História Se não gostasse, não estaria aqui - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Lu Han, Sehun
Tags Exo, História De Le Paradoxe, Hunhan, Luhan, Relacionamento Abusivo, Sehun
Visualizações 172
Palavras 818
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabs, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AVISO: ¡NÃO FAÇO APOLOGIA A ESSE TIPO DE COISA!
Oi, genteee!!
Eu sei, foi bem do nada isso... Mas eu escrevi essa pequena história há algum tempo, pensando que há exatamente muito disso no mundo, e eu, particularmente, acho uma situação terrível e desrespeitosa. Como disse lá em cima, não estou fazendo apologias e espero que eu deixe isso claro ao fim da história.
Bom, espero que gostem e que e tendam tudo direitinho!
UM XÊRO, MEUS LINDOS!

Capítulo 1 - Mas eu fui


Se não gostasse, não estaria aqui.

Mas eu fui.

 

- Você não pode ir.

Eu estava ridiculamente apaixonado.

Mas, por mais difícil que fosse, estava disposto a sair daquela casa e nunca mais voltar.

- Quem é você para me ditar ordens?

A dor dentro de mim era latente. Minha pele estava marcada e ainda ardia mais do que tudo nesse mundo. Mesmo que a ferida interna fosse muito, muito pior. Era quase impossível não me machucar de alguma forma, eu sempre sairia daquela maneira.

- Sou o filho dos seus patrões.

Minha casa fora destruída pela chuva, não tinha para onde ir. Meus amigos ficaram na China e nada podiam fazer por mim na Coréia. Mas ali eu não podia ficar. Não… não mais.

- Você é um sádico sem escrúpulos! Não pode me obrigar a ficar aqui! Você é doente!

Eu chorava. Talvez pela milésima vez desde que havia posto os pés ali. Doía tanto. Céus, como doía! Eu era incapaz de fazer o que deveria, eu era submisso e não conseguia ficar sem olhar dentro dos olhos profundos e negros que me fitavam tão intensamente naquele momento. Era daquele jeito que ele conseguia o que queria, independente de quem se tratasse.

- Mas você gosta. Se não gostasse, não estaria aqui. Desde a primeira vez.

Sehun estava certo. Eu gostava. Mas era daquele jovem que conheci assim que cheguei para trabalhar em sua casa. Ficávamos o dia inteiro sozinhos, enquanto seus pais trabalhavam fora. Eu era apenas um cozinheiro e o único, não havia outros criados além de mim ali, por mais que a casa fosse grande. Eu era apenas designado para fazer as comidas para um adolescente - aparentemente - quieto, como qualquer outro, e sua família. Não estava em meu contrato ser um escravo sexual.

- Eu não aguento mais. Eu vou embora.

-  Você não vai conseguir ficar longe de mim.

-  Vai se foder, Sehun!

Moraria em qualquer lugar com o pagamento de três meses. Um buraco qualquer. Eu só não podia continuar ali.

Sehun puxou meu braço na hora que ameacei destrancar a porta. Seu toque era quente, como eu já conhecia tão bem. Seus dedos compridos se enrolaram em meu pulso, fazendo-me parar.

Eu não queria, mas eu queria.

Sentir aqueles beijos, aquela boca, aquela língua. Seus dentes maltratavam meus lábios e minha tez pálida. Eu gostava do sexo com ele. Eu o amava.

- Fica.

Um sussurro no pé do ouvido me fez mudar de ideia e trancar a porta do quarto de Sehun naquele dia.

Eu o odiava, principalmente pelo fato de o amar. E serei castigado pelo resto das vidas por ser tão ridículo.

O tempo corria e toda aquela interação ficava diferente a cada dia que passava. Primeiramente porque o garoto Oh chegava em casa fedendo a álcool e cigarros caros, sujo de sabe-se lá o quê. Eu me sentia obrigado a ajudar, mesmo que aquela não fosse a minha real tarefa, ser babá. Mas vê-lo num estado deplorável era de dilacerar.

A minha ingenuidade, no entanto, era mais encantadora.

Sehun se aproveitava do banho e me fazia lhe tocar intimamente, sentindo seu membro teso dançando entre meus dedos. Eu me sentia bem antes do ato ser iminente, eu sentia que ele me amava como eu o amava. Porém, logo era invadido sem pena, meus pulsos eram presos e meu rosto era brutalmente lançado contra a parede gélida e sem vida do banheiro.

Os anos passaram e minha estadia naquela casa só me deixava doente. Estava com hematomas de todos os tamanhos, cortes e a apatia era claramente visível em meu olhar. Sem falar dos quilos que perdi. Foram muitos. Sehun se sentia vitorioso, de certa forma, não me dirigia a palavra há seis meses. Seu conflito entre ser gay e não ser gay acabava por afetar principalmente a mim. Seus pais pagavam meus remédios, sem sequer saber que o prejuízo era causado exclusivamente pelo garotinho que havia acabado de ingressar na universidade.

- Luhan, hoje teremos uma visita especial. Por favor, faça o melhor do seu cardápio! - sorri com o comando da senhora Oh, tão gentil. - Conheceremos a namorada do Sehunnie! Não é maravilhoso? - ela curvou os lábios num sorriso exageradamente animado. Eu, contudo, senti aquela pequena faísca de alegria apagar em mim, mas continuei sorrindo para ela.

Aprontei tudo da melhor forma. A comida estava maravilhosa e pronta, juntamente com os pratos e talheres, sobre a mesa. Fui até o meu pequeno quarto nos fundos e pus dentro de uma sacola tudo que me pertencia. Coloque-a nas costas e destranquei a porta de trás da casa, deixando um bilhete sobre o balcão da cozinha e a chave que fora minha por muito tempo.

Sehun havia me dito que se eu não gostasse, eu não estaria ali. Mas eu fui. E fui embora com sentimento de libertação maior, pronto para viver.


Notas Finais


Enfimmm, é isso.
Obrigada por terem lido!!


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