História Scars Of Talent - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Got7, HyunA
Personagens HyunA, Jackson, JB, Mark, Yugyeom
Tags Dance, Markson, Violence
Exibições 120
Palavras 2.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Por causa da demora, um capítulo gigante. Espero que vocês gostem :)

Capítulo 7 - Chapter Seven


Depois de muito pensar, Mark decidiu parar de se importar com o que tinha acontecido entre ele e o loiro no dia anterior, mas seu plano caiu por terra ao ver Jackson olhando para si e, logo em seguida, sorrindo. Não era um sorriso de alegria, era um sorriso de satisfação, como se ele tivesse visto algo que o agradou.

E, realmente, algo em Mark agradava a Jackson. Ainda podia sentir os batimentos cardíacos acelerados do menor, o modo que ele cedia a cada toque, a maneira urgente que ele o puxou para o beijo, o rubor em sua face. Tudo contribuía para aquele sorriso do loiro.

Mas uma coisa alheia a tudo isso preocupava a professora de balé: Mark estava magro demais. Suas bochechas estavam rígidas, seus olhos traziam olheiras fundas, os ossos de seus braços estavam mais proeminentes. As marcas mais recentes estavam quase invisíveis por causa das semanas passadas no hospital, mas no lugar delas se via claramente os ossos de Mark. Suas costelas eram vistas com clareza e o bailarino parecia fraco. Ninguém nunca o via comer e isso deixava a senhora Wang em alerta.

-Pessoal, pausa para o almoço! - disse a mulher e logo todos saíram, menos Mark, que continuava treinando as coreografias. - Já está na hora do almoço, Mark, não vai comer?

O sorriso do pequeno fez o coração da mulher se apertar. Ele não estava bem e tanto ela quanto seu filho, que observava à cena de longe, perceberam.

-Eu vou ficar por aqui, senhora Zhou. Estou muito inferior aos outros, preciso melhorar. Tudo tem que sair perfeito! - o menor tentou esboçar um sorriso convincente, sem sucesso.

Perfeição.

Aquela palavra fazia o estômago do loiro revirar, ainda mais dita nas circunstâncias em que se encontravam. Os Wang sabiam o que aquelas palavras significavam e a mulher temia pelo aluno.

-Tudo bem, Mark, mas quando eles voltarem você vai comer. Não aceito "não" como resposta, garoto. - Mark riu internamente do costume em comum que mãe e filho possuíam.

-Sim senhora. - a mulher saiu para comer.

Mark continuou, sozinho, no palco. Apenas ele e Jackson se faziam presentes naquela parte do edifício. O loiro sentia que poderia observá-lo dançar durante toda sua vida, já o fazia há meses e ainda não havia se cansado dele.

Mas Mark buscava a perfeição e Jackson sabia melhor do que ninguém que aquilo não era possível. Por trabalhar com aquilo, viu vários bailarinos que eram alunos de sua mãe perderem suas vidas ou ficarem com danos irreversíveis, como tetraplegia, por causa dessa busca incessante pelo inalcançável.

-Você devia comer, garoto. Está muito magro. - Jackson se manifestou com tom casual, mas em sua mente havia um pequeno ponto de preocupação real.

-Sua opinião não me importa. - Mark respondeu, áspero. Não gostava quando as pessoas falavam que ele estava magro como se aquilo fosse um motivo de vergonha.

Aquilo era para ser bom, não era?

-O menino está arisco, vejam só! - rapidamente, Jackson subiu ao palco, se aproximando do mais novo. - Você não estava assim ontem.

-Cale a boca, Wang. - Tuan estava envergonhado e aquilo divertiu o mais velho.

-Não fique tão nervoso, garoto. - Jackson riu contido. - Mas o que minha mãe disse é verdade, você precisa comer. Depois acaba tendo "tonturas fortes" de novo e eu não vou estar lá para te ajudar. - o loiro brincava, lembrando da sensação de ter Mark frágil em seus braços.

-Não preciso da sua ajuda. - Mark respondeu, seco. Jackson era a única pessoa que conseguia fazer o menor se comportar daquela maneira, o único que fazia o bailarino ser rude com alguém.
                                     
-Está muito nervosinho pro meu   gosto, garoto. - Jackson puxou Mark pela cintura, beijando-o.

-Está louco? - Tuan separou-os, sem conseguir se livrar do aperto do Wang. - Eu tenho que treinar, me solte!
            
-Não estou com vontade de te soltar.  - disse Jackson, risonho.

"Ele está sorrindo mais ultimamente", pensou Mark.

-Nem tudo se resume à sua vontade. - foi o que ele disse.

-Eu sei, mas como essa não é apenas a minha vontade, isso aqui pode acontecer. - o loiro aproximou mais os corpos, fazendo seus rostos ficarem extremamente próximos. - Admita, garoto, você também quer.

E Mark queria, queria muito, mas ao mesmo tempo se sentia confuso. Estava sendo boa a sensação de sentir o que ele ouvia seus colegas falando. O calor repentino. A sensação de beijar.

A sensação de beijar Jackson.

Estava sendo bom, mas o que aconteceria depois que seu tempo na companhia acabasse? Toda a relação que os dois possuíam se findaria? O que eles tinham era apenas um fruto dos hormônios em ebulição de Mark e do desejo desenfreado e reprimido de Jackson?

Mark decidiu que precisava parar de pensar tanto no que poderia acontecer e apenas fechou os olhos,  esperando a ação do mais velho. E ela veio. Jackson, vendo que o garoto finalmente tinha se rendido, mesmo que por um momento, sorriu antes de selar os lábios alheios.

As mãos do maior continuavam firmes à cintura do Tuan, que havia prendido o rosto do outro com suas mãos e ali fazia carinho. Não entendia o porquê daquilo, apenas quis fazer e fez. Jackson constatou que ele realmente estava magro demais, agora podia analisar com mais calma o corpo menor, sem a voracidade do beijo que trocaram no dia anterior. Mark sentiu-se aquecido pelo toque alheio, que era firme, mas cuidadoso.

Separaram-se mais rapidamente do que da primeira vez, agora por iniciativa de Jackson. Tinha medo de que alguém o visse com Mark, afinal ainda era comprometido com Hyuna.
O telefone do mais velho começou a tocar um tempo depois, enquanto o mesmo encarava Mark, que estava completamente envergonhado à sua frente.

Era sua namorada.

-Oi Hyuna! - o loiro fingiu animação, mas isso passaria despercebido pela mesma, que não poderia ver a expressão de tédio que ele fazia.

Mark observou a cena de Jackson falando com Hyuna por um momento, antes de sua mente relacionar tudo.
Ele havia feito Jackson traí-la.

Mesmo que o primeiro contato tenha sido feito pelo mais velho, a culpa ainda o antingiu. O primeiro beijo de verdade havia sido por iniciativa de Mark, mesmo que o desejo do loiro por ele estivesse explícito no momento. E ali estavam os dois, há poucos minutos atrás, se beijando ardentemente, como se a namorada do mais velho não existisse.

O Tuan se afastou dele rapidamente, balançando a cabeça em negação. Jackson o olhou e entendeu perfeitamente o que ele sentia, era óbvio o desconforto do menor pela situação, mas Jackson não queria parar, de qualquer maneira. Hyuna não merecia ser traída daquele jeito e o maior sabia disso. Os dois haviam passado momentos bons juntos, mesmo que ela fosse um pouco grudenta demais aos olhos de Jackson, ninguém merece ser traído.

-Garoto... - o mais alto tentou falar, mas foi interrompido pelo menor.

-Não perde essa mania, não é? - Mark riu, nervoso. - Só... não se aproxime mais de mim, tudo bem? - aquilo era algo difícil de dizer para o rapaz. Jackson tentou tocá-lo, mas o mesmo se afastou. - Não, Wang. Não vai acontecer mais.

Virou-se e saiu do palco, indo em direção ao banheiro. Mark nunca havia sido tão duro e rude em sua vida, aquela personalidade não era a dele. Sempre fora um garoto doce e gentil que distribuía sorrisos por onde passasse, mas as circunstâncias da situação o fizeram ficar daquele jeito.

Mark lavou o rosto. Olhava para seu reflexo no espelho e não se sentia feliz com o que via. Se achava feio. Sabia que estava magro, mas não era o bastante. Nunca era. Começou a pensar em sua situação com Jackson para espantar aqueles pensamentos sobre sua aparência, sabia que choraria se continuasse com aquilo e a última coisa que Mark queria era chorar.

A culpa atingia o Tuan como um soco. Ele havia beijado alguém comprometido por mais de uma vez, mas não podia dizer que estava arrependido e era aquilo o que mais o preocupava.

-Tuan... - Jackson se aproximava por trás de Mark, que se xingava mentalmente por não ter trancado a porta do banheiro.

-Já disse para se afastar de mim, Wang. Quantas vezes vou precisar repetir? - o mais novo suspirou. Não queria prolongar o assunto que, para ele, já estava encerrado.

-Você me atrai, Tuan. - Jackson declarou repentinamente. - Não vamos acabar com algo que pode ser prazeroso para nós dois... - o loiro abraçou o corpo de Mark por trás, falando em tom sugestivo.

O rapaz suspirou com o ato de Jackson e, mesmo decidido do que queria, não o afastou. Não conseguiria, de qualquer forma. Quando queria, o mais velho sabia falar manso e grave e sabia que aquilo seria um ponto forte contra a resistência que o menor insistia em fazer.

-Você é comprometido, Wang... - Mark fraquejava diante do maior, que acabara de depositar um beijo em seu pescoço. - Não podemos fazer isso.

-Isso não me importa agora. - o Wang ia continuar com as carícias que fazia no menor para amolecê-lo, mas não conseguiu prosseguir pois o mesmo se virou, o encarando.

-Mas me importa! - Mark afastou um pouco o corpo de Jackson do seu. - Você tem uma namorada, pelo menos a respeite.

-Você deveria ter me dito isso ontem, antes de me beijar. - e o rapaz sabia que o mais velho estava certo.

-É exatamente por isso que estou dizendo que isso tem que acabar. Estou te fazendo um favor te livrando de mais peso na consciência. - Jackson o olhou, inexpressivo.

-Peso na consciência? Você sente isso? Se arrepende de ter me beijado, garoto?

Como Mark só conseguia decifrar o que Jackson dizia através de seu tom de voz, sempre prestava muita atenção quando o mais velho falava. Mesmo que tentasse, o Wang não conseguia esconder que tinha ficado irritado com a frase dita pelo menor. Seus olhos eram vazios, mas a boca era cheia de sentimentos.

Isso era cômico aos olhos do Tuan, porque ele achava que era ao contrário. Sempre ouvia dizer que os olhos eram o espelho da alma, que eles transmitiam os sentimentos escondidos no fundo do ser da pessoa. Mas Jackson tinha que ser diferente, ele tinha que ser uma excessão à regra.

-Eu não disse isso... - Mark estava envergonhado e de cabeça baixa. A timidez não o deixava.

-Então não sei pra quê tanto drama, garoto. - disse o mais velho, abraçando o menor pela cintura, em um ato de possessão.

-Jackson... - o Wang ouviu o menor chamá-lo pelo primeiro nome e constatou que aquela era a segunda vez que aquilo acontecia. - pare com isso.

-Porra, Mark! - o garoto se assustou pela raiva passada pela voz do loiro. - Eu quero você, deu pra entender?

-Mas você não pode! A sua namorada merece isso que estamos fazendo com ela? Coloque-se no lugar dela, você iria gostar de ser traído desse jeito? - Mark se encontrava a uma distância segura de Jackson. Tinha se afastado quando o mesmo gritou.

-Deixe Hyuna fora do assunto, por favor. - a falta de expressão tomou conta do rosto do mais velho novamente.

-Não tem como! Ela é sua namorada e você está aqui me beijando, dizendo que me quer. Acha isso certo? - Mark estava exaltado.

-Não fale como se eu fosse o único culpado nessa história, garoto. - Jackson olhava o bailarino à sua frente com deboche. - Quem me beijou ontem foi você.

Mark estava cansado daquela discussão que não acabaria em lugar algum. Suspirou cansado. Iria voltar ao palco se não tivesse sido parado pelo loiro.

-Eu ainda não acabei com você, Tuan. - o riso desanimado do mais novo ecoou pelo banheiro.

-Já acabou antes de começar, Wang. Com licença, tenho que voltar ao ensaio. - Mark foi virado repentinamente, encarando profundamente o loiro.

-O ensaio pode esperar, garoto. - e Jackson o beijou.

Por mais que Mark tivesse a consciência de aquilo era errado e a certeza de que a culpa o assolaria depois, não impediu o mais velho. Correspondeu à seus toques com quase a mesma intensidade do maior, a tensão entre os dois era forte e isso era inegável.

-Para quem não queria, você gostou bastante, garoto. - Jackson riu.

-Não estrague a despedida sendo idiota, Wang. - afastou-se dele.

Saiu do banheiro, indo para o palco. A senhora Wang gritava com os meninos dessa vez, dizendo que eles estavam descoordenados. Mark chegou depois da volta do almoço, fazendo a professora Wang sorrir.

-Comeu, Mark?

-Comi sim, senhora Wang. - mentiu. Sabia que se dissesse a verdade, seria obrigado a comer e ele não queria.

A mulher sorriu e ele foi ao seu lugar. Pôs-se ao lado dos cinco garotos que dançavam com ele uma certa parte da coreografia. Por mais que meses já se houvessem passado, não sabia o nome de nenhum deles. A timidez era a maior arma e o maior defeito do Tuan.

E logo a professora Zhou Wang estava gritando com os alunos, como de costume. Mark achava que ali, naquele momento tão comum, que ele só precisava dançar como sempre amou fazer, estaria em paz. Esquecia-se de Jackson e da culpa de se envolver com ele. Esquecia-se de seu pai e do medo que o envolvia à qualquer lembrança que remetesse ao Tuan mais velho.

Dançando, Mark era ele mesmo.


Notas Finais


Me digam se gostaram, manas :)


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