História Se Eu Ficar - Capítulo 16


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Categorias Divergente
Personagens Albert (Al), Andrew Prior, Beatrice "Tris" Prior, Caleb Prior, Christina, Ezekiel "Zeke" Pedrad, Jeanine Matthews, Lynn, Marcus Eaton, Natalie Prior, Personagens Originais, Peter, Shauna, Tobias "Quatro" Eaton, Uriah, Will
Tags Divergente, Fourtris, Shailene Woodley, Sheo, Theo James, Tobias, Tris
Visualizações 304
Palavras 3.682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, gente!!!

BROTEI🌱

Vcs são tudo uns fofos!!! Amo muito cada comentário e cada favorito de vcs, sério! São todos muito importantes e motivadores ❤❤❤❤

Acabou a primeira fase, né, que foi a iniciação
~já rolou beijo e os caramba🌚😏❤😂~
então vamos partir para a próxima!!! 🙇🙆🙌

Espero sinceramente que gostem 😊😊😊

Capítulo 16 - Finally Members


Fanfic / Fanfiction Se Eu Ficar - Capítulo 16 - Finally Members


》Tobias

Hoje, após cerca de um mês de iniciação, finalmente teremos os novos membros da Abnegação.

Durante a minha iniciação, há dois anos atrás, foi um dos dias que eu mais temi, pois era inevitável voltar para a casa do meu pai e reviver os horrores de outrora.

Espero sinceramente que essa iniciação tenha sido tão boa para os iniciandos quanto foi para mim e que eles encontrem um nicho e a felicidade nesta facção. Apesar de saber ontem o verdadeiro motivo de Zeke e Shauna terem vindo parar aqui, sei que eles são realmente felizes pela escolha que fizeram.

Fico com uma estranha sensação de perda. Estava acostumado à rotina de estar o dia inteiro rodeado de gente barulhenta e que se diferem nos mais diversos sentidos. Vou sentir falta dos meus monstrinhos iniciandos, como Zeke costuma chamá-los.

Após o Ano-Novo, meus iniciandos informarão ao Conselho em qual área decidiram trabalhar e hoje mesmo ganharão suas moradias. Quem for originalmente da Abnegação poderá tanto voltar para a casa da família quanto morar sozinho em uma casa nova ou dividir o espaço com outra pessoa. Entretanto, para dividir a casa com alguém, as pessoas devem ser do mesmo sexo. As regras da facção ditam que pessoas de sexos opostos só podem dividir uma casa caso sejam cônjuges ou familiares. Zeke e Shau moraram separados até o casamento, mas claro que davam suas escapadelas quando possível.

Não faço a mínima ideia do que os meninos irão fazer em relação a isso. Sinto que talvez eu tivesse que ter prestado mais atenção neles, em suas atitudes, para poder ajudá-los caso houvesse alguma dúvida. Mas eles parecem estar bem tranquilos quanto a isso. A única coisa que sei é que essa separação irá ser bastante difícil para Uriah e Marlene.

Beatrice aparece na sala e sorri pequeno ao me ver parado na varanda perdido em pensamentos e olhando para o estrago que a neve anda fazendo nas ruas desniveladas do nosso setor. Ela vem até mim, fechando a porta corrediça após fechar a cortina para cobri-la.

- Oi. - ela diz, parando ao meu lado e me olhando.

- Bom dia. - acho fofo quando ela me olha, pois tem de olhar para cima para se dirigir a mim, devido a nossa diferença de tamanho. Sorrio.

- Nostálgico?

- Um pouco... - me posto atrás dela e passo meus braços ao redor de seu corpo, apoiando o queixo no alto de sua cabeça. - Não vou mais te ver todos os dias com a voz rouca e esse rostinho inchado de sono...

Suas mãos cobrem as minhas e seus polegares fazem movimentos circulares sobre o dorso das minhas.

- Pois é... Foram semanas de várias descobertas... Por exemplo, você fala enquanto dorme.

- Sério? - fico tenso e alerta. O que posso ter dito enquanto dormíamos no mesmo quarto? - O que eu disse?

- Apenas o meu nome. - diz suavemente.

Menos mau.

- Você chupa o dedo dormindo, sabia?

- Sim. - ela ri. - Mamãe costumava colocar pimenta no meu polegar para eu parar com essa mania. Daí parei. Mas um tempo depois voltei com o mesmo hábito.

A viro de frente para mim e levo suas mãos aos meus lábios, beijando cada um de seus dedos pequenos. Seus olhos acompanham meu gesto e em seguida ela passa os braços ao redor do meu pescoço. Aqui estamos escondidos do resto do mundo.

- Sabe, eu nunca te vi em nenhum evento de iniciação...

- Não costumava sair muito. Sua mãe sempre quis me tirar do casulo, como ela costumava dizer. Foi por isso que me voluntariei para essa iniciação. - beijo a ponta de seu nariz arrebitado. - O que foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado.

- Ah, e eu poderia saber o porquê? - ela arqueia uma sobrancelha.

- É que eu conheci uma loirinha invocada, sabe? Teimosa e atrevida, que não leva desaforo para casa, mas é altruísta e esperta... Carinhosa. - passo meus dedos em seus lábios rosados. - Quando quer! - completo e ela sorri contra minha mão, com certeza lembrando-se das vezes em que deu ao menos um tapa em alguém. - A conhece?

- Talvez já tenha cruzado com ela por aí...

- E estou apaixonado por ela, mas não diga para ninguém.

- Está? - ela me pergunta com assombro e fascinação.

- Sim. Já não lhe disse antes? - fico confuso.

- Você disse que achava estar apaixonado por ela. - sussurra.

- Pois agora tenho a mais plena certeza.

Acho que Zeke tem razão a respeito do apelido que me deu. Não sou particularmente gentil, mas Beatrice desperta isso em mim.

E é através dessa certeza palpitando em meu coração que eu quero sentir o gosto sincero do amor em minha língua.

Tudo o que preciso fazer é aproximar o meu rosto do seu e capturar seus lábios, invadindo sua boca com a minha língua. E Beatrice apenas se aperta mais contra mim. Quando menos espero, sinto suas mãos sorrateiras, ágeis e mornas em contato com minha pele, por baixo da camisa que estou usando. Finalmente ela ultrapassou a barreira de não conseguir me tocar do jeito que a toco. 

Seus dedos dedilham minha pele, na altura das minhas costelas. Fico meio rígido, pois seus dedos estão muito próximos das cicatrizes que constituem meu ser, que marcam quem eu sou e que fazem parte de mim tão intrinsecamente quanto eu posso dizer que faço parte delas. Sei exatamente onde cada uma se encontra, mas não sei quando cada uma delas foi posta permanentemente ali. Algumas se misturam à outras, formando uma só.

Dou um apertão em sua cintura e ela arfa contra minha boca. Sorrio internamente, já que meus lábios estão ocupados com outra coisa no momento.

Ela está com uma espécie de vestido, de modo que não posso sentir a pele macia e delicada de suas costas, contudo, posso sentir perfeitamente seu corpo moldando-se ao meu: o formato de suas costas estreitas e sua cintura, encaminhando minha mão sutilmente para seu quadril; minha cabeça encaixada na curvatura do trecho entre seu pescoço e ombro; seus beijos suaves no ponto logo abaixo da minha orelha; uma de suas pernas no meio das minhas e suas mãos, que agora tem seus dedos entrelaçados aos meus.

Ela sorri para mim, seus olhos azuis - meu céu particular - se estreitam nas pontas e eu ergo nossas mãos unidas para afagar seu rosto.

Noto o contraste de sua pele contra a minha, minha cor ligeiramente mais morena que a sua, que é quase tão branca quanto a neve que cai lá fora.

- Oush... Cadê o povo? - uma vozinha singular ecoa, vinda da sala.

- Já acordou com a corda toda, né, Miss Umbrella!

Não resisto e beijo sua boca novamente, mordendo seu lábio inferior ao encerrar o beijo.

Entramos na sala juntos para não levantar nenhuma suspeita e cumprimentamos Mar e Uri, que estão entretidos em sua amigável contenda matinal.

Quando todos acordam e dão o ar da graça, tomamos o café da manhã, no qual eu fico feliz ao ver o comportamento de cada um de meus ex-iniciandos. Apesar de ainda carregarem muitos traços de suas antigas facções, vejo que conseguirão se adaptar perfeitamente aqui.

- Então, gente! - Lauren começa a falar com entusiasmo. - Vamos a um último jogo antes de irmos para nossa cerimônia!

- UHÚÚÚÚ!!!! - Marlene ergue os braços acima de sua cabeça.

- Sim. - concordo, pois me lembro da última atividade do cronograma pela qual passei durante minha iniciação. - Aqui já prendemos a observar nosso próximo, a atender suas necessidades antes de qualquer outra coisa e para que isso ocorra, é preciso estar atento aos mínimos detalhes. - olho bem para o rosto de Beatrice ao dizer isso. Ela revira seus lindos olhos para mim, mas fica vermelhinha.

- Que tal brincarmos de Assassino, Detetive e Vítima? - Lauren diz em forma de sugestão e todos se animam, com Marlene gritando seu "UHÚÚÚÚ!!!!" característico.

- A GENTE SEMPRE BRINCAVA DISSO NA FRANQUEZA!!! - Peter e Christina exclamam juntos e ficam atônitos com o fato.

- Ih, veio daí... - Chris murmura após alguns segundos.

Nos sentamos numa ampla roda no meio da sala. Susan distribui os papeizinhos dobrados para todos, dois deles contendo um "A" e um "D", de Assassino e Detetive, respectivamente, enquanto os outros oito contêm a letra "V", de Vítima.

Susan pega o seu e se senta em seu lugar entre Lauren e Peter e cada um de nós desdobramos o pequenino pedaço de papel para saber o que representaremos. Eu pego o "V" e quase bufo. Sempre sou Vítima, nunca consegui ser Detetive ou Assassino.

Dobramos os papéis novamente e nos voltamos uns para os outros, nos entreolhando, estudando nossas expressões faciais e nossa postura corporal.

Will tem a expressão ansiosa e se remexe a todo momento. Acho que o detetive é ele. Chris corre seus olhos escuros por todos nós repetidamente e Susan, Lauren, Beatrice e Peter mantém uma cara de paisagem, enquanto Uriah e Mar não conseguem parar de sorrir nem por um mísero segundo. Esses dois têm probleminhas!

- Ih, esse assassino está demorando demais para se manifestar! - Lynn reclama.

Estou perdido encarando algum ponto no rosto de porcelana de Beatrice quando a vejo dar uma piscadinha mínima para Uriah, que no mesmo instante grita "MORRI!" e se joga para trás. Ela aproveita esse pequeno momento de distração causado pelo escândalo de Uri e sai piscando - e, consequentemente, matando - para três pessoas diferentes: Lynn, Peter e Mar, que estava distraída demais sorrindo e não percebeu, apenas os outros dois anunciaram sua morte figurativa.

Nada mais apropriado do que a baixinha agressiva ser a Assassina. Mas não posso fazer nada, já que não sou o Detetive.

Ela me estuda por um curto tempo, revira os olhos, dá um sorriso enviesado e pisca para mim.

- Morri! - digo.

- PRESA EM NOME DA LEI! - Lauren, que estava ao meu lado, profere as palavras do Detetive.

- Era você? - Beatrice pergunta, surpresa. - Pensei que era o Will.

- Eu também! - concordo.

- Estava só atuando para não ser morto mesmo! - Will diz. Algo bem típico da Erudição.

- Eu tentei te matar, Mar!

- Sério? Poxa, nem percebi! Queria ter morrido...

Jogamos mais seis rodadas depois dessa. Em uma consegui ser Detetive, prendendo Lynn antes que ela tentasse matar Beatrice, pois éramos os únicos ainda vivos. E na última fui o Assassino e consegui vencer ao matar todos. Eu já sabia que Beatrice era Detetive, então nem ousei piscar para ela. A loirinha ficou uma arara comigo. Mas ela se mostrou uma exímia jogadora, camuflando suas expressões de acordo com a situação. Isso é muito difícil quando se é nascido na Abnegação.

Após a brincadeira, já era hora de irmos para a sede da facção, para enfim declarar os membros desse ano. Dessa vez creio que não conseguirei evitar Marcus, porém não me importo.

Me despeço intimamente do apartamento que trouxe mais cor ao cinza que faz parte da minha vida.

》Beatrice

Acordei mais cedo que o normal. Estava ansiosa, mas ao mesmo tempo não queria que a iniciação acabasse. Quando decidi ficar na Abnegação, pensei que os dias se arrastariam insossos e tediosos até que eu fosse considerada um membro, entretanto, olhando para trás, vejo que os dias passaram voando e foram surpreendentemente agradáveis.

Tomo uma ducha rápida, está frio demais. Visto uma túnica nova, típica da facção, meia-calças grossas e minhas botas de inverno. Tudo cinza.

Estou super indecisa, pois ainda não decidi se ficarei na minha antiga casa com mamãe e papai ou se arrumarei um novo lar. Tenho amigas agora, porém não sei se possuo intimidade suficiente para cogitar a possibilidade de dividir uma casa com alguma delas, e, após viver uma vida inteira cercada de pessoas, não sei se conseguiria morar sozinha.

Acho que Susan voltará para casa. Já que seu irmão transferiu-se de facção e agora são somente ela e seu pai. Sua mãe morreu quando ela tinha dois aninhos de idade. Também não sei o que Chris resolveu fazer da vida, mas é quase certeza de que Lynn e Mar irão morar juntas. Tenho curiosidade em saber como está a situação entre elas após a revelação de Lynn; se superaram o ocorrido ou se resta algum empecilho. Mas não quero saber somente por vaidade, eu gostaria saber se poderia ajudar de alguma forma.

Estou acostumada a participar dos eventos de iniciação, fui em todos ao longo da minha vida. É bem tranquilo e aconchegante. Nunca vi Tobias em nenhum dos eventos. Tenho certeza, pois nunca me esqueceria se já tivesse visto aqueles olhos escuros como a noite, que me hipnotizam diariamente e aquela boca que sabe exatamente como me fazer esquecer até o meu nome, como fez nesta manhã, ao declarar-se para mim e me enlouquecer com seus beijos. Mas ainda estou revoltada com ele por ter vencido uma rodada de Assassino, Detetive e Vítima. Quem diria que aquele rostinho bonito seria o Assassino?

Ao chegarmos no edifício da sede da facção, nosso banquinho está no canto direito da parede cor de gelo, com o pé-direito alto. Não lembro de ter visto esse lugar tão apinhado de gente, nem mesmo no Dia da Visita. A Abnegação é bem maior do que eu imaginava.

Com as mãos unidas na frente do corpo, eu e meus amigos ex-iniciandos andamos calmamente até o banco comprido de madeira polida designado à nós, sendo guiados por ninguém mais que mamãe. Reprimi a vontade de dar um berro e pular em cima dela, a envolvendo num abraço de urso. Terei tempo para isso mais tarde.

Sento-me ao lado de Peter, que está observando tudo com os olhos verdes ávidos. Lynn se senta ao seu lado e não deixo de notar que ele movimenta um pouco seu corpo para o lado, para ficar mais perto dela.

Agora um dos membros mais velhos irá ler o manifesto da Abnegação. Não é nada grande, apenas um pequeno parágrafo a respeito de se esquecer de si mesmo e dos perigos da autoindulgência. Até aí, tudo bem... a não ser o fato de que quem irá ler esse trechinho, que não dura mais que dois minutos, será o Alexander Misu. E ele é, literalmente, a pessoa mais velha da facção.

Até que ele começa bem, mas após duas frases a coisa já descamba para um longo processo em que ele tosse por uns cinco minutos ininterruptos. A gente espera, né. Não tão pacientemente assim, já que meu estômago está dando loops dentro de mim à medida que o cheiro da refeição preenche o ambiente. Mas esperamos.

Após 17 demorados e famintos minutos - sim, eu cronometrei seu discurso - ele diz a última palavra. E em seguida, começa o momento do lava-pés, onde cada um dos membros mais velhos lavam os pés dos iniciandos, ou seja, nós. Pode ser qualquer pessoa, desde que seja mais velha que a gente.

- Só quero ver quem vai aguentar o seu chulé, Uri! - Marlene zoa o guri.

Observo as pessoas que vem até nós com uma bacia de alumínio com água. Fico surpresa ao ver papai vir até nós, com um sorriso terno no rosto, ele para diante de Susan e se ajoelha para tirar seus sapatos e lavar seus pés. Marcus, nosso líder, para diante de Christina, que está na ponta extrema do banco. Dona Abigail se adianta até Marlene e é uma verdadeira confusão até Mar parar de protestar para que ela não faça isso, mas como Dona Abigail não arreda o pé de lá, não tem jeito.

Quando acho que já vi de tudo, quem para na minha frente com uma pequena bacia prateada é Tobias. Tento disfarçar aquele momento em que você tem aquela parada cardíaca, além daquela vontade marota de agarrar o menino.

Quando cada um de nós temos uma pessoa para nos mostrar o altruísmo que cerca a facção, começa a parte chatinha de tirar os nossos sapatos. Tobias desliza as botas e as minhas meias para fora dos meus pés com toda a delicadeza do mundo. Seus dedos demoram-se na sola e nos meus dedos, fazendo com que eu estremeça e me contorço no banco, implorando para ele acabar logo com aquela tortura.

É um alívio quando ele mergulha meus pés na água morna - graças a Deus porque está fazendo um frio miserável! Depois pega uma toalha de cor salmão e me seca suavemente. Durante todo o processo seus olhos não desgrudaram dos meus.

Caço minha mãe com meus olhos e minha respiração trava quando a encontro e ela está olhando para nós dois com uma ternura desconcertante. Para completar, não sei o que Tobias arruma no meu pé, que começo a rir descontroladamente.

- Tá... faa-zendo cooos-quinha... - consigo dizer entre risos, enquanto ele põe minhas meias de volta.

Isso tudo dura cerca de dez minutos. Foi legal. Ele estende a mão para me auxiliar a levantar e eu a aceito, mesmo relutante.

Depois somos levados para uma sala adjacente, com, tipo, muita comida. Mesmo!

Jesus, eu estou no Paraíso!!!

Me encontro com tanta fome que sou capaz de comer até os pratos dispostos em cada uma das mesas enormes que estão espalhadas pelo aposento, cada uma sala contendo travessas com os mais variados tipos de comida. Semivegetarianas, claro.

Nos postamos em nossos lugares, que nós mesmos escolhemos. Susan se senta à minha direita e Will à minha esquerda, ou seja, ela me servirá e eu o servirei, já que é dessa maneira que compartilharemos a refeição.

- Capricha no meu prato, pelo amor de Deus! - peço a Susan num sussurro. Acho que os até integrantes da Audácia, morando nos confins do chão conseguem ouvir os roncos da minha barriga.

- Pode deixar! - ela diz, rindo do meu pedido.

Tobias está na mesa ao lado da minha, enchendo o prato de Uriah, que está quase babando sobre a toalha de mesa.

Diante de cada travessa tem uma plaquinha informando do que se trata cada iguaria. Há torta de cebola, empada de palmito, croissant de peito de peru com molho de tomate, salada de beterraba, cenoura e vagem, quiche de abóbora e gelatina multicolorida para a sobremesa.

Susan coloca de tudo um pouco no meu prato, que comparado ao prato de Uri, não tem nada. Demora um tempinho até que eu esteja satisfeita. Acho que vou sair daqui rolando.

Após a sobremesa, nos despedimos de forma amigável. Essa provavelmente é a iniciação onde vários protocolos são quebrados. A facção tem um cuidadoso padrão de falta de contato físico, mas ninguém está ligando nem um pouco para isso. Marlene me abraça apertado por um longo tempo. Toda vez que ela abraçava alguém, uma pequena fila se formava atrás dela para cumprimentar a pessoa em questão.

Uriah me abraça e me surpreende ao beijar minha bochecha. O encaro e de repente fico surpresa com sua beleza. O tom de sua pele bronzeada, os olhos escuros, brilhantes e alertas, seus traços, todos proporcionais. Ele percebe e me lança uma piscadela. Ele sabe que é bonito e deve ter sido assim a vida inteira, ou não carregaria esse ar de convencimento no rosto. Ao contrário de Tobias, cujo sorriso é sempre tímido, como se o simples fato de alguém ter se dado ao trabalho de mirá-lo fosse uma surpresa.

Cumprimento todo mundo e não acho Tobias em canto algum ao correr meus olhos pelo ambiente.

Shauna, irmã de Lynn, está com uma bebezinha linda e ruiva, no colo, que ela diz se chamar Red e me abraça também, dizendo que o bom filho à casa torna. Ezekiel está atrás dela e fico aguardando sua próxima gracinha.

- O que foi? - Shauna pergunta. - O gato comeu a sua língua, Zeke? Tá com medo da menina? Olha, Beatrice, quando quiser, pode bater mesmo, sem pena, que é para ele aprender!

- Ih, nem doeu! - ele diz. 

Lembro de seus gritos e sorrio.

- Quer que doa? - Shauna indaga. - Porque se quiser, eu estou aqui.

Rio deles, mas me lembro da minha missão e pergunto para eles se eles viram Tobias, então Shauna me aponta um corredor distante, dizendo que ele estava lá da última vez que o viu.

Alguém põe as mãos em meus ombros e me gira para me olhar. Quase fico decepcionada ao ver mamãe e papai, que se revezam para me abraçar.

- E então, filha, já se decidiu a respeito de casa? - minha mãe pergunta. Ela devia saber que sou a pessoa mais indecisa do mundo.

- Eu acho que vou voltar para casa mesmo, até que eu me sinta segura a respeito de morar sozinha. - digo meio hesitante e envergonhada, porém, meus pais sorriem para mim como se eu tivesse lhes dado a melhor notícia.

- Filha, estou te achando meio dispersa... Está com algum problema? - meu pai e sua percepção aguçada.

Droga! Acho que minha estratégia de ser sutil ao procurar Tobias não está dando muito certo...

- Ãhn? Não... Não, é que eu estou tentando me certificar de que não me esqueci de me despedir de ninguém. Nada para se preocupar, pai.

Mamãe me encara com uma expressão de você-não-me-engana-te-conheço-há-mais-de-dezesseis-anos que me deixa inquieta.

- Não precisam me esperar, eu vou acompanhar a Susan, já que é caminho para casa e ela é nossa vizinha. - Susan havia me dito que voltaria para a casa do pai mesmo.

- Tudo bem, querida. - minha mãe beija minha têmpora e papai afaga minha bochecha.

Agora tenho mais espaço para procurar Tobias. Esse edifício é enorme, mas não desisto e sigo a direção que Shauna indicou.

Entro em um corredor amplo e deserto, que se bifurca em outros dois, mais estreitos, quando, do nada, uma mão me puxa para um deles, me joga contra a parede e, no meio da escuridão, lábios conhecidos encontram os meus com sofreguidão.

 


Notas Finais


A cada cap que eu posto é menos um cap da fic, ja pararam pra pensar nisso? Nossa, bateu a bad agr...
~Enfim~

Todos se tornaram membros, graças a Deus! E sem nenhuma morte!
*AMÉM, VERONICA ROTH*
🙏🙏🙏

Esse foi mais um capítulo de transição mesmo, para a coerência dos próximos.
#FourTris antecipando a despedida 😊😊😊
Fofos❤💗❤

ASSASSINO, DETETIVE E VÍTIMA! QUEM NUNCA BRINCOU DISSO?! 😍😍😍😍 #SAUDADESDAINFÂNCIA

Abnegação é divertidinha! 💖

Beatrice e Uriah sou eu na vida em relação à comida 😂😂😂😂

Zeke e Shau 😹😻

Então foi isso,gente ☺
O que virá daqui por diante? Me digam, deem sugestões, comentem, favoritem, solicitem amizade, me sigam, façam o que quiserem!

Até breve! 😘

Playlist:

🔹In The Night - The Weeknd
🔹A Cera - O Surto
🔹É Isso Aí - Ana Carolina
🔹New Americana - Halsey
🔹Stressed Out - Twenty One Pilots
🔹Quase Sem Querer - Legião Urbana
🔹Lutar Pelo Que é Meu - Charlie Brown Jr.
🔹Lisztomania - Phoenix
🔹Starlight - Muse
🔹Bizarre Love Triangle - Frentel
🔹O Segundo Sol - Nando Reis
🔹Hurricane - 30 Seconds to Mars
🔹Vambora - Adriana Calcanhotto
🔹Telegrama - Zeca Baleiro
🔹Modern Love - David Bowie

Be Brave!
<4 💙


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