História Se Eu Ficar - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Exibições 46
Palavras 3.516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hallo.

Preciso confidenciar aqui rapidinho o quanto estou feliz pelos comentários e favoritos do capítulo anterior. Obrigada por me darem essa chance, pessoal. Espero não decepcionar vocês! :D

O capítulo demorou, mas saiu. Espero que gostem. Boa leitura.

Capítulo 2 - O dia que não terminou.


Domination da banda Pantera soava nos meus fones enquanto eu tentava dispersar meus pensamentos da Omncom Media. O cansaço por correr alguns minutos initerruptamente naquela esteira começou aparecer, fazendo com que eu ofegasse como uma louca. Diminui a velocidade e comecei a caminhar, fazendo com que a esteira parasse aos poucos. Quando a mesma finalmente parou, fechei meus olhos e me apoiei para tentar recompor meu folego.

Sentia minhas pernas moles como gelatina, mas ao mesmo tempo meu corpo estava leve como uma pluma. Abri os olhos quando um dos fones foi tirado do meu ouvido sem permissão. Olhei de soslaio para o lado e sorri ao ver Gaara me encarando com a sobrancelha franzida quando colocou o fone em seu ouvido.

- Lembro muito bem de alguém ter dito que esse tipo de música é coisa de louco. – sibilou, enquanto seu sorriso aumentava.

- Dessa vez tenho que concordar com você. Essa banda é legal. O som perfeito para liberar endorfina. Estou bem mais relaxada agora. Obrigada, Gaara.

- Você admitindo que eu tenho bom gosto... Está aí uma coisa que não vemos todos os dias...

- Não seja um chato.

- Então está a fim de liberar endorfina? – seu tom era divertido.

- Bom, uma boa parte já foi.

- E a outra parte?

- Seja objetivo, Gaara. – pedi, já tendo uma ideia do que ele queria.

- Quero repetir o que fizemos da ultima vez.

- Não acho que seja uma boa ideia. Se continuarmos com isso, vamos entrar num caminho sem volta. E eu prezo muito nossa amizade. – respondi, enquanto fitava aquelas orbes cristalinas.

- Sakura... – hesitou antes de formular algo. – Eu sei muito bem separar as coisas, e posso ver que você quer isso também.

- Não quero me envolver dessa maneira.

- Não há envolvimento nenhum. Só sexo.

Desde o inicio sabia no que estava me metendo quando dormimos pela primeira vez, mas ouvir essas coisas fez com que eu me sentisse estranha.

- Não vai dar, Gaara.

- Tudo bem.

Um silêncio perturbador se formou entre nós.

- Bom, não vou atrapalhar seus exercícios. Minha aula vai começar agora. A gente se fala depois.

Dito isso, Gaara me deu as costas e caminhou graciosamente pelo extenso corredor entre os aparelhos da academia. Tinha certeza que a partir daquele momento as coisas mudariam entre nós.

Esse negócio de amizade colorida nunca funciona.

**

O final de semana havia passado em um borrão e logo já era hora de começar tudo de novo. Como de costume, acordei atrasada e consequentemente, também chegaria atrasada no trabalho.

O dia tinha amanhecido chuvoso e o frio era bem vindo. Amava essa época.

Chegando ao hall do prédio, notei que havia uma movimentação incomum e aquilo me deixou apreensiva. Sabia que algo não estava certo.

Adentrei no elevador e esperei que chegasse ao meu andar. O movimento ali era ainda mais intenso. Caminhei a passos largos até minha mesa e fiquei mais aflita quando vi um bilhete de Kimimaro.

“Vá a minha sala assim que chegar.”

Aquele sentimento de que algo ruim estava para acontecer me invadiu.

Olhei para os lados e vi que não tinha nem sinal da Karin e Hinata. Respirei fundo e segui para a sala de Kimimaro. Bati duas vezes e pude ouvir sua voz abafada me pedindo para entrar.

Fechei a porta atrás de mim e o sondei cautelosamente. Sua feição não era a das melhores e dali já pude ter uma ideia do que aconteceria.

- Sente-se.

Fiz o que ele pediu e o encarei.

- Sakura, as coisas aqui na Omncom Media não vão ser mais as mesmas. – sua seriedade fez com que eu me remexesse na cadeira desconfortavelmente. – Eu disse que tudo mudaria a partir da nova direção e é exatamente isso que está acontecendo.

- Onde eu entro nisso?

- A filosofia do senhor Uchiha é totalmente diferente da qual estávamos acostumados com o Kakashi. O nosso rendimento aqui não está sendo o suficiente, e isso ficou evidente através do monitoramento que foi feito durante a semana passada. Por causa disso, haverá uma enorme pressão para que as coisas melhorem rapidamente num prazo curto. Tudo está sendo avaliado aqui. Desde o horário em que chegamos até o horário em que saímos. – Kimimaro fez uma pequena pausa e voltou a me olhar. – Eu também estou sendo testado, então serei obrigado a mudar minha postura como líder e ser mais rígido, Sakura. Meu emprego também está em jogo.

Assenti com um aceno de cabeça.

- Não vou tolerar mais atrasos, saídas antes do horário e qualquer outra coisa que atrapalhe o rendimento do nosso setor.

- Você fala como se a culpa fosse toda minha. – soltei sem pensar.

Arregalei os olhos quando vi que tinha dito em voz alta.

- Me desculpe, Kimimaro. Por favor.

- Você tem que aprender a controlar sua boca, Sakura. As coisas mudaram, e quero que você tenha em mente que está falando com seu superior.

Algo de muito ruim aconteceu. Kimimaro nunca falaria comigo desse jeito.

- Não vai mais acontecer. – disse, ainda envergonhada. – Posso ir?

- Antes, quero que leia isso. – disse, me entregando um folheto. – É um curso de reciclagem. Há muitas coisas que você precisa melhorar. Não quero ter que chamar sua atenção por algum erro bobo novamente.

Sorri amarelo. Nunca depois de tanto tempo, tive vontade de chorar por causa de uma coisa que parecia tão boba como agora. Trabalhar sob pressão já era ruim, e sendo em algo que não era na minha zona de conforto fazia com que a sensação de fracassada fosse triplicada.

- Alguma pergunta, Sakura?

- Não, senhor Kimimaro. – sua testa franziu. – Vou fazer esse curso de reciclagem.

- As consequências estão me obrigando agir dessa maneira. Estou fazendo isso pelo seu bem.

- Agradeço por isso.

- Bom, era somente isso. Faça esse curso e qualquer duvida não hesite, Sakura. Estou aqui pra te auxiliar.

- Obrigado. – disse, me levantando.

Deixei a sala do Kimimaro com alguns olhares curiosos em cima de mim. Coloquei minha bolsa no braço da cadeira e comecei a trabalhar. Um tempo depois, Hinata e Karin apareceram no meu campo de visão com um enorme sorriso nos lábios.

- Está tudo bem, cabelo de algodão doce? – Karin perguntou, estalando os dedos na minha frente.

- Sim. – forcei um sorriso.

Não queria enche-las de coisas, afinal, tínhamos trabalho pra fazer. Foquei no monitor a minha frente e mal vi o dia passar.

O restante da semana passou rapidamente. Logo já era sexta feira. Minutos antes do almoço, fui chamada na sala de Kimimaro e ouvi mais reclamações. Por um descuido, acabei trocando informações, fazendo com que um documento importante fosse enviado errado.

Saí da sala dele frustrada, sentindo-me a pior pessoa. Mal dei atenção para o que Karin e Hinata disseram e sumi do campo de visão de ambas. Não estava sentindo fome, só queria ficar sozinha para pensar com clareza.

Entrei no elevador e fui para o terraço do prédio. Dificilmente alguém ia pra lá por ser muito alto, mas eu precisava pensar. Senti meu cabelo ser jogado com violência no meu rosto, mas não me importei, afinal, amava ser tocada por aquela brisa fria. Fechei os olhos e segurei todas as lagrimas que queriam sair.

Minha vontade era de voltar ao escritório de Kimimaro e pedir demissão, mas não podia fazer isso, pois as contas dependiam desse dinheiro. E fazer tal coisa seria minha sentença de fracasso.

Traduzir livros era um trabalho paralelo. Amava fazer tal coisa, mas não dava para viver somente com isso.

- Dia difícil? – uma voz rouca soou bem próxima.

Não me dei o trabalho de olhar para saber de onde vinha. Pouco importava minha falta de educação agora.

- Mais do que o normal.

Um silêncio pairou um momento.

- Achei que somente eu vinha aqui. – soltei aleatoriamente.

- Aqui é um bom lugar para por as ideias no lugar.

- Dia difícil também? – questionei, ainda sem saber com quem conversava.

- Talvez não tão ruim quanto o seu.

- Não há nada ruim que não possa piorar. – sorri amarelo.

- Essa é sua filosofia? – o estranho questionou.

- Nesse momento, sim. – suspirei.

- Isso é preocupante.

- Preocupante seria se eu decidisse pular daqui de cima. – brinquei.

O silencio voltou a nos atormentar.

- Deveria levar isso a sério?

- Meu humor às vezes é bem ácido. Não leve isso a sério.

- Entendo.

- Minha loucura ainda não chegou a esse ponto.

Tentei ajustar meus fios, mas o vento não colaborava.

Cheguei mais perto do parapeito e observei a cidade abaixo de nós. Cruzei os braços embaixo dos meus seios e me distrai com o prédio ao lado que estava em construção. Ouvi um pigarro ao meu lado e respirei fundo ao sentir um cheiro convidativo.

- Pretende ficar aqui por muito tempo?

- Não colocarei minha brincadeira em prática se é isso que quer saber. – tentei não sorrir. – Só preciso de mais uns minutos antes de voltar ao expediente.

- Voltarei aqui para me certificar disso. – respondeu, fazendo com que eu abrisse o primeiro sorriso sincero no dia.

Dito isso, o estranho se foi, deixando-me com meus pensamentos.

**

- Não acredito que me chamou pra sair. – Ino disse, enquanto fazia nossos pedidos ao garçom.

- Estava com saudade. Você sabe como fiquei atolada por causa do livro.

- Mas não é só isso. – me encarou tentando descobrir se havia algo a mais. – Desembucha, Sakura. O que houve?

- É só uma coisa no trabalho. A semana foi tensa. Preciso beber algo forte. – respondi, olhando todo o local. – Gostei daqui. É um lugar agradável.

- Eu te disse. – sorriu, jogando suas madeixas loiras para trás.

Depois da terceira dose de tequila, balancei as mãos freneticamente como se aquilo fosse fazer o gosto ruim sair da minha boca. Sai e Ino sorriram quando viram a careta que eu fiz.

Quando outra cerveja foi estendida em minha direção, não pensei duas vezes ao leva-la direto a boca. Sai foi ao banheiro e nos deixou a sós.

- Não sei se é impressão minha, mas tem um homem lindo ali no bar olhando pra cá. – disse, com um sorriso enorme nos lábios.

Fiz a menção de seguir seu olhar, mas fui surpreendida com um tapa no braço.

- Ai! – reclamei. – Está louca?

- É pra disfarçar, Sakura.

- Ele não vai saber que estou olhando pra ele. Quem é o cara? – indaguei, curiosa.

- É o ruivo que está encostado no balcão.

Olhei na direção que ela tinha falado, mas apenas vi um homem loiro jogando conversa fora com outro homem que estava de costas para mim.

- Não vim aqui pra flertar com ninguém. Só quero beber e jogar. – apontei para a mesa de sinuca atrás de nós.

- Mas ele é tão bonito, Sakura.

- Ino, entenda uma coisa: eu tenho sorte no jogo e azar no flerte. E eu não quero terminar na cama de um desconhecido.

- Não vai bancar a santa agora, né?

Preferi não responder.

Quando Sai voltou para a mesa, deixei-os a sós e caminhei até a mesa de sinuca. Tinha alguns caras jogando e ambos sorriram quando me viram assistir.

- Quer jogar, gatinha? – um deles perguntou animado.

- Vou esperar vocês terminarem a partida. – respondi, ignorando o “gatinha”.

Fiquei ali parada por pelo menos uns vinte minutos. Quando finalmente liberaram a mesa, ajustei as bolas no centro e olhei na direção da Ino, que parecia bem entretida com Sai. Droga, não tinha ninguém para jogar comigo. Suspirei.

Tirei a jaqueta amarrando-a na cintura, e prendi o cabelo no alto, em um coque mal feito. Quando as bolas estavam prontas para irem para a caçapa, vi o loiro que estava no bar se aproximar.

- Posso jogar com você? – perguntou, olhando-me nos olhos.

- Por um momento pensei que fosse jogar sozinha. Não queria pagar esse mico. – sorri.

- Pode apostar que não vai. – respondeu, pegando o taco que estava próximo a mesa.

- Pode começar. – proferi, animada.

- As damas primeiro.

- Pronto pra perder? – encarei-o vendo seu sorriso crescer mais.

- Claro. – debochou.

Demos inicio a partida, atraindo algumas pessoas para nos assistir jogar. No fim da terceira partida, Ino se aproximou com uma expressão triste e tocou meu braço.

- Estou indo embora. Quer uma carona?

- Brigou com o Sai?

- Pela enésima vez hoje. – suspirou. – A gente te deixa em casa.

- Não precisa. Vou terminar aqui, depois pego um taxi.

- Tudo bem. Me avisa quando chegar em casa, tudo bem?

- Tudo bem. – respondi, abraçando-a.

- Tchau, Sakura.

Acenei para Ino e voltei para o bar a fim de pedir mais uma cerveja. Um tempo depois, o loiro da sinuca se juntou a mim.

- Não acredito que perdi para uma mulher como você.

- Uma mulher como eu? – questionei curiosa.

- Não estava levando uma mulher de cabelos rosa a sério, mas me enganei feio. As aparências enganam.

- Ainda não entendi aonde a cor do meu cabelo entra nisso. É só admitir que é péssimo na sinuca. Simples.

- Além de bonita é convencida... – sorriu de lado.

Ah, loiro. Sorrir assim é golpe baixo. Baixissimo.

- Tenho que concordar com você!

- Que é bonita ou convencida? – seu tom era divertido.

- As duas coisas.

- Mas tenho certeza que não levará essa vantagem se jogar com meu amigo. – apontou para o moreno que estava um pouco afastado de nós enquanto conversava com duas mulheres.

- Ele tem o selo profissional da sinuca como eu tenho? – o loiro gargalhou, fazendo com que eu achasse graça também.

- Talvez você não devesse se gabar tanto...?

- Sakura. – sorri, estendendo minha mão.

- Naruto. Volto em um segundo. – antes do Naruto se afastar, segurei sei braço, fazendo com que ele me olhasse novamente.

- Tenho certeza que seu amigo está tentando ganhar alguma coisa ali. Não precisa incomoda-lo. Irei embora daqui a pouco.

- Uma revanche, então? – sugeriu.

- Pronto pra perder mais uma vez?

- Não me subestime, Sakura. – sorriu novamente.

Naruto fez um aceno com a cabeça para que nos fossemos jogar novamente.

Ajustei as bolas no centro da mesa novamente e me assustei quando uma voz soou atrás de mim:

- Agora eu posso jogar com você, gatinha?

Virei bruscamente ao ouvir a voz do idiota que havia me chamado de gatinha novamente.

- Primeiro: não me chame de gatinha. Segundo: não se aproxime de mim. Terceiro: você está me atrapalhando! – disse, enumerando nos dedos.

O homem fez a menção de se aproximar mais, mas resolveu mudar de ideia. Sorri satisfeita por tê-lo colocado em seu devido lugar. Bom era isso que eu achava, pois quando o dei as costas, quase tropecei quando meu olhar cruzou com o homem que estava acompanhando o Naruto.  Sua mão foi ágil segurando meu braço, impedindo que acontecesse uma catástrofe.

Afastei sua mão educadamente, fazendo com que eu achasse graça da situação. Poderia ser mais atrapalhada que isso?  

- Então, Sakura. Vamos ver se seu selo profissional de sinuca é mesmo válido. – Naruto disse alto, fazendo com que o moreno desviasse seu olhar para ele num instante.

- Podemos começar? – perguntei animada.

O álcool estava tomando conta da situação.

- Primeiro as damas. – um sorriso torto brotou no sorriso do moreno, dando-me uma bela visão.

A calça jeans de lavagem escura, junto com uma blusa cinza dobrada no seu antebraço mostrando suas veias saltadas, o deixava ainda mais atraente, afinal, era difícil um homem com um porte como o dele passar despercebido.

Demos inicio a partida e mal vimos o tempo passar. Quando nos demos conta, o bar já estava fechando. Reclamaram algumas vezes, mas nenhum dos dois queria perder. Estávamos empatados cinco a cinco.

- Devo admitir que você joga muito bem.

- Já sabia disso. – respondi, colocando o taco no canto da mesa. – Até queria terminar meu show, mas já está tarde.

Seus olhos me analisaram com cautela. Vi que ele queria falar mais alguma coisa, mas preferiu se calar.

- Foi bom jogar com você...?

- Itachi.

- Itachi. – repeti. – Preciso ir agora. Boa noite! – passei por ele não antes de inalar aquele aroma cítrico que ele emanava.

Parei de frente ao loiro e estendi minha mão para me despedir.

- Acho que você me subestimou, Naruto. Ele também não me venceu. – sorri de sua expressão.

- Talvez tenha sido sorte de principiante. – o tal Itachi respondeu, parando ao lado do amigo.

- Não há nenhuma principiante aqui.

- Se você diz... – seus olhos me fitavam intensamente.

Senti meu rosto esquentar.

- Tenho total certeza disso.

Passei por ambos e fiz um aceno rápido com a mão, deixando o local. Já do lado de fora, coloquei novamente a jaqueta e cruzei os braços na tentativa de afastar o frio. Caminhei até o ponto de taxi, mas o mesmo estava vazio. Pesquei o celular no bolso da calça e pensei em ligar para Gaara, mas ainda estávamos estranhos um com o outro.  

Fiz a menção de ligar para Ino, mas o barulho de um veiculo se aproximando fez com que eu guardasse o aparelho. Pensei que fosse algum taxi, mas bufei frustrada. O veiculo parou e o vidro abaixou, deixando-me apreensiva.

- Posso te oferecer uma carona? – Itachi perguntou, enquanto me fitava com expectativa.

- Não, obrigado.

- Não vai vir taxi tão cedo. Está bem tarde e é perigoso andar sozinha.

- E o que me garante que estarei segura com você? – retruquei.

- Você só vai saber se entrar aqui.

Balancei a cabeça negativamente.

- Olha, não precisa. É sério. – sorri internamente quando vi um taxi dobrar a esquina. – Obrigado, de qualquer forma.

- Tudo bem... – sorriu abertamente. – Até qualquer dia, Sakura.

- Não haverá qualquer dia, Itachi. Boa noite!

Dei as costas e fiz sinal para o taxi.

**

Duas semanas depois...

- Não vai embora? – Hinata perguntou, atraindo minha atenção. – Você não parece bem.

- Preciso terminar isso aqui primeiro. Não se preocupe, está tudo bem.

- Sakura, você não comeu nada o dia inteiro. Apenas bebeu café.

Respirei fundo. Não queria ser grossa.

- Estou bem.

Hinata desistiu de insistir e foi embora me deixando sozinha. Duas horas depois, terminei de ajustar o que estava errado. Desliguei o computador, coloquei a bolsa sobre o ombro e caminhei até o elevador. A falta de comida começou a falar mais alto. Estava sentindo uma leve tontura.

O barulho do elevador indicou que o mesmo tinha chegado. Entrei no mesmo massageando a têmpora e apertei o botão do térreo. Encostei minha cabeça no metal frio e suspirei quando o alivio foi imediato.

- O horário de saída é as seis. Por que ainda está no prédio? – era a mesma pessoa que conversou comigo no terraço do prédio. Tinha certeza.

- O mesmo que você. – não fazia questão de saber quem estava falando comigo.

- O mesmo que eu? – seu tom era divertido agora. – Tenho certeza que não.

- Só estou evitando ter outro dia difícil.

- Isso tem acontecido com frequência?

- Talvez.

- Entendo.

Senti minha cabeça latejar. Passei a mão no rosto e olhei para o painel. Ainda faltavam cinco andares.

- Essa fusão na empresa não te afetou? – resolvi perguntar.

Ainda não sabia com quem estava conversando.

- Não tanto quanto está afetando a você, pelo o que estou vendo.

- Desculpe. Não deveria ter perguntado isso. – disse, virando para encara-lo.

Minha garganta ficou seca. Senti meu sangue esquentar e minhas pernas fraquejarem. Era o mesmo cara que estava no elevador aquele dia. O quão ruim isso poderia ser? Eu realmente deveria ficar calada. E se ele fosse alguém importante? Céus, não dou uma dentro.

Seus olhos me fitavam com expectativa. Tinha certeza que ele queria falar alguma coisa, mas se conteve.

Ele estava magnifico naquele terno preto. Seus cabelos bagunçados e a boca entreaberta enquanto olhava-me com cautela.

Agradeci aos céus quando finalmente o elevador chegou ao saguão do prédio. Olhei mais uma vez em sua direção e sorri fraco antes de deixar aquela caixa de metal. Aquele ambiente tinha me deixado sufocada.

Caminhei a passos rápidos olhando ao redor do hall do prédio. Havia uma mulher estupenda sentada em um dos sofás enquanto olhava sorridente em minha direção, mas sabia que aquele sorriso era direcionado para o cara que me deixou desconcertada segundos atrás.

- Pensei que teria que tira-lo a força daquele escritório, Sasuke Uchiha.

Porra.

Eu não acredito.

Aquilo não era bom. Nada bom. Estava me lamentando com o novo presidente da empresa? Queria fugir, mas as coisas só pioravam a cada momento. Fiquei tão atordoada que acabei indo com tudo na porta.

 O barulho ressoou por todo o lugar, fazendo com que eu ficasse ainda mais constrangida. Minha cabeça começou a rodar instantaneamente, fazendo-me cambalear pra trás e batesse com as costas em outra coisa.

- Você está bem? – aquela voz soou bem mais perto do que deveria.

Não tinha batido em alguma coisa, e sim, em alguém. Especificamente, o senhor não senhor Uchiha.

 Estou ferrada.


Notas Finais


E aí? Devo continuar? Espero que tenham gostado e até breve.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...