História Se atraem... - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Tags Bubbline
Visualizações 122
Palavras 1.777
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Sick


Casa da Lumpy - Bonnibel POV'S ON

- Você devia ter visto a sua cara! -ela ria como se tivesse tudo bem. Eu bufei meio irritada- 

- Isso não tem graça, Lumpy! O que o Finn e aquela menina fizeram no terreno da escola... -corei- é muito sério! E se algum engenheiro de obra tivesse pegado os dois?! Isso seria um problema até para quem não tem nada a ver com o assunto! 

- Relaxa aí, Jujubinha! Ou cê tá achando mesmo que ele é o único que faz isso? 

- O quê?

- Ali é o point dos transadores, minha querida, qualquer garota da escola que gosta de abrir as pernas pra qualquer fodedor da escola, sabe que lá, é o local que todo mundo vai pra transar. É como se fosse um puteiro particular que está aberto ao público. 

Juro que não vou me acostumar com o vocabulário dessa garota. 

- Mas a Marceline vai ficar encrencada se isso continuar acontecendo! 

- Na verdade, ela vai ficar encrencada de verdade se você contar alguma coisa. 

- Como assim? 

- Número 1: O fato dela ser Presidente e ter permissão para andar por lá, não quer dizer que ela possa fazer isso o tempo todo, acima de tudo, as obrigações dela como Presidente do Conselho são muito mais importantes do que a Construção da Universidade. Número 2: Fora do prédio principal e dos terrenos que compõem o departamento do Ensino Médio, a Marceline não tem autoridade nenhuma sobre nenhum aluno, porque daqueles terrenos em diante, serão preocupação e dor de cabeça apenas e exclusivamente do Conselho Estudantil da Academia de Ciências Humanas, ela não pode interferir em nada.

- Mas... 

- E três: Mesmo que ela tivesse autoridade para isso, a Marceline não poderia fazer nada em relação aos alunos, simplesmente porque ela é uma aluna também, não pode agir como mãe todo mundo lá dentro, o que eles fazem do terreno do Ensino Médio para fora, é por conta deles. 

Bufei incrédula e meio chateada, eu não imagino o quão difícil seja pra Marceline cuidar de tanta gente ao mesmo tempo, e pior, alguns deles são como a Lumpy, outros são como o Finn, tantos outros como a Flame e mais outros que são como eu. 

Ela deve ser tão ocupada tratando de deixa-los em segurança que eles nem consideram a possibilidade dela sofrer punições severas por má conduta deles próprios. 

Isso não é justo! 

- Mas por que fazer isso na escola? Não podem fazer em casa? -indaguei meio brava e constrangida.

- Bom, tem gente que adora quebrar regras. -Lumpy deu de ombros- Se eu posso me usar de exemplo, acho mais seguro e inclusive, privativo, transar em casa, só pelo fato de que não corro o risco de ser pega por outra pessoa e porque na minha visão, o que se faz a dois não deve ser sabido por três. 

- Nisso eu concordo. 

- Mas se querem que os outros saibam indiretamente, deveriam fazer num motel. As pessoas que vão pra lá não ficam te julgando só porque você ainda é um aluno do Ensino Médio, o que acontece no motel, fica no motel. 

- Você já transou em um motel, Lumpy? 

- Não, é muita preguiça pra pouca distância. -riu de canto- Além do mais, posso fazer isso na minha casa, já que meus pais ficam fora do país o tempo inteiro, mesmo os criados, eles dormem cedo por causa da programação diária, então, não é um problema. 

- Eu não entendo muita coisa sobre sexo, quero dizer, na prática, eu nunca fiz isso. 

- Nota-se perfeitamente! -ela me encarou de soslaio e eu fiquei emburrada: qual é? Esculacha, mas não ofende! - Acho que no seu caso, a Marceline seria uma ótima opção. 

- COMO?! -quase caí da almofada extra grande jogada em seu tapete do quarto, nós nem precisávamos ficar sentadas na cama porque as almofadas foram feitas para suportar nosso peso, como se fosse um puff... 

- Haha, desculpe, é que ela me disse tudo! Eu realmente não queria contar, mas acho que preciso! -os cabelos arroxeados dela pendiam fofamente por suas costas, com largos cachos a serpentearem parte de seus ombros- A Marceline me contou sobre vocês duas. 

- E-Ela... te disse tudo?! -minha cara quase explodiu- 

- Sim. 

- Tudo mesmo?

- Talvez, aí você me fala. -Lumpy se aproximou de mim- Ela me contou que vocês saíram e deram uma volta em Akiba. 

- Ah sim, isso é verdade. 

- Que vocês já se beijaram algumas vezes. 

- T-também é verdade. 

- E que ela quase perdeu o controle. 

- Verda... hein?! ELA TE CONTOU ISSO TAMBÉM?! 

- Jujuba, você é uma Devoradora por trás dessa cara de Santa! -sua careta maliciosa me fez quase estourar os miolos em vergonha, eu não sabia mais o que pensar. 

MARCELINE, SUA IDIOTA! 

*

*

*

*

Academia Internacional de Kanto

Admito que minha sala ficou tão mais cheia que o início do ano. Havia cerca de 50 alunos por sala, algumas, como a minha, tinham até 60, de tanta gente no período integral. 

Mas nada disso vinha ao caso. 

- Bom dia, Jujuba! 

- B-bom dia, Finn...

Eu não consigo mais encara-lo da mesma forma. Depois do que eu vi, simplesmente me recuso a chegar perto dele, não é como se eu sentisse nojo do Finn, é só que... Eu não consigo encara-lo, naquele dia em questão, ao meu ver, eu estava cometendo um crime muito grave ao invadir sua... "Privacidade". Eu acho que no fundo, a Marceline finge não saber dessas coisas para não ter mais dor de cabeça com a escola. 

- Tá tudo bem com você? 

- T-tá sim, eu só, ando meio ocupada com os trabalhos, então... -suspirei num sorriso amarelo- tenho que ir. 

- Ahn, mas somos da mesma sala, ainda. 

- Quis dizer que vou me sentar no meu lugar, Finn. 

- Ah, entendi. -ele riu sem graça- então, até mais! 

- Falou... -estou tentando ignorar aquele pensamento impuro, juro que estou. Mas olhar pra ele me fazia parar no tempo em relação a transa dele no terreno da Universidade. 

Sentei em meu lugar e comecei o dia como sempre...

Bem, eu achava que sim... 

*

*

*

- QUE COMECEM OS JOGOS! -a professora de educação física gritou ao finalmente apitar para todas as salas do Ensino Médio dentro do auditório, eu juro que estava confusa e apreensiva. 

Agora que chegou esta época do ano, começam os Festivais Esportivos nas escolas, o que significa que terei de fazer algum esporte ou participar junto da minha sala em algum jogo contra outra sala. Odeio esse tipo de coisa.

 

"Porque eu me conheço bem o suficiente para saber que sou competitiva demais e irei estragar tudo..."

 

A vice-Presidente do Conselho estava dando instruções no lugar da Marceline, o que já achei estranho, mas ouvi atentamente. Logo em seguida, fomos dispensados para continuarmos as aulas.  Lumpy grudou em mim sorrindo de canto. 

- Jujuba, você acha que o Ensino Médio está mais animado com essas mudanças todas? 

- Parece que sim, muitos alunos da noite estão se dando bem com os alunos do Integral. 

- Pois é, mas o importante é que o Festival seja tranquilo enquanto a Marceline estiver ausente e... 

- Como disse? -parei de andar e lhe fiz parar também, minha cara de descrença e surpresa era enorme- O que houve com a Marceline? 

- Ué, ela não contou? 

- O quê? 

- Marceline está doente, não virá pra escola durante alguns dias. 

Marceline está doente? 

*

*

*

*

Casa da Marceline - Marceline POV'S ON

Minha mãe estava fora, cuidando de uns assuntos importantes lá na escola de Música da Casa de Artes da cidade. Quando fiquei doente, papai ligou de imediato pra ela, mamãe voltou correndo pro Japão só para poder cuidar de mim. 

Ás vezes eu queria ficar doente um pouco mais... 

Eu estava deitada na minha cama, sentindo o efeito da febre; o calor lá fora devia matar qualquer um, mas eu estava morrendo de frio. 

Além da febre, as dores no corpo não passavam e eu tinha dificuldades em respirar, foi difícil, inicialmente, aceitar que fiquei doente, porém, tenho certeza que a Mei vai dar um jeito em tudo enquanto eu estiver fora. 

Ouvi o barulho do sino, saí bem devagar do quarto e me arrastei até a porta, fiquei em choque ao ver a pessoa parada no corredor. 

- J-Jujuba?! 

- Por que não me contou? -ela estava brava, muito brava. Minha surpresa não deixava minha cara em paz, eu sabia que ela ficaria brava caso eu não contasse, mas não queria preocupa-la por algo assim. 

- Por que está aqui? Deveria estar na escola. 

- Responde, Marceline! 

Persuasiva, hein? Vá com calma, a doente da história sou eu! Jujuba entrou sem nem pedir licença, me puxou com tudo para dentro após fechar a porta de casa, tirou os sapatos e me levou até o quarto, fazendo-me deitar outra vez. - Poxa vida, eu te disse para me dizer quando não estivesse bem! 

- Foi de repente, quase ninguém sabe. -foi o que respondi, eu estava me sentindo um pouco cansada- Sério, devia estar na escola. 

- Foda-se a escola, você está doente e sozinha! Não pode ficar desse jeito em casa sem ninguém pra cuidar de você! 

- Whoah, Bonnibel Bubblegum quebrando regras e dizendo "foda-se a escola"?... -ri de canto- eu preciso ficar doente mais vezes. 

- Nem pense nisso! 

- Ok, ok... -bufei e me ajeitei na cama, ficando mais confortável- Tem comida na geladeira, você já conhece a casa, então... só faça como quiser... 

- Marceline... -sua voz mudou do nada, ficando mais doce e gentil, aquilo me chamou a atenção, tentei encara-la rapidamente, porém fiquei com um pouco de tontura. Segurei na borda da cama e logo senti os lábios rosados e macios encostados nos meus, fiquei um pouco feliz com essa atitude, ainda que me preocupasse ela pegar a minha gripe- Por favor, não me esconda as coisas, é como se não confiasse em mim para te ajudar... 

- ... 

Eu não sabia o que responder, seu olhar era de preocupação e tristeza, me senti mal por não ter dito nada. Baixei a cabeça e suspirei profundamente. - Desculpe... 

- Só fique deitada, tá bem? EU vou fazer chá verde pra você... 

Sorri, Jujuba me cobriu e beijou minha testa, indo até a cozinha e me deixando feliz com sua atitude. Ela realmente largou tudo o que estava fazendo na escola só para cuidar de mim?

. . .

Juro que quero ficar doente mais vezes.

 

 



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