História Se eu tivesse... - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que gostem.

Capítulo 3 - Capítulo dois


Enquanto dirigia pelas ruas de NY reparei em como aquela cidade era bonita. Vez ou outra eu dava uma olhada pelo retrovisor para ver se a bêbada-gostosa-e-desconhecida estava bem. Ela estava roncando. Sim, isso mesmo, roncando. Puta que pariu.
Cheguei em frente a minha casa e estacionei na frente da mesma (não perderia tempo colocando-o na garagem).
- E agora? -falei para mim mesma -como vou levar você para dentro?
Resolvi que teria de acorda-lá, não havia outro jeito.
Saí do carro e abri a porta de trás.
- Ei! Acorde! -disse a cutucando e a balançando. Nem sinal de vida. AÍ que ótimo - ACORDA CARALHO! - quando vi já havia gritado e ela abrira seus olhos assustada. -ah...desculpe - Ela me olhava confusa. -Vamos fazer o seguinte -ela não mantinha o foco em mim. Caralho, quanto essa garota bebeu? -me ajude a te levar para dentro e depois conversamos -falei já passando seu braço em meu ombro e a tirando do carro.
Entramos e pelo estado dela notei que não havia nenhuma chance de conseguir levá-la para o quarto no segundo andar, então a coloquei deitada no sofá.
Ela não queria largar meu pescoço e puxava-me para perto tentando me beijar.
- Fala sério mona, você ta podre de bêbada -falei soltando seus braços de meu pescoço -quando esse álcool sair do seu sangue a gente conversa -falei e sai rumo a cozinha.
Peguei uma garrafa de vodka e comecei a tomar enquanto preparava meu café da manhã.
Olhei para o relógio digital na parede e vi que já eram quase sete horas da manhã.
Tomei meu café (que na verdade não era café e sim vodka), e fui para a rede da varanda que ficava no primeiro andar perto da sala para me certificar de que quando a louca acordasse não fizesse merda.
Deite-me lá e comecei a pensar em como eu havia feito tanta merda em uma noite só.

Quando abri os olhos uma forte luz do nosso deus sol queimou meu olhos e chinguei-me mentalmente por abrir os malditos. Não me lembro de como adormeci nem nada. Levantei-me, a garrafa de vodka estava quebrada no chão (devo te-la derrubado), adentro a sala e nem sinal da bêbada que estava no meu sofá. Ai que ótimo.
Escuto um barulho na cozinha e vou até lá.
A garota estava sentada normalmente em uma das cadeiras do balcão comendo uma torrada e bebendo café como se estivesse em casa. Isso é zoeira né?
- Oi -disse ela como quem diz para um conhecido super próximo, a olho confusa -não se preocupe, já vou embora e nunca mais me verá, mas antes me diz uma coisa, a gente transou? -perguntou na maior naturalidade, como alguém que diz que o dia está bonito. Caralho.
- Não precisa ir embora assim, que drama-disse um pouco séria -e não ainda não transamos. Por quê?
- Por nada. Me conte o que eu fiz na noite passada, porque eu não lembro. -disse séria e com o olhar um pouco triste.
Contei o que havia acontecido. Na parte do cara do beco ela ficou apavorada, e um pouco inquieta depois que terminei de contar a história.
- Caralho...eu quase fui estuprada e depois ainda joguei cantada barata pra você? -disse olhando séria para mim -eu sou demais e essa ressaca também, parece que minha cabeça vai explodir a qualquer momento -e ria, sem importar-se com a dor de cabeça e que sorrisso lindo ela tinha.
- Você ainda tá bêbada? -Perguntei um pouco insegura de sua lucidez.
- Não, esse é o meu normal -disse sorrindo -mas agora eu vou embora, não quero que você perca o final de semana todo com uma maluca sem vida como eu -disse enquanto se levantava.
- Não é como se eu tivesse coisa melhor para fazer. -disse sorrindo - vem te levo para casa.
Ela assentiu e foi pegar suas coisas na sala. Enquanto isso fui pegar outra garrafa de vodka e um maço de cigarros na cozinha.
Não é como se eu fosse uma alcoólatra que deveria entrar para os "alcoólatras anônimos", eu gostava de beber e o fazia quando queria. A bebida não me afetava e isso me dava uma certa satisfação por aquele líquido afetar tantos e não a mim. Estranho... Verdade.
Entrei na sala e ela me esperava com sua pequena bolsa no ombro. Quando me viu com aquela garrafa, olhou-me incrédula.
- Como assim? -olhou em seu celular - são 14:56 da tarde, você nem almoçou e ainda por cima está bebendo uma garrafa de vodka - dei de ombros -Você tá bebendo e ainda vai dirigir um carro comigo dentro? Nem fodendo. -cruzou os braços.
Puta que pariu.
- Primeiro, não é como se fosse tivesse alguma moral pra falar comigo assim senhorita-eu-sou-consciente. Segundo, isso aqui -levantei a garrafa e balancei-a - não me afeta em nada. Terceiro, nem fodendo? Quer apostar? -sorri maliciosamente.
- Tá...você tem certeza absoluta de que não me abusou? -sorria e olhava para mim maliciosa.
- Garota, pare. Melhor para você -disse séria -agora, vamos?
- Nunca disse que agia com sensatez. -disse maliciosa.
- Ok, vamos parar de flertar aqui, isso tá meio estranho -ri e a puxei pelo braço para a porta -vamos embora logo, gata -pisquei para ela e a mesma começou a gargalhar da minha tentativa falha de conquistá-la.
Entramos no carro e eu liguei o rádio, tocava uma música qualquer da minha playlist e eu dei a partida.
- Então...eu meio que não sei o nome da minha salvadora -disse ela rindo na parte do salvadora.
- Beatriz madame, mas pode me chamar de Bea -disse fazendo uma reverência com apenas um dos braços e cai na gargalhada. -e o seu donzela?
- Anna madame, mas pode me chamar de...Anna mesmo, não é como se você pudesse diminuir mais meu nome -ela disse rindo e eu também.
Tomei mais um gole da minha garrafa de vodka e ela olhava para mim.
- Caralho mona, você é a mulher maravilha -disse sorrindo.
Eu sorri.
- Isso é um elogio? -Perguntei brincando.
Quando ela ia responder começou uma nova música. Ela paralisou. Me olhou de olhos arregalados e começou a cantar (vulgo gritar) a música.
A música que tocava era " Gangsta's Paradise" do Coolio.

"As I walk through the valley of the shadow of death
I take a look at my life
And realize there's nothing left
'Cause I've been brassing and laughing so long
That even my momma thinks that my mind has gone
But I ain't never crossed a man that didn't deserve it
Me be treated like a punk, you know that's unheard of
You better watch how ya talking
And where ya walking
Or you and your homies might be lined in chalk

I really hate to trip but I gotta lop
As they croak, I see myself in the pistol smoke
Fool, I'm the kinda G that little homie's wanna be like
On my knees in the night
Saying prayers in the street light"

Quando o refrão chegou ela aumentou volume ainda mais.

" Been spending most their lives
Living in a gangsta's paradise
Been spending most their lives
Living in a gangsta's paradise
Keep spending most our lives
Living in a gangsta's paradise
Keep spending most our lives
Living in a gangsta's paradise"

Ela gritava loucamente aquela música.
E eu também.


Notas Finais


É isso ai.
Até logo.
Ps. Essa música é maravilhosaaaa


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