História Se eu Ficar - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Se Eu Ficar
Personagens Adam Wilde, Denny Hall, Kat Hall, Kim Schein, Mia Hall, Willow
Tags Se Eu Ficar
Visualizações 6
Palavras 3.030
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - 16h39


Agora tem uma porção de gente no hospital. Vovó e vovô. Tio Greg. Tia Diane. Tia Kate.
Meus primos Heather, John e David. O papai tem quatro irmãos, então ainda deve haver
muitos outros parentes por aqui. Ninguém fala sobre Teddy, o que me leva a pensar que ele
não está aqui. Provavelmente ele está em outro hospital, sendo acompanhado por Willow.
Meus parentes estão reunidos na sala de espera do hospital, mas não é a mesma sala
pequena no piso do centro cirúrgico onde vovô e vovó ficaram aguardando durante a cirurgia.
É uma sala maior que fica no piso principal do hospital e que é muito bem decorada com tons
de malva e possui cadeiras e sofás confortáveis, e exemplares quase atuais de revistas. Todos
ainda conversam sussurrando, como que por respeito às outras pessoas que também esperam,
embora haja apenas pessoas da minha família na sala de espera. É tudo tão sério, tão sinistro...
Volto para o corredor para dar um tempo.
Fico extremamente feliz quando Kim chega; feliz ao ver o seu cabelo preto e longo tão
familiar, preso por uma trança. Ela usa trança diariamente, e todos os dias, lá pelo horário do
almoço, os cachos do seu cabelo grosso já começavam a escapar do penteado, formando
pequenas gavinhas ao redor do seu rosto. Mas Kim não se rende ao seu cabelo rebelde, então,
todas as manhãs, ela volta para a trança de sempre.
A mãe de Kim a acompanha. Ela não deixa Kim dirigir sozinha para lugares muito distantes
e, creio que depois do que aconteceu, não há a menor chance de ela ter aberto uma exceção
hoje. A sra. Schein está com o rosto vermelho e manchado, como se tivesse chorado ou
estivesse prestes a chorar. Sei disso porque já a vi chorando muitas vezes. Ela é muito
emotiva. “Rainha do drama” como Kim costuma chamá-la. “É culpa do gene da mãe judia. Ela
não consegue evitar e acho que um dia, vou ser assim também”, disse Kim.
Kim é exatamente o oposto da mãe, tão divertida e engraçada que ela sempre tem de dizer
“estou brincando” para as pessoas que não estão acostumadas com o seu senso de humor. Não
consigo imaginá-la agindo como a Sra. Schein. Por outro lado, não tenho como fazer muitas
comparações. Não há muitas mães judias na nossa cidade nem muitos alunos judeus na minha
escola. E, aqueles que são judeus, são apenas por parte de mãe ou de pai, o que significa que
eles usam um menorá ao lado da árvore de Natal.
Mas Kim é judia mesmo. Às vezes, janto com a família dela às sextas-feiras, e eles
acendem as velas, comem pão trançado e tomam vinho (é o único momento em que imagino a
neurótica sra. Schein permitindo que a Kim tome algo alcoólico). Eles esperam que Kim
namore apenas caras judeus, o que significa que ela não namora. Ela brinca dizendo que é por
isso que a família dela se mudou para lá, quando na verdade, eles se mudaram porque o seu
pai foi contratado para administrar uma fábrica de chips de computador. Aos treze anos, Kim
teve seu bat mitzvah num templo em Portland e, durante a cerimônia para acender as velas na
recepção, fui chamada para acender uma delas. Todo verão, ela vai para uma colônia de férias
em Nova Jersey, que se chama Camp Torah Habonim, mas Kim a chama de “Torah pegação”,
porque todo mundo vai para lá para ficar com alguém.
— É igualzinho a um acampamento de bandas — brinca ela, embora o meu programa de
verão do conservatório não seja nada parecido com American Pie.
Dá para ver que Kim está aborrecida. Ela caminha rápido, mantendo uma distância razoável
de sua mãe, enquanto elas marcham pelos corredores. De repente, ela ergue os ombros feito
um gato que acaba de avistar um cachorro. Kim vira-se e olha para a mãe.
— Pare! — exige Kim. — Se eu não estou chorando, não sei por que diabos você deveria
estar.
Kim nunca diz palavrões, nem ofensas. Então, fico chocada.
— Mas — retruca a sra. Schein —, como é que você pode estar tão... — soluça — tão
calma quando...
— Chega! — intervém Kim. — Mia ainda está aqui. Então eu não vou me descontrolar. E,
se eu não vou me descontrolar, você também não pode!
Kim volta a caminhar na direção da sala de espera, e a mãe dela vem logo atrás,
caminhando devagar. Quando chegam e veem a minha família, a sra. Schein começa a fungar.
Desta vez Kim não briga, nem a ofende, mas fica com as orelhas vermelhas, e é por isso que
sei que ela continua furiosa.
— Mãe, fique aqui, preciso caminhar um pouco. Volto logo.
Sigo Kim pelo corredor. Ela anda pelo saguão principal, pela loja de presentes e vai até a
lanchonete. Depois olha para a placa de informações do hospital. Acho que sei para onde ela
vai agora antes mesmo que ela própria saiba.
Há uma capela pequena no subsolo. É abafado aqui, e silencioso como uma biblioteca. Há
cadeiras estofadas parecidas com aquelas de cinema e uma música do tipo New Age toca ao
fundo, bem baixinho.
Kim desmorona em uma das cadeiras. Ela tira o casaco — aquele preto de veludo que eu
sempre cobicei desde que ela o comprou em um shopping de Nova Jersey numa das visitas à
casa de seus avós.
— Amo Oregon — diz ela com um soluço e uma tentativa de dar risada. Pelo seu tom de
sarcasmo, posso dizer que é comigo que ela está falando, não com Deus. — Então isso é a
ideia de um hospital para todas as religiões — diz ela, apontando ao redor da capela. Há um
crucifixo pregado na parede, uma bandeira com uma cruz cobre o púlpito e algumas pinturas
da Virgem Maria e do Menino Jesus dependuradas na parede dos fundos. — Temos até uma
estrela de Davi aqui — prossegue Kim, gesticulando na direção da estrela com seis pontas
que está na parede. — Mas e os muçulmanos? Não há nenhum tapete de oração, nem um
símbolo para mostrar em qual direção fica Meca? E quanto aos budistas? Será que não
conseguiram trazer um gongo? Acho que existem mais budistas do que judeus em Portland...
Sento-me numa cadeira ao lado dela. O jeito que Kim conversa comigo é tão natural como
ela sempre faz. Com exceção da paramédica que me pediu para aguentar firme e da enfermeira
que não para de perguntar como estou me sentindo, ninguém mais conversou comigo desde o
acidente. Mas eles falam sobre mim.
Eu realmente nunca vi Kim rezar. Digo, ela rezou no seu bat mitzvah e faz as suas preces no
jantar do Shabat, mas isso é porque é obrigada. Na maior parte do tempo, ela pega leve em
relação à sua religião. Mas, depois de um tempo conversando comigo, ela fecha os olhos,
mexe os lábios e murmura coisas numa língua que não consigo compreender.
Ela abre os olhos e esfrega as mãos uma na outra como se quisesse dizer: é o suficiente.
Depois, ela reconsidera e acrescenta uma prece final.
— Por favor, não morra. Até consigo entender que você tenha motivos para desejar isso,
mas pense um pouco: se você morrer, vamos ter um daqueles funerais cafonas na escola, tipo
o da Princesa Diana, e todo mundo vai colocar flores, velas e bilhetes perto do seu caixão. —
Com o dorso da mão, ela enxuga uma lágrima que insiste em cair. — Sei que você odiaria
esse tipo de coisa.

 

(...)

 

Talvez fosse o fato de sermos muito parecidas. Bastou Kim entrar em cena para todos
deduzirem que seríamos melhores amigas, isso porque nós duas somos meio estranhas,
quietas, estudiosas e, pelo menos externamente, sérias. Não éramos alunas excelentes (nossa
média em todas as matérias era oito), nem tão sérias assim. Encarávamos certos assuntos com
seriedade — música no meu caso, arte e fotografia no caso dela — e, no mundo simplista do
Ensino Médio, isso era o bastante para nos considerar como um tipo de irmãs gêmeas
separadas na maternidade.
Logo de cara, começaram a nos colocar para fazer tudo juntas. No terceiro dia em que Kim
estava na escola, ela foi a única pessoa que se prontificou a ser a capitã do time durante uma
partida de futebol na aula de Educação Física, o que achei certo puxa-saquismo de sua parte.
Quando ela vestiu o colete vermelho, o professor olhou para a sala à procura de um capitão
para o time B e fixou os olhos sobre mim, embora eu fosse uma das alunas menos atléticas.
Enquanto eu colocava o meu colete, passei por Kim e murmurei:
— Muito obrigada pelo que você fez.
Na semana seguinte, nosso professor de Literatura nos colocou juntas para um debate sobre
O sol é para todos. Ficamos sentadas, uma de frente para a outra durante dez minutos, num
silêncio fúnebre. Por fim, falei:
— Acho que deveríamos falar sobre o racismo no Sul ou alguma coisa do tipo.
Kim nem sequer revirou os olhos, o que me fez sentir vontade de jogar o dicionário nela.
Fiquei surpresa com a intensidade com que a odiei.
— Li esse livro na outra escola em que estudei. Racismo é um tópico meio óbvio. Acho que
o lance maior é a bondade das pessoas. Será que elas são naturalmente boas e se
transformaram em más por questões como o racismo, ou somos todos naturalmente maus e
precisamos lutar contra isso com todas as nossas forças? — disse ela.
— Que seja — respondo. — É um livro idiota. — Não sei por que eu disse aquilo, na
verdade, eu tinha amado o livro e tinha até mesmo conversado com papai a respeito da
história (ele estava usando a obra para as suas aulas). Detestei Kim mais ainda por ela ter me
feito odiar um livro que eu amava.
— Está bem, então. Vamos seguir a sua ideia — afirmou Kim e, quando ela viu que tiramos
um seis, pareceu se vangloriar diante da nossa nota medíocre.
Depois disso, simplesmente não nos falávamos mais, o que não fez os professores deixarem
de nos colocar juntas para os trabalhos em dupla e ninguém na escola deixou de acreditar que
Kim e eu éramos amigas. Quanto mais essas coisas aconteciam, mais ficávamos irritadas com
a situação e uma com a outra. Quanto mais o mundo nos unia, mais nos afastávamos e
ficávamos uma contra a outra. Tentávamos fingir que a outra não existia, muito embora a
simples existência da nossa adversária fosse o suficiente para nos manter ocupadas por horas.
Senti-me obrigada a encontrar razões para odiar Kim: ela era daquelas meninas certinhas
que se orgulhava do seu estado virginal, era chata e gostava de se aparecer. Depois, descobri
que ela pensava exatamente o mesmo sobre mim, apesar de saber que sua queixa principal em
relação a mim fosse a de que eu era uma vaca. Um dia, ela chegou até mesmo a escrever isso.
Na aula de Literatura, alguém jogou uma folha de caderno dobrada no chão, bem próxima ao
meu pé direito. Peguei a folha e ao abri-la, li: Vaca!
Ninguém nunca tinha me chamado daquilo e, ainda que eu tenha me sentido furiosa, no fundo
me senti lisonjeada por ter provocado tamanho sentimento digno de receber um palavrão
daquele. As pessoas chamavam a minha mãe de vaca com frequência, provavelmente porque
ela tinha dificuldades de segurar a língua e conseguia ser brutalmente grosseira quando
discordava de alguém. Minha mãe explodia feito uma tempestade de verão, e depois se
acalmava. De qualquer modo, ela não se importava que as pessoas a chamassem de vaca. — É
só um jeito diferente de me chamar de feminista — dizia ela com orgulho. Até mesmo papai a
chamou assim algumas vezes, mas sempre brincando, como se fosse até um elogio. Mas nunca
a chamava assim durante uma briga. Ele sabia muito bem o que era melhor para ele.
Tirei os olhos do livro de Gramática e ergui a cabeça. Havia apenas uma pessoa que
poderia ter enviado esse bilhete para mim, mas mesmo assim, eu não conseguia acreditar.
Olhei ao redor. Todos estavam com a cara grudada nos livros, exceto Kim. Suas orelhas
estavam tão vermelhas que os cachos em forma de gavinhas que recaíam sobre as laterais de
seu rosto pareciam até mais escuros, como se também estivessem enrubescidos. Ela me
encarou. Eu tinha apenas onze anos e, embora fosse socialmente imatura, era capaz de
reconhecer um desafio quando ele estava diante de mim e eu não tinha a menor escolha a não
ser aceitá-lo.
Quando ficamos mais velhas, costumávamos brincar dizendo que a nossa briga de socos foi
um ótimo acontecimento. Ela não só consolidou a nossa amizade como também nos deu a
primeira e provavelmente a única oportunidade de entrar numa boa briga. Em que outra
ocasião duas garotas como nós sairiam na porrada? Eu brincava de luta no chão com Teddy e
às vezes eu até o beliscava, mas sair na porrada? Ele era apenas um bebê, e mesmo que fosse
mais velho, Teddy era o meu irmãozinho e meio que como filho para mim. Cuidei dele desde
as suas primeiras semanas de vida, jamais o machucaria dessa forma. E Kim, que era filha
única, não tinha nenhum irmão para socar. Talvez, na colônia de férias, ela pode ter se metido
em alguma briga, mas as consequências teriam sido horríveis: sermões intermináveis com
conselheiros e um rabino para a resolução de conflitos. — O meu povo sabe lutar como
ninguém, mas com palavras, palavras, muitas palavras! — contou-me Kim certa vez.
Mas naquele dia de outono, saímos na porrada mesmo. Depois que tocou o sinal da última
aula, sem dizer uma palavra sequer, nós duas fomos até o pátio, jogamos a nossa mochila no
chão (que estava molhado pela garoa que não parou de cair, o dia inteiro). Kim partiu para
cima de mim, me deixando sem fôlego. Eu dei um soco na lateral da cabeça dela com o punho
cerrado, como os homens fazem. Os alunos se aglomeraram ao nosso redor para assistirem ao
espetáculo. Brigas eram uma novidade em nossa escola. Uma briga entre meninas, então? Uma
meganovidade! E entre garotas boazinhas ainda, nem se fala! Era como assistir a uma final de
Copa do Mundo no camarote.
Quando os professores nos separaram, metade dos alunos da sexta série estava nos
assistindo (na verdade, foi o círculo de alunos parados ali, ao nosso redor, que chamou a
atenção dos monitores, delatando que algo de errado estava acontecendo). A briga deu num
empate, creio eu. Fiquei com o lábio cortado e machuquei um pulso, sendo que este último
machucado foi causado por mim mesma, quando tentei acertar o ombro de Kim e acertei em
cheio o ferro do poste que segurava a rede de vôlei. Kim ficou com um olho inchado e um
arranhão na coxa, que ela ganhou graças a um tropeção contra a sua própria mochila enquanto
tentava me acertar com um chute.
Não fizemos as pazes com sinceridade, tampouco um cessar-fogo oficial. Logo que os
professores nos separaram, Kim e eu nos olhamos e começamos a rir. Depois que
conseguimos escapar de uma visita à sala da diretoria, cada uma foi para a sua casa,
mancando. Kim me contou que só se ofereceu para ser a capitã do time porque quando se faz
isso no começo do ano, o professor provavelmente se lembrará disso, e assim, no futuro, ele
evitará de te escolher novamente (uma dica valiosa que passei a pôr em prática daquele
momento em diante). Expliquei a ela que de fato eu concordava com a sua interpretação de O
sol é para todos e que ele era um dos meus livros favoritos. E isso foi tudo. Tornamo-nos
amigas, como todos já tinham presumido que aconteceria. Nunca mais levantamos a mão uma
para a outra e, apesar de termos discutido inúmeras vezes, nossos bate-bocas de maneira geral
terminavam do mesmo jeito que aquela briga de socos que tivemos: com um ataque de risos.
Porém, depois que saímos na porrada, a sra. Schein se recusou a deixar Kim vir à minha
casa, convencida de que sua filha voltaria usando muletas. Minha mãe se ofereceu para ir até a
casa dela e acalmar os ânimos, mas acho que tanto papai quanto eu percebemos que,
considerando o temperamento da mãe de Kim, a missão diplomática da minha mãe poderia
acabar numa medida judicial contra a minha família. No final das contas, papai convidou os
Schein para um jantar com frango assado e, embora estivesse claro que a sra. Schein ainda
continuava um pouco receosa em relação à minha família, o que se notava pelas perguntas que
ela fez ao meu pai: — Então você trabalha numa loja de música enquanto estuda para ser
professor? E é você quem cozinha aqui? Que estranho! —, o sr. Schein considerou que os
meus pais eram decentes, que a nossa família não era violenta e convenceu sua esposa de que
Kim teria permissão para frequentar a nossa casa.
Durantes aqueles poucos meses em que estudamos juntas na sexta série, Kim e eu tivemos a
nossa imagem de meninas boazinhas desfeita. Os boatos sobre a nossa briga se espalharam e
os detalhes ficaram cada vez mais exagerados — costelas quebradas, unhas arrancadas,
marcas de mordida. Mas quando retornamos para a escola depois das férias de inverno, tudo
já havia sido esquecido e voltamos a ser as gêmeas boazinhas, quietas e estranhas.
Não dávamos mais importância a isso. Na verdade, essa reputação nos caiu bem com o
passar dos anos. Por exemplo, se nós duas faltássemos à aula, as pessoas automaticamente
deduziam que estávamos com a mesma doença, não que tínhamos cabulado aula para assistir a
algum filme de arte que estava passando na aula de cinematografia numa das salas da
universidade. Quando, por brincadeira, alguém colocava a nossa escola à venda, cobrindo as
paredes com placas e postando anúncios no eBay, as suspeitas recaíam sempre sobre Nelson
Baker e Jenna McLaughlin, nunca sobre nós. Mesmo que de fato fôssemos as culpadas — e
que tivéssemos combinado que só confessaríamos caso alguém tivesse problemas com isso
—, seria difícil convencer as pessoas de que nós éramos as verdadeiras responsáveis.
Kim sempre ria dessas coisas.
— As pessoas acreditam no que querem acreditar — dizia ela.



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