História Scott Brothers - Capítulo 1


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Categorias One Tree Hill
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Drama, Lances Da Vida, One Tree Hill, Romance, Scott
Exibições 43
Palavras 1.518
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Enquanto eu assistia a série original, senti falta de uma abordagem mais densa no relacionamento entre os irmãos Nathan e Lucas Scott. A crescente amizade entre eles era inspiradora e bonita, porém mal aproveitada. Então, decidi criar essa fic, que focará no relação de amizade entre os dois anos após a saída de Lucas de Tree Hill.

Capítulo 1 - Voltando a página


"Minha vida é como um livro, cada dia uma página, a cada hora um novo texto, a cada minuto uma palavra, e neste segundo um sim ou não que pode mudar minha história. 
Elan klever"

 

{Passagem de cenas – Lucas dirige o Cometa e fala com os leitores}

Meu nome é Lucas Scott e eu estou de volta para o lugar que eu chamo de lar. Há 10 anos eu deixei esta cidade em busca de novos horizontes, ao lado da família que tanto lutei para formar. Enquanto você acompanhava a nossa despedida – dirigindo em direção ao pôr do sol -, eu olhava para a minha filha Sawyer com a certeza de que encontraríamos um futuro inesquecível na longa estrada que é a vida. No banco de carona, a minha maravilhosa esposa Peyton, com aqueles cabelos radiantes e um olhar sincero e profundo. Não tínhamos muita certeza de qual caminho percorreríamos, tampouco do destino final, mas estávamos felizes e isso é o que importa. Aliás, nunca estive tão feliz.

Agora, 10 anos depois, retorno para onde nunca deveria ter saído. Meu olhar a procura, mas não será capaz de acha-la. Peyton morreu. E, junto com a Peyton, qualquer possibilidade de eu ser feliz novamente. Eu não estava preparado para perde-la. Não somente perdi a mulher que amo, como também me perdi. Estou sozinho, preferi deixar a Sawyer sobre os cuidados da minha mãe, uma vez que nem mesmo de mim eu sou capaz de cuidar.

Se eu tenho esperança? Não, mas deveria ter, pela minha filha e pela memória da Peyton. Talvez eu a encontre (esperança) em Tree Hill, junto do meu irmão e da minha melhor amiga. Devo me considerar sortudo por ainda tê-los, mesmo que eu não mereça. Desde que deixei a cidade eu não fui o melhor exemplo de como lidar com a distância. Mas, ainda há tempo. Ou, pelo menos preciso acreditar que deva haver.

{Casarão Scott} – Aproximadamente 8 p.m.

Pouca coisa parece ter mudado na casa da família Scott. A decoração ainda é a mesma, com exceção da carta varsity do Jamie, que agora figura um quadro na sala de estar. Nathan, Haley e os filhos estão sentados à mesa para o jantar. Enquanto se servem e compartilham como foi o dia de cada um, são interrompidos pelo som da campainha.

Jamie se levanta e dirige-se a porta, ficando estarrecido ao descobrir quem acabara de chegar.

- Oi buddie! – disse Lucas, com os olhos marejados. Sua expressão facial estava carregada, provavelmente surpreso com o tamanho do sobrinho, agora com 16 anos. Ele não estava acompanhado de Peyton. Seu estilo estava desleixado, com a barba por fazer e o cabelo desarrumado.

Jamie não manifesta uma única emoção, deixando Lucas na varanda enquanto Nathan e Haley checam, em silêncio, a inesperada visita.

- Já faz muito tempo. Não consigo descrever o quanto tive saudades, não somente de Tree Hill, mas de vocês. Foram 10...

Lucas é interrompido por uma Haley aparentemente inconformada.

- Foram 10 anos de esquecimento. 10 anos que precisei do meu melhor amigo e ele não estava ali por mim. 10 anos de cartas não respondidas, mensagens não visualizadas e nenhuma notícia sequer. 10 anos me perguntando se estava vivo, ou o que aconteceu para você não ter a menor consideração – falou Haley, levando as mãos ao cabelo e demonstrando inquietude.

- Haley, eu... – sendo novamente interrompido.

- Como você tem coragem de aparecer na porta da nossa casa e dizer que estava com saudades? Onde você estava quando a minha mãe faleceu, ou quando minha irmã levou um tiro? Onde você estava quando a Lydia nasceu? Onde você estava quando seu irmão foi sequestrado e quase morto? Não estava. Vai embora, Lucas. – Desabafou Haley, que deixa o ambiente.  

- Nate, me perdoa. Muitas coisas aconteceram, eu não tive os melhores anos da minha vida, a Peyton...

Nathan interrompe o irmão, cruzando os braços e mostrando uma dura expressão – uma mistura de surpresa, mágoa e negação.

- Tem razão Luke, muita coisa aconteceu, mas você não estava aqui, não é mesmo? – Nathan então fecha a porta, sem hesitar, ouvindo a voz de Lucas que chama incansavelmente pelo nome dos familiares. Pouco tempo depois, o silêncio.  

{Casarão Davis-Baker | Área externa} – Mesmo horário

O cenário é novo. Logo após o sucesso estrondoso de Julian ao vencer o Óscar de melhor direção, a família Davis-Baker mudou o padrão de vida. A simplicidade continua sendo uma característica do casal, mas não caracteriza tanto assim a mansão em que vivem. Uma piscina olímpica, um campo de golfe, pouco mais de 12 quartos e uma decoração hollywoodiana.

Brooke está relaxando na espreguiçadeira, acompanhada de Sam. Enquanto conversam, as crianças permanecem inquietas, correndo de um lado para o outro.  

- Eu estive na prefeitura hoje, precisei tratar sobre aquele assunto com a Bitchtória. Ela me recebeu melhor do que eu imaginei que receberia. Porém, devo dizer que me pareceu incomodada quando eu falei da...

- Sam, não podemos falar sobre isso aqui. O Julian não sabe, e farei o possível para que nunca venha a saber – cortou Brooke, incomodada com o rumo da conversa.

- Uma hora você vai ter que contar para ele, mom. Você não conseguirá esconder, já foi a época em que você sabia como mentir. O Julian conhece você, ele vai perceber mais cedo ou mais tarde – disse Sam, com um olhar de preocupação.

- Eu não posso. Não sei o que aconteceria se ele...

- Se ele quem, Brooke? – Disse Julian, suspeitando da conversa. Ele estava adentrando a área da piscina, vestindo uma camisa do Tarantino e carregando um olhar desconfiado.

- Fofoca de mulher, Julian. Você não deveria estar controlando essas crianças? – Retrucou Sam.

Julian deu de ombros e chamou a atenção dos filhos. 5 filhos, diga-se de passagem. Pediu para que as crianças fossem para a cama, sendo prontamente atendido.

- Controladas – disparou Julian, mostrando um sorriso debochado para Sam, que retribuiu.

Os três se dirigem para o interior da residência. Julian pega uma garrafa de cerveja e recosta sobre uma das poltronas da sala de visitas. Brooke apoia-se sobre o marido, acariciando-lhe o rosto.

- Eu tenho o marido mais sexy do mundo – declarou Brooke, mordendo os lábios e se dirigindo a Sam.

- Já querem o sexto? Pelo visto cinco crianças não foram o suficiente. Get a room!rebateu Sam, rindo da manifestação de carinho do casal e deixando o local.

------ Passagem do tempo: café da manhã ------

O amor entre Brooke e Julian parece estar mais forte do que já fora. Parcela dessa força deve-se ao fato das brincadeiras eróticas do casal, que está sempre buscando novas formas de manter o fogo da paixão aceso. Sobre os filhos, uma discussão interminável entre os dois. Julian quer mais um, porém, parece que o desejo maternal de Brooke já foi completado. E, além das cinco crianças e do retorno de Sam, o casal agora tem outra pessoa para cuidar.  

- Bom dia gostosa – se manifestou Julian, com o rosto ainda amassado e o cabelo desarrumado. Ele andou em direção à Brooke - que estava preparando panquecas para o café da manhã - e deu um carinhoso tapa no bumbum.

Um barulho de queda é percebido, e os dois se dirigem para um dos quartos da casa. Ao adentrar o local, se deparam com Heather de cara no chão, alcoolizada. Heather é uma prima de Brooke que está terminando o ensino médio na escola de Tree Hill.

- HEATHER! O que aconteceu? – iniciou Brooke, encontrando a resposta para a sua pergunta na janela aberta, cama perfeitamente arrumada (como se ela não tivesse dormido ali) e nas roupas de festa que a garota vestia. – Olha o seu estado garota. Bêbada! Vá tomar um banho e dormir. Eu não sei mais o que faço, será que vou ter que colocar grades nessa janela? Era pra você estar indo pra escola! – continuou.

Heather caiu no sono ali pelo chão, enquanto Brooke bateu a porta e saiu murmurando.

{Quarto de Hotel – Lucas Scott}

Lucas estava desconcertado. Sentado na cama, olhava fixamente para uma foto em que estava acompanhado por Peyton, Nathan e Haley. Sua expressão era séria, fria. Ele jogou a fotografia no chão e se reportou ao espelho. Olhou fixamente no fundo de seus olhos. Pensou. O tempo passava, Lucas se movimentava pelo pequeno quarto que continha apenas uma cama de casal, um criado mudo, uma estante e uma TV defeituosa. Chorava, murmurava palavras de difícil entendimento e pensava. Até que escutou três batidas na porta e foi conferir.

- Little brother! – expressou Lucas, cujo pensamento encerra esse capítulo:

            A nossa vida é definitivamente como um livro. Cada dia é uma página e, ao virarmos essa página, agimos como se o dia que passou não tivesse mais importância. Isso nos faz esquecer de quem somos e da onde viemos, só nos preocupamos para onde iremos. Mas, pessoas que amamos ficaram nessas páginas viradas. Então, nunca é tarde para relermos o que já passou. O meu irmão é uma página que eu nunca deveria ter deixado para trás, estou prestes a aprender o por quê. 


Notas Finais


Foi um capítulo longo e introdutório, ainda tenho muitas coisas a contar. O próximo sairá ainda nesta semana :)


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