História Se Faz Favor e De Nada - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias B.A.P
Personagens Bang Yongguk, Himchan, Jongup, Zelo
Tags Bang Yongguk, Banglo, Bap, Choi Junhong, Himchan, Himup, Jongup, Kim Himchan, Moon Jongup, Yongguk, Zelo
Exibições 14
Palavras 1.837
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - CAP 4 - É sempre mais


- Tu agora fumas, Zelo?

Tinha mesmo acabado de levar a pontinha do cigarro à sua boca, aquela teria sido a primeira vez que o faria lá na escola, na frente lá do seu amigo. Teria feito um abrigo com ambas as mãos para que o vento gélido não perturba-se o isqueiro que o iria alumiar, e depois de absorver o tabaco uma ou duas vezes, finalmente teria encarado o outro da mesma idade nos olhos.

- Sim, devias de experimentar também! – Tirou o pauzinho branco da boca por uns instantes e depois continuou. – Para me fazeres companhia, para seres fixe comigo!

Dera ênfase, querendo-se totalmente exibir perante o colega. Bem, com isto poderíamos muito bem concluir e dizer sem receio algum, e com toda a certeza deste mundo e arredores, de que Zelo sempre fora (desde jovem) uma certa influência para as outras pessoas. Se era boa ou má, isso seria algo que quem o seguisse poderia vir a dizer a voz alta, conforme aquilo que pudesse sentir.

- Não! – Torcera-lhe o nariz e lhe abanara a cabeça em forma de negação e protesto. – Lá o teu tio não tem ar de gostar de pessoas dessas. – Justificou.

Não lhe respondera logo, àquilo que tão desnecessário achou.
Mal ele sabia, coitado do inocente.

- Otário de merda.

E ali o deixou, sem mais nada lhe dirigir e lhe assoprar para a cara.

Otário de merda por si só, já ofende muito uma pessoa. Na moral.

Não era eu, que iria gostar de ser maltratado assim, especialmente por um pirralho daqueles!

Mas, o que eram birrinhas entre dois seres ainda bebés?

Bebés quais quê, eles eram adolescentes de quê, 14-15 anos…? Jong Up devia de ter uns 16 na altura. Eu e Yong Guk teríamos quê… 20? Por aí.

 

Enfim.

Dizem que os problemas não escolhem idades, eu só vivo conforme nessa tese, defendendo-a com todas as minhas forças. Até ao fim da minha vida.

A minha vida foi pequena em comparação a muitas tantas e foi uma merda daquelas.

(Tanta merda que já disse para aqui)

Continuando.

Como começou? Quando começou? Normalmente, essas são as primeiras perguntas que fazem lá no médico, no psicólogo, no nutricionista. Raramente, nos perguntam o porquê. E os doutores mais imaturos poderiam mesmo vir a dizer que ‘Jun Hong é um adolescente e isso é só uma fase.’

‘Isso passa’.

Mas não passou.

Começou por simplesmente olhar em volta e ver aquilo que o rodeava. Zelo olhava em seu redor, ao início como se nada lhe fizesse querer interessar. Depois, com receio. E depois, entrou em pânico.

Olhava na rua, via as pessoas a passar. Tinha a sorte de ter crescido muito e destacar-se até que de maneira considerável em meio de multidões. Olhava para o espelho das montras e via uma figura que ele achava esguia… mas se calhar não seria assim tão esguia como ele achava em se ser, até porque a sua reflexão no vidro ultrapassava as formas das figuras dos manequins vestidos de roupa linda.

 

Roupa linda.

 

Pessoas magras que a vestem, até que hão-de reparar que se ultrapassarem um bocadinho do vosso chamado ‘peso ideal’, o botão das calças de ganga favoritas não volta a apertar mais.

Zelo não queria que alguma vez isso na vida lhe acontecesse, Jesus Credo! Ele bem viria, lá nos corredores da escola que frequentava, o terror que muitas meninas chegavam a viver só porque eram assim, só porque se vestiam de uma forma e não de outra. Ou porque usavam maquilhagem ou não, ou se tinham manchas ou outras coisas assim ‘não muito normais’ nas suas respetivas caras ou não. Meninas gozadas por outras meninas e, para piorar, pelo menino que teriam um pequeno fraco.

Como isso era horrível. Como Zelo não iria querer isso para si mesmo.

Está bem, Zelo queria ser como a menina bonita e que toda a gente quer comer no Secundário. Sim, qual seria o problema? Ninguém queria estar sozinho nesta vida tão solitária, não é verdade? Eu próprio fiz ‘das minhas’ para que pudesse chamar a atenção de outros rapazes. E eu tinha Jong Up comigo.

Zelo tinha Yong Guk.

 

Mas sabem,

não, eu acho que vocês não vão mesmo entender,

é que é aquela adrenalina de causar a revolta nos outros.

A revolta de que:

Eu sou melhor do que tu e tu não podes fazer nada contra isso porque és um falhado;

Tu queres-me, mas eu não te quero a ti. Porque já tenho outro alguém.

 

Entendedores entenderão.

Sim, eu e o Zelo éramos assim.

Tínhamos que ser assim, para manter quem nós realmente amávamos perto de nós.

Porque eles iam era querer namorar alguém ‘como nós’.

Pois, eu bem disse que vocês não iam entender.

E como a Menina Famosa Do Secundário Que Toda A Gente Queria Comer conseguia fazer, manter, isso tudo?

Esta, é a verdadeira realidade por de trás de uma Menina Bonita:

 

 

 

 

~~

 

 

 

 

Começa com um sair de casa bem cedo de manhã.

Zelo a despedir-se da sua doce mãe como sempre começara a fazer aos fins-de-semana. Um beijo na sua bochecha, um carinho com as pontas dos seus dedos nos ombros dela.

- Não me demoro! Vou correr um pouco.

- Vai lá, filho!

Orgulho da mamã. A mamã que sempre fazia questão de chamar por ele justo na hora em que ele estaria já com a mão pousada na maçaneta, a porta já aberta.

- Jun Hong!

Só a mãe de Zelo lhe poderia de chamar de Jun Hong. Porque os filhos, para as mães, são sempre perfeitos. Não é verdade? Eu também fui perfeito para a minha mãe… ao menos sei disso e tenho a noção e a consciência de tal.

Apesar de tudo.

 

Eu tenho saudades da minha mãe. Apesar de ter saído tão cedo da casa dela.

Mas, mais uma vez, foquemo-nos no Zelo.

Até porque foi ele próprio que me contou todas estas histórias da vida dele enquanto eu partilhei um pouco da minha vida com ele. Então acreditem em mim de que tudo o que vos conto aqui é 100 por cento real.

Eu não minto.

 

Quando ouvia a sua mãe a chamar por si, antes de poder sossegadamente sair de casa aos sábados e dar início a uma sessão de atividade física pela fresca, rodava o rosto na direção dela, mandava-lhe um sorriso sincero e agradável. E, de olhos meios semicerrados, deixara um ‘Sim?’ flutuar longamente pelo ar até que ela continuasse a sua fala. Sabendo já ele, do que se tratava.

Era um pão que ela tinha em mão, um pão que ele não sabia ainda que seria barrado com manteiga no seu interior. E na outra, a sua mãe carregava um pequeno pacote de sumo de garrafinha com rolha. Pela cor, devia de ter sabor a laranja.

- Come pelo caminho, sim?

E o sorriso dela aumentava até fazer diminuir o próprio olhar. Zelo voltava atrás no caminho, pegava no que a mãe trazia consigo, e logo se ia embora. Pelo caminho disse, ‘Sim, claro mãe!’

Coitadinha da Senhora Choi, não mereceu ter um filho mentiroso. Que mal saísse da porta de sua humilde casa desembrulha-se o coitado pão do guardanapo, lhe daria uma simples trinca apenas só para saber o que o acompanhava (vá que a mãe lhe perguntasse o que teria a sandes, só para o testar, porque ela também já andava a desconfiar já à muito tempo) para o voltar a embrulhar, e o deitar no caixote de lixo na via pública. O primeiro que visse a passar pela frente.

Com o sumo, aconteceria igual: beberia para lhe sentir e saber o gosto, depois o despejava para o chão, para a terra, na esperança que fosse lá nascer umas ervinhas verdes bem saudáveis ao contrário de si. A garrafinha do sumo?

Era pontapeada pelo caminho, ao menos exercitava os pés.

 

 

 

 

~~

 

 

 

 

Corria rápido, capuz metido para manter o rosto quente. Rosto rosado e de bochechas bem preenchidas devido ao fôlego descontrolado. Punha uns fones nos ouvidos e não ouvia mais ninguém sem ser o seu coração acelerado a bater.

Aumentara a velocidade e sentia o suor a lhe escorrer pelo rosto. O corpo ficava quente, as mãos vermelhas porque o sangue assim corria por todo o organismo com mais facilidade e precisão ainda. A ponta do nariz começava agora a gelar, estava a chegar o inverno e Zelo ainda se aventurava e corria o risco em ir correr para lá para fora de calções negros e de tecido fluído.

O céu-da-boca doía a pedir água, a tosse começava a se manifestar e o estômago a doer. Talvez rejeitar o pequeno-almoço que a sua mãe lhe teria oferecido teria sido uma má ideia…

 

Não.

Não teria sido mesmo uma má ideia.

 

Era para se ficar lindo e perfeito.

E para se ficar lindo e perfeito, vale tudo e mais alguma coisa nem que isso te custe a vida no final de tudo.

Tira-te a vida, mas ao menos tens um corpo desejado por todos e que finalmente te agrade.

Então, o que viveste até que valeu a pena. Visto assim, nessa perspetiva.

Há que se ver sempre o lado positivo de todas as coisas, mesmo que estas sejam más.

 

A planta dos pés doía, a barriga das pernas ardia. A vida dele era um inferno, então a vida dele seria quente… de tanta gordura que ele chegou a queimar, não é mesmo?

Corre corre corre, na esperança de apagares as vozes maldosas da tua cabeça que simplesmente te dizem ‘Não comas’. Palavras conseguem magoar mais do que valentes estaladões na cara. Era essa vozinha teimosa e manienta que evitava com que tu ouvisses tiros de bala como ‘Tu engordaste?’

 

 

Palavras conseguem magoar mais do que valentes estaladões na cara.

‘Gordo’

 

Palavras conseguem magoar mais do que valentes estaladões na cara.

‘És tão gordo’

 

Palavras conseguem magoar mais do que valentes estaladões na cara.

‘Tens que perder 30 quilos, no mínimo, para seres como tal pessoa!’

 

 

Palavras conseguem magoar mais do que valentes estaladões na cara.

E eram essas mesmas palavras, que corriam na sua mente. Falavam altas e zumbiam nos seus ouvidos. Zelo fechava os olhos iludido, queria escapar-se delas mas não conseguia. Cerrou os punhos, talvez se acelerasse mais a sua corrida matinal conseguisse esquecê-las, então aumentou a sua velocidade.

Mas, mais uma vez, não conseguiu.

 

 

 

 

~~

 

 

 

 

Parou exausto de correr. Teria corrido uma hora e meia seguidinhas.
Começou, primeiramente, de forma lenta. Como tudo na vida começa, igual aos vícios.
Depois, aumentou de velocidade. Até sentir as pernas tremer.
O adolescente estava cansado e atormentado das vozes que se refugiavam dentro da sua própria mente e lhe dizia, tu és diferente dos outros e não o deves de ser.

Sê perfeito, não comas mais, Jun Hong.

 

Não conseguia lidar mais.
A sua respiração estava ofegante, não conseguia falar porque a garganta assim não o facilitaria de tão seca que estava.

Olhou no espelho, ergueu a cabeça.
Isto não é o suficiente. Quero mais e mais.



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