História Scars of vitory - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Christophe Giacometti, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Ciumes, Competição, Drama, Violencia, Yuri!! On Ice
Exibições 106
Palavras 2.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Esporte, Lemon, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!
Leiam as notas finais.

Capítulo 1 - Capitulo 1 - Algo estranho começou a acontecer.


Yuri Katsuki

 

 

(...) ...O próximo a apresentar será Yuuri Katsuki! Esse garoto é simplesmente incrível! Está com três ouros e duas pratas nas cinco competições da temporada! Talento é pouco para definir esse menino!

 

 Eu não conseguia controlar meu nervosismo, era simplesmente impossível não parecer nervoso. Eu não queria ouvir a pontuação dos outros atletas, isso não colaborava com a minha situação. Mas Viktor me fez tirar os fones assim que Jean Jacques Leroy terminou seu circuito. Era a minha vez, o ultimo da rodada.

As palmas preencheram todo o local quando Leroy saiu e pela primeira vez aquele som me pareceu irritante e me fez sentir uma leve pontada na cabeça, mas não foi nada demais. Todos estavam perto da saída da pista quando fui chamado e me dirigi à entrada da pista. Estava tentando controlar minha respiração que estava descontrolada. Aquela era a semifinal da temporada, eu não podia decepcionar o Viktor, não depois de tudo o que ele fez por mim para que eu conseguisse chegar aqui. Não depois daquele teste...

Talvez eu estivesse me pressionando demais, cobrando exageradamente da minha capacidade, mas agora que eu havia conseguido chegar naquele estagio da competição, iria dar tudo de mim para ganhar. Para dar orgulho ao meu país e ao meu treinador. Viktor não tinha abandonado sua carreira para essa aventura de bancar o treinador atoa, eu não iria deixar isso acontecer.

      – Ei, não vai nem falar comigo antes de ir? – Senti uma mão tocar meu ombro e me virei instantaneamente encarando aquele maldito sorriso que estava sempre estampado no rosto dele – Minha boa sorte não conta mais?

      – Viktor, eu tenho que ir...

Antes mesmo de eu terminar de falar ele me abraçou. Um abraço rápido, mas tão reconfortante quanto um demorado. Eu poderia ficar ali, me sentia mais seguro que em qualquer outro lugar. Eu não estava preparado para a apresentação de hoje. Meu pés ainda carregavam marcas roxas e vários calos do meu ultimo programa livre e dependendo da forma que eu pisava doía andar. Eu não estava seguro de uma chance de sucesso. Mas eu tinha que conseguir. Eu vou conseguir.

       – Você vai conseguir, não precisa ficar tão nervoso, Yuri. – Ele aproximou seu rosto do meu, olhando em meus olhos. Sua mão segurou meu queixo erguendo levemente meu rosto. Senti meu rosto ficar quente, e aquela sensação diferente se formou no meu peito. Por um momento ele ficou serio, como se fosse dizer algo a mais, porém como se tivesse desistido de falar o que pretendia após olhar o relógio e ouvir a chamada do meu nome ele apenas abriu novamente aquele sorriso e depositou um breve beijo em minha testa se afastando apressando-me – Vá, ou vai acabar se atrasando. Boa sorte, meu Katsudon.

Viktor tirou o roupão que eu usava sobre o figurino que usaria no programa e com as mãos sobre meus ombros me levou até a entrada da pista.

Antes eu ir ele me segurou novamente e aproximou os lábios ao meu ouvido.

       – Me mostre tudo o que sabe fazer hoje – Viktor sussurrou. E com um pulo decorrente do susto que levei após levar um tapa na bunda entrei na pista. Assim que me viram entrar os gritos e os aplausos agitaram as arquibancadas. Muitos chamando pelo meu nome, gritando boa sorte e palavras motivacionais.

       – Eu irei. – A confiança que oscilava dentro de mim se estabilizou por um momento e olhei rapidamente para trás, mesmo com a minha expressão um pouco envergonhada por causa do que ele fez eu sorri e ele piscou o olho fazendo um sinal positivo com a mão.

... Agora é a vez dele! Yuri!!!  Ele irá se apresentar ao som de “Phantom of the opera”. O Yuri me parece um pouco sério hoje. Talvez seja parte da interpretação. Yuri vem encantando todos com sua incrível interpretação, esse garoto é realmente demais! Ele já está se preparando, vai começar. O publico ficou em silencio, boa sorte, Yuri!!

A música começou a tocar. Puxei o ar gélido enchendo os pulmões e soltando lentamente enquanto começava a deslizar pelo gelo iniciando a performance. Eu tinha que esquecer tudo. Naquele momento a dor nos meus pés não importava mais, aquela dor agora fazia parte de mim, fazia parte do que eu era e não podia me atrapalhar. Por mais difícil que fosse patinar sentindo dor muitas vezes isso colaborava com o jogo de interpretações e todo o trabalho corporal, embora tornasse tudo mais difícil. Era difícil dar os saltos sem seu rosto formar uma careta inconsciente.

Um axel! Ele acabou desequilibrando quando voltou ao chão. Me parece que o Yuri está sentindo dor, oh não, isso não é nada bom... Um salschow duplo! Oh não! Ele perdeu o equilíbrio e caiu! Mas um axel seguido de um salschow vale muito! Mesmo com uma queda ele provavelmente ganhou muitos pontos...

        – Merda! – Me levantei depressa ao som de um murmúrio assustado vindo do publico, mas continuei fingindo não ter acontecido nada. Respirei fundo antes de fazer uma sequencia de piruetas e cair novamente. Meu equilíbrio acabou sendo danificado, junto com toda a minha concentração. Mas assim que voltei a me levantar passei a sentir pontadas na minha perna esquerda. Eu não vou conseguir.

Eu estava péssimo aquele dia. Exausto, apreensivo, em uma crise de ansiedade sem fim. Meu estado psicológico estava fodido juntamente com o físico. E a única coisa que eu queria naquele momento era uma cama. Mas antes precisava terminar o circuito.

...Agora um salschow quadruplo seguido de um loop! Todos vão à loucura! E com isso Katsuki encerra o circuito obrigatório! Mas ele ainda continua com a performance!...

Minha respiração já estava descompassada e algumas gotas de suor faziam cocegas enquanto escorriam pelo meu rosto. Eu estava completamente ofegante quando terminei de fato. Os gritos começaram novamente, e vi as pessoas que assistiam começarem a jogar presentes na pista. Eu sempre pegava no mínimo um, afinal eu jamais conseguiria pegar sozinho tudo o que jogavam, mas dessa vez eu apenas saí dali, queria apenas um lugar silencioso, por um momento pensei que minha cabeça iria explodir se continuasse.

Foi como se toda a adrenalina do meu corpo, ou qualquer outro fator que estivesse me mantendo em pé durante a apresentação tivesse ido embora. Deslizei até a saída com dificuldade e antes mesmo de ter saído do gelo Viktor veio até mim me recebendo com um abraço.

        – Yuri! Você foi incrível, eu sabia que iria conseguir! – Já estava me preparando para a bronca rotineira de sempre. Sempre que eu terminava um circuito Viktor já apontava os meus erros, mas dessa vez ele não disse nada, apenas me acolheu em seus braços e me guiou até onde iriam divulgar minha nota.

        – Viktor é... Desculpa, mas eu acho que... – Comecei a dizer, mas ele não me deixou terminar cobrindo meus lábios com seu dedo indicador pedindo silencio.

        – Shh! Você. Foi. Incrível. Okay? – Ele disse bagunçando meu cabelo. Fechei meus olhos por um momento e encostei minha cabeça na parede atrás de mim. No telão passava em câmera lenta as imagens das minhas quedas. Meu rosto permaneceu inexpressivo vendo aquilo, mas por dentro era dilacerante. Nem ao menos notei quando lagrimas começaram a se acumular em meus olhos. Por que eu estava tão triste? Viktor parecia feliz, o publico também, os narradores já diziam que eu teria vitória em casa, aquilo era bom, talvez no fim eu só precisasse de um pouco de descanso.

Já faziam três semanas que eu não voltava para casa, que não dormia direito por causa da ansiedade, não me alimentava direito, sentia uma maldita insegurança embora estivesse na semifinal da temporada. A minha sorte seria se eu passasse dessa etapa, teria uma semana para me recuperar, mas a minha imagem repetida no telão e mostrava que dessa vez eu talvez não passaria. Senti duas mãos puxando meu rosto para o lado – Não olhe.

As lagrimas acumuladas desceram sem minha permissão naquele momento, ao mesmo tempo que ele me envolveu em um abraço apertado e dessa vez me permiti chorar. Ele puxou minha cabeça para que deitasse em seu ombro.

        – Eu realmente não sei lidar com gente chorando... Yuuri, calma.

Yuri katsuki 98,7! Perfeito! E com isso ele fecha em segundo lugar!...

        – O que? E-eu... Eu consegui?! – Me afastei bruscamente de Viktor olhando para o telão que agora passava a minha imagem ridícula com cara de choro, eu não estava acreditando, não era possível! Mesmo depois dos meus erros graves, eu consegui.

        – Eu disse que conseguiria! – Não consegui segurar o choro novamente, dessa vez por emoção. Tentei me levantar, mas assim que tentei minha perna esquerda doeu tirando o meu momento de alegria me fazendo sentar novamente. Viktor olhou preocupado para mim – Você está bem?

Não precisei responder, acho que a cara que eu fiz respondeu a pergunta. Ele me ajudou a levantar.

        – Precisamos visitar um médico, mocinho... – A fisgada atingiu meu musculo novamente e me apoiei no ombro do Viktor – Vai acontecer a premiação agora... Nada bom.

Já estavam montando o pódio para a entrega das medalhas, eu não estava em condições ideais para subir sozinho lá.

        – Eu consigo ir. – Disse com o tom de voz baixo.

        – Ah é mesmo? Então vai – Viktor me soltou empurrando minhas costas para eu andar, dei um passo, mas não me arrependia de ter feito algo assim em muito tempo. Tampei a boca para evitar um grito e por um breve momento me vi caindo no chão se não fosse por ele novamente, mas dessa vez ele me segurou puxando meu corpo e me segurando no colo. – E-Ei! Me coloque no chão, Viktor!

Cobri meu rosto com as mãos e acabei de rendendo ao ato de “ajuda” chegar no pódio daquele jeito fora o meio mais vergonhoso que tinha acontecido comigo em todos os meus anos de patinação artística

(...) Agora a premiação de mais uma rodada com terceiro lugar Christoff Giacometti, da Suíça! Em segundo lugar, Yuri Katsuki! Do Japão. Muito bem acompanhado com seu técnico, não é mesmo... Yuri acabou se machucando, esperamos que esteja bem (...)

Christoff subiu e assim como eu foi recebido com gritos e aplausos altos, ele não parecia feliz, algo em seu olhar mostrava ódio, uma raiva que chegava a assustar. E me assustou mais ainda quando ele olhou para mim e para o Viktor, quando ele me ajudou a subir no pódio. Chris era sempre tão animado e excêntrico, era estranho vê-lo daquele jeito.

Viktor continuou ao meu lado, mas fora da altura do pequeno pódio, que não era tão alto, ele segurou minha mão enquanto eu estava lá encima. Minha perna doía e era difícil manter o equilíbrio, eu estava tentando ignorar toda a dor que sentia para não sair fazendo careta nas fotos.

         – Não vou te deixar cair, não se preocupe – Viktor sorriu apertando levemente minha mão. Abri um sorriso fraco como agradecimento.

 Involuntariamente olhei para o lado, e lá estava ele me encarando novamente, Chris me fitou como se me quisesse tacar fogo, mas eu simplesmente não conseguia entender o que tinha feito para que ele sentisse raiva de mim

(...) E em primeiríssimo lugar! Lee Seung-gil da Coreia do Sul! Tão inexpressivo que não podemos saber se ele está realmente feliz com esse ouro... (...) Bom, pessoal! Estamos terminando por hoje, nos vemos novamente daqui a uma semana na grande final da temporada de inverno!...

Ali era sempre uma cerimonia rápida, no máximo quando descíamos uma dúzia de repórteres vinham como urubus encima da carniça. Eu não estava muito no clima para dar entrevistas então dei apenas algumas respostas rápidas para as mesmas perguntas. antes de Viktor pedir para trazerem uma cadeira de rodas para podermos voltar para o hotel onde estávamos. Finalmente um período de descanso depois das semanas mais pesadas da minha vida.

 

         – Hoje quando chegarmos em casa podemos nos divertir um pouco? – Viktor sussurrou com a voz carregada de segundas intenções enquanto levava a cadeira de rodas em direção ao carro que nos esperava na saída daquele estádio. Não pude evitar uma gargalhada por causa daquela pergunta – Isto é... Depois de uma avaliação médica, claro.

         – Hm... Acho que hoje não... Mas prometo que irei compensar quando eu estiver bem – Respondi virando levemente para o lago. Quando uma silhueta me chamou atenção em meio ao movimento de saída.

Chris estava lá novamente, olhando para nos com a mesma expressão, com o mesmo ódio. E dessa vez comecei a estranhar aquela situação. Tinha algo errado ali...

         – Não esqueça que eu cobro... Yuri! Ta tudo bem? Terra chamando Yuri!

         – Hã? Sim! Claro, desculpa, está sim – respondi um pouco nervoso me virando para frente enquanto Viktor me ajudava a entrar no carro. – Eu... Só estou um pouco cansado.

Tinha algo errado ali, algo muito errado...

 


Notas Finais


Não sei se alguém irá ler isso algum dia, mas vai que né.
Bom, pessoas... O que acharam do primeiro capitulo?
Caso alguém tenha ficado confuso, as palavras em negrito são narradores narrando (nããão kkkk) as apresentações, e calma, isso não acontecerá sempre.
Enfim...
Dependendo das reações desse aqui talvez tenha um segundo capitulo...
Eu gostaria de pedir desculpas se acharam algum erro grotesco, se sim, avisem nos comentários para eu arrumar, please ;-;
Fazia tanto tempo que eu não escrevia nada, e hoje eu acordei às cinco da manhã com uma ideia na cabeça, e o que eu fui fazer? Isso mesmo! Dormir.
kkkkkkkkkk Mentira, eu fui anotar ideias e então fui botar em pratica e saiu isso. Sinceramente esse primeiro capitulo foi muita enrolação, eu sei, mas foi apenas uma introdução à história, então provavelmente as coisas no futuro fiquem mais agitadas.
Estou aqui escrevendo as notas finais e lendo o aviso do spirit ''Não exija que os leitores comentem, favoritem ou deem notas, para atualizar ou continuar a história.'' Mas sério, pessoa vitoriosa que conseguiu chegar até aqui, dá uma comentadinha :3
Preciso saber, embora ainda seja o primeiro capítulo, a opinião de vocês, críticas, elogios, qualquer coisa (Critica construtiva, viu u.u) #DeOdioOMundoJáTaCheio (q), criticas destrutivas não são legais, se for que fique calado.
Bom, floquinhos de neve! Obrigado por ler e talvez nos vemos em um capítulo futuro o/


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