História Se você o ama, então diga - Capítulo 1


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Categorias EXO
Tags Exo, Kim Minseok, Minseok, Oh Sehun, Saico, Sehun, Sexiu, Xiuhun, Xiumin
Visualizações 105
Palavras 584
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


「 p. s. i love you 」

Capítulo 1 - Orvalho no parapeito da sacada


Fanfic / Fanfiction Se você o ama, então diga - Capítulo 1 - Orvalho no parapeito da sacada

O telefone não parava de tocar, a secretária eletrônica atendia a maioria das ligações, pois Minseok não estava disponível para conversação. Não fazia diferença se era manhã ou noite, ele apenas caminhava pelo apartamento como fantasma de si mesmo, recolhendo as partes da destruição que Jongdae havia deixado para trás, negociando dilemas silenciosos enquanto comia sobras de comida fria.

O cheiro do café era convidativo, Minseok colocou um pouco na sua caneca sem esquecer-se de servi Jongdae também, ele segurou as duas canecas em ambas as mãos, as descansando sobre a mesinha de canto, ao lado do porta-retratos do falecido, o bip soou e a sua mãe estava no viva-vos:

“Misi, meu amor, aqui é a mamãe, você está bem? Está tomando banho? Não se esqueça de escovar os dentes, embora não tenha nenhum problema se eles caírem, sopa é mesmo uma delícia. É difícil no começo, mas a vida continua, ainda não acabou para você, já se passaram três semanas e estou aqui para você”.

A mensagem fora ignorada. Minseok retirou de uma caixa, próximo de várias outras caixas, meio fechadas, meio abertas, no meio de sua sala e pelos cantos dos quartos, um Blazer e o vestiu, ficou maior do que as suas medidas, ele queria se aquecer no calor das roupas do marido. Outro bip, o sofá estava desconfortável em seu conforto cotidiano e vazio.

“Umin, aqui é o Baekhyun. Eu passei no seu apartamento e nada de você... onde foi se meter? A sua mãe me disse que não está tomando banho, por Deus! Tome um banho, é bom para pele. Te amo, vadia”.

A segunda mensagem era de seu melhor amigo, teve o mesmo destino da primeira ao ser ignorada e descartada pela secretária eletrônica, Minseok pegou as canecas pela vez segunda vez que tomava café e se posicionou em frente da TV, ligada em um filme romântico patético. Ele achava mais do que justo servi Jongdae novamente, para variar.

As vozes no filme, a música melodramática, o clima e a tensão do assassinato sem mistério aparente, foram se distanciando de Minseok a medida que as almofadas eram apertadas e o corpo adormecia. O pisca-pisca refletia na janela do prédio, os vizinhos pareciam ter viajado naquele mês, em especial.

O verão nunca chegava e a chuva era sinal de que sempre seria inverno, alguém batia tão forte contra a porta que Minseok acordou no sofá, esfregou os seus olhos e abriu-a sem muita cerimônia. Sehun encarou o Blazer e depois Minseok vestido nele, dividindo o mesmo espaço corporal, parecia muito grande e ironicamente muito pequeno. “Eu trouxe o seu bolo preferido”, ele falou levantando o saquinho da padaria.

Minseok nada disse, deixou a porta aberta, sentou-se novamente no sofá e quando Sehun recostou-se nele, “Você pode apagar a luz?”. Assim, apertando o interruptor e desligando a luz ao se virar, pode perceber o quanto a casa tornou-se frágil. Algo como um pouco perdido de tudo, dentro de tudo que já foi um dia. Não era possível distinguir quem havia deixado quem partir primeiro.

Sehun entrava, sentava e esperava. Sehun era um dos móveis antigos e empoeirados que Minseok esquecia-se de limpar, porque Sehun sempre estava arrastando as caixas pelos lados e passando detergente nos farelos sobre as mesas. Sehun parecia com algum brinquedo quebrado, que Minseok preferiu guardar no fundo das gavetas em vez de lavar. Sehun gostava de cuidar dele sem ser notado, porque daquele jeito soava mais fácil de lidar com tudo, sem se comprometer com nada.



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