História Scars - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Marian, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin)
Tags Evil Queen, Outlaw Queen, Robin Hood
Visualizações 90
Palavras 2.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii gente bonita! Minha primeira fic desse ship lindo de Outlaw Queen, espero que vocês gostem <3

twitter: @brubrehmer

Capítulo 1 - Recomeço


Fanfic / Fanfiction Scars - Capítulo 1 - Recomeço

And run to them, to them

Full speed ahead

Oh, you are not useless

We are just misguided ghosts

Travelling endlessly

The ones we trusted the most

Pushed us far away

And there's no one road

We should not be the same

But I'm just a ghost

And still they echo me

They echo me in circles

Paramore – Misguided Ghosts

 

A música estava alta demais. Estava sentada no banco há trinta minutos e tentava conseguir uma bebida para ajudar a suportar aquele lugar, mas o barman parecia destinado a servir somente mulheres com decotes próximos ao umbigo. Não fazia seu estilo, nem o local, nem os trajes. Regina usava seus cabelos cacheados abaixo dos ombros e usava um vestido branco de meia manga junto com um colar dourado em seu pescoço . Era o último lugar que gostaria de estar, mas sua irmã Zelena iria se casar e havia prometido que ficaria pelo menos duas horas em sua despedida de solteira. Olhou no relógio pela quarta vez, mais vinte minutos e estaria livre de lá.

- Sabe que está trapaceando dessa maneira, certo? – Zelena encostou a mão no ombro da irmã e tinha um sorriso travesso estampado no rosto. Sempre estava tentando fazer com que os outros, mais especificamente Regina, agissem como ela.

- A minha promessa continua de pé. – Regina tentou sorrir de volta. A ruiva usava um vestido colado verde que fazia questão de realçar todas as curvas que tinha em seu corpo. Apesar de criadas pelos mesmos pais, tinham personalidades completamente distintas.

- Tente se divertir! – Gritou por fim enquanto era puxada por suas amigas de volta para a multidão da danceteria. Quando voltou sua atenção para a mesa, havia um copo de whisky em sua frente, olhou em volta e do outro lado do bar notou que havia um homem sorrindo com um copo da mesma bebida na mão. Regina retribuiu o sorriso o que fez com que ele se aproximasse e sentasse ao seu lado. Parecia ser mais velho do que a maioria dos homens que estavam lá, os cabelos com alguns fios grisalhos o entregavam, vestia um terno e uma gravata, mostrando que estava tão acostumado a frequentar tais lugares quanto ela.

- Imaginei que sua garganta estivesse seca, vejo que está há algum tempo tentando pegar uma bebida. O motivo do garçom estar ignorando uma mulher tão linda que me foge a compreensão. - Tinha um sotaque britânico que o tornava ainda mais sedutor.

- De fato. Mas não sou acostumada com bebidas tão fortes.

- Ah, mas isso é só porque nunca lhe ensinaram como bebê-las da forma correta. Posso? – O cavalheiro se aproximou mais pegando o copo e o levando até os lábios de Regina. Seus olhos não desviaram por um segundo dos dela, abriu a boca o suficiente para que o líquido quente entrasse em sua boca e descesse por sua garganta queimando. Assim que o copo voltou para a mesa o homem encostou as pontas dos dedos no rosto delicado dela, sentiu um arrepio subir por sua espinha, não sabia o quanto disso era de medo do misterioso homem à sua frente. Quis tossir, mas mal conseguia lembrar de respirar. Não estava acostumada com a atenção do sexo oposto, não por falta de beleza, mas sim por falta de oportunidade.

- Eu sou Rumple, prazer.

- Regina. - Desviou o olhar para conferir seu relógio mais uma vez. Meia noite. Já podia ir embora.

- A dama olha tanto no relógio porque tem um compromisso em breve? – Pela primeira vez, não queria fugir de lá e se esconder em seu quarto. Ele despertava coisas nela que nem sabia que era capaz de sentir.

- Não. Não tenho nenhum lugar para ir.

- Ótimo. – Conseguia sentir o hálito de álcool que emanava da boca do homem e por algum motivo isso fazia com que se tornasse ainda mais irresistível.

x-x-x

- Bom, e aqui é  sua mesa. A senha do computador está na primeira gaveta, junto com todas as informações importantes que você precisa saber. – Snow disse por fim apontando para a mesa de madeira escura que ficava na frente de uma janela enorme com uma vista linda para o Central Park.

- Obrigada. – Abriu o sorriso mais sincero que conseguiu.

- Acho que por enquanto é isso. Qualquer coisa é só me chamar, o meu ramal é o 13 do telefone. Seja bem vinda a delegacia de Nova York. – E então a mulher desapareceu em meio aos corredores. Era doce demais, não combinava com aquele lugar, mas aprendeu que nem sempre as aparências condizem com as personalidades das pessoas. Infelizmente. E isso era algo que precisava arranjar uma forma de enfiar na cabeça. Cansou de acreditar no melhor. Sentou-se na cadeira e respirou fundo enquanto ligava o computador. Precisava dar certo. Iria dar certo. Abriu sua bolsa e viu o frasco laranja com uma etiqueta escrito “Fluoxetina” em cima. Lembrou-se de seu médico pedindo para que o tomasse com cuidado, mas sempre que a ansiedade ficava impossível de controlar era sua escapatória. Já conseguia sentir seu peito apertando e tentava controlar, mas por fim engoliu a seco dois comprimidos brancos que pareceram ficar trancados no meio do caminho enquanto apertava o colar em seu pescoço com força. Parecia cada vez mais sentir a necessidade de dobrar a dose. Quando conseguiu fugir daquela pequena cidade, não imaginou que seria tão difícil. Que sentiria tanta falta de uma vida que nem parecia a pertencer.

A palavra “password” apareceu escrita na tela do computador, buscou em meio aos papéis na primeira gaveta a senha e lá estava um pequeno post-it amarelo escrito “hood” em tinta preta. Pegou seu caderno para começar a anotar as coisas, era uma mania que tinha, gostava de escrever tudo para ter certeza de que não se esqueceria. O trabalho deveria ser fácil para alguém como ela, tinha experiência em trabalhos muito mais difíceis que este, inclusive só havia aceitado o cargo porque não podia chamar atenção. Conseguiu ouvir vozes se aproximando da porta da sala que ficava ao lado do seu local de trabalho que logo em seguida se abriu.

- Ok, David. Podemos continuar isso depois do almoço. – O homem apertava a mão do colega de trabalho com um sorriso. Demorou alguns segundos até que seus olhos encontraram com o dela. O cabelo na altura do queixo encaixava perfeitamente com seu rosto, quis descer mais um pouco o olhar, mas se segurou e teve que balançar a cabeça algumas vezes para manter a concentração. Nunca havia visto tamanha beleza e por um momento se esqueceu que não podia pensar em uma mulher daquela maneira.

- Olá, eu sou o detetive David. – Seu melhor amigo tomou a frente enquanto o olhava com uma cara confusa. Com certeza estava passando por mal educado, mas neste momento não se importava e talvez até fosse melhor. – E este é Robin, acredito que seja seu chefe, você deve ser a nova secretária, certo?

- Isso! Me chamo Queen. – Disse Regina se levantando da mesa para estender sua mão para comprimentá-lo. Sempre tinha que se esforçar para usar o nome correto. Brigou mentalmente com a sensação que seu corpo tentava exteriorizar. “Não. Nunca mais”. Repetiu para si mesma, não cometeria os mesmos erros, essa era sua segunda chance e não a estragaria. Tinha chegado longe demais para isso. Robin abriu a boca, mas as palavras simplesmente não o acompanharam, acabou por fim assentindo com a cabeça antes dos dois se retirarem para almoçar no restaurante que ficava do outro lado da rua da delegacia. Comiam lá todos os dias desde que começaram neste emprego como estagiários.

- Só estou falando que foi um pouco rude. Não parece muito com você. – David falou com seu tom de pai mais velho enquanto atravessavam a rua. E de fato às vezes sentia-se dessa forma, se importava com Robin como ninguém.

- Não importa. Deixa pra lá, por favor. É melhor dessa maneira. Sempre dou azar com minhas secretárias, quem sabe assim essa dure mais do que uma semana.

- O bonzinho incompreendido, entendi a carta. – O loiro de olhos azuis deu uma gargalhada.

- Que carta?

- Por favor. Você não me engana não. Mas entendo, se não tivesse minha mulher também teria me sentido enfeitiçado, a garota tem uma beleza estonteante.

- É exatamente este o ponto.

- Posso saber  do que os dois estão cochichando? – Snow deu um pulo em cima dos dois e um beijo no rosto de David. – Não podiam nem me esperar para o almoço, assim fica difícil. – Mas os dois se silenciaram e somente mantiveram o sorriso no rosto. – Ok. Ok. Como vocês quiserem. Robin, o que achou da nova secretária? Parece que o RH finalmente fez o trabalho deles direito. Achei simpática.

- Parece ser competente. Você chegou a conferir a experiência dela?

- Não, mas tenho a sensação de que ela tem muito mais experiência do que o trabalho exige, mas quem sou eu para reclamar? – Robin fez questão de não continuar o assunto. O chefe idiota, parecia um papel que ele se encaixaria bem nos dias atuais. – E Marian? – Snow continuou. – Falou algo sobre ir à festa da empresa? – David a olhou com cara de reprovação e o silêncio tomou conta do ambiente.

- Boa sorte tentando fazer ela sair do apartamento. – Tentou sorrir, mas falhou.

x-x-x

           Robin acendeu a luz da casa. Tudo parecia estar tão frio naquele lugar e não era culpa somente do clima. Passou os dedos pelo papel de parede e nem mesmo os tons pastéis escolhidos com tanto carinho há sete anos pareciam fazer sentido agora. Tinha a sensação que havia desistido de viver e passava por sua vida apenas sobrevivendo. Não entendia muito bem o quão rápido as coisas desandaram, mas passou por um ponto onde as coisas simplesmente pararam de fazer sentido e o vazio em seu coração parecia o consumir cada dia mais. Sentou-se próximo à bancada na cozinha e serviu um copo de whisky. A bebida arranhou sua garganta. Dois. Três. Quatro copos já haviam chegado em seu estômago e sua cabeça já começava a tontear. Fechou os olhos por um momento, a única coisa que veio à sua cabeça foi ela. “Me chamo Queen”, a voz ecoou e um sorriso se formou. A luz acendeu, levando embora o breve momento. Já estava percebendo que a garota iria perder o emprego por sua falta de profissionalismo, o que era algo ridículo, pois não perdeu mais do que um minuto ao seu lado.

- Ah. É você. – Marian tentou disfarçar o desgosto na voz, mas simplesmente não conseguiu. Não por não amar o homem que estava sentado à sua frente, mas por não o reconhecer mais. Com certeza não era aquele com quem casou, mas também não sentia que ela fosse a mesma pessoa também. Parecia que os dois haviam perdido um sonho grande demais para continuarem convivendo como se nada tivesse acontecido.

- Sim. Apenas eu. Volte para a cama, está tudo bem. – Tentou manter a voz doce, não queria que sofresse junto com ele.

- Tudo bem? Quantos copos você já bebeu hoje? - A raiva era visível. Estava cansada de ficar sozinha naquela casa o tempo todo e o fato de seu marido encontrar amparo no fundo de uma garrafa não a fazia sentir-se melhor.

- Não força. Por favor. – Parecia que a ressaca viria antes da hora. Não queria brigar de novo, só precisava encontrar um pouco de paz. O aperto em seu peito subia em forma de desespero dificultando a respiração.

- Sério? É isso que você tem para falar? – Mas ele não respondeu, o que fez com que ela virasse as costas e o deixasse sozinho na sala. Iria dormir novamente no sofá, já sabia disso. Sabia exatamente quando seu casamento tinha começado a desandar, às vezes se pegava pensando com carinho do amor que uma vez sentiu por sua esposa. Lutava tanto para recuperar esse sentimento. Era como se os dois estivessem presos em uma canoa no meio do mar aberto, com uma tempestade horrível acontecendo e cada um tentando remar para um lado diferente. Ambos sabiam qual era o problema. Parecia que haviam se tornado pessoas completamente indiferentes. Continuavam juntos pois tinham esperança de recuperar o amor que outrora tinha sido tão grande, só não sabiam como encontrar o caminho de volta para casa, para aquilo que um dia foi chamado de lar. Se jogou no sofá e a culpa já invadia seu corpo. Talvez se tivesse subido direto para o quarto, as coisas teriam sido diferentes hoje. Mas parecia ser mais forte do que ele, parecia não conseguir mais controlar. Chegava tarde do trabalho diariamente e só conseguia servir sua bebida antes de desmaiar. Fechou os olhos na tentativa de cair no sono, não iria demorar muito agora, e a última coisa que viu antes de desmaiar foi a nova secretária, andava em sua direção com um sorriso estampado no rosto.



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