História School Of Tears BTS - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Romance Colegial Escola
Exibições 37
Palavras 1.006
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - Gift


Fanfic / Fanfiction School Of Tears BTS - Capítulo 25 - Gift

Eu sabia o que era. Florence sabia o que aconteceria, eu sinceramente não achava que poderia suportar o suspense por tempo suficiente para atender à porta. A campainha tocou novamente, demorada demais, alguém não parava de apertar o botão. Decidida, dei as costas para a entrada e procurei por Florence na sala escura.

Eu nada conseguia ver. Comecei a abrir caminho até a escada.

- Ei, Yang!

A voz macia de Jimin soou numa pausa da música, e , sem querer , olhei de volta ao ouvir meu nome.

Fiz cara feia.

Ele não estava sozinho, Hoseok e Taehyung o acompanhava. Jimin tinha entrado, flanqueado por eles. Os dois pareciam terrivelmente tensos, os olhos disparando pela sala como se tivessem entrado numa sala assombrada. A mão trêmula de Hoseok ainda segurava a porta, o corpo meio de lado, pronto para sair correndo.

Jimin acenava para mim, mais calmo que os outros. Eu aceinei – um adeus – e me virei para procurar por Florence. Passei espremida por um espaço entre as costas de Jin e Sehun.

Ele surgiu do nada, a mão em meu ombro me puxando para a sombra da cozinha. Eu me abaixei ao sentir o toque, mas ele pegou meu pulso e me puxou da multidão.

Livrei minha mão e fechei a cara para ele.

- O que você quer?

- Eu só quero deixar claro para que seu namorado pare de me perseguir.

- Se meu gancho de direita foi sutil demais para você, posso traduzir: vai ter mais de onde aquilo veio.

- Não seja estraga-prazeres. Trouxe um presente e tudo para me perdoar.

Cruzei os braços. Não queria brigar com Jimin naquela hora. Queria saber o que Yoongi queria fazer. Estiquei o pescoço para olhar em volta de Jimin, procurando por eles.

- Devolva para a loja, Jimin. Tnho que fazer uma coisa...

Ele se colocou em minha linha de visão, exigindo atenção.

- Não posso devolver. Não foi comprado... Eu mesmo fiz. E levou muito tempo também.

Afastei-me dele de novo, mas não conseguia ver nenhum dos dois. Aonde eles tinham ido? Meus olhos percorreram a sala escura.

- Ah, vai, Yang. Não finja que não estou aqui!

- Não estou fingindo – eu não conseguia vê-los em lugar algum – Olha, Jimin, tenho muitas preocupações.

Ele pôs a mão sob meu queixo e ergueu meu rosto.

- Posso, por favor, ter alguns segundos da sua atenção só para mim, Srta. Mi?

Afastei-me de seu toque com um tapa.

- Tire as mão de mim, Jimin – sibilei.

- Desculpe! – disse ele na mesma hora, erguendo as mãos como quem se rende – Me desculpe de verdade. Sobre hoje também. Eu não devia ter beijado você daquele jeito. Foi um erro. Eu acho... Bom, acho que me iludi pensando que você quisesse aquilo.

- Iludido... Que descrição perfeita!

- Seja boazinha. Pode aceitar minhas desculpas, sabe disso.

- Tudo bem, desculpas aceitas. Agora, se me der licença por um momento...

- Tudo bem – murmurou ele, e sua voz era tão diferente de antes que parei de procurar por Florence para examinar seu rosto. Ele olhava o chão, desviando o olhar.

- Acho que prefere ficar com seus amigos de verdade – disse ele num tom defensivo – Eu entendi.

Eu gemi.

- Ai, Jimin, você sabe que isso não é justo.

- Sei?

- Devia saber. – curvei-me para frente e espiei, tentando olhar em seus olhos. Ele então levantou a cabeça, mais alto que a minha, evitando meu olhar.

- Jimin?

Ele se recusava a me olhar.

- Ei, você disse que fez algo para mim, não foi? – perguntei – Era só papo? Onde está meu presente? – minha tentativa de falso entusiasmo era bem triste, mas funcionou. Ele revirou os olhos e fez uma careta.

Continuei com a farsa imperfeita, estendendo a mão aberta.

- Estou esperando.

- Tudo bem. – resmungou ele com sarcasmo. Mas colocou a mão no bolso de trás do jeans e pegou um saquinho de tecido macio e colorido. Estava amarrado com uma fita prata. Colocou-o em minha mão.

- Ei, é lindo, Jimin. Obrigada!

Ele suspirou.

- O presente está dentro, Yang.

- Ah!

Tive alguma dificuldade com os cordões . Ele suspirou de novo e apanhou o saquinho, abrindo os laços com um simples puxão na ponta certa. Estendi o braço para pegá-lo, mas ele virou o saco de cabeça para baixo e sacudiu um objeto prateado em minha mão. Elos de metal tiniram baixinho.

- Eu não fiz a pulseira – admitiu – Só o pingente.

Preso a um dos elos da pulseira havia um entalhe mínimo em madeira. Segurei-o entre os dedos para olhar mais perto. Era incrível a quantidade de detalhes da pequena figura – o gato em miniatura era totalmente realista. Fora entalhado em uma madeira escura que combinava com o pelo de um gato de raça.

- É lindo – sussurrei – Você fez isso? Como?

Ele deu de ombros.

- Meu avô que mora na área rural me ensinou. Ele é melhor que eu nisso.

- É difícil de acreditar – murmurei, girando o gato pequenino nos dedos.

- Gostou mesmo dele?

- Sim! É inacreditável, Jimin.

Ele sorriu, primeiro feliz, mas depois com a expressão azeda.

- Bem, eu imaginei que talvez isso a fizesse se lembrar de mim de vez em quando.

Ignorei a atitude.

- Vai, me ajude a colocar.

Estendi o pulso esquerdo. Ele prendeu o fecho depressa.

- Vai usar? – perguntou.

- É claro que vou.

Ele sorriu para mim.

Devolvi o sorriso por um momento, mas depois, por reflexo , meus olhos percorreram a sala de novo, esquadrinhando a multidão com ansiedade em busca de sinais de Florence e Yoongi.

- Por que está tão distraída? – perguntou Jimin.

- Não é nada – menti, tentando me concentrar – Obrigada pelo presente. Adorei.

- Yang? – as sobrancelhas dele se uniram , lançando um olhar sério – Está acontecendo alguma coisa, não é?

- Jimin, eu.... Não, não há nada.

- Não minta para mim, você é péssima mentindo. Devia me contar o que está havendo. Quero saber o que é.



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