História Scared Of Happy - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~camilacinica

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Alejandro, Ally Brooke, Brasil, Camila Cabello, Camren, Clara, Dinah Jane, Drama, Lauren Jauregui, Mike, Normani Kordei, Papa H, Romance, Sinu
Exibições 435
Palavras 6.252
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


BOSTINHAS E BOSTINHOS DO MEU BRASIL

AQUI ESTOU EU

A MAIOR MADRUGUEIRA DA HISTÓRIA QUE VOCÊS RESPEITAM TRAZENDO MAIS UM CAPITULO DE COM MEDO DA FELICIDADE

ESPERO QUE GOSTEM, FOI FEITO ESPECIALMENTE PARA VOCÊS MEUS COISINHOS

BOA LEITURA MINHAS GRELUDINHAS

Capítulo 9 - Nove.


- Nossa Camila, fez tatuagem e nem contou pra gente? - Dinah Jane chegou de sua maneira discreta como uma granada se juntando as quatro, que conversavam sobre o show. Normani vincou as sobrancelhas olhando a amiga. 

- Que? - A latina sacudiu levemente a cabeça em sinal de confusão.

- M’ija...

- Ah não, é um chupão. - A loira falou apertando uma marca arroxeada no pescoço da outra, no mesmo momento em que Alejandro chegava para dar bom dia a filha. Lauren quis se enterrar naquele chão pois teve a constatação de que, até que aquilo acabasse e eles ficassem a vários quilômetros de distância, situações cada vez mais embaraçosas iriam acontecer. 

- Dinah! - Ally disse sem conseguir conter a risada, mas se esforçando para tal, porque Alejandro estava muito vermelho.

- Deus. - Lauren sussurrou abrindo sua garrafinha na esperanças de se afogar na água mineral. Camila apenas ficou olhando a amiga abrindo um pacote de biscoito com sua melhor cara de cínica. Se era guerra que Dinah Jane queria, ela teria. Mas não agora. 

- Bom dia, papa. - Sorriu amável quando se virou para Alejandro e notou os olhos arregalados quando passou os olhos pro seu pescoço e clavícula, destampados pela blusa desajeitada. A arrumou rapidamente tratando de abraçá-lo. Lauren mal se movia: 1) Camila tinha marcas demais e isso era preocupante, 2) Alejandro não lhe lançava o melhor olhar de todos e 3) Dinah, Normani e Ally estavam rindo de sua cara, comendo e não lhe ofereceram se quer o farelo. Estava complicado saber qual das três situações lhe afetava mais, porém, foi fácil decidir quando uma voz grossa lhe chamou. 

- Bom dia Michelle, podemos dar uma palavrinha? - As três que antes riam pararam abruptamente quando Alejandro, já não tão envergonhado e com um olhar meio irritado, encarou a morena. Uma marca ou duas era aceitável, mas Camila não tinha arrumado a blusa direito e então as outras ficaram visíveis em seu colo. 

- Pai. - A latina sussurrou com vergonha. - Péssima hora pra dar uma de pai ciumento. - Murmurou tentando ajudar a namorada, que parceria prestes a ter um ataque de pânico ou ser abduzida. Se bem que não seria uma má ideia fugir daquela situação em uma nave mãe para sabe-se lá que planeta.

Será que Krypton ainda existia? 

- Michelle... - Chamou mais uma vez e a hispânica pulou de susto, assentindo. Ignorou os chamados da namorada e foi andando com Alejandro para longe.

- Eu posso saber o que está acontecendo aqui? E não ouse me dizer que ela caiu. Já ouvi essa desculpa muitas vezes, Michelle. - Lauren engoliu em seco desejando estar morta. 

- É... O que o senhor tá vendo... - Era verdade. Lauren nem tinha explicação. Eram chupões. Pronto. 

- Eu até entendo algumas marcas, mas aquilo lá é um absurdo. - Lauren já havia passado do nível de vergonha. 

- Acontece né... - Comentou completamente sem graça e com vontade de se enfiar no chão e sumir. 

- O maior problema de tudo é que vocês estão em turnê. Isso é muita falta de responsabilidade. - Lauren trincou os dentes. Não se pode mais foder em paz. 

- É por isso que existe maquiagem. - Disse sem querer parecer que estava enfrentando o homem que tinha razão de estar bravo, mas ser chamada de irresponsável já havia passado do nível do que ela achava que fosse ouvir por aqui. 

- É por isso que existe maquiagem? É essa a resposta que você me dá, Michelle? Os médicos existem e nem por isso as pessoas se machucam propositalmente só porque eles podem resolver o problema. Não é bem assim que funciona. - Lauren abriu a boca para começar a dar uma resposta muito mal criada quando sua namorada apareceu, agora com um casaco sobre os ombros para tampar as marcas. 

- Pai, isso é ridículo. 

- Ridículo tá o seu pescoço, Camila. Não é possível que você quer que eu aceite isso numa boa.

- Eu não quero que você aceite nada, a minha vida sexual é problema meu e da minha namorada. E se amanhã eu aparecer com o outro lado do pescoço marcado o problema também é apenas meu. Eu não fico me metendo nas intimidades entre você e a mamãe. Já sou bem grandinha pra escutar sermão por causa disso, por favor né. - Lauren nem respirava observando a discussão e mesmo da mesa era possível perceber que havia alguma coisa errada acontecendo entre eles três. Ela só rezava para que nenhum fã visse e tirasse foto ou algo do tipo. 

- Você vai dormir comigo enquanto eu estiver aqui. - Disse o homem com os punhos cerrados.

- Não, eu não vou, pai. - Camila disse entre dentes, mas de forma firme. 

- M’ija... É o seu quarto. - Suspirou passando as mãos pelo cabelo grisalho. 

- E eu estou cedendo-o pra você. Eu durmo no quarto dela e pronto. - Lauren não sabia se se concentrava no assunto da mesa ou se olhava ao redor para ver se alguém estava prestando atenção e bom, estavam. 

- Gente, gente. - Sentenciou olhando pra uma fileira de mesa depois da sua. Ela só queria que eles calassem a boca ou finalizassem a discussão depois. - Gente!

- O que? - Alejandro e Camila disseram ao mesmo tempo um pouco alto, pois estavam no meio de uma pequena discussão mais grave que a inicial. Os olhos verdes se arregalaram na direção dos dois, engoliu em seco sem saber o que falar. - E-eu acho melhor você dormir no seu quarto com seu pai. - Camila bateu na mesa chamando ainda mais atenção para elas, Lauren apertou os punhos e os olhos negando. 

- Qual o seu problema? - Ia se levantar, mas a namorada a segurou. 

- Olha, tudo bem. - Encarou a latina esperando que ela se acalmasse e se virou pro sogro, que tinhas os braços cruzados e quase um bico infantil nos lábios. E ele tinha todo direito, ela sua filinha. 

- Me desculpe senhor Alejandro, eu não deveria ter feito isso, mas infelizmente meus hormônios se afloram quando olho a sua filha e eu fico assim, me desculpa. - Lauren falava sem respirar e sem filtrar o que dizia. O homem agora tinha uma expressão chocada e Camila, pela primeira vez, tinha um leve rubor nas bochechas. - E ela não colabora, ela fica fazendo e falando coisas que me deixam louca, ela me chamou de daddy, como esperava que... - Camila levou a mão a boca da morena, desejando que a namorada fosse muda pela primeira vez na vida. Alejandro tinha a boca aberta, chocado com as coisas que ouvia, mas o pior de tudo era que Lauren não tinha falado absolutamente nada em um tom baixo. 

- Você ficou doida? - Camila dessa vez gritou de verdade, vendo Lauren passar a mão nos cabelos enquanto as pessoas da mesa as olhavam. A situação era tão constrangedora que Dinah, Ally e Normani nem riam.

- Meu Deus, só saiu sem querer, eu... - Lauren olhou de Alejandro para Camila, definitivamente querendo morrer. - Ai, foda-se. - Ela saiu da área do restaurante e foi direto para um elevador, querendo enfiar a cara no inferno se isso fosse fazer as coisas menos constrangedoras. 

Desde ontem que ela não aguentava olhar para a cara de Alejandro sem querer morrer de vergonha, agora mesmo era que ela se esconderia ao invés de ver o homem. 

Chegando até seu quarto, pediu o café lá mesmo, que era muito mais confortável de se tomar e não tinha toda aquela gente olhando, especialmente depois do que aconteceu. 

Ela estava preocupada se por acaso alguém não tinha ouvido ou até gravado alguma coisa. Essas merdas simplesmente não podiam vazar e as marcas em sua namorada poderiam facilmente ser fotografadas por qualquer pessoa a qualquer momento - parecia que tudo conspirava para dar merda.

O que ela menos queria era fotos daquilo circulando pela internet e boatos e mais boatos daquele estilo bem escroto que as pessoas inventavam, com essa infinita necessidade que todo o mundo tinha de se meter na vida dos outros e se preocupar com quem tá comendo quem. 

Passou a mão nos cabelos, se reprimindo mil vezes por ser tão burra. Ela podia só ter ficado quieta. Com mil demônios, ficar quieta seria a solução. Alejandro ia falar, ela ficava na dela e de repente puf, tudo teria acabado. Mas não, Lauren tinha que abrir a porra da boca, como sempre. 

E que merda de história é essa que Camila iria dormir no quarto dele? Gente, pelo amor de Deus, era só o que faltava. 

Não que ela estivesse em posição de argumentar nada depois de ter dito que era melhor a namorada dormir no quarto do pai. Não era a coisa mais inteligente a se dizer, mas foi na hora do desespero para que a porra da discussão acabasse. 

A intenção de Lauren era ficar o dia todo no quarto, só que acontece que elas teriam um voo muito em breve e ficar no quarto não era uma opção. 

Juntando toda a coragem e a dignidade que ela não tinha, Lauren Jauregui tornou a descer para o restaurante. 

A hispânica passou reto com seus óculos novos tampando toda a cara, sabia que várias pessoas estavam a encarando, mas preferiu pensar que era por ser quem era e não pelo que tinha dito. Na van não trocaram uma palavra e se não fosse os risinhos acompanhados da conversa baixa de Normani e Dinah no banco da frente, estariam um completo silêncio. Como Camila tinha mais malas para despachar do que a namorada, acabou ficando para trás, quando entrou se surpreendeu quando viu Ally com um livro já aberto na janela de sua poltrona.

- Cadê ela? - Perguntou impaciente.

A menor apontou para trás e então achou sua namorada sentada ao lado de Dinah, várias poltronas atrás e no outro corredor. Respirou fundo não acreditando que Lauren iria começar com toda aquela palhaçada de distância outra vez. Arrumou a bolsa de mão no compartimento sobre sua cabeça e ajeitou a blusa, pronta pra caminhar em direção a hispânica e mata-la, mas a mão pequena em seu pulso a parou. 

- Mila...

- Não Ally, não quero ela com essa palhaçada de distância... - A menor negou ainda a segurando. 

- Não acredito que dessa vez seja por isso. - E então fez um sinal para trás da latina, que não precisou de muito tempo para descobrir quem estava ali.

Alejandro colocou a mão em seu ombro como se pedisse licença, deixando o homem se sentar ao lado de sua poltrona. Camila piscava lentamente, desistiu de ir até Lauren e apenas se sentou não querendo deixar toda a situação mais constrangedora do que já era. Camila podia estar salva com Ally e seu pai, mas Lauren tinha Dinah Jane ao seu lado.

- Então... - Lauren revirou os olhos e negou levemente, Dinah estava muito quieta para ser verdade. - Desde quando? - A morena vincou as sobrancelhas sinalizando com as mãos que não tinha entendido. - Desde quando não ligam mais quando te chamam de Daddy?- Normani que estava na frente das duas com a mãe riu, se levantou e debruçou para encarar a amiga vermelha com os olhos fixos em Dinah e a loira com a expressão mais cínica do mundo.

- Vai se foder. - Foi a única coisa que disse antes de enfiar os fones e torcer pro avião sair logo, mas nem tudo que desejamos acontece. Normani sorriu e disse:

- Lo, não fique com vergonha. - Revirou os olhos. - Até parece que não conversamos sobre isso, é bem saudável, sabia? - Dinah apenas assentiu. 

- Não é saudável quando o pai da sua namorada escuta. - A polinésia limpou a garganta antes de pontuar. 

- Ele não escutou, você deixou bem claro. -  E então riram mais uma vez. Andrea estava começando a ficar com pena de Lauren, mas não podia deixar de achar engraçado.

- Meninas... - Mama Dre bateu palmas suavemente. - Vamos deixar a menina em paz, e querida, sexo não é vergonha, vergonha e não ter um orgasmo. 

Lauren afundou na porra do assento, só queria bater em todo o mundo e descer do avião ou pelo menos estar sentada ao lado de sua namorada. Mas não, estava tudo cagado. 

Normani e Dinah continuaram com as piadinhas. 

- Eu juro pra vocês que se vocês não calarem a porra dessa boca agora mesmo eu vou começar a falar e eu garanto que ninguém vai gostar. Eu não estou achando caralho de graça nenhuma, então é melhor vocês não acharem também. Não fico me metendo nessas coisas de vocês e não acho nem um pouco engraçado, nunca achei. Vocês não sabem a hora de parar, mas deixa eu avisar, ela já passou há muito tempo. - Dinah abriu a boca para argumentar, mas logo a fechou. - Eu não to falando só sobre isso, eu estou falando de todas essas brincadeiras estupidas que vocês vivem fazendo. Nem sempre é engraçado, nem sempre é legal. Vocês como amigas deviam saber muito bem disso, mas preferem "perder o amigo que perder a piada". Juro que vão perder se não pararem com essa merda. - Metade do avião se virou para ver Lauren que já estava quase gritando quando terminou de falar.

Camila ficou um pouco desesperada, querendo acalmar a namorada de alguma forma, mas recebeu um olhar feio de seu pai quando fez menção de tentar gesticular algo para a morena, que não podia estar com a cara mais fechada. 

Alejandro perguntou alguma coisa sobre Camila estar com fome. Ela ignorou, simplesmente ignorou. Já tinha dezenove anos, estava grandinha demais para poder viajar do lado de sua namorada se quisesse, no colo dela, sentando na cara dela, da porra do jeito que ela quisesse viajar no caralho do avião. Não era possível que depois de tanto sofrimento para que Lauren começasse a perder o medo e deixar suas inseguranças de lado, seu pai iria simplesmente chegar e acabar com tudo com essa palhaçada ridícula. 

Sim, isso era ridículo. Camila nunca se sentiu muito sufocada com a super proteção de seus pais, mas no presente momento ela podia simplesmente se matar para não ter que passar por aquilo. 

Ela colocou os headphones, ignorando toda e qualquer coisa que seu pai falasse - propositalmente. Ally quem acabou respondendo o homem e Camila estava quase pedindo para trocar de lugar com a baixinha, mas o voo seria rápido e logo ela poderia estar no hotel, dividindo o quarto com a sua namorada. 

E ela queria ver quem é que iria impedi-la. 

Camila passou o voo inteiro encarando a tela desligada do DVD e com as músicas estourando em seu ouvido. Estava com muita raiva para dormir ou se mover, pois até sua posição era a mesma. Ally riu baixinho escutando a amiga gemer quando se levantaram.

- Relaxa, Mila. - Sussurrou abraçando a cintura da latina e rindo.

Saíram do avião e como sempre, lidaram rapidamente com a multidão que gritava horrores no saguão, embora estivesse com a cabeça explodindo não deixou de sorrir, tirar possíveis fotos e pegar presentes. Lauren estava a sua frente agarrada a um ursino de pelúcia que tinha acabado de ganhar. Uma imagem tão adorável que ela só queria apertar suas bochechas e beija-las para sempre. Sorriu enquanto ela tirava foto com uma menina agarrada a seu pescoço.

- Linda, preciso passar. - Dinah Jane disse ironicamente cutucando seu ombro.

Arregalou os olhos enquanto se movia passando pela porta e entrando na van. Novamente foram separadas e aquilo já estava se tornando um inferno. Já no hotel, teriam algumas horas para descansar antes de ir para o local do show. Camila estava tão cansada e dolorida que poderia dormir no carpete fofo do andar, avistou Lauren conversando com Andrea e caminhou rapidamente até lá aproveitando que seu pai não estava ali. 

- Não se irrite, você sabe que elas gostam é disso. - A namorada suspirou assentindo pra Andrea, que sorriu para a mais nova. - Agora aproveita que o segurança particular dela não está aqui. - Riu saindo em direção a outra porta. Lauren se virou dando de cara com a morena a menos de um centímetro de lhe abraçar, suspirou quando os braços finos rodearam seu pescoço mesmo com sua mochila entre elas. Acariciou suas costas da base a nuca, não falaram nada apenas ficaram ali abraçadas.

- Preciso dormir. - Camila sussurrou. A hispânica simplesmente riu se afastando para beijar sua testa. 

- Por que não pega suas coisas antes que seu pai chegue e dorme comigo? - Sussurrou e então Camila saiu em disparada para seu quarto apenas pegando sua mochila e celular e então a porta bateu. 

- A senhorita vai ficar aqui. - O sorriso morreu ao escutar seu pai. Apertou os dentes e o punho para não piorar a situação.

- Me deixa passar. - Disse.

- Filha, eu não...

- Pai, me deixa passar. 

- Definitivamente não. - Ale cruzou os braços. Não é como se não gostasse mais de Lauren, a adorava e sabia que era a melhor nora que poderia ter, apenas estava assustado e levando uma surra da realidade. Camila ficava tanto tempo longe que quando coisas assim aconteciam, ela ficava sem rumo e chocado em como sua menina já era uma mulher. Uma mulher brava. - Eu vou ter que termina conversa séria com Mike, vê se pode. 

- Pelo amor de Deus, não torna isso ainda maior do que já é. Não o coloque no meio disso. - A latina suspirou passando a mão pela testa e então uma ideia estalou em sua mente. Pegou seu celular e discretamente o fez vibrar. - Inferno, Will. Péssima hora. - Murmurou sabendo que o pai escutaria. - Ótimo, não me deixe ir para lá, mas me deixe ir trabalhar, pelo menos? - Apontou para o celular e por mais desconfiado que o homem estivesse, ele não poderia impedir Camila disso.

- Eu vou te olhar entrando no elevador, eu te conheço. - Deu licença para que ela passasse e foi até o mesmo, esperou que as portas se abrissem e se fechassem. Camila não pode evitar sorrir quando apertou o botão do andar de baixo e em quão fácil aquilo tinha sido, agora o resto era simples.

Quando as portas se abriram, ela saiu e saiu em disparada até a escada de emergência. Foram os três lances de escadas mais felizes que já teve que subir. Mandou uma mensagem para a sua namorada e esperou alguns segundos antes de abrir a porta em seu andar. A latina se sentia um gênio naquele momento, ela sempre dava um jeito. 

Mas Alejandro conhecia a filha que tinha. 

Quando abriu a porta quase caiu para trás quando deu de cara com o pai a olhando com os olhos semicerrados, tinha um braço apontado para o quarto. 

- Droga. - Foi tudo que disse antes de se arrastar para seu quarto. 

"Deu merda, não vou conseguir ir". 

Camila enviou a mensagem para Lauren jogada em sua cama, querendo zunir seu pai da existência da humanidade. 

"Desconfiei que não ia dar. Te amo, tá? Descansa. A gente se vê mais tarde." Ela sorriu com a mensagem e começou a digitar uma resposta bem melosa, mas foi interrompida pela voz de seu pai.

- Você quer pedir algo pra comer? - A menina ignorou, rolando na cama e continuando a digitar a mensagem. - Está fazendo greve de falar comigo por causa disso? Camila, eu achei que você não tivesse mais cinco anos. - Os olhos da latina se reviraram de forma tão profunda que foi assustador o fato deles voltarem para o lugar. 

- Não tenho mais cinco anos mesmo não, mas parece que você ainda não percebeu isso. Odeio viajar com você, é sempre o mesmo inferno. - Despejou de uma vez só, acabando de digitar a mensagem e enviando para sua namorada. - A mamãe é muito melhor. 

- Por que ela deixa você sair cheia de marca roxa na rua sem se importar? 

- Porque ela não atrapalha a porra do meu relacionamento, como você tá fazendo agora. Porque ela respeita e entende que é complicado e o que eu menos preciso é de mais problema no momento. Porque ela não me faria sentar em outro lugar na van ou no avião só pra não ficar perto dela por um motivo completamente ridículo. Nem parece que você sabe o tanto que a gente brigou pela porra da mesma coisa e agora que as coisas estão evoluindo, você está estragando tudo. Eu já sou grandinha o suficiente pra saber o que é melhor pra mim e no momento, você tá acabando com a minha vida. A partir de hoje eu só viajo com a minha mãe ou viajo sozinha, você não precisa mais faltar o trabalho pra vir me atrapalhar não.

Camila bateu a porta do banheiro pisando duro e arrancando as roupas para tomar banho deixando um Alejandro chateado e chocado com as palavras rudes da menina. Tomou um banho rápido, se enrolou em um roupão e se jogou em cima da cama. Seu pai estava sentado na poltrona, mas Camila não disse nada, apenas virou para o outro lado e fechou os olhos.

O sono mais pareceu um maldito piscar de olhos, quando percebeu já estava sentada na cadeira da maquiadora enquanto a mulher tagarelava sobre as marcas. Lauren estava ao seu lado digitando algo no celular com uma mão e segurando a sua com a outra, rindo vez ou outra da fala da mulher. 

- Está pronta? - Dinah entrou no camarim arrumando os cabelos.

- Ah, meu amor, Camila vai ter usar aquela blusa de gola porque isso aqui só vai ficar melhor depois de alguns dias. - A latina revirou os olhos se levantando e pegando a blusa que a estilista lhe entregava.

- Eu não vou falar mais nada porque são duas cavalas. - A loira reclamou saindo sendo seguida pelas duas que tinham os dedos entrelaçados.

- Me dá um beijo? - Lauren pediu enquanto passava as mãos por sua cintura, estavam nos corredores apenas com a equipe então claramente podiam se dar ao luxo de se tocarem mais intimamente. Camila sorriu virando o rosto e pressionando seus lábios contra os da namorada demoradamente. 

- Vocês estão loucas? - Normani bateu na cabeça das duas, que riam esquecendo brevemente a merda de dia que estavam tendo. 

- Ué... - Lauren olhou ao redor. - Cadê seu pai? - Sussurrou. No mesmo instante a outra suspirou fechando a cara. 

- Eu não sei. - Deu de ombros. - Nós brigamos e eu falei umas verdades pra ele. - Lauren arqueou uma sobrancelha. 

- Devo me preocupar? Porque ultimamente você tem falado muitas verdades. - Riu antes de se soltar e finalmente começar a caminhar para o local onde já podia escutar as meninas gritando. 

- Idiota.

Depois da passagem de som, as meninas voltaram para o backstage. Lauren se sentou no sofá e Camila sentou de lado no seu colo, abraçando seu pescoço. A morena coçou os olhos e por um momento parecia que ela tinha 3 anos. Sua namorada não podia estar mais derretida com a cena. 

- Você não dormiu não, amor? 

- Só um pouco. Argh, você sabe que eu não gosto de dormir sozinha. - A latina sorriu beijando a ponta do seu nariz. 

- Também não gosto. Só dormi mesmo porque ou era isso ou não ter desculpa para não falar com o meu pai. - Lauren afastou os cabelos do rosto da menor e colocou para trás de sua orelha. 

- Você não tem que brigar com ele por minha causa. Quer dizer, ele não vai ficar aqui pra sempre e não pode fazer isso por muito tempo. - Disse para tentar parecer pacífica, mas queria ela mesma pular no pescoço do homem por ele não deixar sua garota dormir com ela. 

- Não interessa por quanto tempo. Eu quero dormir com você agora e todos os dias, pro resto da minha vida. Nem que eu tenha que casar com você pra isso. - A hispânica abriu um sorriso mais do que lindo. 

- Gostei da ideia. Podemos aproveitar que estamos no Brasil e casar numa dessas praias bonitas. Imagina? 

- Seria incrível. - Suspirou. - Depois a gente já pulava direto pra parte dos filhos. 

- Direto não. Depois que a gente passasse pelo menos dez dias na lua de mel em um lugar bonito e isolado do mundo se matando de tanto foder aí sim a gente vê a parte dos filhos. - Camila riu e se inclinou, dando um beijo casto em seu pescoço.

A porta do camarim foi aberta, mas Camila não deu a mínima. Continuo com o rosto no pescoço cheiroso da namorada, que enrijeceu o corpo quase que automaticamente. A latina quis chorar com medo de que o medo de Lauren voltasse, mas quando ouviu a voz de seu pai, percebeu que o motivo era outro. 

- Camila, eu... A gente pode conversar? - A hispânica apertou mais a cintura de sua garota. 

- Agora não. Você tem a noite toda pra conversar comigo.

Lauren não sabia o que fazer, se tirava a mão da coxa de Camila, se desgrudava seus corpos ou se só continuava ali. Alejandro a encarava com uma expressão irritada e um pouco triste pelo o que tinha ouvido mais cedo.

- Camz... - Sussurrou dando tapinhas em sua perna. - Eu preciso... 

- Não, Lauren. - Negou segurando seu pulso e sua bochecha. - Meu pai não vai deixar nós passarmos mais nenhum minuto juntas, é isso? - Encarou o homem.

- Eu preciso falar com você. 

- E nós vamos nos falar de noite, já que esse é o único momento que eu tenho pra ficar com Lauren depois que essa sua birra começou. - A hispânica fechou os olhos com força quando percebeu o início de mais uma discussão.

- Eu não tenho nada a ver com o que você faz, mas eu só acho...- A latina o cortou se levantando abruptamente do sofá e ficando a sua frente.

Toda aquela situação estava lhe matando de nervoso, raiva e irritação. Só queria poder ficar abraçada e fazer o que bem intendesse com a namorada. Não era pedir demais, não depois de tudo o que elas passaram.

- Você mesmo disse que não é da sua conta. Por que ainda tá me enchendo o saco o tempo todo com isso? - Lauren arregalou os olhos pois era a primeira vez que via a menor falar desse jeito com o pai.

- Porque eu me preocupo e não quero que minha filha ande por aí como se tivesse sido espancado e...

- Ei, ei! - Lauren o cortou dessa vez. - Eu não bati nela. – Talvez na bunda, mas isso era a última coisa da face da terra que Alejandro precisava descobrir.

- Eu sei que não, Michelle. - Camila respirou fundo tentando manter a ordem da conversa, pois já não tinha mais paciência. 

- Então o que quer? Porque assim, estou perdendo um tempo precioso que poderia estar com a minha namorada fazendo o que quer que fosse enquanto escuto o senhor reclamar mais uma vez do meu pescoço. - Alejandro murchou com o tom da latina, o que não passou despercebido por Lauren. 

- Camila. - Chamou sua atenção pouco baixo. - Não seja rude com seu pai. - Sussurrou como se ele não pudesse escutar. 

- Não estou sendo rude, estou apenas querendo paz. 

- Talvez você tivesse paz se não estivesse me ignorando. Eu só queria que você entendesse os motivos pelos quais eu estou fazendo isso. - Lauren fechou os punhos, se segurando para não se meter. 

- Motivo nenhum que realmente importe. Frescura e super proteção, talvez. Você sabe que não vai fazer isso pra sempre, é ridículo. Se eu não estou incomodada com o meu pescoço, ninguém mais deveria estar, nem mesmo você. - O homem estava realmente perdendo a pouca paciência que ele tinha. - Eu já tenho dezenove anos e me sustento muito bem sozinha, obrigada, da minha vida eu faço o que eu bem entender. 

Lauren queria sumir do cômodo ou dizer alguma coisa que acabasse com aquela discussão de uma vez por todas, ela não aguentava mais. Mas nem mesmo conseguia dizer para Camila não falar daquele jeito com seu pai, ela mesma queria dizer umas verdades pra ele. 

- Você se sustenta sozinha, mas não é maior de idade e ainda mora debaixo do meu teto. Você tem que me obedecer. - Camila estreitou os olhos. 

- Morar sozinha não é um problema, você sabe disso. Quero ver você explicar para a mamãe que eu vou sair de casa porque você não deixa eu dormir com a minha namorada. - Alejandro queria quebrar alguma coisa. Camila era uma ótima menina, exceto quando era contrariada por uma coisa que ela queria muito. 

- Não adianta vir com essas chantagens baratas, Camila, todo o mundo sabe que você não vai fazer isso. E enquanto eu estiver com você, me deve respeito e obediência. - A latina revirou os olhos e caminhou até a porta do camarim, abrindo-a e indicando que ele deveria sair. 

- Que bom que faltam menos de dez dias para você ir embora. - Deu um sorriso irônico. 

- Quando o show acabar, vamos ter uma conversa muito séria sobre isso. - Camila abriu mais a porta. 

- Vai sair ou vai ficar de plateia? 

- Com você também, Michelle. - Lauren engoliu em seco e o homem saiu do camarim. 

- Que inferno. - Camila murmurou fechando a porta atrás de seu pai, que finalmente havia deixado as duas sozinhas. Lauren pegou uma garrafinha de água, destampou e levou para a namorada, que estava visivelmente muito nervosa. 

- Aqui, bebe um pouco. - A latina tomou um pouco do conteúdo da garrafa, em seguida colocou de volta em cima da mesa. - Você ta bem? - Camila assentiu. 

Lauren se sentou no sofá e a menina foi até ela, se encolhendo como uma bola em seu colo. 

- Por que parece que tem sempre alguma coisa para atrapalhar nós duas? - Perguntou para a mais velha, com os olhos marejados;

Lauren sorriu de forma tranquilizadora e a abraçou ainda mais forte, levou uma das mãos para suas costas e acariciou a pele fazendo círculos com o dedão. 

- Amor... - Lauren riu baixinho quando sentiu as unhas da namorada em sua barriga. - Pelo amor de Deus, Camila. - Afastou a menina quando recebeu uma mordida no pescoço. - O que tá acontecendo?

-Eu não posso beijar você? O que foi? Vai me chamar atenção também? - Os olhos verdes se arregalaram.

- Já sei. - Respirou fundo. - É TPM. - Camila abriu a boca em descrença com a ousadia, a hispânica tratou de se explicar. - Sério, olha, você tava nervosa e então meio chorosa, depois começou a me morder. Isso tudo em menos de cinco minutos, você só fica assim quanto tá de TPM.- 

- Lauren, eu to cansada. - A hispânica queria rir de como a outra falava. 

- Claro. - Lhe deu um último selinho antes de se levantar e pegar seu sapato no armário. 

- Sabe o que eu tava pensando? A gente podia sair um dia pra fazer alguma coisa. - Camila disse se deitando e jogando uma almofada na cara. - Gosto tanto daqui, queria poder aproveitar. - Murmurou. 

- Você está louca? - Lauren bateu em sua perna para poder sentar.

- Não, eu consegui ir no shopping na outra cidade. 

- Me pergunto até hoje como você fez aquilo. - Camila levantou a cabeça apenas para piscar.

- Eu sou a baby mamba. - Então a porta foi aberta em um estrondo assustando as duas, uma Normani com os olhos arregalados e respiração acelerada fez com que as duas se levantasse. 

- Mani... - Lauren disse se aproximando. 

- Cala a boca. - Sentenciou. - Come isso. - A negra mostrou um pote com várias bolinhas pretas. 

- Meu Deus, ninguém sai. - Camila arrancou o pote enfiando três brigadeiros na boca e quase tendo um orgasmo com o gosto. Lauren pegou apenas uma de cada vez tentando ser educada. 

- Normani Kordei. - Ambas arregalaram os olhos quando escutaram a voz de Ally e então passos correndo. – Eu quero mais. - Camila enfiou a mão no pote pegando dois e Lauren jogou a educação no lixo e enfiou dois na boca também. 

- Rápido, ela vai comer tudo. - Normani disse com a boca cheia. 

- Não fala com a boca cheia.- Lauren disse pronta pra comer mais. 

- Cala a boca. -  Camila disse com a boca cheia como as outras.

- Cadê meu doce? - Uma Ally com os olhos cerrados batendo na porta com os punhos fechados fazendo um barulho estrondoso. 

- O que tá acontecendo aqui? - Dinah Jane abriu a porta com a delicadeza de uma mula, vendo todas as meninas com os rostos e dedos sujos de chocolate. 

- Mais uma pra roubar meu doce! - Disse Ally possessiva com o pote nos braços. 

- Já comi dez desses aí, meu amor. Existe uma coisa chamada serviço de quarto e outra chamada "estamos no Brasil e podemos pedir isso pra comer sem rolar UFC". Não sei se vocês são burras ou se fazem. Se limpem e recoloquem o batom, estamos atrasadas, pra variar. - Com a mesma falta de sutileza que Dinah entrou, ela saiu. 

- Que inferno, não se pode mais nem comer em paz. - Lauren disse chupando um dedo sujo de brigadeiro em seguida. Camila não passou bem com a imagem e ficou feliz por estar em um cômodo com mais pessoas, do contrário um atraso de cinco minutos se tornaria de meia hora. 

E olha que vinte e cinco minutos não são o suficiente pra foder. 

O show correu tranquilo, graças a Deus. O público foi maravilhoso e logo elas estavam na van, voltando para o hotel. 

Camila não queria saber de porra nenhuma. Ela estava sentada à uma fileira de bancos de van de sua namorada, com seu pai parecendo a merda de um segurança do lado dela. Se recusou a falar com o homem, que não insistiu. Lauren lhe enviou uma mensagem que consistia em um coração quebrado e um "Eu odeio dormir sem você :(". Camila ergueu uma sobrancelha, elas teriam voo daqui a pouco então o horário de dormir seria exatamente o mesmo de ontem. Um sorriso cresceu no canto de sua boca quando ela percebeu que a sua mala estava praticamente pronta se não fosse pela roupa que ela usava no corpo nesse momento e que não fazia mal pegar umas roupas de Lauren para dormir - ou dormir pelada, tanto faz. 

Ela não teria como ficar presa em seu próprio quarto se nem entrasse nele. 

"Você não vai dormir sem mim hoje, meu bebê. Eu prometo." 

Já não bastava as noites que elas dormiram separadas por causa de briga. Não, isso já tinha ido longe demais. 

Quando saíram da van, passaram um pouco rápido pelas fãs, acenando e entrando no hall do hotel com seguranças em volta delas. Alejandro só faltou colocar Jesus Cristo entre Camila e Lauren para elas não pegarem o mesmo elevador e aquilo fez a latina revirar os olhos. 

Quando saíram do compartimento de metal, Ally e Lauren conversavam animadamente na porta do quarto de sua namorada, sabe Jesus qual era o assunto. 

- Pro quarto. - Camila ergueu uma sobrancelha quando viu a porta de seu quarto aberta. Lauren virou ao ouvir a voz do homem, querendo jogar ele daqui de cima se aquilo fosse fazê-lo parar de atrapalhar. 

- Acho que você não pode me arrastar. - A latina disse atrevida, dando as costas para o homem e indo na sua direção. Lauren entendeu o que estava acontecendo e abriu a porta de seu quarto rapidamente com o cartão. 

Alejandro realmente não podia atravessar o corredor e trazer sua filha pelo braço. Isso seria praticamente agressão. 

- Camila, volta aqui! - Ele disse indo furioso em direção à porta do quarto de Lauren, que se fechou com as duas lá dentro. 

- Porra, você tá doida? - Lauren perguntou colocando a mão no peito. - Eu nunca vi a morte tão de perto. 

- Não seja fresca, foi divertido. 

- Não, não foi. - Ela se afastou da porta quando um soco foi depositado sobre a mesma. - Merda. E sua mala? E suas coisas? 

- Tá tudo lá, eu só tenho que buscar depois. Tudo pronto. Relaxa. - A menina sorriu, o sorriso morrendo quando seu pai gritou seu nome.

- Puta que pariu. Ele não pode bater nessa porra a noite toda.

- Não, não. Faz o seguinte, vai tomar um banho que eu resolvo. 

- Pra quando eu sair do banheiro você não estar mais aqui? - Camila ameaçou sorrir antes de ouvir mais uma batida. 

- Não, relaxa. Eu vou estar, ok? Só vai. - A latina deu um selinho na hispânica e a empurrou para dentro do banheiro.


Notas Finais


AQUELA TENTATIVA FAIL DE FAZER UM FINAL LEGAL KKKKKKKKKKKKK

PROMETO EM CRISTO QUE O PRÓXIMO VAI COMPENSAR

E ESSA CALMARIA ENTRE AS DUAS? SERÁ QUE DURA????????????????????????????? O QUE SE PASSA NA CABEÇA DE LAUREN JAUREGUI? CAMILA CABELLO AGUENTARIA MAIS BABAQUICE VINDA DA LAUREN? O QUE É CAMREN, COMO VIVEM, O QUE COMEM, SEXTA, NO GLOBO REPÓRTER

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DO CAPÍTULO

C O M E N T E M O QUE ACHARAM

QUALQUER COISA MEU TT É @ COICEDALAUREN E O DA BRUNA É @ CAMILACINICA

MAMÃE AMA VOCÊS

BEIJOS DE LUZ NO ESPACINHO ENTRE O CU E A PPKA


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