História Se Eu Ficar - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Divergente
Personagens Albert (Al), Andrew Prior, Beatrice "Tris" Prior, Caleb Prior, Christina, Ezekiel "Zeke" Pedrad, Jeanine Matthews, Lynn, Marcus Eaton, Natalie Prior, Peter, Shauna, Tobias "Quatro" Eaton, Uriah, Will
Tags Divergente, Fourtris, Shailene Woodley, Sheo, Theo James, Tobias, Tris
Exibições 177
Palavras 3.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello, it's meeee 😄😄😄
Me amem, pois eu voltei na velocidade do Hamtaro! 🐹❤

Sim, gente... estamos no finalzinho da Iniciação da Abnegação... Dumbledore não deixaria isso acontecer 😂😂😂
Mas enfim...

Obrigada pelos favs e pelos coments. Vcs são demais 😍😍😍

Aproveitem e...
Sigam-me os bons! 😊😊😊

Capítulo 15 - Last Day


Fanfic / Fanfiction Se Eu Ficar - Capítulo 15 - Last Day


》Beatrice

Acordo sentindo o raio das dores musculares dos últimos dias. Depois de todo o esforço carregando provisões, descobri músculos que eu nem sabia que existiam... Se bobear, até meu cabelo dói.

Desço a escada da minha beliche e vejo que fui a última a acordar. Susan está esticando o lençol em sua cama. Lynn está no meio do quarto escovando os dentes e conversando com Marlene. Ao mesmo tempo.

- Maijaí, eu veju com a minha imã xi ela dixcola algo pra gentchi! - Lynn diz, com a boca cheia de espuma. Me pergunto se Mar entendeu alguma coisa.

- Bom dia, Beatrice! - Susan me cumprimenta enquanto cambaleio até minha cômoda para catar uma roupa e esperar quem quer que esteja no banheiro sair. Ou é a Christina ou a Lauren, já que nenhuma das duas está à vista.

Tenho vontade de perguntar o que tem de bom porque sei qual é a programação de hoje e não estou nada feliz em relação a isso, mas retribuo sua saudação.

- Aí, Beatchuíce, voxê xabe o que vamux fagê hoji?

Dessa vez eu entendi, e até responderia, se não fosse Marlene cair na risada após saírem um monte de bolhas da boca de Lynn enquanto ela falava. Vejo Susan tentar contar o riso. Não funciona muito, pois a risada de Marlene é contagiante.

- Então... Hoje é o dia em que doamos sangue, lá na sede da Erudição. - digo meio carrancuda, quando todas nós nos recuperamos da crise de riso.

- É O QUÊ? - a escova de dentes de Lynn cai no chão.

- Ih, lascou... - Marlene murmura.

- Qual o problema? - Susan pergunta timidamente.

- É a Lynn... ela desmaia quando vê sangue.

- Sério, isso? - Chris pergunta, saindo do nosso banheiro e Lynn entra para enxaguar a boca.

- Ih, eu não vou, não! - ela diz ao voltar.

- Claro que vai! Me arrastou até a sede da Amizade. - retruca Marlene.

- Então como é que você cortou a palma da mão na Cerimônia de Escolha? - Chris quis saber.

- Eu não cortei. Falei com o tiozinho lá, o Marcelo, Mário, sei lá...

- Marcus. - digo.

- Esse aí mesmo! Aí expliquei a situação e ele falou que era para eu pousar a mão sobre o recipiente da facção que eu escolheria e cá estou eu!

- Eu estava tão nervosa que nem me lembro disso... - deixo escapar, me lembrando desse dia decisivo.

- É que foi na base da encolha mesmo!

- Mas espera aí... se você não pode ver sangue, como é que você lida todo mês com, sabe, "aqueles dias"? - Chris faz aspas com os dedos.

- Então, eu também não fico nesses dias. É a única coisa que eu agradeço a existência da Erudição. Eu tomo um anticoncepcional não sei das quantas aí, que acabou com essas visitinhas mensais dos infernos.

- Eu também só os agradeço por isso. - digo. - Eu tomo os anticoncepcionais da Erudição também, mas são para me livrar das cólicas e regular a menstruação. - tenho certeza de que meu rosto cora, mas ninguém diz nada.

- Ou seja, por isso a Lynn saiu da Audácia, já que o que a gente mais vê por lá é sangue. - Mar diz.

- E por isso eu saía batendo em geral de lá! - diz Lynn.

- Verdade! - Marlene sorri e depois fica séria, coisa rara. - Mas foi ela quem decidiu por nós, já que foi a primeira a fazer a escolha. Para qualquer facção que ela fosse, Uriah e eu iríamos junto! - revela.

- Eu nada! Minha irmã veio para cá, aí uni o útil ao agradável. Quem decidiu foi a Shau mesmo!

Só então entendo o refúgio que significa a Abnegação, embora seja a facção mais injuriada, caluniada e difamada. E também compreendo a complexidade e segredos que seguem quem vem parar aqui.

- Então, depois desse papo mulherzinha, eu digo ao povo que fico!

- Nada disso! - Marlene contesta. - Você vai! Eu até diria que ia te arrastar pelos cabelos se você tivesse cabelos, mas te arrasto pelos membros mesmo.

Deus queira que eu não veja o Caleb! Juro que se eu o vir por lá, bato nele de novo e não há Tobias que me segure!

Para melhorar meu humor, tenho que aturar Lauren de conversinha com Tobias no café da manhã. Eu sei que eles têm que conversar, que são os instrutores e blá blá blá. Mas precisa ser tão perto? Aqui é a Abnegação, caramba! Sou ciumenta mesmo, e daí?! E devido à isso, acabo queimando minha língua com o chá que estava bebendo, já que não podia comer nada antes de ir doar sangue. Isso que é começar o dia com o pé direito.

》Tobias

Parece estranho o fato de doarmos sangue para a Erudição, mas para os integrantes da Abnegação e da Amizade a prática é considerada uma boa-ação. Porém, qualquer pessoa, de qualquer facção pode doar sangue ao hemocentro.

Graças a Deus, Beatrice não cruza com Caleb na sede da facção. Fiquei atento e receoso, mas somente fomos conduzidos a uma sala de espera do hospital geral da cidade - o único -, que fica na sede da Erudição mesmo. E é onde nos encontramos agora.

Christina e Peter verificam o local de seus braços onde a agulha foi inserida. Will encara uma parede branca à sua frente, com a nostalgia marcada em seu rosto. A garota loira que foi vê-lo no Dia da Visita passou por nós em um dos corredores, mas não parou para falar com ele, apenas lhe deu um aceno de cabeça. Até entendo, devido ao atrito entre as facções. Mesmo assim, deve ser difícil. 

Beatrice está com a cara fechada desde o café da manhã e não sei porque permanece assim, já que não viu o irmão. Lynn está lívida, pálida como uma folha de papel, apertando a mão de Susan e de Uriah, que está fazendo caretas de dor. Estou prestes a perguntar se ela tem aicmofobia, que é o medo de agulhas, quando seu nome é chamado.

- Você não precisa fazer isso se não quiser... - Susan lhe diz, baixinho.

- Não, eu vou. - Lynn diz após respirar fundo e engolir em seco.

Marlene havia ido antes e permanece na sala para fazer companhia para Lynn. A sala é toda feita de vidro, então dá para ver tudo o que ocorre em seu interior. Não estava entendendo nem um pouco do pânico vívido pelo qual Lynn estava passando, enquanto ela tem seu sangue recolhido e o rosto virado para o lado oposto.

Quando chega a vez do último frasco, Marlene, que estava afagando os ombros da amiga, a chama para lhe dizer algo. Lynn vira o rosto para olhá-la e seus olhos são atraídos para o frasco quase cheio, e é então que tudo se encaixa quando... ela simplesmente desmaia.

- E lá vamos nós... - Uriah murmura.

Prendo a respiração enquanto a enfermeira retira a agulha do braço de Lynn, coloca um chumaço de algodão no local da picada, para em seguida pôr um frasco contendo um líquido incolor sob suas narinas para que ela inale o odor.

Após alguns segundos ela volta à si, meio desorientada, mas feliz por ter ido até o fim e posso respirar, aliviado.

- Liga não, gente! - diz Uriah. - Isso é normal, já presenciamos uns vinte apagões da Lynn!

- É! Essa é a minha heroína! - Marlene diz ao acompanhá-la para fora da sala, com os braços ao redor de seus ombros. Lynn revira os olhos para os dois.

- Não se esqueçam que ainda posso vencer vocês numa luta.

Na volta para casa, no início da tarde, encontramos Zeke e Shauna na praça brincando com uma menininha ruiva. Shauna acena, mas Zeke faz questão de vir falar conosco. Ao meu lado, Beatrice bufa.

- Oi, povão! E aí, Quatro! Beleza? - ele olha para Beatrice. - Olá, Be-a-tri-ce!

- Oi, E-ze-ki-el. - ela diz, rígida e sarcástica. Zeke fica emburrado e me contenho para não rir da cara que ele faz.

- Aí, Zeke! Tá com medo de levar outro pontapé na canela? - Uriah começa a rir do irmão.

- Experimenta levar um bicudão da baixinha raivosa!

- Pena que eu não mirei mais em cima! - Beatrice diz, para surpresa geral. Seu rosto oval está carmim. Não sei se de raiva ou vergonha. Provavelmente os dois sentimentos.

- Espera aí, Beatrice! - Lynn interpela. - Eu quero ter sobrinhos! Quando é que você vai dar um bebê para a minha irmã, Zeke?

- Calma aí! - ele arregala os olhos. - A gente só tem cinco meses de casados!

- Aposto que você já nem lembra o dia de aniversário do casamento de vocês! - Uriah provoca.

- Claro que sei! - Zeke exclama, indignado. - Shauna fez questão que fosse no primeiro dia do mês pra eu nunca esquecer!

Tive que rir. Se toda vez que nos encontrássemos fosse leve e agradável desse forma... Bom, não posso imaginar uma vida melhor.

- Tobias, eu posso falar com você um minutinho? - pela primeira vez em meses eu vejo Zeke sério e com preocupação no olhar.

- Claro! - olho para Lauren.

- Tudo bem, eu os levo de volta! - ela me tranquiliza.

- Prometo não demorar. - Zeke nos diz.

Ele me conduz até o banco onde Shauna ainda está brincando com a menina de cabelos vermelhos, que não deve ter mais que um aninho de idade, vestida inteiramente com vestes de um cinza tão claro, que é quase branco e uma touca rosa-bebê, que contrasta com o tom de suas madeixas.

- Oi, Tobias! - Shau me cumprimenta.

- Oi, tudo bem?

- Receio que não... - ela olha de relance para a menininha, que agora está catando pedrinhas molhadas de neve no chão, a alguns metros de distância.

- Qual o problema?

- A gente não tem mais com quem falar sobre isso... - Shauna começa. - Bem, tudo tem início quando ainda estávamos na Audácia. Eu tinha uma amiga que era um ano mais velha que eu e se chamava Amy. Ela se apaixonou por um garoto daqui da Abnegação enquanto ainda estávamos no colégio e na Cerimônia de Escolha ela fez o que ninguém esperava: se transferiu para cá.

- Eles se casaram e tudo, conseguiram o que mais queriam. - Zeke a ajuda na historia. - Mas alguns meses depois a Amy quis falar conosco quando a gente estava na escola. Ela estava trabalhando no prédio dos Níveis Superiores e faltava algumas semanas para a nossa Cerimônia de Escolha. Ela estava com uma expressão péssima, me disse que o marido havia morrido. E que ela havia dado à luz uma menina havia alguns meses. Mas o motivo real de ter nos procurado era que ela havia descoberto que estava com leucemia. Em estado terminal.

- Essa é a hora em que você descobre que não viemos para a Abnegação por amar a filosofia que a facção dita. - Shauna me fita diretamente nos olhos. - A Amy pediu para que nós viéssemos para cá, sabia que Zeke e eu estávamos juntos. Ela queria ficássemos com a pequena Red quando ela partisse, pois ela não tinha mais ninguém com quem deixar a bebê. Ela morreu hoje. Acabamos de vir do hospital. Eu estava tomando conta da Red desde que a Amy estava impossibilitada e a levava sempre para visitar a mãe.

Red, suponho que seu nome tenha relação com a cor de seus cabelos, se aproxima de nós e deposita um pequeno punhado de pedras em meu colo, olhando para mim com olhos verdes penetrantes, balbuciando sílabas soltas.

- Não é a coisa mais linda? - Zeke passa um dedo na bochecha gorducha de Red.

- Sim. Mas o que pretendem fazer? Adotá-la? - indago.

- Sim, era por isso que também queríamos falar com você. Sabe com quem devíamos falar nesse caso?

Iria indicar Marcus, mas não quero deixar que algo tão puro quanto um bebê chegue perto dele. Então digo para eles falaram com a Natalie. Afinal, além dela ser um amor de pessoa, seu marido, Andrew, também faz parte do Conselho.

Red sobe em meu colo e fica batendo em meu rosto com as mãozinhas geladas.

- É impossível resistir à ela. - digo, mesmo levando vários tapas ardidos.

- Pois é... - Zeke concorda. - Mas acho melhor você voltar para os monstrinhos iniciandos. - ele pega Red no colo. - Manda um beijo para a Be-a-tri-ce!

Fico meio desconcertado com o que ele diz, embora saiba que é palhaçada dele, além dele ser comprometido.

- Vai, fica zoando ela... Natalie Prior é mãe dela!

- Parei! - ele levanta uma mão em rendição, já que o outro braço está ocupado com o pesinho embrulhado em agasalho cinza.

- Obrigada, Tobias por nos ajudar. - Shauna ainda tem alguns costumes da Audácia, como me abraçar para agradecer e se despedir. Fico sem jeito. - Sempre pego desprevenido mas demonstrações de afeto. - diz ao me soltar, com um sorriso.

- De nada. Se precisarem, contem comigo!

- E nos visite no Natal!

Não prometo nada. Ano passado passamos o Natal e o Ano-Novo juntos, mas eles ainda não eram casados. Mesmo assim fiquei sentindo que estava segurando vela. Se eu comparecesse, esse ano seria mais embaraçoso para mim.

Ao caminhar de volta para o apartamento meus pensamentos vagueiam sobre as razões diversas que levam uma pessoa a escolher a Abnegação. Essa facção pode ser injustiçada, mas uma coisa é certa: quem ela amparou, não irá desampará-la, quem necessita dela nunca a deixará ser extinguida.

O apartamento estava estranhamente silencioso. Na sala estão apenas Lauren e Will jogando cartas e Christina gritando "BINGO!" sempre que um ponto era feito por um dos dois, mesmo que o que eles estivessem jogando fosse tudo, menos bingo.

- Cadê o povo?

- Se entupiram de biscoitos e foram tudo dormir. Aparentemente, tirar sangue dá sono. - Christina responde.

- Por que seu rosto está sujo? - Lauren pergunta.

- Hein?

Ela se levanta e vem até mim, com um pano de prato úmido, que ela esfrega em meu rosto. Fico imóvel. O que se passa com essas gurias que vem da Audácia? 

Red deve ter me sujado com suas mãos gorduchas. Lauren é alta, seus olhos ficam no nível da minha boca. Ela está muito perto, sinto sua respiração quente no meu pescoço.

- Prontinho!

Quando ela se distancia, vejo um vulto loiro atrás de seus ombros. Beatrice nos observa desconfiada. Seus lábios formam uma linha rígida e vários fios de cabelo caem ao redor de seu rosto. Não gosto do jeito que ela me olha.

Vou preparar o almoço e Lauren me acompanha, me deixando cada vez mais inquieto.

Amanhã se inicia o inverno e a neve cai com mais intensidade, escurecendo a janela e deixando a cozinha na penumbra.

- O Natal está se aproximando. - Lauren comenta enquanto descongela pedaços de frango.

- Sim, o ano passou bem rápido...

- Então, você tem planos para o fim de ano?

- Nada muito concreto... - respondo, sentindo o couro cabeludo pinicar e um calor se espalhar na região da nuca. Levo minha mão ao local.

- Bem... Você gostaria de... passar o Natal comigo?

- Natal? - pergunto. Parece que alguém está comprimindo meu corpo, retardando meus pensamentos. - Desculpe, mas para o Natal eu tenho compromisso.

- Ah... Quem sabe outro dia?!

- Quem sabe... - desconverso.

O resto do preparo do almoço se dá sem nenhum outro sobressalto e durante o mesmo parece que Beatrice evita o meu olhar.

Uriah ficou fazendo gracinha, colocando duas batatas fritas sob o lábio superior para parecer uma morsa e arrancou uma risada dela. Sinto uma pontada no peito.

- Se você der outro chute no Zeke, todos os dias eu imito uma morsa para você! - ele promete.

Após o almoço ela se oferece para lavar louça e eu vou junto, já que todo mundo quer voltar a dormir. Quero saber o motivo de todo seu mau-humor. Mas ela não me dirige uma palavra.

- Vai me dizer quem pôs sal no seu chá? - pergunto ao terminarmos a louça.

- Perdão? - seus olhos grandes e convincentes encontram os meus.

- Por que está tão calada e mal-humorada?

- Por nada! - diz na defensiva.

A pego pela mão e a levo para o apartamento do terceiro andar, onde fomos há algumas noites atrás. Apesar de ainda estarmos no início da tarde, está bem frio, então acendo a lareira.

Ela observa meus movimentos sentada num pufe diante da lareira. Sento-me na poltrona que se encontra atrás do pufe, ficando de frente para as costas de Beatrice.

Levo minhas mãos aos seus ombros tensos. A princípio ela se sobressalta, mas não demora muito a relaxar sob meus toques.

- Vai me falar a verdade agora?

- Como foi o seu dia, Tobias?

De qualquer forma sei que a conversa iria voltar para ela se minha suspeita estiver certa, então respondi:

- Nada muito importante... Lauren me convidou para passar o Natal com ela. - digo de forma casual e fico atento à  espera de sua reação.

- Ah, é? - ela tenta soar indiferente, mas um tom magoado a entrega. - E você vai?

- Está com ciúmes, Beatrice?

- Talvez...

Seguro seus ombros e a viro de frente para mim. Seu rosto está corado.

- Não precisa ficar assim... Eu falei que tenho compromisso. E se é isso que a preocupa, não estou interessado nela de nenhuma forma.

Ela leva suas mãos pequenas ao meu rosto, seguindo cada feição com a ponta dos dedos.

- Acho bom você ir. Minha mãe não estava brincando quando disse que me mandaria atrás de você.

- Adoraria que você fosse me buscar! Mas vou estar lá! Já vi que a família Prior pode ser muito persuasiva.

Dito isto ela se posiciona entre minhas pernas, sentando em uma delas e me beija. Sinto sua língua encostar na minha com o mais leve movimento. A agarro pela cintura e me perco em seu gosto doce ao saber que estamos bem.

Desço meus lábios para a pele alva de seu pescoço, tendo o cuidado de não deixar nenhuma marca. Sinto uma leve mordida no lóbulo da minha orelha e retribuo da mesma maneira.

Percebo que Beatrice prende a respiração diversas vezes quando minhas mãos ou lábios percorrem sua pele. Uma vida inteira na Abnegação, condicionada a reprimir e conter reações consideradas impróprias faz isso.

- Não faça isso consigo mesma! Respire, por favor. - peço.

Passamos o resto da tarde entre beijos, carinhos e conversando amenidades. Quando voltamos para o nosso andar, todos ainda dormiam. Fizemos pipoca e depois eu fui acordar os meninos e ela, as meninas para comer e aproveitarmos aquele último fim de tarde de iniciação que passaríamos juntos.
 


Notas Finais


É com muito pesar no core que digo que esse é o último capítulo da fic e que...

É MENTIRA!!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Só queria ver a expressão de vcs 😂😂😂😂

A iniciação acabou... Tris te! 💔

Lynn 😿💝

Beatrice X Zeke
Quem leva o coração do Tobias?
APOSKJAOPSOKJASPOSAJPOAK

Red 💕💕💕 Quero pra mim

Lauren🌚😒

Todos têm um motivo para estar na Abnegação 😼

Gente, uma perguntinha: vcs estão gostando e acham confortável ler o capítulo assim, narrado pela Beatrice e pelo Tobias ou preferiam quando cada capítulo era narrado por um de cada vez? Então, pelo amor dos filhos que eu hei de ter com Theo James (zoa kkk), comentem, pois eu gostaria de saber a opinião de vcs 😉

Playlist:

🔹Lonely Day - System of A Down
🔹Dou Não Dou - Natiruts
🔹Lonely Boy - The Black Keys
🔹Novo Mundo - Charlie Brown Jr.
🔹Quem de Nós Dois - Ana Carolina
🔹22- Lily Allen
🔹Vagalumes - Pollo
🔹22 - Taylor Swift
🔹Brighter Than the Sun - Colbie Caillat
🔹Canção Noturna - Skank
🔹My Favorite Game - The Cardigans
🔹Fireflies - Owl City
🔹La Tortura - Shakira feat. Alejandro Sanz
🔹That's My Girl - Fifth Harmony
🔹Team - Lorde

P.s.: VAMOS FAZER UMA CORRENTE DE PENSAMENTOS POSITIVOS PRA NOSSA SHAILINDA ABSOLUTA NÃO IR PRESA NOVAMENTE 🙏💖💗

Be Brave!
<4 💙


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