História Scream - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias EXO, Scream (Série)
Tags Chanbaek, Chansoo, Hunhan, Kaisoo, Sulay, Taoris, Xiuchen
Exibições 57
Palavras 3.514
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiii pessoal! Desculpes pela demora grande, mas eu desanimei muito com a fic por conta de uma problema de saúde que eu tive, muitas coisas acontecendo e me fizeram perder o foco. Eu sei que muitos escritores falam isso, mas eu precisava me explicar porque amo escrever essa fic e não quero que desistam dela!

Obrigada por todos que leram até aqui, todos que comentaram e favoritaram, eu fico muito agradecida! E espero que continuem gostando daqui por diante, vou me esforçar muito e revisei o capítulo com atenção antes de postar!

Capítulo 5 - Capítulo 5


 

 

As luzes brancas do hospital foram a primeira coisa que Jongdae viu depois de ter desmaiado. Piscou algumas vezes até sua visão se acostumar a elas. Seu corpo doía da cabeça aos pés, tentou se levantar, mas não conseguiu. Havia uma agulha em seu braço e ele relaxou ao entender que estava seguro.

- Finalmente você acordou. – ouviu uma voz doce próxima de si. Virou a cabeça para os lados até encontrar Baekhyun em uma cama ao seu lado. O menor tinha um curativo na cabeça e alguns espalhados pelo braço.

De repente vários flashes da noite passada atingiram sua mente com força, estavam misturados e não conseguia processar todos claramente no momento, mas lembrou-se de ir defender Baekhyun, e que o mesmo estava sendo atacado pelo assassino. Lembrava-se de ter visto o garoto coberto de sangue, mas não sabia como tinha se machucado.

Quis se colocar sentado, mas não conseguia se mexer quase nada.

- Você levou um tombo feio e fraturou o braço. – explicou o menor o olhando preocupado – Logo vai estar melhor. – sorriu de forma gentil.

Jongdae suspirou aliviado por não ter sofrido lesões mais graves, pensou que tivesse quebrado as pernas e as costelas no processo, mas felizmente não tinha sido tão sério.

- Os outros? – sabia que deviam estar bem ou Baekhyun não estaria com aquela expressão sossegada.

- Vivos. Inclusive Kyungsoo. – recebeu um olhar surpreso do moreno quando ouviu o nome do amigo – Resumindo, ele recebeu uma mensagem do assassino o dizendo para ir a uma localização especifica, e lá encontrou um rapaz. – franziu o cenho – O resto eu também não sei. Ouvi isso pouco antes de nos levarem na ambulância.

- Parece que a nossa sorte é pior do que a deles. – brincou Jongdae fazendo o outro dar uma risada tímida.

 

Os outros se reuniam com o os dois rapazes em seu quarto de hospital. Minseok tinha deixado os meninos descansarem durante um tempo antes de fazer o interrogatório, sabia que eles estavam alterados demais durante a noite para responder qualquer coisa que não fossem gritos.

- Do Kyungsoo, pode me contar o que houve em detalhes, por favor? – pediu encarando o baixinho com atenção. Não tinha visto o assassino, então não saberia dizer a estatura dele, mas talvez pudesse descobrir isso de outra forma.

Minseok ficou intrigado com a repentina aparição do garoto. Não entendeu porque ele correu para a casa do amigo no dia do ataque e ainda dizendo ter ajudado um rapaz que nem mesmo ele conhecia.

- Eu estava indo com vocês até a sala onde o professor estava morto, mas antes que chegasse a porta recebi uma mensagem anônima. – ele tirou o celular e entregou ao detetive – Dizia para eu ir nessas coordenadas sozinho se não meus amigos morreriam. Eu sei que deveria ter chamado a polícia, mas fiquei com medo do que poderia acontecer, então somente fui. Cheguei numa cabana fora da cidade, era bem velha e acabada, e quando entrei encontrei Jongin acorrentado e com amordaças na boca. – ele fez uma pausa e encarou o rapaz moreno de cabeça baixa ao seu lado. Manteve-se estático e sem expressão durante todo o tempo que estivavam juntos – Eu o libertei e depois... – continuava encarando o maior com expressão de dúvida – Jongin, porque não conta para eles? História completa? – ele tocou levemente o ombro do garoto, que logo se sobressaltou, mas depois de olhar nos olhos do menor se tranquilizou, logo desviou o rosto novamente para baixo. Por um instante Kyungsoo achou que ele não diria nada, mas não demorou para que o som da voz mais grave dele fosse ouvida.

- Fiquei órfão muito cedo... – ele parecia com dificuldade em falar – Fui adotado pelo meu tio, nunca o tinha visto antes, mas achei que fosse um ato de bondade... – cruzou os braços em sinal de desconforto – Mas quando ele me levou para sua casa, eu entendi.

- Seu tio abusava de você. – completou Minseok e todos fizeram um som de espanto – Como foi parar numa cabana no meio do nada? – seus olhos analíticos não perdiam um movimento do moreno.

- Um dia eu o confrontei e entramos numa briga. Mas ele tinha muitas armas escondidas em casa, e no fim, eu sempre acabava preso novamente. – não conseguiam ver seus olhos, mas sabiam que ele escondia por estarem preenchidos de dor – Ele recebeu uma ameaça, não sei de quem, e no mesmo dia ele disse que iria me castigar por ter sido desrespeitoso... E me trancou amarrado naquele lugar. Estive lá dentro por dois dias, segundo Kyungsoo, mas senti como se fossem meses.

- Seu tio era o professor. – concluiu Jongdae juntando as peças – E quem o ameaçou foi o serial killer. – recebeu um olhar afirmativo do detetive – Mas teria como descobrir algo?

Minseok encarava Jongdae fixamente. As palavras do pai do garoto rondavam sua mente em contraste com o que ouviu do dono do bar espelunca. Um garoto bonito... Para ele, Jongdae se encaixa nessa descrição, e ele era muito esperto, aparenta ser um rapaz engraçado e bondoso, tem todas as características que um psicopata usaria para se esconder num disfarce perfeito. Mas ele sabia que não era ele... Sabia, porque o detetive nunca sentiria algum tipo de afeição por um assassino, havia conhecido dezenas deles e não tinha um pingo de emoção ou sentimento em relação a nenhum. Mas ele sabia que podia ser um engano, afinal, psicopatas sabem como alcançar a afeição de alguém.

Minseok tinha que admitir que Jongdae o confundia mais do que achava necessário. Sua guerra interior era seu eu racional lutando contra aquele desejo de que não seja ele o culpado, pois estava se sentindo conectado de alguma forma com o rapaz.

- Preciso levar Jongin para a delegacia. Já tiveram seu descanso e análise médica. – desviou o olhar para o moreno ainda cabisbaixo.

- Eu vou com vocês. – se ofereceu Kyungsoo apertando o ombro de Jongin.

- Se ajuda o garoto a falar, então não vejo problema. Vamos. – seguiu em direção a saída sem nem olhar para ver se o estavam acompanhado.

O restante permaneceu no quarto. Chanyeol sentou-se na beirada da cama de Baekhyun e abriu um sorriso que daria inveja a qualquer outra pessoa. Era um sorriso bondoso e cheio de preocupação. O menor retribuiu de forma mais tímida, e nunca conseguia parar de corar na frente do maior.

- Ainda dói? – perguntou Chanyeol acariciando as costas das mãos do outro, que negou com a cabeça, mas ele sabia que devia doer – Você é delicado, mas é muito forte.

- Aguentar uma facada, uma surra, e sair com força para sorrir, é admirável. – comentou Luhan que estava apoiado na cama de Jongdae junto a Sehun.

- Obrigado. – Baekhyun lançou um sorriso para Luhan que retribuiu com uma piscadela.

- Falando nisso, foi só eu, ou todo mundo percebeu aquele olhar do detetive para o Jongdae? – comentou o loiro com um sorriso malicioso na direção de Jongdae, que ficou confuso.

- Ele é um detetive. – disse Sehun franzindo a testa – É o trabalho dele ficar encarando as pessoas para tentar assustá-las.

Luhan revirou os olhos para o namorado.

- Eu posso não ser um detetive, mas sou especialista em ver onde existe interesse. Por isso fui até você. – deu um beijo rápido em Sehun e o mesmo desviou o olhar com vergonha.

- Sem querer ser chato, mas já deu de ficar de vela por hoje aqui. – resmungou Jongdae olhando carrancudo para os amigos – Respeitem meu estado fragilizado.

- Vela somos nós quando Minseok está por perto. – riu Chanyeol e os outros se juntaram.

 

Durante a noite, Baekhyun adormeceu enquanto Jongdae, sem sono algum, ficava com o celular quase grudado no rosto e resmungando algumas coisas enquanto jogava. O hospital estava um silêncio quase palpável, e depois de um tempo as enfermeiras pararam de andar pelos corredores.

Quando seu aparelho tocou, ele quase caiu da cama pelo susto, estava muito concentrado no jogo e tinha se esquecido de colocar no silencioso. O toque pareceu ter acordado todo o hospital, mas para sorte dele, nem mesmo Baekhyun pareceu se mexer com aquilo. Atendeu as pressas sem nem checar quem era no visor.

Um arrepio incomum perpassou seu corpo quando ouviu a voz de Minseok. Tentou ignorar aquilo, pois sabia que não deveria levar as palavras de Luhan a sério sobre o assunto.

- Não dormir é característica de psicose. – foi a primeira coisa que o detetive disse.

- Você acabou de atrapalhar meu Angry Birds. Eu espero que seja caso de vida ou morte.

Minseok odiava admitir que tinha se afeiçoado ao rapaz porque ele era o único que o tratava diferente, como se de certa forma, fossem íntimos ou algo assim.

- Seu pai me contou sobre sua mãe. – um silêncio se formou por uns segundos – E eu não sei ao certo porque estou ligando agora.

- Você é um detetive. E se sente que pode se aproximar de mim é porque você viu que não sou eu.

- Posso estar enganado.

- Pode não estar.

Um silêncio se propagou, mas não um silêncio desconfortável, apenas cada um preso em seus próprios pensamentos até que Jongdae o quebrou.

- Como foi que se tornou detetive?

- Porque eu responderia algo sobre minha vida?

- Porque não? Não quero quebrar suas barreiras criadas, apenas saber o porquê delas existirem.

Minseok relutou um pouco.

- Havia um garotinho. – começou um pouco hesitante, mas prosseguiu - Ele brincava tranquilamente em seu quintal. A mãe o olhava da janela da cozinha enquanto fazia o almoço, o pai trabalhava em seu estúdio no porão. Havia aquela história de que se cavasse muito fundo, poderia chegar até outro continente, e para aquele garotinho, isso era fascinante. Então ele pegou escondida a pá, esperou sua mãe se distrair, e começou a cavar no canto do quintal. Tão inocente, - ele soltou um risinho sem humor - que quando a pá se chocou com um cadáver, ele achou que fosse apenas alguém dormindo. Correu para chamar a mãe e mostrar sua descoberta, saber por que havia uma garota dormindo no chão do seu quintal. – ele demorou um pouco a continuar - Mas pobre mãe, o pai a pegou antes que me contasse o que estava acontecendo. E depois ele disse que precisava ir embora e que era para eu nunca falar sobre ele. – um suspiro cansado foi ouvido - E o garotinho decidiu que precisava impedir outros pais de fazerem o mesmo.

Jongdae relutou muito antes de responder. Não sabia o que dizer para confortá-lo, e sabia também que Minseok não era o tipo de pessoa que aceitaria alguém lhe confortando. Tinha que ser sincero, mas não demonstrar um exagero emocional, sabia que isso o deixaria desconfortável.

- Eu sinto muito pelo garoto. Infelizmente, temos algo muito forte em comum. – um bolo se formou em sua garganta. Nunca pensou que poderia se ligar a alguém por terem a mesma tragédia em comum.

Minseok se sentiu vulnerável naquele momento como a muito não se sentia. A última pessoa que compartilhou sua história foi com uma vítima há muito tempo atrás. Nunca foi uma pessoa com muitos amigos, e agora sentia que isso fez falta em sua vida. Mas não se permitia ter fraquezas, se queria derrubar serial killers, você não poderia ter sentimentos ou algo que eles pudessem usar contra si. Mas, no fundo, ele admitia que gostaria de ter um amigo, e Jongdae é responsável por esse desejo ter aumentado um pouco agora. Os dois podem ter suas diferenças, mas se for analisar, são mais parecidos do que pensam. Seus pensamentos, ideologias, o desejo pela escuridão e o que há dentro dela... Podiam falar diferente, Jongdae pode ser mais engraçado e extrovertido, mas por dentro são o mesmo.

Um sussurro vindo de Jongdae foi ouvido antes do som de voz ser abafado por um grito vindo ao longe no hospital. Era um grito feminino e não demorou para que mais pessoas se juntassem ao barulho. Quase no mesmo instante, Jongdae pulou da cama, seu corpo reclamou em vários lugares, mas ele não deu importância e foi tropeçando pelo corredor com o celular ainda em seu ouvido, mas não deu atenção as palavras de Minseok pelo choque do momento. Estava tão atento ao som dos gritos, que mal notou que Baekhyun o chamava pelo corredor tentando alcança-lo.

Quando Jongdae chegou ao fim do corredor, viu um aglomerado de enfermeiras em torno de algo, estavam ajoelhadas ajudando alguém, mas outras estavam de pé em frente ao que parecia outra pessoa caída. Correu mais um pouco, o que seu corpo permitia, até que sua visão alcançou a situação.

- Jongdae! – Baekhyun segurou em seu braço com a respiração ofegante e uma sensação de calor se espalhando pelo corpo devido a corrida.

Os dois observaram um médico caído no chão com um ferimento que parecia ser de faca, as enfermeiras queriam leva-lo dali, mas ele apontava desesperadamente para a outra pessoa, tentava se arrastar até ela.

Logo a frente eles viram que era uma médica no chão, mas seus ferimentos eram muitos e podiam ver que já não respirava mais. Os olhos enormes arregalados deixava claro que tinha acabado de ter um assassinato em pleno hospital. E pelas marcas de facas, eles deduziram que só poderia ter sido o serial killer.

Um médico chegou correndo com uma maca e ajudou as enfermeiras a carregarem o outro para sala de cirurgia, mesmo com seus constantes protestos e tentativas de salvar a mulher. Ele parecia muito afetado pela morte, como se tivesse sido alguém que amava muito, e não só uma colega de trabalho.

Levaram o médico as pressas, e em seguida as enfermeiras que estavam de pé se deram conta dos meninos ali. Seguiram rapidamente até eles tentaram arrastá-los para seu quarto.

- Foi ele, não foi? – perguntava Jongdae – Foi ele?

- Nós fomos atacados pelo assassino, precisa nos dizer se ele está aqui! – exigiu Baekhyun com os olhos arregalados de pânico e com o suor aumentando em seu testa pela tensão e a corrida.

- Precisam voltar ao quarto! Isso é caso para polícia, meninos, por favor! – pediu uma enfermeira que segurava o braço de Baekhyun tentando tirá-lo dali.

- O que aconteceu? – perguntou Jongdae agarrando os ombros da enfermeira que estava consigo, ela tinha um pânico estampado na face e as mãos trêmulas.

- Voltem para o quarto! – bradou uma voz masculina e todos se viraram em direção a ela.

- Pai? – surpreendeu-se Jongdae se soltando da enfermeira e correndo até o mais velho, que o abraçou com força.

- Ele esteve aqui, filho. Volte para o quarto com seu amigo e tranque tudo, por favor. – sussurrou no ouvido do garoto.

Jongdae não gostava de contradizer seu pai, e sabia que não poderia lutar naquelas condições, mal deu conta quando estava forte, agora não teria e mínima chance de derrubar o assassino. Muito menos Baekhyun, que estava ainda com um buraco de faca que nem começou a se curar.

Assentiu com a cabeça e recebeu um sorriso de seu pai, ele sabia que depois iria lhe contar o que havia acontecido, e era hora de confiar nele. Foi em direção a Baekhyun e o arrastou em direção ao quarto, o mesmo cedeu quando viu o olhar de Jongdae, e que aquilo era o que deviam fazer no momento.

 

Não demorou muito para que Minseok entrasse correndo no quarto dos meninos, e assim que os viu bem, soltou um suspiro de alívio. Tinha escutado os gritos através do celular, assim que Jongdae parou de responder, já havia saído de casa e ido em sua direção o mais rápido que pode. Conseguia ouvir apenas o rapaz perguntando o que havia acontecido, e não desligou o celular até que a linha acabou caindo, mas ele já estava perto o suficiente.

Tinha avaliado a cena do crime com o policial Kim, saber que os outros estavam bem o deixou mais relaxado, mas ainda não conseguiu evitar ir correndo até o filho do policial para checar com seus próprios olhos.

Um medo de perdê-lo se apoderou por um momento, não por ter fortes sentimentos ou algo assim, mas ele havia acabado de contar sobre si mesmo e sentindo uma amizade se formando, depois de anos, e em seguida ouve tudo aquilo. Sentiu como é perder um amigo por uns instantes, ou o medo de perdê-lo e como é assustador apenas imaginar isso.

- Baekhyun, tudo bem? – optou por perguntar ao menino primeiro para não demonstrar preferência, mas o rapaz era esperto e tinha notado.

- Sim, não se preocupe! – respondeu com um sorriso gentil.

- Jongdae? – seu olhar encontrou o do moreno, e se culpou por estar dando preferência aquele garoto, não poderia fazer isso. Precisava ser mais profissional.

- Tudo bem. – assentiu com um sorriso cansado – O que houve lá? Quem eram aqueles médicos? – e logo um brilho tomou seu olhar. O desejo pela investigação, aquilo encantava Minseok, mas não deixaria transparecer.

O detetive se aproximou da cama dos meninos e se sentou em uma cadeira que havia entre as duas. Seu olhar variava entre eles e a parede a sua frente.

- O médico é Doutor Kim Junmyeon, e a médica é alguém que ele gostava muito, não amorosamente, ela havia sido sua professora na faculdade de medicina e tinham se tornado grandes amigos desde essa época. Eu não sei ao certo o motivo disso, mas o assassino entrou aqui e atacou a Doutora Lee Soheyon. Durante o ataque, o Doutor Kim entrou na sala e também foi atacado, e isso impossibilitou que conseguisse ajudar a amiga. Depois de esfaquear os dois, o assassino fugiu. – seu olhar vagou pelo quarto enquanto sua mente começava a trabalhar freneticamente sobre o que teria motivado isso.

- Isso é estranho. – comentou Baekhyun e os outros o fitaram com atenção – Em todos os assassinatos foi feito uma espécie de “cenário”, acho que ele só não o fez agora por falta de tempo, o Doutor Kim chegou inesperadamente. – seu olhar estava distante – O que ele planejava fazer? Poderia nos dar melhores pistas sobre o motivo.

- Concordo com Baekhyun. – disse Jongdae – Talvez tenha deixado algo na sala, o professor foi amarrado na mesa, então ele deve ter deixado algo lá. Seria complicado ficar carregando as coisas na hora do crime, iria dificultar os movimentos.

- Estou impressionado com o entusiasmo de vocês num caso assim. – comentou Minseok dando um longo suspiro e depois se levantando. – Eu vou olhar local sozinho, vocês fiquem aqui e tranquem a porta.

Os meninos não discordaram, sabiam que mesmo que o detetive compartilhasse as coisas com eles, não iria permitir que entrassem de fato na investigação a ponto de irem com ele. E Jongdae confiava em suas habilidades com os amigos, também iriam fazer a sua parte nesse caso.

 

O hospital estava cercado pela polícia, mas todos deram espaço para que Minseok olhasse o local sozinho. Não iria conseguir se concentrar com alguém lhe fazendo perguntas toda hora, e preferia trabalhar sozinho.

Nada havia sido limpo nem tocado, e percebeu que a maior quantidade de sangue estava no corredor. Dentro da sala encontrou sangue perto da porta, a mesa estava bagunçada e as cadeiras no chão, um sinal de que houve uma luta ali. Na sala do professor as coisas foram mais organizadas e limpas, provavelmente o pegou no momento certo, e não teve ninguém para atrapalhar. Dessa vez o médico entrou na hora e começou a chamar a atenção, o que fez o assassino apenas terminar o serviço e ir embora, deixando o resto do plano para trás. Isso deve tê-lo frustrado muito e vai buscar Doutor Kim quando tiver a chance. Precisava manter o olhar nele, deixar guarda policial assim como os meninos. Talvez pedisse para colocar os três no mesmo quarto, assim facilitaria a vigilância.

De acordo com Minseok, o assassino deve ter se escondido na sala, e assim que ela entrou deve ter avançado até a mesma, ela tentou correr pela sala e acabou derrubando tudo, e quando estava perto da porta foi esfaqueada, mas ainda estava viva. O médico entrou e, assustado, foi para cima do assassino sem pensar e acabou sendo ferido. Depois disso, o assassino terminou de matar a médica e fugiu, deixando os dois no corredor.

Começou a vasculhar cada canto da sala, mas não encontrou nada, nem mesmo um detalhe fora do lugar. Isso o frustrou, o assassino teria corrido com as coisas? Não teria dado tempo. Ou ele não levou nada? Apenas a faca? No primeiro assassinato ele fez a cena com o cadáver, talvez tenha tido essa ideia agora e faria tudo após a morte da médica. Mas então porque atacar dentro da sala? Poderia ter pego ela fora do hospital, ou em casa, assim como a primeira vítima. Teria que analisar tudo em seu quadro e tentar encaixar melhor, e ainda precisava voltar ao bar e perguntar mais aquele velho, apesar de bêbado, ainda parecia ser o único que sabia de tudo.

E principalmente, precisava descobrir quem era o tal rapaz bonito que visitava aquele lugar.  


Notas Finais


E aí? Gostaram?
Estou indo muito rápido? Gostam do ritmo da fic? Podem comentar o que acham, eu escrevo essa fic pra mim, mas também para vocês.
Já tem suspeitos? Quero saber!


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