História Se eu fosse assim... - Capítulo 1


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Se eu fosse assim...


Será que as pessoas conversariam comigo se eu não fosse eu? Se eu não "chamasse atenção", seria melhor para todos? Se eu gostasse de dançar, funk, sertanejo, samba, carnaval, as pessoas gostariam de mim? 

Talvez gostassem mais de mim se eu criticasse tudo que não gosto sem mais nem menos, como eles. Aquelas meninas gostariam de mim se eu fosse mal educada como elas? Eu seria conhecida se fosse viciada em netflix (mais especificamente em séries como pretty little liers, teen wolf, vampire diaries, once upon a time, breaking bad, the walking dead...enfim, modinhas), se eu usasse Twitter, se eu sonhasse em conhecer youtubers, se eu assistisse dragon ball, se eu parasse de ser eu, as pessoas iam preferir eu assim?

Será que eu seria popular, se não ligasse para as matérias da escola ou desafiasse professores e autoridades? As meninas gostariam de mim, se eu dançasse funk com elas e ficasse me esfregando nos meninos? Eu seria mais popular, se pouco me ferrasse para o meu futuro? Será que iam me achar menos metida, se eu paresse de fazer redações boas? Se parasse de terminar o dever primeiro ou sequer copiasse? 

Será que meus colegas gostariam de mim se eu parasse de criticá-los? Mas são críticas construtivas. Eu só queria ajudar. Será que eu tenho que fingir gostar de tudo que fazem para que assim finjam gostar de mim também?

Será que aqueles garotos gatos que passaram por mim gostariam de mim se eu simplesmente me entregasse? Eles teriam interesse em mim se eu usasse roupas curtas? Ou saísse com eles, aceitasse perdidos de namoro vazios, ficasse...será que eles gostariam mais de mim assim?

Será que eu teria mais curtidas se colocasse fotos chamativas minhas? É preciso postar um decote para gostarem de você? Será que meus "amigos" gostariam mais de mim se eu conversasse com todos eles? Ou respondesse suas mensagens de "oi linda" como se fosse normal? 

Será que eu seria o orgulho da família, se apenas arrumasse um emprego, cuidasse da casa como uma moça de casa, me formasse e parasse de fazer uns desenhos bonitos, escrever, tocar, me expressar; e fazer algo de útil o dia inteiro? 

Será que minhas músicas seriam boas sim se eu continuasse treinando como louca?

Minhas redações seriam as melhores se eu escrevesse mais e mais?

Minha arte voltaria a ser boa se eu tivesse o que expressar além de vazio? A folha em si já é branca, vazia. Não tem nada. E é como eu me sinto na maioria das vezes. Um vazio em branco misturado de preto & branco. Não cinza, apenas...lado a lado.

Será que as minhas fanfics teriam favoritos e comentários se eu escrevesse qualquer coisa? Será que uma "s/n" é melhor que alguém identificado? Será que se eu escrever daddy kink ou qualquer coisa parecida elas comentariam: "amei"? Será que eu preciso escrever como uma analfabeta no prézinho para ganhar favoritos? Será que eu deveria parar de pensar tanto em roteiro e simplesmente escrever um clichê qualquer como todas as garotinhas de 11/13 anos fazem e são muito amadas? Será que eu preciso estragar meus personagens favoritos em histórias 18 sem sentido algum com eles para ir pros recomendados? Talvez aí me conheceriam e poderiam ver minhas idéias...ou simplesmente ignorar sem por não ser o que aparentam gostar agora.

Talvez eu devesse parar de pensar tanto, de me preocupar tanto, de querer atenção. 

Será que gostariam mais de mim se eu parasse de me achar insuficiente?

Eu não aguento isso. E se. Eu não aguento mais ser rejeitada pelo jeito que eu sou em tudo.

Levantei da minha cama, estava escurecendo e frio. Apenas eu estava em casa. Fui andando lentamente até o sótão, lá tem uma varanda linda.

Não me importava com os pingos de sangue descendo pelo meu braço e sujando o caminho, ninguém ia brigar comigo depois.

Quando cheguei no sótão, abri a porta de vidro da varanda, então o vento gélido da noite invadiu o cômodo, andei até o apoio e olhei para a vista. A lua brilhava lindamente pálida como sempre.

Peguei uma corda que havia deixado escondida no sótão há muito tempo para quando criasse essa coragem que não tive antes, apenas invadia meus pensamentos, mas não ia.

Comecei a amarrá-la em uma das tábuas de apoio  do telhado que o sustentava, era firme. Não iria quebrar, ela aguenta o peso. E então comecei o laço, bem no alto. Claro que eu subi numa cadeira, não posso alcançar o chão.

Espero que um dia as pessoas mudem, vejam que estão erradas,e apenas...melhorem. que dêem a devida atenção a sua geração que aparenta estar perdida. Que eles façam um futuro brilhante e melhor, como deveria ser.

-eu terminei o laço-

Até lá, eu espero que exista reencarnação.





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