História Scale Spila: Os Procurados - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alienígenas, Drama, Drogas, Família, Nova Chance, Passado, Poderes, Romance, Super-heroína, Vingança
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Palavras 4.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Cap.9-Só está Começando


                                                               Capitulo 09-Só está Começando

 

Então Tês após reencontrar com o irmão Sete resolveu fechar o bar mais cedo, eles estavam no andar de cima no quarto deles, ela estava aflita do verdadeiro motivo do desaparecimento de seu irmão. Ela estava feliz por seu irmão é claro, mas havia algo que a incomodava por demais.

 —O que aconteceu Sete? Você sumiu. —Falou ela meio desesperada para ouvir as palavras do irmão.

Ele olhou para a irmã, sentiu medo por ela.

—Eu sei, minha irmã, mas... Fui emboscado por um clã e eles haviam me prendido. Agora eu estou bem.

Porém ela não se convenceu com as palavras dele, achava que havia algo mais envolvido só que não sabia, mais uma vez não sabia foi a mesma coisa com o lance dos punhos de aço e o ki (quem contou a verdade foi Sione, sua melhor amiga), sentia-se impotente mais uma vez. Ela sorriu para o irmão fingindo aceitar as desculpas dele e sussurrou:

—Pensei que você tinha me abandonado...

Sete a interrompeu encarando-a tocando em seus ombros:

—Jamais! Vou estar ao seu lado sempre irmã, pode contar sempre comigo afinal eu sou o seu irmão.

Ela assentiu e de repente sentiu um odor forte e sabia bem que não era dela e resmungou ao irmão em tom de ordem:

—Você está precisando de um banho irmão, está fedendo.

Ele sorriu, afastando-se da irmã e pegando roupas limpas no guarda-roupa indo em direção do banheiro. Ele estava feliz por estar de volta, estar em casa com sua irmã querida, mas estava muito preocupado com o que poderia acontecer a partir de agora, afinal não tinha mais ninguém além dela. Ele resmungou a irmã:

—É bom estar em casa.

 —Sim, é bom tê-lo de volta querido irmão.

Como já dito, Tês estava feliz pelo retorno de seu irmão, mas estava preocupada assim mesma, sentia que o irmão estava diferente que escondia algo dela embora que ainda não soubesse o que exatamente. Mas jurou que descobriria, feria-o falar toda a verdade nem que ficassem a noite toda conversando ela queria poder confiar em seu irmão, queria estar certa de que seu irmão é um cara decente ao contrario de outros ai.

Então no banho a água que saia do chuveiro e caia em Sete era como uma aura que o fazia renascer, ficou muitos dias presos sem ver a luz do sol só vendo a cara de Tica Doukerl, a ruiva dos dragões negros que queriam a energia infinita para matar Syôdo e seus descendentes e isso significaria a morte de Sione e também Dalle que estava longe, mas mesmo assim se preocupava com ela. O que também bagunçava a sua cabeça era sua irmã, se ela estaria segura. Prometeu a si mesmo que a protegeria e estava disposto a fazer tudo para que isso acontecesse. Ele havia decidido uma coisa, mas tinha de falar com o mestre Syôdo antes. Ele saiu do box, secou-se com uma toalha e vestiu a roupa limpa; uma jaqueta branca, uma camisa vermelha e uma calça longa azul. Ele saiu do banheiro encarando sua irmã que agora não estava mais com o uniforme de garçonete.

—Irmã, eu sei que temos de conversar, mas eu preciso ver alguém agora.

Ela franziu a testa.

—Irá ver a Sione?

Sete fez que não:

—Não, eu vou ver o mestre Syôdo! Tenho muito o que falar para ele irmã.

Ela assentiu cruzando os braços.

—Eu vou ficar aqui, vou lhe esperar para conversarmos sobre tudo, não vai escapar, pois eu vou descobrir no que esta metido.

Sete assentiu descendo as escadas do quarto deles e depois saindo de casa andando em direção da academia, não sabia qual exatamente seria a reação de seu mestre, mas tinha de contar a ele o plano dos dragões negros e era bem possível que uma guerra estivesse vindo e que deveriam estar prontos.

 

Enquanto isso na academia, os estranhos conversavam bastante, Spila havia contado aos amigos que pretendia participar do torneio embora que Mayara e os demais estavam bastante preocupados com isso. Só que naquele momento só estavam Mayara e Spila conversando.

Mayara ergueu os olhos de preocupação para Spila, pois achava uma péssima ideia da amiga se unir ao torneio.

—Tem certeza que é uma boa ideia participar do torneio?

Spila que estava deitada na cama resmungou para a amiga que estava de pé com uma mochila nas costas.

—Pode ser uma boa para mim, não se preocupe eu ficarei bem. —Falou ela e notou a mochila—O que é essa mochila?

—Escola.

No próximo dia eles iriam à escola depois de nunca mais ter ido, com exceção apenas de Mayara é claro que parecia animada para conhecer a tal escola.

—Vai comigo né? Afinal eu não sei nada sobre escolas, você é minha melhor amiga.

Spila sentiu-se lisonjeada pelas palavras de sua amiga e resmungou:

 —Claro que vou Mayara! O Sesik e a Livia vão conosco também não é? Afinal somos um time.

Sesik apareceu no quarto diante das garotas.

—De fato somos uma equipe Spila. Só que eu me preocupo de que você está prestes a entrar numa enorme fria por causa dos clãs.

—O que?

Spila levantou-se da cama encarando Sesik que estava parado na porta.

—Que exagero! Sesik, eu sei muito bem o que estou fazendo, eu sei me cuidar por isso não se preocupe.

Mayara confrontou a amiga com um olhar.

—Amiga, lembra que tem as neros aqui e eu tenho certeza que estará lá no torneio. Acho que deveríamos ir embora...

Spila a interrompeu:

—E para onde? Não podemos retornar a Salvador, nós estamos mais seguros aqui pelo menos por enquanto.

Antes que Mayara ou ate Sesik fosse falar alguma coisa, Livia apareceu abrindo a porta assustando Sesik e resmungou:

—Pessoal que tal jogássemos jogos?

—Que tipos de jogos? —Questionou Mayara.

Livia encarou-a sorridente.

—Eu vou mostrar...

Então Livia e os amigos jogaram vários jogos, dama, xadrez além de jogos de cartas. Ficaram um bom tempo jogando os jogos, eles conversavam e se divertiam bastante também.                                           

—Então, isso que são jogos. —falou Mayara feliz após jogar vários jogos, estava bem animada—Achei demais.

Todos riram, então Spila olhou para a amiga.

—É, fazia um bom tempo que eu não jogava.                                            

Livia concordou.

—Acho que deveríamos sair mais e nos divertir.

Sesik e as demais assentiram.

—Pode crer, mas não hoje! Só quero é dormir agora.

Naquela noite todos os estranhos dormiram bem aquela noite, dormiram sem preocupações ou medos, pareciam anjos e que eram apenas seres normais em uma casa normal, pareciam ser pelo menos aquela noite.

 

Então Syôdo estava meditando e sentiu a presença de alguém, ele sorriu e resmungou olhando para a figura a sua frente:

—Você... Por onde esteve, Sete?

Sete sorriu para o mestre.

—Oi Mestre! Eu tinha caído em uma emboscada dos dragões negros. Eles querem vingança contra nós, Ghon de fato é um traidor miserável ele que me arrastou para uma armadilha e eu caí infelizmente. Eles desejam a...

—A energia infinita, não é?

—Sim.

Syôdo sorriu.

—Fique tranquilo, a energia está guardada pelos grandes punhos de aço.

—Sim, mas temos de ter cuidado mestre, pois eu sinto que uma grande batalha está por vir.

—Sim, eu sei... Nós estaremos pronto para o que vier! —Falou Syôdo olhando para Sete—É bom ter você aqui, Sete.

 —Igualmente meu mestre! Estou muito feliz por estar de volta... — a voz dele começou a falhar, ele continuou a falar após um tempo. —Eu sei que é tarde mestre, mas temos de nos preparar para o torneio, é daqui há quatro dias...

Syôdo assentiu.

—Sobre isso, a Dalle retornou para a academia e quero lhe perguntar algo muito importante, você quer participar?

Sete sorriu para o mestre.

—Claro! Eu lutarei pela academia e nós venceremos os dragões e todos os outros clãs, nós da academia Haketuh.

Então Sione apareceu e se assustou com a presença de Sete que conversava com seu tio Syôdo. Ela se aproximou encarando Sete.

—Sete? Eu não sabia que você tinha retornado.

—Voltei, agora vamos vencer os dragões e é uma questão de honra agora.

Syôdo deu um sussurro forte para Sione e Sete:

—Nada de confusão antes das lutas, ok? Prometam-Me.

Sete sorriu olhando para seu metre.

—Eu prometo mestre.

—Eu também, não arrumaremos confusão antes das lutas tio. —Resmungou Sione.

 

Dias passaram-se e por fim os dragões acharam um mestre para eles. Seu nome era Roob Weld Bhokun, primo do antigo mestre da academia Silás Bhokun (era um punho de aço poderoso). Ghon e Tica haviam achado cartas de Silás para o primo, além de mensagens no notebook trocadas por eles e assim falaram com ele sobre a morte de Silás e que precisavam muito dele, não demorou muito e Roob aceitou ser o novo mestre da academia.

—Será que é uma boa ideia? —questionou Wilder.

—Acho que não temos escolha. —Resmungou Ghon.

Tica olhou para os amigos com os braços cruzados, de fato não tinham escolha se quisessem participar do torneio e se vingarem de Syôdo e seus descendentes. Ela havia jurado para seu antigo mestre que vingaria a academia e era o que faria, pela memoria dele estava disposta a tudo.

—Precisamos dele se quisermos vencer amigos, e vamos vencer.

Ghon e Wilder assentiram, então a porta abriu e um homem apareceu, tinha os cabelos verde-mar curtos com uma parte do cabelo cobrindo seu olho esquerdo, ele vestia uma camisa vermelha com a imagem de um dragão negro, ele sorriu para os alunos de seu primo e resmungou:

—Meu primo morreu e deixou vocês na mão, pelo que vejo não é? Mas não se preocupem, pois eu Roob, vou fazer vocês ganharem o torneio pela honra da academia dos dragões negros vamos derrubar a todos que estiverem em nossa caminho, não importa quem seja.

Ghon, Tica e Wilder olharam para o mestre confiantes de que poderiam de fato vencer o torneio.

—Estamos contando com isso, mestre. —Resmungou Ghon

Wilder sorriu para o mestre, resmungando:

—Os dragões vão queimar a todos.

Roob sorriu.

—Exatamente meus alunos, vamos vencer! —Falou ele em um tom firme, seu desejo era vencer e transformar os dragões negros em uma grande academia que fora antes. Seu desejo era ver os outros clãs perecerem diante dos dragões negros. —Temos muito que fazer.

 

Enquanto isso em Salvador, Don estava em seu escritório e depois de muito falar com seu irmão lembrou-se de que sua irmã sempre dizia que queria viajar para Nova Zelândia e se entristeceu por nunca ter feito isso, lamentou que ele só se preocupava com a Azumi e se esquecia de sua irmã. Se arrependimento matasse, ele já estaria morto, mas agora tinha uma chance de trazer a sua irmã de volta para casa, pegou o celular e ligou para Xander.

—Xander, você e seu irmão devem ir imediatamente para Nova Zelândia, é um dos lugares que minha irmã sempre quis viajar.

Xander, na linha assentiu.

—Entendido senhor, vamos pedir reforços.

Don fez que não:

—Não, minha irmã não é uma bandida e sim uma vitima por causa dos malditos Fray. Quando encontrarem a Georgia, prendam-na em algum lugar ate que eu e meu irmão cheguemos para ir com ela e nós daremos a vocês o premio merecido.

—Certo, eu e meu irmão estamos a caminho Sr.Don.

Don sorriu satisfeito.

—Avise quando a encontrar, agente Xander.

—Claro senhor.

 

Xander desligou o celular e resmungou suas ideias para o irmão:

 —Podíamos pegar a irmã do Don e trafica-la para o mercado negro, ganharíamos bastante dinheiro não concorda irmão?

Rand não gostou disso.

—Não acho isso correto, afinal a Georgia é uma boa pessoa, nunca fez mal a ninguém...

Xander riu interrompendo o discurso do irmão.

—Você e a Georgia podem ate terem sido amigos quando eram crianças, mas agora é diferente, você é um ex-traficante e agente da Azumi, ela uma estranha um ser perigoso que deve de ser detido.

Parece a Nero falando, pensou Rand.

Rand não gostou do tom de voz que seu irmão usou para falar de Georgia, sua amiga de infância.

—Não, nós temos apenas a missão de acha-la e avisar ao Sr.Don que estamos com ela para eles ficarem com a irmã e nós com a recompensa, essa é nossa missão querido irmão.

—Você precisa dormir.  —Resmungou Xander.

—Dormir não vai mudar o que penso irmão.

Xander resolveu não discutir com seu irmão, ainda iria fazer as coisas do seu jeito só tinha que mudar o pensamento de seu irmão, eles continuaram viagem com Xander dirigindo e Rand só observando o que o irmão faria se encontrarem Georgia em Nova Zelândia.

 

Ainda era noite em Nova Zelândia, os estranhos já haviam ido dormir e Sione também. Sete havia ido para casa após a conversa com seu mestre e Sione. Porém havia uma pessoa que não era o Syôdo, que não estava dormindo ainda. Dalle, ainda estava treinando e mesmo estando cansada ela elevava o seu Ki, a sua energia em seus punhos sendo capaz de atingir com força o saco de pancadas, ela pensava como iria continuar a viver, sentia muito a falta de sua mãe. Então uma pequena luz saiu de seu punho e transformou-se em uma mulher de cabelos loiros, era bonita e tinha a cara de ser uma pessoa gentil.

—Você continua treinando? Você é mesmo uma grande guerreira, minha filha.

Dalle olhou vendo a luz de sua mãe Gena estava ali, derramou lágrimas ao vê-la.

—Mãe? Eu sinto tanta a sua falta...

Gena a interrompeu:

—Eu sei, você é uma garota maravilhosa minha filha, você é guerreira.

As palavras de sua mãe só deixavam Dalle mais feliz e triste por não ter mais a sua mãe, encarou-a chorando.

—Mãe, eu... Preciso de você.

—Não, você já não precisa mais de mim filha. —Falou ela em um tom calmo e bem suave—Mas a sua prima Sione precisa, cuide dela.

Antes que Dalle fosse dizer algo, sua mãe desapareceu e Dalle caiu aos prantos por não conseguir superar a morte da mãe e por sentir muito a sua falta, sem saber acabou dormindo naquela sala de treinamento.

 

Já era bem tarde e estava tendo uma perseguição em Nova Zelândia, muitos tiros e um garoto de cabelos loiros corria como relâmpago porém ele fora atingido e caiu no chão morto. Por trás disso apareceu um dos agentes da Nero, tinha os cabelos castanhos e usava uma armadura de combate e segura uma arma nas mãos, resmungou:

—Morra e fique no chão, estranho nojento!

Então um raio passou por ele rapidamente, porém alguém observou e atirou muitas vezes contra o raio, sangue foi derramado e então surgiu uma garota de cabelos ruivos bem curtos que caiu no chão morta.

O agente usava um capuz, ficou ao lado do parceiro e resmungou:          

—Eles não desistem, vamos matar ate o ultimo estranho. A Nero prevalecerá e os estranhos pereceram, estamos apenas começando o extermínio dos estranhos, logo todos vão morrer.

Eles viram os corpos da garota e do garoto mortos na pista, sem nenhum remorso eles tiveram apenas riram. Embora quisessem caçar os estranhos, os agentes da Nero não haviam achado mais nenhum naquela madrugada, resolveram que se reuniriam com Carry no próximo dia.

 

No dia seguinte os estranhos foram à escola depois de muito tempo, ambos haviam ido à escola e já haviam entrado na escola, porém Mayara e Spila estavam paradas no corredor esperando Sesik que havia ido levar Livia a sala dela, ela estava muito nervosa. Mayara ficou aliviada, pois estavam usando nomes falsos para não deixar suspeitas, ela e Spila viram muitos alunos entrarem nas salas em uma enorme velocidade ao contrario delas que estavam bem hesitantes em relação às pessoas normais quando vê-las entrar na sala e se reconheceriam elas ou teriam medo se soubessem que elas são estranhas. Então elas estavam perdidas em seus pensamentos e nem notaram quando Sesik apareceu diante elas.

—Vamos garotas! A Livia já foi para a classe dela.

Elas se assustaram e olharam para ele.

—Sim, mas sinto que algo está acontecendo. —Resmungou Mayara.

Sesik e nem Spila falaram nada pois achavam que era medo de Mayara por estar em uma escola pela primeira vez. Ambos subiram as escadas indo em direção a sala deles, Eles viram que a sala tinha muita gente, mais garotas do que garotos e apresentaram com os nomes falsos; Samuel Gregoriano, Grace Salim e Marina Grasind. Mas ninguém disse nada, tiveram muitas aulas naquela manhã a primeira de muitas na verdade. Elas tiveram aula com o professor de história Kalon Franklin, um homem alto e bem bonito também, tinha charme e sabia ensinar muito bem. Ele tinha os seus cabelos castanhos escuros com lindos olhos verdes que hipnotiza qualquer um. Ele havia passado dez questões para os alunos fazerem, antes ele havia batido um papo com os alunos.

—Bem, andem logo galera! Vamos às questões não são tão difíceis assim, sei que conseguem fazer.

Os alunos estavam fazendo as atividades, Mayara estava com a sua cadeira colada com a de Spila e a de Sesik. Os amigos achavam que Mayara parecia que estava se acostumando com a escola. Então no intervalo eles tiveram uma conversa um pouco complicada. Sesik começou a falar:

—Vocês viram que noite passada dois estranhos morreram pela Nero?

Mayara assentiu e fuzilou Spila com os olhos.

—Geo... —Falou ela atrapalhada em decorar os nomes falsos. —Grace, você não deve participar do torneio é muito perigoso.

Spila irritou-se com os argumentos dos amigos, óbvio que a Nero tinha um grande poder, mas não era por isso que iria deixar de fazer as coisas. Iria viver não importa que isso lhe custasse sua vida.

—Pode esquecer, eu vou participar do torneio vocês querendo ou não, a decisão é minha não de vocês. — falou ela em um tom grave e forte assustando os amigos e os colegas de sala, então Mayara segurou a mão da amiga com força e resmungou o que sentia:

—Grace, me escute... É para o seu bem, somos seus amigos e não queremos perder você.

As palavras de Mayara foram esclarecedoras para Spila que então pensou em tudo o que havia passado e viu que Mayara e Sesik só queriam o seu bem.

—Talvez você esteja certa, acho que não vi o que aconteceria se eu morresse. Eu não quero perder vocês também. —falou ela com a voz meio que em lágrimas—Mas eu ainda vou assistir ao torneio.

Sesik sorriu.

—Já é um começo.

Mayara deu um abraço bem forte em Spila que não rejeitou, pois Mayara quase nunca abraçava ou demonstrava os seus sentimentos e aceitou de bom grado o abraço caloroso da amiga.

Enquanto isso na casa de Tês, ela já estava vestida de garçonete e encarava o irmão vestido de garçom. Quando ele retornou ontem para casa, ela já estava dormindo e não conversou com irmão a respeito do sumiço dele e que ele estava escondendo algo.

—Me conte tudo irmão, não vai escapar hoje.

Sete ergueu seus olhos para a irmã e hesitou um pouco.

—Já falei irmã, eu fui emboscado pelos dragões negros e...

—Como é?

Sete viu que havia falado besteira e viu a reação de sua irmã, temia que ela fizesse alguma besteira.

—Ghon! Aquele filho da puta. —Gritou ela com raiva—Ele me ajudou, comprou novas cadeiras para o bar, ainda disse que era amigo da Sione... Eu vou mata-lo.         

Sete viu que a irmã estava bem estressada e resmungou:

—Fique calma, eu estou bem e me preocupo com você irmã.

Tês derramou lágrimas e olhou para o seu irmão.

—Vou ficar bem irmão, mas temo que algo aconteça no torneio... Não quero te perder.

—E não vai me perder, eu não pretendo morrer irmã.

Enquanto isso os agentes da Nero estavam se reunindo em uma casa abandonada. O agente de casaco olhou para Carry ao lado do seu parceiro e resmungou:

—Nós eliminamos dois estranhos noite passada, mas temos de achar mais.

Seu parceiro, seu nome era Ricon Dyz continuou de onde seu parceiro o agente de esquadrão A, Gregon Fantz havia parado.

—Tem um jeito, o torneio... Deve haver muitos estranhos lá e será uma enorme oportunidade que não devemos deixar passar.                           

Frecrolth concordou, colocando a mão no seu chapéu de palha.

—É, vamos explodir uma enorme bomba e os estranhos resistiram.

Carry aprovou.

—Sim, uma ótima ideia. Vamos explodir tudo quando o torneio acabar, será um estrago, mas sempre há perdas na guerra.

Ele sorriu e deu um soco na porta amaçando a porta de madeira, olhou para os agentes da Nero e disse as seguintes palavras:

‘’Nós vamos dar a doença, mas seremos quem vai dar a cura também, seremos os salvadores da doença que são os estranhos’’.

 

Então Syôdo contou a Dalle tudo o que acontecera com Sete, inclusive dos dragões negros quererem a energia infinita. Dalle ficou pasma com tudo que seu tio havia lhe contado, seus olhos ainda estavam vermelhos por causa da noite passando quando viu sua mãe.

—Então aqueles malditos dos dragões negros querem a energia infinita?

—Sim, algo que eu já suspeitava na verdade Dalle. Temos de ser muito cuidadosos agora, pois o sete foi capturado pelos dragões e devemos estar atentos.

Dalle franziu a testa.

—Sabe tio eu acho que devíamos matar aqueles malditos dos dragões...

Syôdo a interrompeu:

—Vingança não é a solução Dalle e você sabe muito bem disso. Temo que o Carry também queira a energia infinita para conseguir exterminar os estranhos da face da terra que é o desejo dele.

Os olhos de Dalle se encheram de raiva e ódio, ela levantou seus punhos que começaram a pegar fogo.

—Mas os dragões negros mataram os pais da Sione, devíamos mata-los.

—Eu matei os responsáveis pelas mortes deles há muito tempo atrás, rancor não é algo bom. Eu só quero ficar em paz, tudo bem?

Dalle assentiu, abaixando seus punhos fazendo as chamas sumissem.

—Você está certo, eu acho que me descontrolei tio! Desculpe-me.

Syôdo sorriu, lembrou-se de sua irmã Gena com as palavras de sua sobrinha Dalle. Sentia falta de sua irmã agora mais do que nunca.

—Você me lembrou muito a sua mãe agora.

—Serio?

Ele assentiu e resmungou:

—Tenho algo pra pedir a você Dalle; quero que pare de treinar a Spila, pois o Carry vai estar no torneio e será um perigo se ela for. Já estou preocupado com você, por isso quero que fale com ela quando ela voltar da escola.

—Pode deixar, eu vou falar com ela.

 

Enquanto isso na academia dos dragões negros Roob já tinha uma pequena relação com os alunos de seu primo. Fez questão em dizer que ia tirar o nome nos dragões do lixo e os levaria ate o topo, disse que Syôdo e a academia Haketuh não eram nada comparado a eles e iriam mostrar isso. Então Ghon revelou ao novo mestre que pretendem pegar a energia infinita, Roob não pareceu surpreso.

—Então quer dizer que pretendem conseguir a energia infinita?

 Roob lembrou-se que o premio da academia vencedora, era trezentos milhões de dólares e o titulo de grande punho de aço e o vencedor ganharia parte da energia infinita (embora que quem as possua não a usem, a guardem, mas quem ganhar pode fazer o que desejar).

—Só poderam pegar a energia se...

Tica o interrompeu:

 —Ganharmos o torneio, não é mesmo?

—Sim, exatamente isso querida Tica.

Ghon que estava ao lado da amiga olhou para o mestre.

—Pode deixar conosco mestre, vamos ganhar a energia infinita..

Só que Wilder não queria apenas uma parte da energia queria todas às quatro partes protegidas pelos grandes punhos de aço.

—Sim, nós os dragões vamos queimar a todos, mas... —Sua voz falhou e ele ergueu seus olhos para o mestre Roob. —Quais os grandes punhos de aço que a guardam?

—Os grandes punhos de aço que guardam a energia infinita são Syôdo em Auckland, Balleau em Nova York, Ita em Londres e por ultimo Mipha em Cali. —Falou ele olhando para Wilder que estava muito interessado nas energias infinitas. —Escute algo, as energias só funcionam juntas e por isso o mestre dos punhos de aço mantem os grandes punhos de aço separados.

Ghon sorriu para o mestre.

—Vamos matar o Syôdo e todos os que ficarem no nosso caminho, mestre.

Roob assentiu.

—Sim, nós iremos fazer isso Ghon, mas antes precisamos pegar todas as quatro partes da energia infinita para matarmos os membros das academias só restando a nossa, a dos dragões negros.                                                           

                                                                                        



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