História Escola de Mutantes - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 7
Palavras 2.006
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shounen, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que vocês gostem desse capítulo, demorei para trazer ele, mas fiz de coração. Por favor, se gostarem, comentem, isso me incentiva bastante. Enfim, boa leitura a vocês!

Capítulo 2 - 01. Renasça


A situação só piorava com o decorrer das coisas. O ar está saindo do meu corpo involuntariamente. Posso aguentar alguns minutos aqui embaixo, mas não irei conseguir sobreviver ou ficar com a consciência absoluta se ninguém vier me ajudar, mas quem irá me ajudar? Isso mesmo. Ninguém! Mas não posso culpar ninguém se nem eu mesmo sei onde estou. Encontro-me no meio de um lugar que somente é tomado por água, sua profundidade é quase que indescritível, não sinto meus pés tocarem no chão, e isso me causará problemas muito maiores do que já tenho. Estou aspirando muita água mesmo que sem querer, meus braços que antes se debatiam com rapidez agora estão fazendo movimentos cada vez mais lentos que estão me levando para baixo e não são o suficiente para me deixar respirar oxigênio, começo a engolir água de maneira forçada, droga! Eu não consigo manter a boca fechada mesmo sabendo que não vai adiantar eu tentar respirar, meus pulmões começam a encher com o líquido e percebo agora que esse foi o pior dia da minha vida — mesmo sem eu saber se é dia, pode ser uma madrugada qualquer.

Comecei a me sentir fraco e já previa o que ia acontecer. Minha visão foi escurecendo lentamente enquanto eu ainda tentava sair vivo daquela situação, estava tonto, minha movimentação agora só me levava a profunda depressão — tanto a geográfica quanto a de sentimentos — comigo se encerra uma era, os Veronas teriam vergonha do que está acontecendo neste exato momento, mas o que eles queriam de uma criança que foi abandonada e criada pela avó? Uma procriação enorme que nem um coelho? Não sou uma máquina de fazer sexo, no máximo iria perder a virgindade com uma puta qualquer e minha era acabaria por ali mesmo. Droga, esse não é o melhor momento para se culpar, nem para pensar nisso. Sério que eu não consigo ser útil? É, meus últimos momentos são refletindo sobre prostitutas e perder a virgindade. Que ânimo! Como a juventude é interessante.

Quando menos percebi, já estava afundando e toda aquela água já havia entrado nos meus pulmões. Aquilo era horrível, era como se eu fosse morrer — apesar de saber que vou; prefiro não conviver com todo esse peso na consciência — minha última expressão foi sorridente, abri minha arcaria dentária e mostrei meu melhor sorriso até sentir duas “pontadas” no peito que me fizeram somente presenciar a escuridão. Era um abraço carinhoso da morte.

Não lembro qual foi o processo que ocorreu, mas acordei em uma praça. A luz do dia queimava minhas pupilas. Tenho várias perguntas para serem feitas — nada ao estilo “de onde a gente vem?” ou “por que estamos aqui?”, talvez um “por que eu estou aqui?” é melhor. — estou acorrentado em um murro de ferro. Isso mais parece uma prisão sem grades do que um lugar de entretenimento. Admito que estou com medo de que o entretenimento de hoje seja minha morte. Merda, merda. As coisas estão acontecendo muito rápido. Estou amarrotado nos pulsos e nas pernas, cansado e também sem esperanças. Não sei se o pior é morrer afogado ou com todos os seus ossos sendo puxados. Não deveria nem estar tendo essa dúvida, mas infelizmente a vida é assim.
— Que porra tá acontecendo? — gritei enraivado, porém, a minha histeria mal pode ser ouvida em meio ao som que uma multidão a minha frente fazia. Conversas que me enojavam. Eram coisas bem preconceituosas com os da minha espécie, nunca havia sido atacado verbalmente por milhares que nem aquele momento.

Era irritante. Eu tentava de todas maneiras conseguir algum tipo de ajuda, mas a única coisa que eu conseguia escutar era risadas. Todo aquele furdunço já estava me irritando, mas não tinha nenhuma maneira de eu conseguir sair daqui. Meus poderes são uma bosta e o máximo que eu conseguiria iria ser esquentar um pouco isso que me prender, mas mesmo assim, não seria o suficiente para derreter a corrente que me prende. Droga! É sempre assim. Agora terei que sofrer somente porque sou diferente desses imbecis.

Todo meu pensamento foi abafado assim que ouvi um enorme som agudo ecoar pelo local, tenho certeza que era um microfone. Iria acontecer algum tipo pronunciamento ou então haveria um coral dizendo o quanto eu irei me foder. Admito que acredito mais na segunda opção. Torço para que me matem instantaneamente, pelo menos assim eu não irei sentir tanta dor como imagino, e minha imaginação sobre isso não é a das melhores. Ouço um tossir rouco quebrar o silêncio que se estabeleceu ali por só alguns segundos, e então, ouço o falar de alguém.

— É extremamente gratificante ver todo vocês aqui — alguém falou, era uma voz desgastada e rouca, lembrava a do desgraçado do meu pai. Esse é o pior momento para lembra dele. —, nosso império é grande! Hoje reuni as mais diversas etnias para vermos este espetáculo de carnificina barata. — dito isso, deu para ouvir uma rápida risada. —, mas não achem que estou fazendo isso por diversão. Todos vocês sabem que nosso Deus criou somente nós, humanos simples, e não essas... — procurou uma palavra — Aberrações. Espero que saíam daqui felizes. É um demônio a mais voltando ao inferno. Dito isso, armada, comecem o show.

Vi diversos homens com etnias diferentes, pelo menos o convívio da raça era normal. Possuíam um fardamento que se assemelhava a um traje do exército. Ah, o exército. Não é difícil acreditar que tem pessoas que já o serviram ali, sempre quando pequeno eu ouvia notícias de como eles eram uns cuzões com quem não segue seus padrões autoritários. Irei ser fuzilado, cada um mira em mim, não iria fazer diferença se eu fosse branco; negro; amarelo; azul ou qualquer cor, eles só queriam ver eu morrer, e isso os deixaria alegres. Não tenho nada a declarar, apenas digo que seria bom se todos soubessem o quanto seria bom se vivessem em harmonia. Não sou de ter reflexões tão profundas, mas qual era o verdadeiro sentido daquilo? Ver quem exterminava os diferentes mais rápido? Idiota e infantil. Porém, nada posso fazer a não ser observar todas as balas sendo atiradas em meu corpo. Fechei os olhos. Posso sentir, mas não quero ver.

Tudo estava de acordo com o plano, entretanto, o som das balas pararam e a única coisa que se foi ouvida foram gritos, abri o olho, estou surpreso não só porque estou vivo e nenhuma bala me atingiu, mas sim porque alguém se jogou na minha frente. É um homem, não sei sua idade, nome e nem sua aparência — talvez porque ele esteja deitado no chão, morto — minhas perguntas no momento são: “o que caralhos aconteceu?” e “quem é esse cara?”. Mas, me surpreendi novamente quando vi pessoas que não vieram da multidão e nem eram daquele grupo de atiradores levantarem o rapaz. Ele estava vivo! Como isso é possível?” Será que... Sim, só pode ser isso. Ele é um de minha espécie. Ao se levantar, ele junto com os outros fizeram uma formação de ataque. Este é o momento em que começa a tocar um instrumental épico e todo mundo começa a se matar.

Tirando a parte da música, uma parte do que aconteceu foi verdade. Dois garotos, negros e com um cabelo parecido foram para cima daqueles babacas. Começaram, então, a esmurra-los, abrindo cortes nos rostos de cada um e os deixando atordoados, caramba, aquilo era uma cena linda de se ver. Percebi que não eram só homens naquele grupo, mas também havia uma mulher, bem diferente dos padrões que sempre estamos acostumados a presenciar. Enquanto os rapazes lutavam — até mesmo o que tinha sido atingido — ela se afastou deles e veio para perto de mim. A atenção estava voltada aos homens, ninguém estava ligando para o que seria o principal de hoje, eu. Pensei em perguntar quem era ela, mas não tenho tempo para respostas e ela também não deve ter tempo para perguntas. Apenas vi que com um rápido puxão ela arrancou a parede que me prendia ali. A fucking parede!

— É o quê?! — perguntei abismado. Nem se eu passasse anos e anos em uma academia iria ter aquele potencial. Vale ressaltar que ela não aparenta ter músculos, mas é forte para cacete, espero que eu também seja assim no futuro.

É até inacreditável pensar que há poucos minutos eu iria ser fuzilado ou coisa do tipo e agora estou sendo liberto de tudo isso, ninguém em sã consciência vai conseguir descrever o quanto estou assustado com tudo que está acontecendo. Estão começando a acabar com os atiradores, isso é bom. Alguns correm, mas mesmo assim são tiradas suas armas. Não estão matando, mas somente os desmaiando, ninguém quer ver uma carnificina aqui — exceto aquele doido que estava falando há alguns instantes — era um domínio absoluto dos invasores, se é que posso chama-los assim.

Não sei no que mais presto atenção, existem várias opções. A menina Hulk; o garoto imortal ou os gêmeos, que somente acho que são, não tenho certeza. Mesmo indeciso, fui obrigatoriamente chamado a atenção pela guria, que me tocava toda hora, não do jeito pornográfico — ainda, espero. A adrenalina agora está correndo no meu sangue, e só consigo querer sair dali e lutar, mas não consigo se ela não me ajudar a sair daqui, tenho que me controlar. Mas isso aqui está muito divertido!

— Luke Ziermman Verona, correto? — ela perguntou, ofegante, estava tentando puxar aquela corrente faz séculos, parecia que foi colada com algo místico, não que não possa estar, nesse período quase que pré-apocalíptico que estamos não duvido de mais nada. Afirmei com a cabeça, mas ela me olhou com raiva. — É sim ou não, caralho?!

— Sim, sim, desculpa! — gritei, não vejo motivos para tanta exaltação. Ver até vejo, mas estou calmo, se eles morrerem junto comigo eu pelo menos não passo vergonha sozinho. A menina tirou uma prancheta e uma caneta de uma espécie de bolsa que estava usando, poderia perguntar por que ela estava usando uma bolsa no meio de quase uma guerra, mas é melhor não contestar mulheres e deixar as coisas do jeito que estão.

Guerra! Claro que aquilo era uma guerra! Não sei como pude ter sido tão tolo. Eram mutantes contra humanos comuns, e aquilo não iria me decepcionar que nem uns filmes clássicos de super-heróis que já assisti na internet — antes de eu ter que fugir de casa e também antes dela ser proibida em todo o mundo. Duvido muito que não foi somente para civis, mas dizem que foi o mundo inteiro. —, não iria e nem irei me decepcionar porque isso é real e eu estou presenciando um dos momentos mais importantes da minha vida. Meus netos vão achar essa história muito boa no futuro — se eu tiver netos, lógico. Também tenho que ter um filho, e para ter um filho é necessário ter uma namorada. As coisas estão se complicando, desisto de falar sobre o assunto.

E por fim, acabaram com todos. As quase que cem pessoas que possuíam uma arma e iriam atirar em mim foram todas postas para “dormir”. Agora só resta a multidão, sendo que boa parte está correndo de medo, e aquele megalomaníaco, narcisista, filho da puta. Quero mata-lo, minhas mãos irão adorar arrancar aquele coraçãozinho e esmagá-lo por completo. Se me libertarem, o lobo mais feroz da alcateia vai rugir — sendo sincero, não sou o mais feroz e nem sei uivar, muito ao menos tenho uma alcateia.

Mas isso não aconteceu novamente, a única coisa que dava para prestar atenção era o rapaz que havia se jogado em minha frente. Ele bateu palmas para a multidão e riu, era extremamente perturbador. Sua risada me causava medo mesmo sabendo que nada ele iria fazer contra mim, ele olhou para o alto, para trás e depois voltou a observar sua frente.

— Esse é o poder do seu “império”? — perguntou. Considero uma pergunta retórica, já que a resposta está na cara, droga, ele consegue ser extremamente incrível. Quero ser esse cara. — Triste. Porque esse é o poder da escola de mutantes.



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