História Scared Boys - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Justin Bieber, Scream (Série), Shawn Mendes
Personagens Cameron Dallas, Justin Bieber, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Cameron, Horror, Justin, Scream, Shawn, Terror, Yaoi
Exibições 33
Palavras 3.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi galera. Essa história é baseada em Scream.
Justin Helfield — Justin Bieber.
Shawn Mendes — Shawn Mendes.
Austin Cohen — Austin Mahone.
Harry Connor — Harry Styles.
Cameron Dallas — Cameron Dallas.
Effy Stonem. Cassie James. Owen Doyle. Violet Stonem. Skie Tromp. Charllote River. Ella Morror. (Personagens originais).

Eu pensei muito nessa história e resolvi escrevê-la, então, espero que gostem realmente. E como é baseado em Scream, haverá um pouco de terror e horror. Ou seja, violência, drogas, festas e morte, principalmente mortes. Não se acostume com um personagem pois ele provavelmente irá morrer!

Boa leitura! \o/

Capítulo 1 - Prólogo.


Fanfic / Fanfiction Scared Boys - Capítulo 1 - Prólogo.

Todos nós somos como formigas numa enorme tempestade de areia. Porém sempre tem alguns que pensam ser algo a mais: Pisam sobre outros, ultrapassam regras e fingem ser a própria lei para terem uma simples ilusão de ser especial.

Acorde do seu sonho. Ninguém é especial.

Somos todos a mesma merda! Nascemos para morrer. Morremos para nascer! Ninguém é maior. Todo mundo é igual!

Mas é como eu disse, sempre existem as pessoas loucas e que fazem de tudo para parecerem maior, num caminho curto e infeliz em direção à própria morte.

Toc toc, o mal bateu à sua porta.

 

Justin Helfield.

 

Meu coração estava batendo à mil, meu corpo estava suado e meu estômago estava gelado. Eu queria poder pensar em alguma coisa, realmente queria, mas o álcool presente em meu corpo não me ajudava muito.

Tudo a minha volta estava borrado, eu não conseguia pensar direito, tudo que eu sabia, era que estava em uma casa da árvore. Era feita de madeira e extremamente apertada para dois corpos estarem lá dentro.

Sim, eu não estava sozinho. À minha frente estava Owen, Owen Doyle. Ele era loiro, corpo atlético e olhos azuis. Uma armadilha para garotas da nossa idade e que estão com a puberdade na flor da pele.

Owen era simplesmente o cara mais desejado da escola. Era o melhor do time de basquete, e era pertencente a uma família rica, os Doyles.

Eu nunca fui de gostar de garotos. Mas nele, tinha alguma coisa de diferente. Borboletas surgiam em minha barriga quando meus olhos o viam. Meu corpo começava a tremer e tudo a minha volta parecia ser muito mais alegre e divertido.

Realmente, eu tinha caído em sua armadilha. E ele, parecia estar totalmente louco por mim nesse momento, já que seus cabelos estavam completamente suados e bagunçados, sua camisa polo estava com alguns botões abertos e o zíper de sua calça preta estava aberto, revelando a sua excitação por cima de sua cueca.

— Você me deixa louco, sabia? — Sorriu sapeca. — Desde que entrou no time do basquete, eu não consigo mais de deixar em pensar em você. — Riu, se encostando em seguida na parede de madeira atrás de si com os lábios vermelhos e com a excitação correndo solta pelos seus olhos.

Eu estava bêbado, sei disso. Mas não é por isso que vou me esquecer de praticamente toda a minha vida. Eu sabia que isso estava errado. Sabia que não era correto dois homens se encontrarem assim.

— Eu... não posso fazer isso. — Minha voz saiu falha, como a minha respiração naquele momento. — Meu pai me mataria. — Falei.

— Foda-se o seu pai. — Se desencostou da parede, chegando assim, mais próximo de mim. — Eu quero você. E ninguém vai me impedir de ter isso. — Ele ficou de joelho entre as minhas pernas abertas no chão e agarrou assim, a minha cintura, me puxando em seguida para perto de si.

O meu cérebro falava que estava tudo errado. Mas meu corpo, meu corpo falava completamente o contrário. Eu precisava dele naquele momento. Afinal, eu sempre quis isso, desde quando tinha treze anos.

E foi assim que eu me joguei em seus braços e me rendi completamente ao seu amor. Logo, ele começou a me beijar bruscamente, sua língua entrou dentro de minha boca, sendo acompanhada de mordidas e pegadas fortes em minha cintura.

Quando se distanciou novamente, ele me encarou com um sorriso e tirou sua camisa polo azul, expondo assim, todo o seu tronco musculoso e definido. Meu pau começou a latejar por baixo da cueca. Eu sorri de excitação no mesmo momento, queria passar minha língua por todo o seu corpo. Esse era o maior desejo de minha vida, ter Owen Doyle para mim.

Em seguida ele tirou a minha própria camisa preta, ele a tirou e a jogou num canto qualquer da casinha. Então, ficou ajoelhado à minha frente, com o mesmo sorriso de antes, só que desta vez, com os olhinhos azuis percorrendo todo o meu corpo, como se fosse a melhor coisa de toda a sua vida.

— Justin Helfield. Já te falei que é o garoto mais gostoso que eu conheci na minha vida inteira? — Voltou com os seus olhos para os meus. Eu podia gozar de prazer em só de ouvir aquela sua voz rouca me seduzindo assim. Isso era, definitivamente, o meu maior sonho sendo realizado.

— Não. — Mas você é o garoto mais bonito que eu conheci em minha vida. — Sorri, sem tirar meus olhos de cima do seu.

Nessa hora, um sorriso mais sincero e mais bonito se abriu em seus lábios. Eu sabia o que aquilo significava, ele estava sentindo amor por mim. O melhor sentimento de todos os tempos.

Owen colocou a mão no bolso da calça e tirou de lá, seu iPhone. Em seguida, ele apontou sua câmera para a minha posição. O flash se ligou junto, fazendo com que causasse uma queimação em minha visão, eu coloquei as minhas mãos nas frentes, mas Owen as tirou, colocando-as para o lado.

— Vamos lá, diz isso de novo, mas dessa vez, na gravação. — Riu. Chegando com a câmera mais próximo de meu rosto, filmando assim cada detalhe presente em minha face.

É como eu disse antes. Se estivesse sóbrio, como uma pessoa normal, nunca o deixaria começar a gravação. Mas quando uma pessoa está dominada pelo álcool, não há nada a se fazer. Seus pensamentos voam, e você é influenciado por qualquer coisa.

— Owen Doyle é o garoto mais bonito que eu já conheci em toda a minha vida. — Um sorriso escapou de meus lábios. Ele riu junto comigo e se aproximou com a câmera mais perto ainda de meu sorriso.

Logo em seguida, ele abaixou o celular, indo dessa vez para o meu peitoral e em seguida descendo até o meu abdômen. Nada era dito na cabana, tudo que vinha aos meus ouvidos, era o barulho da festa do lado de fora.

Sim, estava acontecendo uma festa do lado de fora. Mais precisamente na casa da minha amiga, Effy Stonem. Ela e sua irmã, Violet, eram a segunda família mais rica da cidade, depois dos Doyles, claro. Estamos no início do ano, e como Violet é a garota mais popular da escola, resolveu dar uma festa com todos os novatos do terceiro ano em sua casa.

Casa não, mansão. Era enorme, e nos seus jardins de fundos, logo após a piscina, havia um lago, e do outro lado do lago, havia uma árvore imensa, com uma casinha de madeira construída em seus galhos.

Esse era o lugar mais reservado da festa, pelo menos eu e Owen achávamos isso.

Mas eu acordei de meus pensamentos, quando senti sua mão apalpar o meu volume por cima da calça, na mesma hora eu tampei sua câmera com minhas mãos. Eu lhe encarei torto, mas o mesmo continuava com um sorriso provocador estampado no rosto.

— Que foi? — Riu. — Eu já chupei isso várias vezes!

— Eu não quero fazer um filme pornô! — Retruquei. — Imagina se alguém ver isso?

Owen riu e desligou o flash de sua câmera, colocando o iPhone novamente em seu bolso. De todas as coisas que mais me irritava nele, o pior era o seu jeito bem-humorado de tratar todas as coisas como se nada fosse problema.

— Ok. — Falou. — Você venceu, Justin. — Então ele pegou sua camisa polo azul no chão e se vestiu novamente. Eu fiquei lhe encarando, esperando alguma explicação por estar se vestindo novamente, mas ele só me olhou e riu: — A Effy me mandou uma mensagem dizendo que está vindo. — Me encarou. — Imagina se ela nos visse assim. — Imitou minha voz, sem tirar o sorriso do rosto.

Eu sorri com isso e dei um soco em seu peito, lhe fazendo cair levemente para trás, com uma cara de dor falsa estampada no rosto. Aquilo me fez rir mais ainda.

Enfim, Effy estava vindo. Então precisávamos nos arrumar. Eu vesti minha camisa e nós dois saímos de dentro da casinha. Ficamos parados ao lado da árvore, encostados em seu tronco.

A festa ocorria a uns duzentos metros de distância, do outro lado da lagoa. Podia ver daqui a piscina e algumas pessoas pulando e dançando ao seu lado. O som era baixo daqui, mas dava para ouvir perfeitamente.

Logo a imagem de Effy surgiu no outro lado, descendo pela piscina com um copo de vodca em sua mão. Mas o que me surpreendeu foi o fato de atrás dela, estar também a minha namorada, Cassie. Qualquer pessoa da nossa distância podia perceber o quanto as duas estavam bêbadas. Afinal, estavam quase caindo no chão, de mãos dadas.

Owen me deu um soco leve no ombro, chamando minha atenção para si. Então um sorriso se formou em seus lábios e ele começou a andar na direção das duas, dando a volta pela lagoa. Eu segui seus passos, e não demorou muito para que as duas garotas estivessem à nossa frente, com sorrisos bobos e olhares extravagantes.

— Onde estava, Owen? — Effy foi a primeira a falar, chegando extremamente perto de seu namorado. Eu dei um passo para trás e deixei que os dois se abraçassem, sendo acompanhado de um beijo molhado depois.

— Bebendo com o Justin. — Owen respondeu, depois de dar um pequeno empurrão em sua namorada, fazendo com que a mesma se afastasse do beijo.

Eu sorri em concordância ao sentir o olhar de minha namorada, Cassie, sobre mim. Então ela mordeu os lábios e subiu em cima de mim, juntando nossos lábios segundos depois.

Não tive tempo de reagir, então tudo que fiz foi retribuir o beijo, adentrando com minha língua, em sua boca coberto de álcool. Agarrei sua cintura, para que ela não caísse por cima de mim, de tão bêbada que estava.

Mas logo a afastei, terminando nosso beijo. Ela sorriu para mim e em seguida eu engoli em seco, podia sentir o olhar pesado de Owen sobre mim. Ele já ia dizer alguma coisa, mas fomos interrompidos por outras pessoas, que chegaram ao nosso lado.

Estes eram Shawn e Charlotte. Podemos dizer que eles também fazem parte do nosso grupinho, mas nenhum dos dois namoram. E Shawn, era o meu melhor amigo, desde quando éramos crianças.

Ele não era de beber muito. Na verdade, eu quase nunca o via bebendo. Ele se desculpava dizendo que não gostava do gosto do álcool, mas eu sabia, que ele não bebia por conta de sua mãe, ela era alcoólatra e que teve seu triste fim quando Shawn tinha apenas treze anos.

Por isso ele não bebia muito. Shawn é do tipo de pessoa que não gosta de expressar seus sentimentos e muito menos, de desabafar seus problemas com outros. Afinal, se ele era fechado com seu único melhor amigo, com quem mais iria desabafar?

— Vocês duas são umas vadias. — Falou Shawn. — Nos deixaram sozinhos naquele monte de gente bêbados! — Shawn chegou abraçado com Charlotte, com seu braço direito por detrás de sua cintura. A mesma sorria e concordava com tudo. De longe, eu também podia sentir o cheiro de álcool vindo de sua boca.

— Então veio para o lugar errado, Shawn. — Afirmou Owen, nos olhando. — Effy e Cassie não conseguem nem falar direito. — Riu, olhando em seguida para sua namorada, que fez uma careta como resposta.

Eu fiquei na minha por um breve momento. Todos estavam sorrindo e bêbados, falando coisas banais de adolescentes. Charlotte, principalmente, falava sobre o gato do terceiro ano que tinha pulado em cima dela no meio da festa.

Passamos quinze minutos assim, até que nos sentamos no chão, na beira do lago. Owen sentou-se à minha frente, abraçado de lado com sua namorada, Effy. Já eu estava abraçado com Cassie, minha namorada, e Shawn estava sentado sozinho na esquerda e Charlotte, para completar a roda, estava sentada do lado direito.

— Já ouviram falar em amigos de sangue? — Perguntou Charlotte, com um sorriso no rosto. Todos a encararam, um pouco assustados, talvez pelas suas expressões. Charlotte riu e tentou amenizar: — É assim, cada um faz um corte na palma da mão, em seguida nós damos a mão e juramos ser amigos para sempre.

— Eu não quero fazer um pacto com o capeta, Charlotte, muito obrigada. — Effy falou primeiro, fazendo todos ali rirem. Menos Charlotte, claro, que a encarou, com uma careta desenhada em sua face.

— Eu acho que devemos. — Cassie falou. Ela estava ao meu lado, abraçada a mim. Eu virei a cabeça e a encarei. A mesma voltou-se contra mim, com um sorriso bobo no rosto: — Qual é pessoal, somos amigos faz dois anos. Acho que já está na hora de agitar as coisas!

— É, eu também concordo. — Eu ouvi a voz de Shawn, então na mesma hora eu o encarei. O mesmo sorria para todos, enquanto derramava um copo de vodca na garganta.

Que porra, da onde ele tinha tirado esse copo? E por que diabos ele estava bebendo?

Eu o fuzilei com o olhar. Ele sabia que eu estava confuso, então tudo que ele fez foi dar um sorriso mínimo para mim, expressando sua loucura. Enfim, eu não dei muita bola para isso. Shawn faz o que quiser com a vida. Não devo me meter em seus assuntos particulares.

— Mesmo que queiramos fazer o pacto. — Brincou Owen, chamando a atenção de todos. — Ainda falta Austin. — Disse. — Não podemos deixar um amigo de fora.

— Não, não podemos. — Sussurrou sua namorada em seu ouvido, dando-lhe um beijo na bochecha em seguida. Owen então sorriu sapeca e a puxou pelo queijo, desferindo um selinho em seus lábios.

É, ele fazia essas coisas bem na minha frente. Eu tentava não levar para o lado pessoal, mas era praticamente impossível. É praticamente impossível desistir da pessoa que você ama desde criança, principalmente se ela retribui o sentimento, lhe dando falsas ilusões.

— Então quem então vai chamar o Austin? — Charlotte perguntou, sorrindo. — Eu não.

— Eu não. — Retrucou Shawn, no mesmo instante.

Em seguida todos ali repetiram a mesma frase, me deixando em último, como sempre. Eu estava mergulhando tão fundo em meus pensamentos, que nem percebi. E quando voltei para a real, todos ali estavam olhando em minha direção, esperando que eu fosse ir buscar o Austin.

Não podia negar. Afinal, era uma das regras imaginárias do grupo. Tudo que eu fiz foi tirar o braço de minha namorada e então, me levantar, suspirando. Eu arrumei minha roupa amassada e concordei com a cabeça, iria trazer Austin.

— Cuidado com o monstro do lago. — A voz de Charlotte escoou em minha cabeça. Em seguida todos riram e logo, começaram a falar daquele mesmo assunto banal.

Eu apenas me afastei do grupo e dei a volta no lago, indo em direção à piscina da casa de Effy, onde estava a maior parte do pessoal. A noite estava escura e gelada. Não sabia se pelo fato de ter um lago próximo, deixava as coisas mais frias.

Mas parecia que o pessoal do terceiro ano não se importavam com isso, já que estavam dançando e nadando, como se não houvesse amanhã. Isso, porque era início do ano. O verão tinha acabado faz pouco tempo, mas não os impediam de comemorar, como se não houve um longo e cansativo ano letivo pela frente.

Eu estava perdido em meus pensamentos, até meu iPhone em meu bolso começou a vibrar. Eu o peguei rapidamente, vendo uma mensagem em seu visor:

“Está com raiva de mim? ” — Número desconhecido.

Eu levantei as sobrancelhas, já que era muito raro eu não ter o número de alguém salvo em meu celular. Eu desbloqueei o celular e resolvi responder à pergunta.

“Quem é? “ — Eu escrevi, com os dedos tremendo do frio que eu estava sentindo.

A cada minuto que passava, o tempo parecia ficar cada vez mais gelado. Eu abracei meu corpo e olhei em volta. Estava no meio do caminho, os meus amigos estavam do outro lado do lago, e a piscina estava a poucos metros de distância de mim.

“Quem você acha que é, garoto mais gostoso do mundo? “ — Número desconhecido.

Na hora que li aquilo, um sorriso involuntário se formou em meu rosto.

“Estou te mandando pelo número privado, porque não consigo imaginar o quanto Effy ficaria brava comigo se ela descobrisse o nosso ‘caso’ “ — Número desconhecido.

Então meu sorriso se desfez. Eu sentia um aperto no coração toda vez que ele se dirigia a Effy, eu sabia que era apaixonado por ele. Sim, o pior sentimento de todos, encarnado em minha pele desde os treze anos.

“Talvez você deveria dar mais atenção para ela. Acho que ela está com ciúmes da nossa ‘amizade’. “ — Lhe respondi.

Então eu guardei o celular novamente em bolso, o frio era intenso demais para que eu ficasse parado, no meio do lago e longe das pessoas. Eu caminhei em direção à piscina, e logo me encontrei no meio da festa.

Foi então que recebi cotoveladas, tapas e principalmente mãos bobas correndo por todos pedaços do meu corpo. Por isso eu nunca gostava de ficar no meio das pessoas, principalmente em festas, sempre preferi ficar em um canto, com meus amigos.

Meus olhos correram por todo o lado, esperando ter alguma visão de Austin. Mas estava sendo impossível. Na verdade, seria impossível encontra-lo na casa de Effy, já que era gigante.

Eu senti meu celular vibrando novamente e novamente. À cada passo que dava, ele vibrava, anunciando a chegada de novas mensagens. Eu bufei e me afastei do meio das pessoas, me sentando num banco, onde ao lado, tinha um casal se beijando.

Eu não liguei para isso e apenas tirei o celular do bolso.

“A Effy não merece minha atenção, ela é uma puta. “ — Número desconhecido.

“Você merece muito mais atenção do que ela. Seu pais estão viajando para Washington, não estão? Eu poderia te levar em casa, para ficarmos sozinhos. Finalmente sozinhos. “ — Número desconhecido.

Eu ri daquilo e apenas guardei o celular no bolso. Em seguida eu me levantei do banco e segui em direção a casa, entrando pelas portas do fundo. A parte de trás da casa de Effy era linda, pois as suas paredes eram praticamente de vidro, com algumas partes de madeira, o que dava a visão perfeita de dentro de sua casa.

Eu entrei por lá, esperando encontrar Austin se agarrando a alguma menina do terceiro ano, mas não havia quase ninguém, apenas alguns garotos desconhecidos bebendo e rindo. Então o celular vibrou novamente em meu bolso. Eu o tirei, e o desbloqueei.

“Está me ignorando, Justin? “ — Número desconhecido.

“Por que está fazendo isso? “ — Número desconhecido.

Então eu o respondi.

“Eu estou procurando o Austin, Owen. Não me atrapalha. “ — Respondi.

Em seguida eu vi que o número desconhecido estava digitando. Eu abracei o meu próprio corpo, sentindo o frio invadir novamente a minha pele, mesmo eu estando já dentro da casa. Sempre falei para Effy que sua casa era gelada.

Eu bufei e esperei cinco segundos longos, até que recebi a mensagem em meu visor.

“Quem disse que eu sou o Owen? “ — Número desconhecido.

“Você parece estar com frio. “ — Número desconhecido.

Número desconhecido lhe mandou um vídeo.

Aquilo apareceu em meu visor. Na mesma hora o meu coração bateu mais forte. Eu engoli em seco e baixei o vídeo. Tinha quatro segundos, e era de mim, digitando no celular enquanto próprio me abraçava, exatamente no mesmo lugar em que estava nesse exato momento.

Eu guardei o celular no bolso na mesma hora. Os meus olhos automaticamente olharam em volta, mas dessa vez não havia nenhuma alma-viva dentro da casa. Apenas eu.

Mas o que me chamou a atenção foi o barulho vindo do lado de fora. Quando olhei pelas paredes, eu vi as pessoas do terceiro ano correndo para um lado em conjunto, pareciam estar gritando, completamente apavoradas e confusas.

Eu abri a porta do fundo e quando a fiz, o barulho da música atingiu novamente os meus ouvidos. Pop nunca apareceu tão aterrorizante para mim. As pessoas gritavam em conjunto, correndo para fora da casa.

Algumas esbarram em mim e quase me jogaram no chão, mas eu permaneci parado em um canto da casa. O meu celular vibrou novamente, então o puxei do bolso e li a mensagem.

“Eu gosto de você, Justin. Posso ver seus segredos imundos escapando de seu corpo. Eu gosto disso. Seus amigos também têm segredos, sabia? — Número desconhecido.

“Eu posso lhe mostrar a verdade. “ — Número desconhecido.

Número desconhecido lhe mandou uma foto.

Os meus olhos desceram pelo visor e eu vi a imagem de Violet Stonem, pregada na parede, com uma faca fincada em seu olho esquerdo. O meu estômago se embrulhou na mesma hora. Eu senti minha visão girar e parecia por um segundo, que eu iria desmaiar, mas a parede atrás de mim me segurou.

Um turbilhão de pensamentos esquisitos e confusos apareceram em minha cabeça. Eu nunca me senti tão perdido o quanto estava agora. Não tinha a mínima ideia do que poderia fazer.

Eu me reergui e coloquei o celular novamente no bolso. Então me juntei as pessoas que estavam correndo e as que estavam procurando um lugar seguro para que pudessem se esconder. 


Notas Finais


Se você leu até aqui, eu espero que tenha gostado.
Então, há um assassino e um grupo de amigos. O que pode dar de errado?
Comecem as teorias. Pois o assassino chegará em breve.


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