História Se não gostasse, não estaria aqui - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Lu Han, Sehun
Tags Exo, Hunhan, Luhan, Relacionamento Abusivo, Sehun
Exibições 80
Palavras 818
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


AVISO: ¡NÃO FAÇO APOLOGIA A ESSE TIPO DE COISA!
Oi, genteee!!
Eu sei, foi bem do nada isso... Mas eu escrevi essa pequena história há algum tempo, pensando que há exatamente muito disso no mundo, e eu, particularmente, acho uma situação terrível e desrespeitosa. Como disse lá em cima, não estou fazendo apologias e espero que eu deixe isso claro ao fim do história.
Bom, espero que gostem e que e tendar tudo direitinho!
UM XÊRO, MEUS LINDOS!

Capítulo 1 - Mas eu fui


Se não gostasse, não estaria aqui.

Mas eu fui.

 

- Você não pode ir.

Eu estava ridiculamente apaixonado.

Mas, por mais difícil que fosse, estava disposto a sair daquela casa e nunca mais voltar.

- Quem é você para me ditar ordens?

A dor dentro de mim era latente. Minha pele estava marcada e ainda ardia mais do que tudo nesse mundo. Mesmo que a ferida interna fosse muito, muito pior. Era quase impossível não me machucar de alguma forma, eu sempre sairia daquela maneira.

- Sou o filho do seus patrões.

Minha casa fora destruída pela chuva, não tinha para onde ir. Meus amigos ficaram na China e nada podiam fazer por mim na Coréia. Mas ali eu não podia ficar. Não… não mais.

- Você é um sádico sem escrúpulos! Não pode me obrigar a ficar aqui! Você é doente!

Eu chorava. Talvez pela milésima vez desde que havia posto os pés ali. Doía tanto. Céus, como doía! Eu era incapaz de fazer o que deveria, eu era submisso e não conseguia ficar sem olhar dentro dos olhos profundos e negros que me fitavam tão intensamente naquele momento. Era daquele jeito que ele conseguia o que queria, independente de quem se tratasse.

- Mas você gosta. Se não gostasse, não estaria aqui. Desde a primeira vez.

Sehun estava certo. Eu gostava. Mas era daquele jovem que conheci assim que cheguei para trabalhar em sua casa. Ficávamos o dia inteiro sozinhos, enquanto seus pais trabalhavam fora. Eu era apenas um cozinheiro e o único, não havia outros criados além de mim ali, por mais que a casa fosse grande. Eu era apenas designado para fazer as comidas para um adolescente - aparentemente - quieto, como qualquer outro, e sua família. Não estava em meu contrato ser um escravo sexual.

- Eu não aguento mais. Eu vou embora.

-  Você não vai conseguir ficar longe de mim.

-  Vai se foder, Sehun!

Moraria em qualquer lugar com o pagamento de três meses. Um buraco qualquer. Eu só não podia continuar ali.

Sehun puxou meu braço na hora que ameacei destrancar a porta. Seu toque era quente, como eu já conhecia tão bem. Seus dedos compridos se enrolaram em meu pulso, fazendo-me parar.

Eu não queria, mas eu queria.

Sentir aqueles beijos, aquela boca, aquela língua. Seus dentes maltratavam meus lábios e minha tez pálida. Eu gostava do sexo com ele. Eu o amava.

- Fica.

Um sussurro no pé do ouvido me fez mudar de ideia e trancar a porta do quarto de Sehun naquele dia.

Eu o odiava, principalmente pelo fato de o amar. E serei castigado pelo resto das vidas por ser tão ridículo.

O tempo corria e toda aquela interação ficava diferente a cada dia que passava. Primeiramente porque o garoto Oh chegava em casa fedendo a álcool e cigarros caros, sujo de sabe-se lá o quê. Eu me sentia obrigado a ajudar, mesmo que aquela não fosse a minha real tarefa, ser babá. Mas vê-lo num estado deplorável era de dilacerar.

A minha ingenuidade, no entanto, era mais encantadora.

Sehun se aproveitava do banho e me fazia lhe tocar intimamente, sentindo seu membro teso dançando entre meus dedos. Eu me sentia bem antes do ato ser iminente, eu sentia que ele me amava como eu o amava. Porém, logo era invadido sem pena, meus pulsos eram presos e meu rosto era brutalmente lançado contra a parede gélida e sem vida do banheiro.

Os anos passaram e minha estadia naquela casa só me deixava doente. Estava com hematomas de todos os tamanhos, cortes e a apatia era claramente visível em meu olhar. Sem falar dos quilos que perdi. Foram muitos. Sehun se sentia vitorioso, de certa forma, não me dirigia a palavra há seis meses. Seu conflito entre ser gay e não ser gay acabava por afetar principalmente a mim. Seus pais pagavam meus remédios, sem sequer saber que o prejuízo era causado exclusivamente pelo garotinho que havia acabado de ingressar na universidade.

- Luhan, hoje teremos uma visita especial. Por favor, faça o melhor do seu cardápio! - sorri com o comando da senhora Oh, tão gentil. - Conheceremos a namorada do Sehunnie! Não é maravilhoso? - ela curvou os lábios num sorriso exageradamente animado. Eu, contudo, senti aquela pequena faísca de alegria apagar em mim, mas continuei sorrindo para ela.

Aprontei tudo da melhor forma. A comida estava maravilhosa e pronta, juntamente com os pratos e talheres, sobre a mesa. Fui até o meu pequeno quarto nos fundos e pus dentro de uma sacola tudo que me pertencia. Coloque-a nas costas e destranquei a porta de trás da casa, deixando um bilhete sobre o balcão da cozinha e a chave que fora minha por muito tempo.

Sehun havia me dito que se eu não gostasse, eu não estaria ali. Mas eu fui. E fui embora com sentimento de libertação maior, pronto para viver.


Notas Finais


Enfimmm, é isso.
Obrigada por terem lido!!


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