História Sea of Feelings - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lemon, Morte, Pirataria, Romance, Shounen Ai, Slash, Tortura, Yaoi
Exibições 22
Palavras 2.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shounen, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi...
Capítulo completamente narrado pelo Eidan, diferentemente do prólogo, o único da fic em terceira pessoa, pois os outros vão ser em primeira.

Capa: Eidan Götze, a.k.a., Capitão Eidan.

Boa leitura!

Capítulo 2 - No Seelenjäger


Fanfic / Fanfiction Sea of Feelings - Capítulo 2 - No Seelenjäger

Lábios úmidos e quentes passeavam pela pele exposta de minha clavícula, fazendo-me estremecer e suspirar levemente, enquanto a língua tocava delicadamente cada ponto selado. Mãos masculinas estavam a se aventurar por minhas costas e cintura, enquanto eu percorria o abdômen definido do misterioso com as mãos, sentindo cada detalhe sob meu toque.

Movi levemente minhas mãos para baixo, e aproveitando sua reação e distração, prensei-o contra a parede de madeira encerada, atacando seus lábios com voracidade e o mais puro e carnal desejo, deixando meus dedos percorrerem seus revoltos fios ruivos, sentindo vontade de fazê-lo meu. Cada movimento e choque sincronizado de nossos corpos despertava mais de minha vontade, mas a demora pra chegar ao que realmente era almejado por mim era um incômodo constante.

Sua coxa era roçada por entre minhas pernas, atiçando ainda mais meu desejo. Sorri malicioso e luxurioso por meus pensamentos mais indecentes do que nossa situação, encarando os olhos de verde intenso e brilhante. Uma apertada voraz em minha nádega esquerda foi a resposta a meu sorriso, o qual tentava alargar-se, entrecortado por um gemido baixo e relutante em sair. Nossos abdomens se tocavam, atritando-se de forma agradável para nós dois, enquanto eu tentava, em quase desespero, desafivelar seu cinto.


— Eidan, amor, acorda. — Diz uma voz feminina.

Freya, minha namorada, estava sobre mim, e seus cabelos caíam por sobre meu corpo. Suspirei irritado, e dei um leve selinho em seus lábios, tirando-a de cima de mim em seguida. Sabia o que ela queria, mas não daria, afinal: depois desse estranho sonho não me sentia à vontade para tê-la por perto. Levantei da cama, espreguicei e peguei um lampião a óleo para poder tomar banho, já que ainda estava começando a amanhecer, deixando o ambiente em parcial penumbra.

Abri a porta do pequeno recinto e pendurei o lampião no local apropriado, e entrei na banheira previamente preenchida com água morna. A água chegava na altura de meu peito, e peguei um pedaço de pano embebido em substâncias aromáticas, hidratantes e de limpeza, passando por meu corpo. Passei água onde havia usado meu sabonete improvisado, e enrolei-me na toalha felpuda um pouco gasta, saindo do banheiro de meu camarote, sendo recepcionado por uma Freya irritada por minha falta de atenção.

— Por que você tá tão estranho, Götze? — Pergunta ela manhosa, colando seu corpo ao meu enquanto acariciava meu rosto.

— Bom... estou simplesmente impaciente e com uma sensação estranha, nada demais. — Respondo grosso enquanto descolo seu corpo do meu.

— Imbecil... — Suspira ela ao sair de perto de mim, indo em direção à porta do quarto.

Ela bate a porta de madeira, e eu rio de sua raiva. Pego uma calça em um baú, coturnos de couro e um chapéu pirata clássico, além de minhas tiras de couro para proteger as juntas dos dedos. Não vou colocar camisa, afinal, se eu tenho corpo bonito é pra mostrar. Pego um par de machadinhas e coloco na cintura, por via das dúvidas. Saí de meu camarote, indo parar no convés do navio, onde meus sentinelas andavam despreocupados, porém sempre alerta, como dizemos aqui, “com olhos onipresentes”. Muitos dos tripulantes do Seelenjäger podem assustar a uma primeira vista, pelos físicos fortes, armas, cicatrizes e fama de formarem “a tripulação mais cruel que já navegou pelo Caribe”, mas no fundo todos tinham algo de bom ou afável. E acho que o nome do navio simbolizava bem nossa fama, de Caçadores de Almas.

— Bom dia, capitão Eidan. — Diz Mark Biersack, meu imediato, um americano de 28 anos, com cabelos pretos e olhos tom chumbo, baixinho mas muito forte. Ele descia da plataforma no topo do mastro com maestria e agilidade, pulando até o chão no fim da escada de corda

— Bom dia, Mark. — Respondo, dando um aperto de mãos nele.

— Freya passou por aqui mais irritada do que o normal, aconteceu alguma coisa? —Pergunta, sorrido divertido pela raiva que ela devia ter estado.

— Sonhos estranhos, recusas e sua possessividade, em resumo. — Minha resposta sai direta e grossa, o suficiente pra que ele perceba que não quero tocar no assunto, mas ele ri do mesmo jeito.

— Sem falar nada de mau, mas acho que ela é meio possessiva demais. Já ouviu falar nos boatos que correm sobre ela pela tripulação? — Indaga ele, instigando minha curiosidade.

— Que tipos de boatos? — Pergunto de volta, curioso.

— Ruins, mas que são culpa exclusiva dela. — Responde-me, fazendo uma pausa para falar mais. — E do outro envolvido. — Completa baixinho, e franzo o cenho em dúvida.

— Envolvido? — Questiono, com um pouco de incômodo na voz.

— Logo menos te explico, tenho planos com relação a isso. — Responde, sorrindo ardiloso.

— Mark, Mark, sempre misterioso... — Comento, fazendo ele rir enquanto se afastava.

Subi as escadas de corda do mastro principal, para chegar à plataforma de observação. Elizabeth, irmã de Mark estava lá, debruçada no parapeito de proteção enquanto analisava o horizonte, assistindo o amanhecer. Elizabeth tinha esse hábito: assistir o por e nascer do Sol, solstícios e outros eventos no céu. Era nossa cartógrafa, sentinela principal e nos ajudava a manter o barco na rota correta, localizando-nos pela posição dos astros. Resolvi dar um susto nela, e fui me aproximando sorrateiramente, por fim dando um grito.

— Desgraça! Sai daqui! — Berra ela, quase me atacando com a faca que carregava sempre consigo.

— Surprise, bitch. — Digo, rindo da cara dela.

— Tu é um filho da puta, sabia? — Ela responde, se permitindo rir descontrolada. 10 anos mais nova que Mark, Elizabeth foi criada pelo irmão após a morte dos pais. Enquanto ria, os cabelos pretos cortados na altura da nuca balançavam, e os olhos tão cinzentos quanto os do irmão se estreitavam ainda mais, sendo naturalmente puxados graças à mãe, que era uma gueixa.

— Sabia, garota. Empresta a luneta. — Falo apontando para a luneta presa em seu cinto por uma tira de couro. Ela puxa o objeto, e me entrega com um sorriso gentil.

Encaixo a ponta do instrumento ao redor de meu olho, e analiso o horizonte. Uma mancha estranha se delineava a leste, mais visível por estar contra o brilho quase dourado do amanhecer. O formato era semelhante ao de um navio, mas não dava pra se ter certeza por estar a uma distância que o deixava borrado.

Um senso de alerta disparou em mim, e comentei com Elizabeth sobre isso, logo antes de começar a descer as escadas o mais rápido possível, e saltei alguns degraus antes do fim, tomando cuidado para não me ferir com a queda. Minha aterrisagem foi em uma pose engraçada: a mão esquerda segurando a machadinha que estava frouxa no cinto, a direita para aguentar melhor meu peso, a perna direita um pouco dobrada e a esquerda suavemente esticada.

— Parabéns, Capitão Götze. — Laxus Heingstream, um dos cinco homens de armas do navio diz, de forma tão irônica quanto suas palmas. — Não sabia que tínhamos um ginasta aqui.

— Nem muito menos um corno. — Completa Freya, se aproximando dele e trocando um beijo profundo, que em determinados momentos poderia se tornar algo mais... pesado.

Senti meu rosto ferver de vermelho, e meus dedos se apertaram com firmeza ao envolver o cabo das machadinhas. Contei até dez, respirei fundo e me endireitei. Meu olhar era frio, cruel e de repulsa para eles, e os encarei por alguns segundos antes de falar.

— Freya Ölsen, tudo o que eu tinha com você e possa vir a ter está completamente terminado. — Respondo com tanta ferocidade que a surpreende. Em seguida, aponto para Laxus. — E você, Laxus, será exilado do navio, junto de Freya agora, junto das seguintes provisões: dois cantis de água, um pouco de carne seca, querosene, um lampião, um machado e uma faca, além de 25 dobrões e os deixaremos à própria sorte. Uso de minha autoridade como capitão desta embarcação. Mark, pegue um bote pra eles e dois remo, coloque as provisões que falei. E, segundo a lei pirata, vocês deveriam levar 40 chibatadas seguidas cada um, porém reduzirei para 10 em cada. Motivo da pena: traição. Peçam para Imardin trazer algemas e um chicote. — Ao terminar de falar, estou visivelmente colérico e furioso, além de todos terem se reunido para assistir. Percebo o que acabei de fazer: pela primeira vez aplicar a lei pirata e exilar tripulantes. Ex-tripulantes, no caso.

Imardin chegou rapidamente, e Freya estava roxa de vergonha. Laxus estava indecifrável, e aparentemente calmo. Os dois tiveram as costas das blusas arrancadas, e as mãos foram algemadas na altura da cintura. Imardin estava sereno, com uma aura de prazer no olhar por finalmente punir eles. Provavelmente eu era o único que não sabia desse embuste dos dois, e essa ideia me incomodava bastante. Tomei nota mental de investigar isso depois, e dei ordem para Imardin começar a punição.

Ele levantou o chicote, e o cabo de couro tremulou como uma serpente, indo de encontro primeiro às costas de Laxus, soltando um estalo terrivelmente assustador, e marcando o lugar em vermelho, quase dilacerando a pele. O rosto dele se retorceu de dor, mas conseguiu segurar seu grito. Essas 10 chicotadas teriam força para valer pelas 40 originais, e um sorriso extremamente sádico surgiu em meu rosto. Logo em seguida, atingiu as costas de Freya, a qual gritou desafinadamente de dor. As 9 seguintes foram abrindo lanhos profundos, cortando pele e carne ao bater nas costas deles. Todos os presentes iam contando as chicotadas, até 10. A décima foi a mais forte, assustadora e destrutiva, realmente cortando o que houvesse no caminho como uma faca afiada corta carne macia.

Nya, uma das nossas duas cirurgiãs/médicas pediu permissão para fazer curativos básicos nele, e a deixei fazê-los por pura piedade. Tudo foi feito com rapidez, e os exilados foram colocados no bote junto das provisões ditas por mim e uma roupa extra para cada. Ao começarem a se afastar, o clima no navio ficou definitivamente mais sombrio, e senti necessidade de acalmar a todos.

— Calma, isso foi um caso extremo, e espero que nunca se repita, certo, tripulação? — Falo em um tom para acalmar a todos.

— Certo, capitão. — Dizem eles.

— Mas tenho uma coisa terrível para falar: hoje mais cedo vi um navio se aproximando de nós, vindo pelo sudeste. Estava bem longe, até ruim de ver com a luneta, mas o vento estava a favor. Acho que chegarão logo, provavelmente para ataque contra nós. Preparem armas e canhões, estejam ligados em tudo o que aconteça, e comam bem no desjejum, para terem energia. Certo, tripulação? — Meu aviso assusta a todos, mas, fazendo jus ao nome do navio, em segundos todos já estão se preparando para correrem pra todos os lados arrumando tudo e se armando devidamente, porém não sem antes confirmarem-me.

— Certo, capitão. — Os quase 50 respondem com intensidade, em seguida iniciando a correr por todo o Seelenjäger para organizarem tudo.

— Ah, façam jus a nossa fama de Caçadores de Almas hoje, pessoal. Quero ver esse navio pintado a sangue. Mas não sangue nosso. — Completo, sabendo que atiçaria a vontade deles em protegerem o navio, nossa casa.

Vou até meu camarote, para me preparar para o dia que prometia ser longo: calcei meus coturnos com pequenas tachas metálicas, o que evitaria que eu escorregasse e vesti uma camisa de mangas até os cotovelos reforçada por dentro com placas de couro grosso articuladas. Troquei de cinto, e coloquei um apropriado para acomodar meu revólver, além de ter como prender a bainha de uma espada, o que fiz rapidamente.

Olhei para o ambiente ao meu redor, cheio de marcas da minha ex-namorada: a prateleira com seus mil e um cosméticos, baú escancarado cheio de roupas. Tomei mais uma nota mental para destruir isso depois, e continuei a prestar atenção no que havia no lugar: minha cama, meus baús de roupas, prateleiras com armas, artes e coisas úteis, uma mesinha, poltrona, um espelho simples, uma grande janela com cortinas com vista para o oceano e as infinitas memórias de cada momento meu com Freya, aquela que me convenceu a entrar na pirataria.

Suspirei irritado e saí do camarote, me dirigindo ao salão as refeições são realizadas.


Notas Finais


Gostaram?

Photoplayers dos principais persoangens do capítulo:
- Eidan: Haruka Nanase (Free!)
- Freya: Elizabeth Mably (Freezing)
- Mark: Levi Ackerman (Attack on Titan)
- Elizabeth: Mikasa Ackerman (Attack on Titan)
- Laxus: Yogi (Karneval)
- Imardin: Sebastian Michaelis (Kuroshitsuji)

*3*


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