escute-me Jake... Deve ir para a ilha, aqui não é seguro para você.

Eu não compreendi nada do que ele estava dizendo na verdade, achei que ele estava delirando ou algo do tipo. Eu olhei para ele e o encarei.

—O que houve com o senhor?

Ele ignorou a minha pergunta como sempre.

—Vá para a ilha, lá vai estar seguro. Prometa-Me!

Não sabia o que dizer, então tive de fazer.                                        

—Eu prometo.

Vi que a vida estava indo embora de seu corpo. A Voz dele se enfraqueceu:

—Eu sempre achei que podia lhe proteger Jake, mas vi que não posso. Eu... Devia ter lhe contado há muito tempo...

—Sobre o que?

—Não tenho mais tempo, mas você tem Jake. —Falou ele—Encontre a ave, na fenda. Do outro lado do tumulo do homem velho, 3 de setembro de 1940...Conte a eles o que aconteceu, vai estar seguro e pronto para o que estar por vir.

—O que estar por vir?

Meu vô começou a tossir e cuspiu sangue e de repente vi os últimos momentos de vida dele e então caiu no chão sem vida alguma. Eu o segurei e tentei faze-lo voltar, gritei e esperneei o nome dele, mas não adiantava mais, meu avô estava morto.



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