História Scream: Interativa - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~btchcraft

Postado
Categorias Pânico (Scream)
Exibições 78
Palavras 5.651
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


— Anteriormente em Scream:

''O avental branco de Riley Deixava sua aparência extremamente agradável, seus olhos eram claros, quase da mesma cor que seus cabelos castanhos. Ela usava um vestido verde por baixo dele, super simples, ela não era o tipo de garota que gostava de se aparecer ou ficar extremamente bonita.''

''O que infernos havia acontecido com ela nessa noite? Beatrice parecia... formal demais, como se não fosse ela. As duas se conheciam a anos, ela saberia se alguém tivesse pegado seu celular e se passado por ela, Riley olhou o histórico de conversa das duas, a menos que ela estivesse realmente muito triste, e fazia sentido levando em conta o bolo que havia levado do namorado.

''Passa aqui em casa para assistirmos um filme de terror juntas.''

❦❦❦

''O pequeno curativo na palma da mão de Aiden estava com uma pequena machinha de sangue quase imperceptível. Ele era um garoto extremamente bonito, seus cabelos eram parecidos os de seu pai, apesar de ser adotado. Seu rosto era fino, cabelos escuros e seu nariz era um pouco — bem pouco — redondo. O sonho de sua vida era se tornar um modelo, e como sabia contar, sempre pensou que se fizesse algum tipo de amizade com Beatrice Scotte conseguiria algo no Lótus, porém, sabia que até mesmo chegar perto de Beatrice era difícil, mesmo ela sendo uma garota extremamente adorável.

— Que arraso. — Disse Peper Amino, uma garota loira, de lábios grandes e bronzeada artificialmente. Aiden sempre costumava dizer que ela era...

— A futura estrela do cinema mundial chegou. — Disseram os dois enquanto se abraçavam no meio da rua, estava começando a escurecer e os dois já deveriam estar prontos.''

❦❦❦

'' O celular de Riley vibrou freneticamente enquanto ela andava pelos bloquinhos que faziam uma trilha até a porta da casa de Beatrice.

— Olá?

— Olá, Riley.

— É você, Beatrice? — Perguntou, desconfiada.

Ela ouviu as gargalhadas da voz no outro lado da linha.

— Sempre esperta.''

''— Quem disse que eu sou a Beatrice? — Riley pulou com o susto, o assassino tentou acertá-la, a garota gritou e abaixou, desviando-se da apunhalada.

A garota segurou os braços do assassino e o atirou na prateleira de livros de Beatrice, que se quebrou em milhões de pedaços. Ela passou pelo corredor e percebeu que ele estava logo atrás dela, Riley foi puxada pelos cabelos e atirada pelos degraus da escada, a garota gritou de dor.''



''— É incrível como eles sabem que não vão sobreviver, mas sempre batalham até o último segundo. — Disse ele. — Isso é tão tocante.

Foi então que, atrás dele, Riley surgiu segurando o pé de cabra ao lado de Aiden.

— Deve ser inspirador. — Disse Riley segurando seu celular no mesmo aplicativo que Ghostface usava, portanto, as vozes eram idênticas. Ao virar-se para a garota, ela socou o pé de cabra contra o rosto de Ghostface, fazendo sua máscara voar para o outro lado do saguão. Ele usava uma espécie de touca ninja que cobria todo o seu rosto, mas o tecido era bem mais fino, segurando o rosto que sangrava, ele pegou a máscara do chão e saiu correndo pela porta da frente.''

❦❦❦

''— Onde você estava? — Perguntou Aiden.

— Eu, hum, fui lá fora procurar algo para abrir a porta.

Segundos depois, a polícia invadiu o local junto com os bombeiros que seguravam imensas mangueiras para combater o fogo. Aiden se aproximou dele, Peper estava começando a ser atendida e Riley olhou para os dois juntos.

Saíram os três, lado a lado, um policial abordava Riley e ouros dois comentavam que eles não poderiam sair do local até que Nathan disse que ia se sentar um pouco, ele tentou disfarçar, mas Aiden viu, sua boca estava sangrando.''

Capítulo 5 - O Cisne Negro


Fanfic / Fanfiction Scream: Interativa - Capítulo 5 - O Cisne Negro

1

364 dias antes

          Nathan, Riley e Aiden estavam sentados sob a luz da lua, comendo uma porção gigantesca de batatas fritas com copos de um litro cada. Podiam jurar que explodiriam se pensassem em comer mais alguma coisa quando saíssem dali. O dia anterior havia sido extremamente cansativo, Riley ainda estava sem fôlego de tanto correr, Nathan ainda tossia por causa da fumaça do cinema e Aiden escondia dos dois que havia visto a boca do seu namorado sangrando depois de Riley bater com um pé de cabra na mandíbula do assassino. Não, não poderia ser coincidência. Se ele não era Ghostface, alguém queria muito que Aiden pensasse que era realmente Nathan.

     — Coitada da Peper. — Lamentou-se Nathan. — Ela quase morreu ontem.

     Aiden deitou-se sob seus braços, meio cansado por não ter descansado direito na noite passada.

     — Eu preciso ir ao banheiro. — Disse Aiden enquanto se levantava da cadeira de madeira e seguia em direção a um corredor que se bifurcava na sua frente, o garoto escolheu a direita.

     O local estava parado naquela noite, a manchete: ASSASSINO MASCARADO A SOLTA provavelmente não era muito convidativa para pessoas saírem na rua a noite. Haviam diversas mesas de madeira no local, era um quiosque na praça da cidade. Além de — No momento — Riley e Nathan, havia também um casal que dividiam o mesmo hambúrguer. Riley pôde ouvir a garota reclamando várias vezes que seu lanche estava cru.

     — E a Beatrice? — Perguntou Riley — Não a vejo desde ontem. Com esse assassino a solta, Nathan, você acha que aconteceu algo a ela?

     — Uma vez ela fugiu com um namoradinho da sétima série e voltou quatro dias depois, nah, acho que Beatrice sabe se cuidar muito bem sozinha. Aliás, acho capaz dela começar a falar mal da roupa do assassino e ele acabar desistindo de matá-la e ir embora para casa.

     Riley riu.

     Era verdade, Beatrice sempre havia tido um mau humor fora do comum, mas isso parara em lotes depois de...

     — Eu ainda penso muito sobre aquilo.

     — Lilian?

     Ela inspirou profundamente e tentou conter uma lágrima importuna que descia pela sua bochecha. Ela sabia que tinha todos os motivos para chorar, o que havia acontecido era algo para se pensar pelo resto da sua vida, tomar de lição e fazer com que novos hábitos nasçam.

     — Você não pode se culpar pelo resto da vida, Riley, a culpa do acidente não foi sua.

     Ele estava parcialmente certo, não havia sido ela que atropelara Lilian Salvatore na noite de Halloween, mas o que havia causado o atropelamento... Sim, havia sido ela.

     — Droga. — Disse Nathan. — A Lilian foi atropelada, certo?  Se lembra de quando alguns garotos bêbados do colégio invadiram o necrotério e tiraram fotos do corpo dela?

     Ela colocou a mão na cabeça, parecia que ia enlouquecer se continuasse o ouvindo.

     — Lilian foi atirada contra o volante do carro, sua mandíbula foi completamente dilacerada, ela morreu na hora. O nariz também quebrou.

     — Inferno, Nathan, porque está me lembrando disso? Quer que eu me sinta mais culpada ainda?

     — Não, burra. — Disse enquanto alisava sua tatuagem de flor no pescoço. — A máscara que o assassino usa tem o mesmo formato que o rosto de Lilian naquela foto.

     Riley parou para pensar por alguns segundos, claro, aquilo fazia muito sentido. O assassino queria vingança pela morte da Lilian.

     — Meu Deus. — Expeliu ela. — A roupa também é a mesma que ela usava na festa, mas e os olhos? A máscara tem olhos negros e esbugalhados.

     — Bom, na foto, a sombra e iluminação péssimas fazem com que Lilian tivesse olhos gigantescos.

     Nathan suspirou:

     — Ah, isso parece uma terceira temporada de Hard Candy.

     Mas foi então que Riley parou para pensar em uma coisa...

     — Acho que você está pensando o mesmo que eu. — Disse Nathan. — Se o acidente de Lilian é a flecha...

     — Significa que eu sou o alvo.

 

 

2

A Garota que Sobreviveu

Era incrível como Peper conseguia continuar impecável, mesmo tendo sido esfaqueada e estando completamente enfaixada em uma cama de hospital. Ela estava sem maquiagem, mas seu rosto era tão lindo que não fazia diferença alguma. Apesar de ter sido bastante ferida, nenhuma das facadas — obviamente — havia sido profunda ou fatal.

      — Eu não posso ir aí, filha.

     O seu quarto era minúsculo, com um banheiro apertado e uma televisão que só pegava uns três ou quatro canais. Ela estava descalça e usando aquela roupa horrível, que Peper insistia que era a costura mal feita de um lençol.

     — Eu sei, você já disso isso umas cinco vezes. — Ela estava quase revirando os olhos em cima da cama.

     — Promete que vai ficar bem? — Disse ela ao telefone.

     Ela riu.

     — Prometer eu prometo, mas acho que isso depende muito do humor dos autores da fanfic.

     Peper e sua mãe sempre tiveram uma ótima relação, apesar de não suportar nem olhar para cara do pai. O motivo? Bem, ela apanhou dele várias vezes enquanto voltava bebâdo para casa de fim de semana. Peper tentou descansar um pouco, ainda se sentia exausta e seus pontos estavam doloridos.

     No sonho, ela tinha cabelos azuis, a cor que sempre desejara ter em toda vida. De mãos dadas com um garoto extremamente atraente, ambos sentados em baixo de uma árvore enquanto ele cortava uma maçã com uma faca e dava na boca dela.

     Peper nem conseguia ver o fim do extenso campo esverdeado, era apenas grama verde, repleta de colinas, um verdadeiro paraíso.

      Mas algo estava errado; o céu começou a escurecer, ela conseguia ver os clarões de raios caindo e se aproximando cada vez mais. Uma densa capa formou-se em volta do homem e sua faca de cozinha se tornou um pequeno punhal amolado.

     — Olá, Peper. — O rosto não estava mais lá, a última coisa que ela viu foi a máscara perturbadora de Ghostface a dois palmos do seu rosto. — Sentiu minha falta?

 

 

 

3

A enfermeira

Peper acordou assustada, seus cabelos louros estavam colados em seu rosto pálido, sentia sua respiração pesar e suas bochechas estavam extremamente ruborizadas. Peper sentia-se um pouco zonza, quase imóvel. Ela não estava mais no quarto, via o corredor do hospital se formando a sua frente. A cama era com rodas, o lençol do hospital cobria todo o seu corpo.

— Não se preocupe. — Disse a enfermeira com uma voz extremamente familiar. — Vou cuidar muito bem de você.

E então, enquanto arrastava a cama pelo corredor do hospital, o lençol voo de cima da garota. Seus braços estavam amarrados em um bracelete de couro com cadeado na cama. O local era completamente branco, podia ver as diversas portas passando por ela.

     A enfermeira usava um avental branco, uma calça justa e luvas esverdeadas. O cabelo dela eram completamente pretos, não parecia ser uma peruca. Usando a mesma máscara que o assassino costumava usar, ela puxou um controle remoto em baixo do travesseiro de Peper.

Peper sentiu o sistema mecânico da cama inclina-la.

     — Não. — Ela tentou gritar, mas a única coisa que saiu foi um fraco gemido. A enfermeira a havia drogado. — Socorro!

     Peper não estava entendendo nada, o hospital estava vazio? Não havia ninguém vendo o que estava acontecendo? Algo estava muito errado naquele hospital.

     A enfermeira puxou a máscara do rosto, e o rosto de Lilian se revelou por detrás da máscara de fantasma.

     — Meu Deus! — Exclamou Peper. — Você está viva?

     — Olhe! — Ordeu ela. — Olhe!

     Ela apertou o controle remoto e a televisão iluminou-se. A visão era horrenda, Peper estava formalmente vestida em algum lugar que se parecia com bastidores de um teatro, sua maquiagem era forte como a de uma modelo mundialmente conhecida, deixando muito bem escondidos os seus dezessete anos de idade.

     Peper não tinha certeza do que estava acontecendo, não sabia se era mesmo Lilian ou se alguém tentando engana-la. Alguém havia dado alguma coisa para ela, às vezes, quando piscava, podia jurar que a garota ainda usava a máscara fantasmagórica, outras vezes, podia jurar que a garota não usava as vestes de enfermeira, mas sim a mesma capa preta do assassino que a atacara no dia anterior.

     Segurando um iPhone. Ghostface apagou o celular e colocou nos bolsos da roupa.

     — Eu mandei você olhar. — A voz era extremamente natural, sem qualquer tipo de modificação digital, pela primeira vez, Peper pôde ouvir ela da maneira que realmente é.

     — Lilian, eu... — Com suas mãos fechadas por luvas de couro, a garota puxou Peper pelo queixou a obrigou assistir a televisão.

     No segmento do vídeo, ela se aproximava de uma urna quadrada de madeira, olhava, certificando-se estar completamente sozinha. Aquelas imagens foram feitas por câmeras de segurança, estava claro pelo ângulo e coloração da imagem. Peper retirava todos os papeis da urna e colocava uma outra pilha de papéis idênticos. A câmera deu zoom neles, mas acredito que aquilo havia sido feito digitalmente.

Lilian Fitzgerald

Tudo o que aconteceu comigo é culpa sua, Peper.

     — Não foi culpa minha! — Comentou a garota. — Quem pediu foi a...

     Lilian riu.

     — Beatrice, eu sei. — A voz não se parecia com a de Lilian, mas era extremamente familiar e, bom, Peper estava tão zonza que não tinha ideia do que estava acontecendo ao redor. A garota soava feito uma porca. — Eu já cuidei dela.

     — Por isso... Ah! Minha cabeça!

     A garota colocou a máscara novamente, a televisão se fora, Peper não sabia onde estava indo.  Enquanto continuava a conduzi-la, cantava uma música de ninar, que soava como uma espécie de tortura.

     O barulho das rodinhas fazia os ouvidos de Peper doerem de forma extrema. Os cabelos de Lilian eram tão grandes que chegavam a bater no rosto dela. Seus pulsos estavam amarrados, vermelhos e doendo.

     Parecia que o efeito do que haviam dado pra ela estava começando a passar, mas Peper continuava a se fazer de grogue para que quando tivesse oportunidade, conseguisse escapar.

     A garota a estava levando pra sala de cirurgia. Os braceletes que a prendiam eram feitos com velcro. Peper aproveitou o barulho estridente emitido pelas rodinhas e resolveu tentar se livrar de suas amarras, mas foi então que ela percebeu a presença de um cadeado dourado do lado oposto do bracelete.

     Ao olhar pra cima, percebeu que Lilian estava observando toda a cena.

     — Eu sei de tudo. — A garantiu em meio a gargalhadas.

 

 

4

363 dias antes

Riley estava cansada de tanto esperar naquela maldita fila da padaria, Nathan havia passado a noite anterior em sua casa e Aiden havia misteriosamente saído do restaurante. Ambos sugeriram que ele não quisesse pagar a conta, mas também perceberam que algo parecia pesar de forma extrema na cabeça do garoto, porém, nenhum deles sabia dizer exatamente o que, pra falar a verdade, nenhum deles nem mesmo conseguia sugerir algo.

     O local estava calmo naquele dia, a padaria não era tão grande, sendo dividida por várias mesas, tanto na parte de dentro, quanto na parte de fora. Emily Fields, uma garota ruiva e Spencer Hastings, outra garota, aparentemente mais velha, estavam de mãos dadas e Riley podia ouvi-las trocarem elogios carinhosos.

     — Próximo. — Disse o atendente, um garoto extremamente bonito, de sobrancelha grossa e pele pálida como a de um defunto. — Próxima.

     Ele corrigiu enquanto soltava um sorriso bobo pra ela, Riley passou seu saco de pães no caixa enquanto pedia um pacote de balas de menta... Droga, ela havia acabado de se lembrar que havia ficado tão preocupada com tudo que estava acontecendo, que acabara se esquecendo até mesmo de escovar os dentes naquela manhã.

     — Seu rosto me parece tão familiar. — Disse o garoto enquanto ajeitava seu crachá com as iniciais da padaria em seu peito esquerdo.

     — Meu nome é Riley. Riley Winter. — Respondeu, olhando embaraçada para suas calças largas e sua regata preta.

     Ele sorriu:

     — Me chamo Ethan. Ethan Hill. — O garoto a cumprimentou. — Mas pode me chamar de John, já que meu nome é Ethan Jona White Hill, mas acho Jona esquisito. Parece... Sei lá, Jonas Brothers, sempre me lembro disso quando pronuncio esse nome. Isso me lembra de uma vez quando estava com a minha irmã e nós corremos por todo o campo e minha mãe vivia gritando e me chamando de John. Na noite seguinte eu fui ao quarto da minha irmã e ela estava toda arrumada pra sair, ela passou um batom rosa, ela adora passar batom. Eu também passo às vezes, mas enfim, você também tem cara de pessoas que amam passar batom, você é bem bonitinha, mas não faz meu tipo...

     — Ethan. — Interrompeu Riley enquanto parecia uma hiena de tanto rir. — Você é engraçado.

     Apesar de ter gostado da reação dela, ele ficou um pouco envergonhado com a situação. Geralmente começava a falar e não parava mais, assim como Aiden, ele não havia sido tão esperto como sua irmã, Maya.

     — Eu também tenho um nome escondido, ele é tão esquisito e vergonhoso que eu nunca disse pra ninguém. É Morningstar. Chega até a ser ridículo.

     Ethan deu aquele sorriso bobo novamente e disse:

     — Lúcifer.

     O garoto digitou algo no computador e a compra de Riley parecia ter sido finalizada.

     — O que?

     — Morning Star significa Estrela da manhã, é como chamavam Lúcifer.

     Riley estava confusa, e então disse:

     — Curioso, muito curioso.

     Ethan pegou uma caneta e anotou seu número de telefone no saco de pães. Sem querer, havia rasgado o saco com a ponta da caneta.

     — Pois então, está certo. — A garota sorriu, Ethan ia dar a nota fiscal para Riley, mas quando se virou, ela não estava mais lá.

 

 

6

O Convite

     — Riley. — Chamou Aiden. — Eu preciso te contar uma coisa.

     Ambos estavam sentados no sofá da sala de estar da casa de Riley, ainda usavam a mesma roupa da noite anterior, ele estava tão cansado que havia até mesmo se esquecido de lavar as mãos, por isso ainda podia ver as pontas engorduradas de seus dedos finos.

     — Diga.

     A sala de estar de Riley era quase idêntica à da casa de Beatrice, composta por uma gigante televisão e janelas que pareciam que iam do teto até o chão e pareciam portas de tão grande. As cortinas eram brancas, para falar a verdade, quase toda a casa de Riley era branca. Sua avó sempre dizia que essa cor trazia harmonia para dentro de casa.

     — Depois que nós saímos do cinema, eu vi uma coisa. — Aiden parecia ter certo receio do que estava prestes a dizer. — A boca do Nathan... Estava sangrando!

     O garoto virou de costas, parecendo não acreditar no que havia acabado de falar. Riley fez uma cara de preocupação, pra falar a verdade, ela parecia mais estar estranhando ele dizer aquilo, do que a própria afirmação.

     — Ah meu Deus! — Disse ela quando Nathan se virou. — Eu bati com o pé de cabra no rosto do...

     — Isso significa que...

     — Riley, é o Nathan!

     Nenhum deles queria dizer a palavra, o que ele era. O impacto daquele pensamento em Riley e Aiden era tão grande que não tinham a mínima ideia do que estavam dizendo. Aquilo era algo extremamente sério, uma acusação como aquela poderia destruir uma vida inocente. Se os habitantes soubessem disso antes da polícia, Nathan seria linchado até a morte no meio da rua.

     O celular de Riley vibrou freneticamente em cima da mesa.

     — Que merda é essa? — Praguejou a garota enquanto mostrava o visor de seu celular para Aiden. Seus olhos brilharam.

 

De: Beatrice Scotte

Para: Você e mais 192 pessoas

 

 

Estão todos convidados para o maior baile de máscaras já criado em Woodsboro.

Pessoas sem máscara não entrarão no baile. Lembrando que a máscara pode cobrir o rosto todo, ou apenas metade, como aquelas máscaras superchiques de carnaval que eu simplesmente amo!

É sempre importante lembrar que devemos celebrar os momentos de alegria, principalmente em momentos de crise, sendo assim, a tristeza nunca conseguirá espaço nos nossos corações.

Fiquem todos em paz e harmonia.

 

XOXOBeatrice.

 

 

     — Então... Que bom que ela está viva! — Disse Riley com certo alivio na voz. — Minhas costas parecem estar soltando, tipo, uns quatrocentos quilos. Você não tem ideia do tamanho da minha preocupação, sério mesmo. Tem um assassino a solta e Beatrice some desse jeito...

     Aiden sorriu.

     — Vai ver foi apenas isso, talvez ela estivesse ocupada organizando o baile de máscaras. Ela nem mesmo deve saber que existe um assassino mascarado a solta.

     — Você acha mesmo que Ghostface seja o Nathan?

     — Nós estamos vivendo no inferno, Riley. — Disse o garoto enquanto puxava seu cabelo pra trás com uma escova. Ele aparentava estar perfeito no espelho da sala dela. — Os demônios estão soltos, e o pior de tudo, entre nós, disfarçados com lindas máscaras.

     Ela abaixou enquanto roia a ponta de suas unhas.

     — Acredite, será apenas uma questão de tempo até as máscaras começarem a se espatifar.

     — Vamos fazer assim. — Disse ela, ignorando a filosofia de Aiden. — Na festa, vou levar uma escuta e tentar arrancar algo dele.

     Aiden esboçou um sorriso maldoso ao se virar de costas para Riley.

     — A farsa acaba hoje.

 

 

7

A mais incrível noite

Ethan estava sem camisa, ele era magro, sendo assim, seu físico era extremamente definido. Seus cabelos formavam um perfeito topete castanho-claro bem no topo de sua cabeça. Seus olhos eram extremamente azuis e seu maxilar fino.

     Seu quarto era pequeno e super simples, com apenas uma cama, um espelho e um guarda-roupas minúsculo, ao lado do espelho havia uma televisão não muito grande e uma escrivaninha. Ethan só colocava a cadeira ali quando tinha que estudar para alguma prova importante, era literalmente impossível colocar uma cadeira ali e continuar transitando pelo quarto, já que a cadeira ocupava o espaço todo.

     — Onde está sua... — Um garoto alto, de cabelos pretos e com tatuagem floral nas mãos e no pescoço entrou no quarto justamente quando Ethan tirava a cueca. — Irmã...

     — Ah meu deus, desculpa. — Suplicou o garoto, extremamente envergonhado e colocando a outra cueca com uma pressa absurda. — Desculpa.

     Nathan sorriu.

     — Ah, não precisa se preocupar.

     Afinal, o que ele estava fazendo na casa de Ethan? Riley e Aiden nem mesmo sabiam que eles se conheciam, mas se você parar para pensar, ambos eram amigos de Beatrice.

     — Eu preciso, hum, falar com a sua irmã sobre a festa que a Beatrice vai dar hoje. — Explicou Nathan. — Queria saber se ela soube o que Beatrice fez esses dias que ficou sumida.

     Ele poderia ser o pior que fosse, mas sempre se preocupara muito com o bem estar de seus irmãos, principalmente Beatrice e olha que ela era a mais velha. Ethan não era assim, mas Maya, sua irmã era, e muito. Ela era uma garota alta, irmã gêmea não-idêntica de Ethan, então você deve imaginar como sua aparência deve ser

     — Bom, que eu saiba, ela nem mesmo falou com a Beatrice e a Riley nesses últimos dias. Elas pareciam um clã diabólico no ano passado, ainda bem que pararam com isso. — Foi então que Nathan se lembrou de todas as atrocidades que Beatrice fizera no ano anterior, as três queimaram todos os livros escolares de Olivia Simmons, uma garota que as três odiavam; quase causaram a morte do diretor da escola após colocaram um ninho de abelhas dentro de seu carro e o que aconteceu com Aiden... Deus, essa foi, sem dúvida alguma, a pior de todas. Nenhum deles poderia imaginar que tudo aquilo aconteceria, chegava até a ser surreal. — Ei, você não quer me levar até a festa? Meu carro quebrou.

     Assim como Aiden anteriormente, Nathan esboçou um sorriso maldoso.

     — Posso sim... Maya. — Disse o garoto enquanto olhava para o corredor e via uma linda garota de olhos azuis se formando. Ela usava um vestido vermelho e corria em direção a Nathan. Os dois s abraçaram enquanto Ethan revirava os olhos de desgosto ao perceber que estava apenas de cueca, Nathan correu e fechou a porta.

     O corredor era pequeno, com apenas mais um quarto e o chão era de madeira e as paredes eram de gesso, as portas eram parecidas com as da casa de Beatrice.

     — Acho que estamos meio atrasados. — Disse a garota enquanto passava o dedo em uma parte borrada de seu batom.

     A noite seria incrível, e todos sabiam disso.

 

8

O Cisne Negro

        Sem dúvida alguma, Riley estava listada entre as mais bonitas do baile de Beatrice, usava um vestido que costumava ser de sua avó quando mais nova. Beatrice certamente perceberia que não era um vestido, bem... Deste século, mas não deixava de ser extremamente espetacular. Quando ela olhava para os garotos da festa, se sentia em uma nova temporada de Orphan Black, todos exatamente iguais, com cabelos pra cima e ternos pretos... E ao olhar para as garotas , se sentia em uma nova edição do Fashion Week, tendo uma variedade tão grande de vestidos que Riley estava até espantada. Aiden usava um terno preto, assim como o de Nathan — e dos outros milhões garotos da festa também —, mas Riley via algo diferente em Nathan naquela noite. Ele parecia mais jovem, forte e... Bonito. Pela primeira vez em anos, Riley olhou para Nathan de uma forma especial.

     Beatrice havia marcado a festa em um galpão abandonado, havia um DJ fantasiado de palhaço e a festa parecia incrível no meio das ruínas. Aquele lugar costumava ser uma fábrica de bonecas, ficava nos limites da cidade, se chamava Doll INC. A fabrica pegou fogo alguns anos atrás, e, desde então, nunca se soube do dono.

     — Vocês também repararam que os assassinatos começaram depois que Beatrice desapareceu? — Perguntou Aiden.

     Nathan parecia desconfortável em pensar aquele tipo de coisa.

     — Me chame de louco, mas acho que Beatrice é a assassina.

     Uma bigorna parecia ter sido retirada da mente de Riley.

     — Eu pensei o mesmo, mas estava com vergonha de falar na sua frente, Nathan.

     Ele envolveu os braços em Aiden e Riley, colocando os dois pra frente, de cabeças erguidas para as ruínas com músicas estrondosas e pessoas entrando por todos os lados.

     — Eu não acho que tenha sido Beatrice que organizou essa festa.

     Foi então que os três pararam pra pensar, aquilo realmente não fazia sentido. Beatrice e Riley sempre foram melhores amigas, se ela planejasse algo desse tipo, Riley seria a primeira a saber. Ghostface pode ter feito algo com Beatrice e pego o celular dela, aquilo fazia mais sentido do Beatrice pegando uma faca e saindo matando todos a sua frente sem motivo aparente. Ela foi por muitos anos uma garota má e completamente cruel, mas ela havia morrido, deixando espaço para uma outra garota, doce e completamente sensível. Um lado maravilhoso de Beatrice que ninguém conhecia até o dia da morte de Lilian. Talvez ela tenha se sentido culpada, afinal, foi tudo culpa dela. Riley sabia disso, e quem quer que esteja lá fora fazendo isso com as pessoas, sabia também.

     — Vocês acham possível a Lilian estar viva?

     Riley fez que não com a cabeça e Aiden a seguiu.

     — Aquela garota ficou completamente deformada quando morreu, o maxilar dela... aquela foto...

     — Aiden, você não precisa se culpar por isso. Não foi você que a atropelou.

     Nathan parecia extremamente desconfortável com a situação.

     De repente, os três viram algumas pessoas vestidas de preto surgindo no meio da mata, uma delas era uma menina de cabelos pretos, um garoto de cabelos louros e uma mulher que parecia beirar nos cinquenta anos, mas estava tão linda que Riley estava com vontade de sair correndo e beijá-la.Cada um deles segurava uma caixa transparente com milhões de máscaras de Ghostface dentro delas. As pessoas corriam, pagavam as máscaras e colocavam em seus rostos feito animais. Uma música ainda mais agitada começou a tocar. Eles sabiam que havia um assassino a solta, mas nenhum deles tinha sequer noção de que aquela era máscara que ele usava, acho que  nenhum deles tinha sequer noção do que estava acontecendo na cidade. Sair a noite com um assassino a solta era extremamente perigoso, ainda mais em uma festa, aquilo parecia ser a situação perfeita, ou uma espécie de disfarce para um ataque maior.

     Havia um telão atrás do DJ palhaço, com uma cobertura, passavam imagens de pessoas dançando, talvez fosse para animar a plateia

     Os três correram para o meio da multidão, cada um correu para um distribuidor de máscaras diferente. Riley foi para a mais velha, Nathan para o garoto e Aiden para a menina.

     Era incrível como ela parecia ainda mais bonita de perto, e agora Riley percebera que ela usava um bonito boné negro — e inclusive, estava cogitando a ideia de comprar um igual assim que saísse de lá. Foi então que aglomeração de pessoas em volta da caixa se intensificou ainda mais. A mulher que antes estava em sua frente, parecia estar a quilômetros de distância agora. Ela ria e sempre respondia as pessoas com um gentil: ''obrigada''. Havia pessoas pulando em Riley para poder pegar uma das máscaras. Ela não consegui nem mesmo pensar direito, o tumulto era grande demais.

     — Sai de cima de mim, Olivia. — Gritou Riley enquanto empurrava uma garota de cachos louros para o outro lado das ruínas.

     Mas algo a fez parar tudo o que estava fazendo, uma coisa diferente de tudo o que havia visto naquela noite. Era uma garota, de cabelos negros e com olhos bem grandes, usando uma máscara que cobria apenas seus olhos. Seu vestido tenta imitar o efeito de penas, como um majestoso e extremamente elegante cisne negro. A garota olhou para Riley e continuou andando cordialmente até uma trilha ao lado das matas. Havia algo extremamente familiar em seu olhar, algo que Riley reconheceria em qualquer lugar, mas ainda sim não conseguia saber o que. Ela a viu de muito longe, era isso. Sem exitar, Riley correu atrás da garota, seu vestido era abaixo de seus joelhos, por isso não precisava segurá-los. Naquele tempo, a música ainda estava extremamente alta, porém, bem menos do que estava lá. A trilha era extremamente estreita , dando espaço para apenas uma pessoa. Encontrando uma bifurcação, Riley viu as penas da garota se arrastando para a direita. Ambas apertaram o passo, o cisne negro olhou para trás e começou a literalmente correr.

     — Ei! — Gritou Riley. A outra garota puxava sua saia para cima, evitando tropeços futuros. — Espera!

     Ela ouviu o barulho de galhos se quebrando, e então deu deu de cara com o fim da trilha. O cisne havia simplesmente sumido. Ela entrara pela floresta, quem quer que fosse, estava com muito medo de ser pega por Riley, Mas quem?

     — Droga — Disse ela enquanto observava a paisagem, o fim da trilha era simplesmente a mata, a trilha acabava em certo ponto e era completamente envolta por pinheiros. Quebrando a música baixa, o telefone dela tocou, Riley pulou.

     — OláRiley. — Disse a voz ao telefone. — Como foi o encontro com a minha amiga?

     Ghostface gargalhou ao telefone.

     — Não mais prazeroso do que o nosso futuro.

     Aquilo realmente poderia ficar perigoso, então andou, não correu, andou na direção oposta em que seguia.

     — Ahpor favorVocê é fracasabe dissoNem mesmo seus pais te quiseramOlhe ao seu redorvocê não tem nadaEnquanto euVocê está nas minhas mãosÉ uma covarde.

     — Você fala com tanta convicção. — Respondeu ela, sem demonstrar medo algum. — Mas não sou eu que me escondo atrás de uma máscara.

     Riley esboçou um sorriso malicioso e colocou as mãos no bolso, podia até mesmo ver as luzes das ruínas brilhando a sua frente. Parece que o DJ palhaço havia ligado dois gigantes holofotes.

     — Você não quer ver meu rosto.

     — Pago pra ver, até. — Afirmou a garota. — E aquele ataque ridículo na casa da Beatrice foi você ou foi aquela que parecia uma galinha preta? A Máscara dela escapou por alguns segundos, eu vi os cabelos escuros voando no ar.

     — Muitas coisas se prendem no ar, não é? — Disse ele, exalando extrema ironia.

     Riley estava andando de costas, atrás dela havia uma espécie de gruta que se formava. E lá estava ela, seus olhos castanhos brilhando em meio a luz da lua, seus cabelos louros ainda estavam quase do mesmo jeito da noite do ataque. Presa pelo pescoço, com a aparência péssima e extremamente mórbida, era Beatrice.

     — O que quer dizer com isso?

     — Olhe pra trás e entenderá.

     Ao virar-se, a última coisa que ouviu foi o barulho do celular se destroçando no chão. Após isso, tudo o que restou foi a escuridão, tensa e extrema escuridão.

 

9

Pretty Little Liars

''Hoje, à dias do Halloween, uma tragédia veio a tona. Foi encontrado o corpo da jovem de dezessete (17) anos, Beatrice Scotte, irmã de Nathan Scotte e filha do famoso empresário Adam Scotte. Ela foi achada pendurada pelo pescoço, isso apenas um dia depois do ataque ao festival de filmes de terror de Woodsboro. A jovem tinha um ciclo de amizade considerável e um canal no youtube, onde postava videos — principalmente cantando e falando sobre diversos assuntos.

Tempos atrás, Beatrice foi acusada de burlar as votações de uma festa da escola de Woodsboro High, tornando o aluno Aiden Dylan e uma garota chamada Lilian Fitzgerald como rei e rainhas. Até então uma formidável atitude, se não fosse pelo fato de Lilian ser uma garota extremamente tímida que sofria ataques constantes de uma estudante não nomeada e um grupo de amigas. Foi então que Beatrice, sendo amiga da lider das garotas, decidiu pregar a maior ''peça'' do ano e jogar um balde de tinta nos dois durante a coroação. Lilian saiu extremamente envergonhada e abalada com a situação, teve seus óculos danificados e não enxergava um palmo a sua frente. Sem a ajuda de ninguém, ela saiu sozinha de lá e morreu atropelada por um motorista anônimo. Seu rosto ficou completamente deformado. Além de sofrer com tudo isso, a pobre Lilian ainda teve o necrotério invadido por dois garotos bêbados, vazaram fotos do rosto deformado dela na internet. Relatos afirmam que a máscara do assassino tem o mesmo formato que o rosto de Lilian havia ficado. Muitos acreditam que é a própria Lilian, que forjara a morte para se vingar de todos que um dia a fizeram chorar.

Também alertamos sobre o desaparecimento de uma jovem loura, de olhos azuis. Mesmas características de Beatrice Scotte, porém mais alta. Seu paradeiro continua desconhecido.

A cidade está em estado de alerta.

Mas não se assustem, crianças.

O jogo está apenas começando.

 

— L.C.''

 

 

     — Foi isso que recebemos hoje de manhã. — Afirmou a garota. — Um link para um blog Tumblr com esse conteúdo.

     Aiden parecia abismado enquanto Maya, Ethan, Nathan e Riley se sentavam a sua frente no mesmo banco em que sentaram anteriormente para comer batatas fritas.

     — Pelo que você me disse... — Afirmou Maya, ajeitando sua calça jeans e sua blusa desbotada. — Estamos falando de Pretty Little Liars.

     — Como assim? — Perguntou Nathan enquanto Aiden fazia cara de desentendido. — A série?

     Riley concordava.

     — Era a série favorita de Beatrice, assim como The Final Girls era o favorito de Aiden. Nesse filme, um cinema é incendiado e a protagonista entra dentro do filme. — Disse Maya. — Assim como Pretty Little Liars fala sobre uma garota chamada Alison, líder diabólica de um grupo de garotas, até que um dia ela simplesmente desaparece e uma grande conspiração começa a girar em torno das cinco quando uma entidade maligna e anônima as aterrorizava. Ela sabia de todos os seus segredos, certa vez, usou a irmã de uma das protagonistas para usar uma fantasia de Cisne Negro como uma distração, faz muito sentido, pelo que a Riley disse, a roupa era idêntica a da  série. Até então, essa entidade assinava mensagens ameaçadoras como A, porém, na sétima temporada começa assinar como A.D.

     Sem dizer nada, Riley e Nathan não pareciam estar dando muita atenção para o que Maya havia dito. Olhavam fixamente para o chão, provavelmente tendo boas memórias de Beatrice.

     Aiden suspirou.

     — Claro, L.C. — Disse o garoto enquanto arrumava seus cabelo castanhos para cima. — Ele imitou a série e matou Beatrice.

     — Gente... — Disse Maya enquanto olhava para os dois, meio sem jeito. — Me desculpa.

     — Não precisa, sério.

     Nathan concordava.

     — Choro não resolve nada, mas tenho uma ideia. Pode parecer louco, mas sei o que podemos fazer. — Respondeu ela enquanto limpava pequenas gotas de lágrima que desciam por sua bochecha.

     Todos se levantaram.

     — Vamos fazer de tudo para Ghostface se arrepender de ter derramado sangue inocente em Woodsboro. — Afirmou Riley.

 

10

Na vida e na morte

     O vestido da garota era uma das poucas coisas bonitas que haviam naquele lugar. Um quarto apertado e extremamente abafado, ela própria estava quase morrendo asfixiada — certo, nem tanto, mas quase.

     — Você precisa pegar o celular da Riley. — Disse a garota. Seus olhos penetravam o fundo da alma dele. — É uma tarefa simples, por favor, não estrague tudo.

     Ela segurava um gigante celular com um aplicativo ligado. Ela não confiava completamente nele, deixar a identidade dela assim tão clara seria uma completa estupidez, ainda mais com ele.

     — E quando eu vou saber quem você é?

     Ambos estavam em um quarto bem apertado, havia um enorme quadro com fotos de Riley, Beatrice, Aiden, Maya, Lilian e todos os envolvidos com seu assassinato. Havia também diversos papéis jogados em cima da mesa, arquivos de adoção, ele não conseguia ler o nome do adotado, apenas que era uma garota.

     — Tudo tem sua hora. — Ela se virou para a mesa, pegou um esqueiro de trás do monitor do seu notebook. Ao lado do quadro que cobria quase toda a parede, havia, na outra parede, gigantes fotos de Beatrice, Riley, Ethan, Maya, Nathan e Aiden. Ela entregou o esqueiro para o garoto. — Esqueci de te devolverAquele dia foi uma correria.

     Ela se olhou em um pequeno espelho, as penas de seu vestido se acentuavam com a luz fraca do ambiente. Diferentemente do que fez antes, agora usava uma máscara que cobria seu rosto por completo.

     — Será que vamos conseguir fazer tudo o que planejamos até o grande dia?

     — Você está aqui pra issonão está. — Disse ela. — Você é ótimo no que faznão é?

     Ao se virar novamente, encarou o garoto. Ele tinha olhos castanhos, assim como seus cabelos. Seu nariz era consideravelmente largo e tinha lábios muito finos, era Aiden.

     — Oh, você não tem ideia.

 


Notas Finais


— ♡

— Precisamos muito da opinião de vocês sobre isso <3

— Até!


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