História School Of Tears BTS - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Romance Colegial Escola
Exibições 43
Palavras 1.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oieeee, demorei a tarde inteira para escrever esse capítulo, espero que gostem ^^
Amei escrevê-lo.

Capítulo 23 - Punch


Fanfic / Fanfiction School Of Tears BTS - Capítulo 23 - Punch

Quando acordei notei que ainda estava com as roupas de ontem , exceto tênis. Yoongi certamente tinha dormido na sala, como sempre estava sendo educado.

Caminhei até o banheiro do quarto de Yoongi e me olhei no espelho. Minha pele estava mais branca que de costume, molhei-a para ver se melhorava, melhorou um pouco. Passei um gloss e fui para a sala.

Chegando lá encontrei Jimin roncando no sofá.

Pobre Jimin. Examinei seu rosto sonhador e gostei do que vi. Enquanto dormia, cada traço de preocupação desaparecia e de repente ele era o menino que já tentou enfiar areia na minha boca, ri enquanto lembrava disso. Ele parecia muito mais novo.

Aninhei-me no sofá por esperar por seu cochilo, na esperança que ele dormisse por um tempo e se refaria da noite anterior. Zapeei pela tevê, mas não havia muita coisa. Acomodei-me num programa de culinária. Jimin continuava a roncar, cada vez mais alto. Desliguei a Tevê.

Eu estava estranhamente relaxada, sonolenta também. Aquela casa parecia mais segura que a minha , provavelmente porque nada acontecera ali. Enrosquei-me no sofá para tentar tirar uma soneca. Talvez eu devesse, mas era impossível desligar os roncos de Jimin. Assim, em vez de dormir , deixei minha mente vagar.

Perguntei-me o por que de Jungkook ter sumido desde minha visita à casa dele. Um dia desses ia ter que descobrir.

Pensando pragmaticamente, eu sabia que fazia mais sentido pedir a Yoongi que explicasse no segundo que ele passasse por aquela porta.

Mas ele tinha certez – Não era da minha conta.

E eu não queria saber. Eu não queria que Yoongi soubesse que eu quero saber. Eu tenha certeza , eu realmente não me importava se ele voltasse ou não. Então, isso não faria diferença alguma.

Era difícil definir, até para mim mesma , por que isso importava. Havia algo no fato de ele ter desaparecido, que me deixava intrigada. Era infantil , mas eu gostava da ideia de que ele voltasse. O que era mais constrangedor , algo que nunca diria , era que já gostei dele quando mais nova.

Mas eu sabia que ele nem ligaria. Tentei acreditar em mim mesma de que já gostei dele.

Jimin roncou e rolou de lado. Seu braço girou das costas do sofá e me prendeu contra seu corpo.

Meu Deus, como que eu posso sair daqui?!

Tentei deslizar sob seu braço sem acordá-lo, mas tive de empurrar um pouco e , quando o braço me deixou , os olhos dele se abriram. Ele se colocou de pé num salto, olhando em volta com ansiedade.

- Que foi? Que foi? – perguntou, desorientado.

- Sou eu, Jimin. Desculpe se o acordei.

Ele se virou para me olhar, piscando confuso.

- Yang?

- Oi, dorminhoco.

- Ah, cara! Dormi por muito tempo. Desculpe!

- Tudo bem.

Ele voltou a se sentar do meu lado no sofá.

- Puxa vida. Desculpe por isso, de verdade.

Eu afaguei seu cabelo, tentando ajeitar aquela desordem louca.

- Não precisa se desculpar. Ainda bem que você dormiu um pouco.

Ele bocejou e se espreguiçou.

- Eu ando dormindo tarde ultimamente. Não me surpreendo que Yoongi viva saindo. Estou um chato.

- Você está ótimo. – garanti a ele.

- Ei, vamos lá para fora. Preciso andar um pouco ou vou dormir de novo.

- Jimin, volte a dormir. Eu estou bem. Vou conversar com o Taehyung.

Comecei a me levantar quando ele segurou no meu pulso.

- Não! – insistiu Jimin, pegando minha mão – Não, fique. Você mal chegou aqui. Nem acredito que desperdicei esse tempo.

Ele me puxou para o sofá enquanto falava, depois me levou para fora. Tinha esfriado muito desde ontem; o ar era gelado, típico da estação – devia haver outra tempestade a caminho.

O ar de inverno pareceu deixar Jimin mais alerta. Ele andou de um lado para outro diante da casa por um minuto, arrastando-me com ele.

- Sou um idiota – murmurou consigo mesmo.

- Qual o problema, Jimin? Você só acordou tarde. – eu dei de ombros.

- Eu queria conversar com você. Nem acredito nisso.

- Converse comigo agora. – eu disse.

Jimin me olhou nos olhos por um segundo, depois desviou o rosto rapidamente para as árvores. Quase parecia que ele estava corando, mas era difícil de dizer , ele disfarçava muito bem.

Comecei a morder o lábio.

- Olha – disse Jimin – Eu pretendia fazer isso de um jeito meio diferente. – Ele riu e pareceu rir consigo mesmo. – Mais suave – acrescentou ele – Eu pretendia ir aos poucos, mas – ele olhou as nuvens, mais escuras com o avançar da tarde – estou sem tempo para isso.

Ele riu de novo, nervoso. Ainda estávamos andando devagar.

- Do que você está falando? – perguntei.

Ele respirou fundo.

- Eu queria te dizer uma coisa. E você já sabe... Mas acho que devo dizer assim mesmo. Assim nunca vai haver confusão a esse respeito.

Plantei o pé no chão e ele parou. Soltei minha mão e cruzei os braços. De repente eu tinha certeza que não queria saber o que ele estava aprontando.

As sobrancelhas de Jimin se uniram, lançando sombra em seus olhos. Eram negros como breu enquanto perfuravam os meus.

- Estou apaixonado por você, Yang – disse Jimin numa voz segura e firme – Yang, eu te amo. Quero que me escolha, e não a ele. Sei que não sente o mesmo, mas preciso dizer a verdade , assim você saberá quais são suas opções. Eu não quero que um mal entendido nos atrapalhe.

Eu o fitei por um longo minuto, sem fala. Não conseguia pensar em nada para dizer a ele.

Enquanto Jimin olhava minha expressão desnorteada, a seriedade deixou seu rosto.

- Muito bem – disse ele, sorrindo – É só isso.

- Jimin... – Parecia que havia algo grande preso em minha garganta. Tentei me livrar dela – Não posso... quer dizer, não.... Tenho que ir.

Eu me virei, mas ele me pegou pelos ombros e me girou.

- Não, espere. Eu sei disso, Yang. Mas, olhe, me responda a uma pergunta, está bem? Quer que eu suma e nunca mais veja você? Fale com franqueza.

Era difícil me concentrar na pergunta dele, então levei um minuto para responder.

- Não, não quero isso – admiti por fim.

Jimin sorriu de novo.

- Está vendo?

- Mas eu não quero você por perto pelo mesmo motivo que você me quer por perto – eu objetei.

- Diga exatamente por que você me quer por perto , então.

Eu pensei com cuidado.

- Eu sinto falta quando não está. Quando está feliz – esclareci cautelosamente - , eu fico feliz. Mas eu podia dizer o mesmo dos outros, Jimin. Você é da minha família. Eu te amo, mas não estou apaixonada por você.

Ele assentiu , sem se abalar.

- Mas você me quer por perto.

- Sim – eu suspirei. Era impossível desencorajá-lo.

- Então vou ficar por perto.

- Você gosta de sofrer. – eu grunhi.

- É – Ele passou a ponta dos dedos em minha bochecha direita. Eu afastei a mão dele.

- Acha que pode se comportar um pouco melhor, pelo menos? – perguntei , irritada.

- Não, não posso. Você decide, Yang. Pode me ter como eu sou... incluindo o mau comportamento... ou não ter nada.

Eu o encarei, frustrada.

- Isso é maldade.

- É maldade sua também.

Isso me pegou de surpresa e dei um passo involuntário para trás. Ele tinha razão. Se eu não fosse má – e gananciosa também - , teria dito que não queria ser amiga e ido embora. Era um erro tentar manter meu amigo quando isso o magoava. Eu não sabia o que estava fazendo ali, mas de repente tive certeza que não era bom.

- Tem razão.

Ele riu.

- Eu a perdoo. Só procure não ficar chateada demais comigo. Porque recentemente eu decidi que não vou desistir.

- Jimin – Eu o olhei nos olhos, tentando fazer com que ele me levasse a sério. – É ele que eu amo, Jimin. Ele é toda a minha vida.

- Você me ama também – lembrou-me ele. Jimin ergueu a mão quando comecei a protestar – Não da mesma maneira, eu sei. Mas ele também não é toda sua vida. Não é mais. Talvez tenha sido um dia, mas ele foi embora. E agora ele está tendo que lidar com as consequências daquela decisão.... Eu.

Eu sacudi a cabeça.

- Você é impossível.

De repente ele ficou sério. Pegou meu queixo, segurando-o com firmeza para que eu não desviasse de seu olhar penetrante.

- Até que seu coração pare de bater, Yang – disse ele – Eu estarei aqui... lutando. Não se esqueça de que tem opções.

- Eu não quero opções – discordei, tentando libertar meu queixo, sem sucesso – Pode ter certeza de que meus batimentos cardíacos estão ótimos.

Seus olhos se estreitaram.

- Mais um motivo para lutar.

- N... – comecei a objetar, mas era tarde demais.

Seus lábios esmagaram os meus, impedindo meu protesto. Ele me beijou com raiva, de modo rude, a outra mão apertando minha nuca, impossibilitando a fuga. Empurrei seu peito com toda a força, mas ele nem pareceu perceber. Sua boca era macia, apesar da raiva, seus lábios moldaram-se aos meus de uma forma quente e desconhecida.

Segurei o rosto dele, tentando empurrá-lo, fracassando de novo. Ele pareceu perceber dessa vez, porém, o estimulou mais. Seus lábios forçaram os meus a se abrirem e pude sentir seu hálito em minha boca.

Agindo por instinto, soltei as mãos e desisti. Abri os olhos e não lutei, não senti... Só esperei que ele parasse.

Funcionou.

- Acabou agora? – perguntei.

- Sim – ele suspirou. Ele começou a sorris fechando os olhos.

Puxei o braço para trás e o levei para frente, dando=lhe um soco na boca com a maior potência que eu podia arrancar do meu corpo.

Ele caiu para trás.

Enquanto eu apertava a mão contra  o peito. Estava doendo.

Lágrimas escorriam por minha bochechas.

Antes de sair correndo para dentro da casa dei uma olhada em Jimin, sangue escorria do canto de sua boca e pingava em sua roupa.

Ele tentou me segurar antes de voltar mas eu só o chutei em resposta.

Abri a porta com a mão boa e Taehyung estava na mesa, mexendo no celular. Ele viu minha mão e tentou me ajudar, mas eu o empurrei com a outra mão e fui para quarto.

Tranquei a porta e me joguei na cama, devo ter chorado litros até que depois de alguns minutos ouvi a voz de Yoongi à porta.


Notas Finais


Comentem, Bjos de chocolate


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