História Scorbus - Jovem Amor - Capítulo 21


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Hugo Weasley, Lílian L. Potter, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Tiago S. Potter
Tags Albus Potter, Alvo Potter, Amor, Gay, Harry Potter, Hogwarts, Mpreg, Romance, Scorbus, Scorpius Malfoy
Exibições 375
Palavras 1.571
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Qualquer semelhança do título com Mister Catra é mera coincidência.
Uh, papai chegou!

Capítulo 21 - Papai chegou


A Toca amanheceu triste. James já não falava muito e sempre estava escondido em algum canto da casa com a prima Rose. Hugo não queria jogar bola nem brincar de carrinho, estava focado na televisão trouxa que sua mãe dera de presente ao senhor Weasley. Lily passava os dias aninhada a mãe, que começava a preparar o enxoval do bebê. As únicas tagarelas e bagunceiras da casa eram Narcisa e Pansy. Mas naquele dia em especial, nem elas estavam fazendo bagunça nem tagarelando sobre nada. Narcisa tinha acordado com um pouco de febre e a casa estava preocupada com ela. Nenhuma das duas ficavam doentes com facilidade, e agora Pansy estava encolhida no colo de Alvo, enquanto a irmã tinha um termômetro em baixo do braço e suspirava baixinho.

“Você acha melhor levarmos ela ao hospital?” Draco perguntou a Hermione.

A castanha inspecionava o termômetro.

“Não, Draco. Ela está com trinta e sete graus e meio. Deve ser febre emocional já que ela afirma não sentir dor nenhuma.”

“Febre emocional?” Draco perguntou, cobrindo Narcisa com um quentinho lençol.

“Sim. Elas sabem que o filho de Scorpius vem para casa hoje, talvez esteja com medo de perder o posto de bebês da casa, ou perder a sua atenção. Você ultimamente tem passado muito tempo no hospital, suas filhas sentiram isso.”

“Papai, promete que vai ficar comigo?” Narcisa perguntou, manhosa.

Draco mordeu o lábio inferior. Seu neto teria alta, mas como iria no hospital com a filha doente? E os olhinhos dela verde esmeralda imploravam tanto para ele ficar.

“Papai vai ficar com você.” Ele falou. Talvez o bebê ficasse só mais um dia lá naquele lugar. 

Partia o coração dele ter que tomar essa decisão, mas também partia ter que deixar a filha com febre.

Pansy saiu do colo de Alvo e pulou para o do pai.

Alvo aproveitou o momento e foi para o próprio quarto. As três camas estavam intactas, tendo em vista que ele dormia com as gêmeas pelo receio de dormir no quarto onde tudo aconteceu.

Ele trancou a porta e se ajeitou sobre a cama de Scorpius. O travesseiro do loirinho tinha o aroma de rosas. Talvez pelo produto que ele usasse no cabelo, talvez fosse o cheiro natural dele. Fechou os olhos e o perfume trouxe consigo memórias de momentos que eles passaram juntos. O sorriso tímido dele. O cabelo solto, que sempre esvoaçava, e apesar do loirinho odiar quando isso acontecia, Alvo amava.

O moreno se sentou e secou as lagrimas. Quantas vezes naquele mês ele já tinha repetido essa cena? Aquilo estava se tornando um habito.

Foi até uma das gavetas e pegou o short de líder de torcida que Scorpius usava. Short que foi motivo de várias brigas entre os dois. Ele só queria que o loirinho pudesse vesti-lo de novo e que saísse rebolando com ele como sempre fazia, ele não iria brigar, não mesmo. Ele só queria voltar a vê-lo sorrir, mesmo que agora isso custasse a sua felicidade.

O aproximou do nariz e inspirou fundo. Se agarrou ao short e ali permaneceu por alguns minutos, até uma ave de plumagem cinza aparecer na janela.

Ele ouviu as bicadas e alcançou a janela, deixando a ave entrar. A penosa repousou sobre a cama de Olin e Alvo desamarrou a carta da sua pata.

Gostaria que viesse no hospital hoje,

Olin.

A frase era muito curta, se é que aquilo podia ser considerado uma frase. No começo achou que a coruja tivesse se enganado, e que a carta fosse para James, afinal, eles namoravam. Mas no cantinho da carta, as iniciais ASP podiam ser vista. 

Ele colocou o short de volta na gaveta e aparatou para o hospital.

Krum não o esperava na recepção, nem mesmo no corredor. Ele subiu receoso até o quinto andar e bateu na porta do quarto 502.

Entra.

A voz fraca de Krum avançou lá de dentro.

Alvo rodou a maçaneta e sentiu seu coração se espremer ao ver o loirinho ainda entubado na maca. Krum estava de costa e parecia segurar um embrulho nas mãos.

“Você pediu que eu viesse até aqui?” Ele perguntou, quando viu que o búlgaro parecia o ignorar.

“Sim, eu queria que você visse isso.” Olin avisou, e se virou.

Em suas mãos, um bebê ainda pequeno estava enrolado em mantas azuis. Parecia dormir tranquilamente nos braços dele. Os cabelos eram pretos e cheios demais para um bebê tão pequenino.

O coração de Alvo parecia que ia pular pela boca. Batia forte, rápido e de forma descompassada. Sorriu involuntariamente para o pedacinho de gente que parecia não se preocupar com nada além do sono.

“Pegue ele.” Olin pediu, não esperando Alvo tomar a iniciativa. O menino parecia estar atônito demais para fazer qualquer movimento.

Se aproximou dele, e ajeitou o braço dele, para que ele pudesse segurar o filho com segurança.

Na mudança de um braço para o outro, o bebê bocejou, revelando uma boca miúda e totalmente desdentada. Alvo embalava ele enquanto Olin ajeitava a mantinha que o cobria.

“Oi, papai. Sou eu, Leozinho.” Olin sussurrou, imitando a voz de um bebê.

“Oi, meu filho, papai ama muito você.” Alvo respondeu, sussurrando para não acorda-lo.

“Tio Draco já conversou com você.” Olin murmurou, se sentando na poltrona ao lado da cama de Scorpius.

“Ele não fala comigo desde o dia em que tudo aconteceu.” Alvo respondeu, mantendo o bebê o mais próximo possível do seu peito. “Acho que ele me mataria se soubesse que eu vim aqui ver meu filho.”

“Eu acho melhor você conversar com ele, Potter.” Krum pigarreou, vendo o bebê ficar agitado no colo do pai, mesmo afogado em sono. “Ele quer tentar desfazer o elo da profecia dos veela. Você sabe, depois que o homem tem o bebê, e se for com a pessoa da profecia, ele tem até três meses após o nascimento do bebê para fazer, e já se passou um mês.”

“Ele não pode fazer isso. Scorpius está inconsciente.” Alvo reclamou, fitando o loirinho com um pouco mais de calma e coragem.

“Foi o que eu falei para ele, mas ele não me ouve, ele está obcecado, disse que você fez Scorpius sofrer demais.”

Alvo abaixou a cabeça. “E fiz, mas são duas coisas completamente diferentes. Eu o amo, eu o amo muito e não quero que esse elo seja desfeito. Eu vou conversar com o meu pai.”

“Não, eu não recomendo que fale com o tio Harry, você sabe, tio Draco sabe contorna-lo. Fale com tia Hermione. Ela poderá te ajudar, de verdade.”

Alvo assentiu. No fundo, Krum tinha razão, Draco sabia contornar o seu pai.

“Eu não sei como vou poder agradecer tudo o que você está fazendo. Nem sei se um dia irá me desculpar pelas burrices que eu fiz no passado.” Alvo disse, mordendo os lábios.

“Se você autorizar que eu seja o padrinho do Leozinho, eu te perdoo por tudo isso e mais um pouco.” Olin afirmou, sorrindo para o moreno. “E se você não contar a tio Draco o que eu te disse, você sabe, ele me mataria e não confiaria mais em mim.”

“Obrigado, Krum. Eu não contarei.” Alvo respondeu. “E eu autorizo sim, que você seja o padrinho dele. Scorpius tinha razão e motivo ao escolher você para isso, e hoje eu compreendo ele.”

O bebê deu outro bocejo.

“Onde eu posso colocá-lo?” Alvo perguntou, vendo que o quarto não tinha um berço, nem nada onde pudesse acomodar o bebê.

“Onde eu posso colocá-lo? Seu filho teve alta hoje, Potter. Tem que leva-lo para casa.”

“Para casa? Mais eu não posso, Draco me mata se souber que eu vim pega-lo no hospital.”

“Leo é o seu filho com Scorpius, não é o filho dele. E se você quer lutar por Scorpius, se você não quer desfazer o elo, comece cuidando do seu filho. Eu sei que tio Draco só quer proteger o neto de todo mal que existe, mas essa não é a função dele, essa é a sua função. E se você não pode enfrentar Draco para criar o seu filho como pai, recomendo que não tente lutar para ser marido de Scorpius.”

Alvo engoliu a seco. Sua cabeça meneava, ora afirmando, ora negando.

“Você tem razão, eu preciso enfrenta-lo, eu preciso cuidar do meu filho.”

“É assim que se fala.” Olin disse, dando leve batidinhas no braço da poltrona.

Alvo se aproximou da maca onde Scorpius estava, e com um pouco de dificuldade por estar segurando o bebê, conseguiu beija-lo a testa.

“Eu vou cuidar do nosso filho, e quando você sair do coma, terá orgulho de mim.” Ele sussurrou ao ouvido do loiro. “Eu sei que talvez você possa me ouvir, e mesmo que não possa responder, sei que está feliz com essa informação.”

Olin entregou para ele uma mala com algumas mamadeiras prontas e mudas de fralda caso fosse necessário.

“Necessário? Krum, eu vou aparatar, e eu acho que em um segundo o bebê não vá sentir fome nem sujar a fralda.”

Olin sacudiu a cabeça de um lado para o outro. “Não, você não vai aparatar, nem usar passagem de flu, nem chave de portal, enfim, nada que utilize magia. Ele é só um bebê, não poderá fazer nada disso, mesmo que acompanhado de um adulto, pelo menos até fazer um aninho.”

“E como eu vou voltar para casa?” Alvo perguntou, seus olhos encarando Krum com incredulidade.

“Transporte trouxa.” Olin respondeu.


Notas Finais


Olin, larga o Jay e casa comigo. Eu aceito!


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