História Scared Of Happy - Capítulo 11


Escrita por: ~

Exibições 187
Palavras 4.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Meninas que precisam se formar e esquecem dos compromissos com o fandom me add por favor.

Desculpem por esse buraco nas atualizações, a mocinha aqui precisava se livrar da faculdade e eu finalmente me livrei KKKK. Bom, eu adoreeeeei escrever essa belezinha e espero que alguém goste de ler. Beijos

Capítulo 11 - Incerteza


Camila's Point Of view
 

Quando acordei naquele quarto não consegui distinguir o que sentia, meus olhos se abriram lentamente e comecei a tocar meu corpo devagar, sentindo a macies da minha pele e dos meus cabelos, o quanto cada centímetro de pele estava quente ainda me dando uma sensação de segurança e maturidade, estava tudo tão diferente dentro de mim, eu podia sentir. Mas me deparar com minha cama vazia foi um pouco constrangedor, Lauren tinha saído pela madrugada enquanto eu dormia e apesar de achar essa atitude meio insegura, nem pensei em cobrar alguma satisfação ou explicação sobre isso.

Eu esperaria o tempo dela.

Fiz minha higiene matinal, liguei para meu pai, conversei bem quase duas horas com Sofia e já estava me preparando para o ultimo dia de turnê. Finalmente! Descanso era a palavra chave para tudo isso e eu sei como gastaria esse tempo, compondo minhas músicas, descansando e aproveitando bastante minha família. Pegamos o voo para Houston e de lá cada uma iria para suas casas, já devidamente colocadas em cada poltrona esperei Dinah com um travesseiro para mim, sempre viajamos lado a lado, e dessa vez ela chegou de cara fechada, estranhei aquele comportamento, pois, sabia que quando ela serrava os olhos e não falava nada é porque algo estava errado então voltei meu olhar mais curioso e infalível para ela.

:- Jesus, eu não suporto mais a Ally cheia de mimimi com o Will.

Ah, era isso? Dinah, você pode falar a verdade. – Falei e a maior franziu o cenho. – Está afim dele!

Dinah me olhou incrédula e começou a rir de forma irônica e quase raivosa, eu jurei que ia apanhar, eu já me via com o olho roxo e costelas quebradas, mexer com Dinah nessas circunstancias não era uma coisa boa.

:- Mas nem nos meus piores pesadelos eu iria me apaixonar por ele.

:- Então...

Camila, você é tão esperta pra algumas coisas e pra outras você é tão tapada! – Ela ficou séria de repente. – Ele suga dinheiro da Ally de uma maneira que você nem tem noção, e eu tento abrir os olhos dela e ela é teimosa!

Ele tem o emprego dele, e a Ally não seria tão trouxa á esse ponto. – Disse da forma mais séria que podia.

:- Já sei quem eu vou chamar pra intervir nessa história.

Não Dinah, você não é nem louca! – Olhei para trás para me certificar de que ninguém estava ouvindo nossa conversa.

:- Me poupe e se poupe, Troy nunca deixou de gostar dela e nem ela dele.

:- Mas, ela está com o Will agora.

O twitter tarda, mas não falha Walz. – Dinah tirou o celular do casaco e me mostrou alguns tweets aleatórios. – Não é só eu, todo mundo acha que o Will não é flor que se cheire.

:- Twitter Dinah? Sério?

Eu suponho que ele sugue dinheiro dela apenas para gastar com futilidades e também... – Ela deu uma pausa e sussurrou. – Não duvido nada que role um chifre também.

:- Isso sim seria uma acusação grave, mas você precisa ter provas China.

:- E eu vou ter ou eu não me chamo Dinah Jane. Normani e Lauren vão me ajudar, e você também! Vamos juntar o squad contra esse... Todos os adjetivos pejorativos que existem não seriam o suficiente para ofendê-lo.

:- Você realmente não existe China! Eu te ajudo sim, não sei no que vou me meter, mas se for pra ajudar a Ally eu to dentro.

É assim que se fala. – Dinah exibiu um sorriso vitorioso. - Então, vai ficar em Miami nessa folga? Não viajar para lugar nenhum?

:- Não sei, eu queria esfriar minha cabeça sabe.

:- Isso não tem haver com a arroba não é? Porque já conversamos sobre isso Mila.

Tem haver com muitas coisas. Quero trabalhar melhor nas minhas composições, ter um tempo para me cuidar, minha saúde não está nas melhores fases. – Menti um pouquinho.

O que ela te fez agora? - Eu nunca conseguia mudar de assunto com ela.

:- Nada, eu só...

Nadii, ei sóóó... – Dinah virou um meme ambulante revirando os olhos e me imitando como uma retardada. – Eu juro que se ela te machucar, ah Walz eu nem sei o que eu faço com o pescoço dela, se torço ou corto...

:- EuPerdiAVirgindadeComEla.

Falei tão rápido e de forma vergonhosa que mal deu para respirar. Dinah meio que paralisou tentando assimilar tudo o que eu disse.

:- Você o que?

Noite passada, eu e Lauren... - O nervoso me tomou conta, mesmo que fosse para minha irmã, me abrir assim era um pouco constrangedor. – Fizemos. Sexo. No. Meu. Quarto. – Terminei pausadamente.

Não acredito Karla Camila Cabello, não acredito que finalmente você deu esse instrumento do perigo! – Ela deu uma risadinha diabólica, eu odiava!

Eu sabia que viria uma piadinha, sua maldita. – Bufei, mas era de ódio. - É sério, eu estou com muita vergonha, nós nem somos namoradas, não somos nada e eu me entreguei assim. Ela nem sabe que eu... Sou apaixonada por ela.

:- Eu sei o quanto pode doer Walz, e eu também compreendo que esse tipo de sentimento não é para ser declarado em vão. Mas foi a sua virgindade que foi embora, é necessário conversar sobre isso, pense.

:- Vou pensar China, mas agora vou dormir. Boa noite meu amor.

:- Boa noite princesa, dorme bem.

No dia seguinte, muita correria, e tudo estava dando errado. Os brincos da Mani haviam quebrado, um pedaço da roupa da Ally havia rasgado, meu mal humor estava gritando e a voz de Lauren estava rouca. O inferno tour parecia que tinha acabado de começar. A tensão tinha tomado conta e tínhamos que fazer um ótimo final de turnê, não só por nós mas, principalmente pelos fãs. Antes do SoundCheck demos uma entrevista para o TMZ e para a principal rádio da cidade, Lauren e eu não havíamos conversado sobre nada ainda, porém, eu sentia o peso dos seus olhares sobre mim em todo canto que íamos, era como se me perseguissem, apenas pelo prazer de olhar.

Decidi que não ia atrás de nada e nem ninguém naquele dia. Ia me concentrar apenas em Fifth Harmony e no meu trabalho. Tem certas coisas que só atrapalham e eu não poderia me atrapalhar.

Apesar dos pesares, o show foi ótimo, tivemos nossos momentos de farofa no palco como sempre, levei muitos tombos com Ally, e dei muitas tortadas também, alguns fãs subiram no palco conosco e nos divertimos bastante, quando as cortinas se fecharam, nos abraçamos com a nossa equipe e a partir dali sabíamos que íamos ficar um bom tempo longe uma da outra, quer dizer, era quase isso.

Meninas, vamos conversar pelo FaceTime quando uma não estiver bêbada. – Mani disse arrancando risadas nossas. – Tem que ser as cinco. Prometem?

Está falando de você mesma né Mani. – Ally disse.

:- Eu sou apenas uma pessoa que aprecia uma boa e gelada cerveja, o que tem demais nisso?

Você é bem cínica, mas eu ainda te amo. – Dinah veio por trás e abraçou Normani, apoiando sua cabeça do ombro desnudo da negra. – E vamos fazer FaceTime sim.

Também te amo Dinah. Vou sentir saudade. – Mani disse se virando e retribuindo o abraço que recebeu.

Olhar aquelas duas naquele chamego só me lembrou o quanto eu queria aquilo pra mim com certa pessoa. Entretanto, um abraço em trio seria bem mais gostosinho. Me aproximei e enlacei meus braços na cintura das duas e dei um beijo em cada uma delas.

Vou sentir saudade de todas. – Falei observando cada uma delas, todas lambuzadas de espuma e chantilly, pareciam cachorrinhos que acabavam de sair do banho, porém, um banho bem sujinho. Do melhor jeito Fifth Harmony de terminar uma turnê.

Saímos para o hotel apenas para tomarmos um banho e comer, dentro de quatro horas nosso vôo para LA estaria aqui nos esperando. Horas depois, com todas as malas prontas, resolvi dar uma volta no salão principal, apesar de saber que tinham fãs á nossa espera lá fora, eu não queria atenção deles. Perambulei por ali, quando vi Ally indo á recepção, ela me observou de longe e veio até minha companhia.

Precisamos de mais algumas caixas para levar os presentes. Pegou os seus? – Era perceptível que queria me distrair com um assunto qualquer, apreciei seu esforço.

Peguei sim Ally. – Me limitei a dizer.

:- Mila, eu quero te perguntar uma coisa, seja sincera comigo.

Pode perguntar Allybear. – O olhar dela se tornou preocupado, o que fez eu me preocupar também.

:- Dinah está com muita implicância no meu relacionamento, e eu quero saber o porque. Ela já me deu motivos tão idiotas que custa acreditar, como eu sei que é mais apegada á você, talvez saiba o que está acontecendo.

Infelizmente, eu não sei te dizer o por que. Ela me falou algo sobre dinheiro, dele estar te sugando. E bom, ela é uma Trolly shipper, certeza que te quer de novo com o Troy. - Fui calma e paciente.

:- Ela não tem esse direito Camila.

:- Apenas queremos sua felicidade Ally, e para vai... Seu relacionamento com o Will não te satisfaz nem 10% do que quando você estava com o Troy, sei que caminhos não se cruzam por acaso, Will parece ser gente boa, mas eu sei que pra você, ser gente boa não é o suficiente pra namorar.

Vocês me deixam louca sabia? – Ally limpou uma lagrima que caiu sutilmente pela sua bochecha. – Louca de pedra!

Te aconselho á observar mais, só isso. Dinah não vai mais se meter na sua relação, isso eu te garanto. – Afirmei, mas com China o buraco era mais embaixo, quando ela está vendo que amigos estão indo pro fundo da terra, ela tenta puxá-los para cima de todas as formas. E eu já estava convencida de que Will não era para a pequena.

:- Não quero discutir com vocês, não quero brigar com nenhuma de vocês. Poxa, minha família está inteira aqui. Amo muito vocês.

Isso já é sintoma de saudade Allybear? Pois, eu também estou! Vem aqui me dá um abraço. – Abri meus braços e abracei aquele serzinho tão pequeno que choramingava. – Te amo muito, se divirta nessas férias, por favor.

:- Também te amo muito Mila.

Naquela mesma madrugada voamos para L.A e de lá, todas se despediram e foram para suas respectivas casas, no voo para Miami, Lauren e eu ficamos na mesma fila de poltronas, ela um banco atrás do meu, eu poderia sentir a tensão á quilômetros, aquele silencio todo me matava por dentro mas, eis que dar o ar da graça foi possível naquele momento.

Camila? – Ela sussurrou meu nome ao meu lado.

:- Hm.

:- Senta aqui do meu lado.

Quando percebi, o homem que estava ao lado dela estava agora em pé na frente da minha poltrona, ela fez o mesmo trocar de lugar comigo. Não tive outra escolha á não ser aceitar, então apenas peguei meu travesseiro e meu edredom e me passei para seu lado.

Oi, está tudo bem? Pensei que podíamos conversar melhor depois que essa turnê acabasse. – Disse sussurrando.

:- Conversar sobre?

Sobre o que aconteceu Camila, eu realmente queria que soubesse que aquela noite foi especial. – Parecia tão sincero vindo da boca dela.

:- E porque saiu da minha cama, sem ao menos dar satisfação?

:- Não queria te atrapalhar, nem te deixar constrangida.

:- Eu perdi a virgindade com você, o que eu ao menos esperava era um bom dia digno. E não alguém medroso.

Ei, olha pra mim. – Lauren pediu manhosa, e eu já sabia que ia dar merda, mas obedeci ás minhas emoções de novo só pra variar. – Eu gosto de você, se eu não gostasse não teria transado com você, eu nem se quer daria uma chance pra nós.

:- E você está dando essa chance? Você não consegue nem se assumir para você mesma, quanto mais pra "nós".

Eu sei que eu sou bissexual Camila. – Disse, depositando suas mãos em cima das minhas, as apertando e entrelaçando nossos dedos. – Não posso esconder isso sabendo que aquela noite foi reveladora pra mim, mas essa fobia fodida de não querer nada e ninguém se metendo na minha vida, me atrapalha muito, não é fácil se esconder, mas eu proponho que fiquemos escondidas por um tempo.

Não vou te pressionar Laur, eu também gosto tanto de você, mas prefiro deixar como está. Gosto das coisas nos pratos limpos, nada feito escondido termina bem. Você sabe. Eu vou dormir boa noite. – Me virei para o lado e apenas senti as lágrimas caindo no travesseiro.

Ela nem tentou me convencer, dormi tarde naquele dia e no dia seguinte já estávamos em Miami, quando desembarcamos me despedi e tomei a liberdade para dar um abraço nela, bem apertado, eu já sentia saudade de tudo, da voz, do cabelo dela, exatamente tudo.

Alguns paparazzi estavam á postos e eu já sabia que daqui alguns segundos o twitter inteiro saberia desse abraço. Eu estava pouco me fodendo para eles, para o twitter, pra tudo.

-

Lar doce lar, a frase é dita e certa, não tem nada melhor do que nossa casa, nossa cama, a comida da nossa mãe, a companhia de cachorros, gatos e periquitos, o cheiro de móvel, o cheio das cobertas, até a planta na janela faz falta. Tirei o dia para descansar, tomar um banho de piscina com Sofi e brincar com ela, meu bebê estava crescendo tão rápido que me dava vontade de chorar, era uma mocinha agitada e falante, era quase uma mini Camila.

Mas, tinha alguém em especial que eu queria visitar, depois de dois dias em Miami bastante descansados inclusive, fui até a casa dos Iglesias, queria ver se Vero estava se recuperando do acidente e as noticias não poderiam ser melhores.

Hey como anda a minha garota preferida? – Falei em tom divertido para Veronica que levou um susto com a minha surpresa em sua casa, especificamente em seu novo quarto que agora estava no andar debaixo da sua mansão, era um quarto especialmente feito para ela e sua recuperação do acidente.

Meu Deus Mila! - Vero colocou a mão no peito devido o pequeno susto e caiu na risada, vindo em minha direção. – Sua garota preferida não anda como pode ver, mas, ela tá bem feliz por te ver aqui.

Para de ser idiota! – Lhe abracei. – Como está?

Estou assim. – A morena ergueu os braços dando a entender que estar em uma cadeira de rodas não era o que ela queria no momento. – Mas, o lado bom é que eu tive melhoras e os dedos dos meus pés estão recuperando os movimentos, assim como minhas pernas, e já sinto cócegas nelas também.

Isso é maravilhoso Veronica, eu realmente estou feliz por você. Tá se tratando direitinho pelo visto, orgulho define. – Sorri para ela, e lhe entreguei um pote com flores roxinhas e bem pequenas, para enfeitar seu quarto. – Toma, elas tem um cheiro muito bom.

Awn, obrigado. Eu queria te mostrar uma coisa, vem comigo. – A morena posicionou sua cadeira de lado e veio um pouco mais á frente de mim. – Pode sentar, já andou numa cadeira de roda antes? Ás vezes é bem divertido.

Espera... É pra sentar no seu colo? Não vai lesionar nada?

Claro que não, eu nem sinto direito minhas pernas ainda. Vamos sente-se.

Acatei o pedido de Vero e me sentei em suas pernas, sorri desajeitada, pois, nunca pensei que passaria por isso, foi até engraçado, posicionei o braço direito ao redor do seu pescoço que estava nu por conta do coque alto que ela usava, e a mão esquerda segurando seu ombro.

:- Pra onde tá me levando?

Você vai ver já, já. – Ela disse enquanto movimentava sua cadeira, saindo do seu quarto e indo até outro que ficava á poucos centímetros dali. – Eu encontrei uma maneira para evitar uma depressão, eu realmente estava mal nos primeiros meses depois do acidente, então pedi para meus pais fazerem uma sala especial, e que nela eu poderia praticar um dos meus hobes prediletos.

Chegamos á porta do quarto e me inclinei para girar a maçaneta, entramos e me perdi em tantos quadros pintados e outros inacabados, o cheiro forte de tinta, a luz bem clara e nítida, e um violão preto debruçado sobre um pufe enorme de cor azul.

Não sabia que gostava de pintar Vero. E tocar. Por que nunca me contou? – Saí do seu colo e fui em direção ao violão. – Olha você é uma garota talentosa.

Quando a gente tem uma vida social agitada, e acha que tudo se resume á isso, você acaba se esquecendo do quanto a vida é mais preciosa nos pequenos detalhes. – Ela veio em minha direção e tocou no instrumento. – Eu amava tocar violão e deixei isso de lado por tanto tempo, mas quando eu voltei a tocar nem precisei de aulas, eu ainda sabia tocar cada nota. Eu tinha me esquecido de como é bom estar consigo mesma.

E isso te fez sair da sua quase depressão. – Me vi tocando involuntariamente algumas notas. – Música é vida, é razão e emoção ao mesmo tempo. Ela te faz dançar, sorrir, abraçar e ser abraçado, espanta os problemas, as tristezas, as angustias, muitas vezes você tem um dia péssimo, mas quando põe a sua música preferida é como se nada estivesse acontecendo, música é tudo.

Você é muito apaixonada por isso não é? – Pela primeira vez vi um sorriso sincero se abrir no pequeno rosto dela. – Canta uma música pra mim Mila, você vive viajando e só canta pro's outros. Eu mereço.

Veronica fez a maior cara de cachorro sem dono, e eu não poderia resistir á um pedido tão especial, eu e ela tínhamos um vinculo, se não fosse por ela eu nunca iria saber o quanto era importante a descoberta da minha sexualidade e o porquê de eu ter que aceita-la para ser plenamente feliz. Aprendi muito com ela, e eu deveria agradecê-la por isso um dia. Mas agora meu coração pensava em Lauren, e em tudo que já passamos.

:- Tudo bem eu vou cantar, já que insiste.

Preparei minha voz, posicionei o violão e os primeiros versos que me vieram na cabeça era tudo o que estava sentindo. Nota: Eu precisava agradecer Adele por Turning Tables.

Close enough to start a war

All that I have is on the floor

God only knows what we're fighting for

All that I say, you always say more

Perto o suficiente para iniciar uma guerra

Tudo o que eu tenho está no chão

Só Deus sabe pelo que estamos lutando

Tudo o que eu digo, você sempre diz mais

I can't keep up with your turning tables

Under your thumb, I can't breathe

Eu não posso continuar com suas reviravoltas

Debaixo de suas asas, não posso respirar.

So I won't let you close enough to hurt me

No, I won't ask you, you to just desert me

I cant give you, what you think you gave me

It's time to say goodbye to turning tables

Então não vou deixar você perto o suficiente para me machucar

Não, eu não vou lhe perguntar, você só me abandona

Eu não posso te dar, o que você pensa que você me deu

É hora de dizer adeus as reviravoltas

Porque uma música tão triste? – Ela me perguntou, acho que já sabendo a resposta.

Se você criou expectativas, me desculpa o egoísmo, mas acho que... – Pausei respirando fundo. – Eu não ia conseguir tocar uma música alegre.

:- Você tá gostando dela, da Lauren.

:- Não tem nada haver com ela Veronica, é outra pessoa.

Porque esconde essas coisas de você mesma? – Vero se aproximou de mim e retirou o violão das minhas mãos, as tocando logo em seguida. – Ama ela e não quer admitir que vai perder, caso ela insista em se esconder.

:- Eu resolvo isso, tenho certeza.

Você não tem certeza nem do que vai comer mais tarde garota. – Sorri com a brincadeira dela. – Olha pra mim.

Eu não conseguia por mais que quisesse.

:- Olha pra mim Camila!

Levantei a cabeça e Veronica sorria para mim, de novo aquele sorriso sincero e amigo, que me dava paz e conforto.

:- Você é tudo o que alguém quer na vida. É brincalhona, sabe ser linda sem apelar pra vulgaridade, é uma mulher espetacular, inteligente e esperta, é sexy, tem um sorriso maravilhoso, sua forma de pensar e ver o mundo são inspiradores, sua paixão por tudo que faz é de dar inveja, canta pra caralho, é livre de preconceitos e coisas ruins. Você é pura luz e amor Camila. A pessoa que não consegue te enxergar no mínimo dessa maneira, ou é muito retardada ou realmente não te merece.

Me vi trêmula e sem percepção de nada. Ouvir tudo aquilo em fração de segundos me deixou nervosa e fez um turbilhão de sensações se misturarem dentro de mim.

:- Eu nunca pensei que pensava dessa forma Veronica, eu nem sei o que responder.

:- Vem aqui e me dá um abraço Mila, sozinha é que você não vai ficar.

Sorri compreensiva, retirei o violão de cima de mim e o coloquei de lado e fui abraça-la, me sentei em seu colo novamente e nos misturamos naquela pequena cadeira de rodas, por incrível que pareça eu não derramei uma lágrima, meu coração apenas estava prensado naquelas sensações tão diferentes, vazio misturado com cheio demais, dor e alegria ao mesmo tempo, conforto e inquietação.

Afastei-me dela e sem pestanejar fiz o que eu queria fazer.

Segui meus instintos, me permiti acariciar o rosto dela e sentir seus lábios entre meus dedos, puxei seu queixo e beijei Veronica outra vez, e foi como se eu tivesse ainda quinze anos, acabara de ir pro X – Factor e através de Lauren tinha a conhecido. Foi como se estivéssemos novamente no seu quarto, falando besteiras e ela quis experimentar meu beijo e eu havia deixado. Foi como se algum tempo depois eu tivesse descoberto tudo o que eu sou. Tudo voltou em um simples tocar de lábios.

Me aproximei o máximo que podia, uma de suas mãos tão pequenas apertaram minha coxa em resposta ao beijo, a outra se deleitou em minha cintura me trazendo mais para si. Era tudo muito intenso, forte e gostoso demais. Abri meus olhos e suas bochechas haviam rosado.

Não vou pedir desculpas por algo que queria fazer. – Falei.

:- Nem precisa, seu beijo é tão bom que compensa as desculpas não dadas.

Eu preciso ir, combinei algumas coisas com a minha irmã era pra ser só uma passagem rápida por aqui. – Fiz carinhos em seu cabelo e dei um beijinho carinhoso em seu nariz.

:- Você nem demorou tanto, chama sua irmã e seus pais pra jantarem aqui, seria perfeito Mila.

:- Tem certeza?

:- Tenho sim.

:- Ok, então eu vou ir, me arrumar e busca-la. Caso meus pais não queiram, eu apenas venho com ela.

Tudo bem como você quiser. – Demos um selinho demorado e sai para me arrumar.

-

Passaram-se algumas horas e estava esperando Sofia se arrumar para irmos jantar na casa dos Iglesias, meus pais também iriam e eu aprovei muito a ideia, seria um jantar gostoso e entre nossas famílias, eu adorava os Iglesias eram pessoas muito hospitaleiras e gentis, apressei Sofia mais um pouco, pois, eu nunca tinha visto garota mais vaidosa que ela, quanto tempo eu havia dormido? Eu que deveria ser vaidosa não sou, estou indo de chinelos havaianas para a casa alheia e ela até passando rímel está.

Toquei a campainha da mansão e a mãe dela veio nos atender.

Camila. – Ela me deu um abraço bem apertado. – Nos abraçamos hoje mais cedo e eu vou te abraçar de novo.

Pode me abraçar quantas vezes quiser Sra. Iglesias. – Sorri em resposta, enquanto Sofi e meus pais entravam na casa. Logo vi Veronica chegando para nos receber, prendemos nosso olhar por alguns segundos e sorrimos uma pra outra.

:- Sejam bem vindos Cabello's vamos para a mesa, o jantar já vai ser servido.

Então Mila, como está o grupo? – O pai de Vero perguntou, parecia bastante interessado.

:- Está indo de vento em poupa Sr. Iglesias. Muito trabalho, mas muita gratificação.

:- Que bom, Vero voltou a tocar violão e pintar. Já mostrou á Camila seu quarto artístico meu amor?

Já papai. Com certeza. – Nos olhamos maliciosamente, eu quis rir.

O jantar ocorreu normalmente e em ótimo humor, eu nem me lembrava mais do quando aquele dia tinha sido cansativo tanto fisicamente, quanto psicologicamente. Na hora da sobremesa Sofia já estava eufórica e eu também, Vero não tirava seus olhos de mim e eu me sentia nua com toda aquela provocação, nada como um bom sorvete para esfriar aquele calor todo. Então a campainha tocou e a moça que cuidava dos afazeres da mansão foi abrir a porta, quando escuto a rouquidão transpassar a sala de estar até a sala de jantar, meu coração deu um pulo.

:- Senhorita Vero? Lauren está aqui, veio lhe visitar.

Lauren entrou na sala com uma caixinha em mãos, usava um macacão preto de calças compridas e um discreto decote nos seios, seu cabelo estava amarrado em um coque alto e estava sem maquiagem, quando ela me viu fixou-se apenas em mim. Eu simplesmente odiava acha-la linda em toda e qualquer situação.

Me desculpem, eu não sabia que tinha um jantar especial, eu posso voltar outra hora. – Disse sem graça.

Não Laur, pode ficar. Por favor. – Vero foi até ela e recebeu a caixinha e a convidou para se sentar á mesa e pelo menos comer da sobremesa.

Lauren sentou-se e nossos olhares se cruzaram, curiosos e inseguros. Ela parecia bastante incomodada, acredito que por me ver ali talvez, esse resto de noite seria turbulento.


Notas Finais


Insiram seus xingamentos nesse twitter ---> @cabwrllo


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