História Seasons - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias TazerCraft
Personagens Mike, Pac
Tags Drama, Mike, Mitw, Pac, Tazercraft
Exibições 40
Palavras 1.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Cês lembram de Friends? Bem, eu disse que iria fazer uma outra fic estilo Friends e cá estamos!
Tão com o cool preparado? Espero que sim ausbua
Espero que gostem, eu tava tão ansioso pra postar essa fanfic que meu Deus!
Desculpem qualquer erro ;u;

Capítulo 1 - Summer


Fanfic / Fanfiction Seasons - Capítulo 1 - Summer

P. O. V Mike

Lembro que nos conhecemos no verão. Dias longos, noites curtas, clima quente e sinônimo de alegria e bom humor. Estávamos na praia e naquele dia específico o sol estava especialmente brilhante e o clima estava bem quente.

Eu corria pela areia branca e fofinha da praia como uma criança que estava indo ao parque de diversões pela primeira vez. Eu adorava praia, sempre adorei. Tinha acordado bem cedo só para poder chegar logo. Protetor solar no corpo, bermuda de banho branca com bolinhas verdes e a vontade de me livrar do calor. Era tudo que eu precisava naquele momento.

Eu havia ido com minha família para passar uma boa e divertida tarde tomando banho de mar e jogando vôlei. Eu não esperava conhecer alguém, muito menos alguém como você. Acho que essa é a graça do destino, não podemos prevê-lo, alterá-lo ou planejá-lo, ele apenas vem e nos atinge como as ondas do mar.

Esbarrei em você e lembro como fiquei envergonhado, queria um buraco para enfiar minha cabeça e esconder a vergonha. Achei que você iria gritar comigo quando vi que derrubei seu sorvete, uma casquinha de morango e baunilha. Porém, você não gritou comigo, não. Você apenas riu de meu nervosismo e desespero e disse que estava tudo bem, disse que não tinha problema, que era apenas um sorvete.

Eu olhava aquele sorvete derretendo junto aos meus pés. A areia branca ficando colorida. Olhei para você, em seu rosto estava um belo sorriso compreensivo. Eu fiquei mais vermelho que antes, não só de vergonha, mas por algo diferente que eu não sei explicar. Você tinha essa habilidade de me deixar vermelho até com uma risada.

- Eu compro outro! - Falei e depois de um pouco de insistência você aceitou. Fomos até o carrinho.

- Só temos de morango e chocolate. - Você me parecia decepcionado e jamais eu me senti tão culpado.

- Pode ser de chocolate? - Você me olhou sorrindo meio envergonhado.

- Eu detesto sorvete de chocolate. - Era tão engraçado encontrar alguém que não gostasse de sorvete de chocolate que eu ri. Acabei te pagando duas casquinhas de morango.

- Me chamo Tarik. - Você disse.

- Mikhael, me desculpe novamente pelo seu sorvete.

- Tudo bem… Olha, eu não vou comer esses dois. Aqui, fica com esse pra você! - Você me ofereceu um dos sorvetes enquanto sorria e eu hesitei, porém, acabei aceitando.

Cumprimentamos seus pais e, ainda tomando sorvete, andamos pela praia que, por mais que o dia estivesse favorável, não estava tão cheia. Paramos em algumas pedras e nos sentamos para terminar o sorvete. Lado a lado, o vento bagunçando nossos cabelos e o cheiro de mar nos rodeando. O barulho das ondas do mar e as risadas de crianças brincalhonas serviam de trilha sonora para aquele momento.

Você disse que eu podia te chamar de Pac, era seu apelido. Tínhamos a mesma idade, 15 anos. Você me contou que não gostava de praia, que apenas foi porque seus pais e sua irmã insistiram muito e estava quente. Descobri também que você iria estudar na mesma escola que eu e era novo na cidade, já tinha um amigo garantido, certo?

Te chamei para nadar e você me disse que não gostava da água salgada do mar, tinha medo de águas vivas e nojo de algas marinhas. Eu te achei um garoto estranho, sabe? Mas eu gostava daquilo em você, era diferente e o diferente sempre me pareceu bom. Te achava único, incomum, interessante, eu listei milhares de adjetivos que me lembravam você.

Chegamos em um acordo, apenas molhar os pés onde quebravam-se as ondas do mar. A água batia nos nossos tornozelos e você encarava o horizonte, o céu azulado e limpo, nenhuma nuvem. Eu podia ver que seu sorriso era involuntário e sincero, enquanto observava as gaivotas planando sobre nós, cortando o céu e viajando com a brisa.

Pela primeira vez naquela tarde eu parei para te observar com mais atenção, observar seus traços. Sua pele clara me lembrava pão, sei que pode parecer engraçado, mas foi a primeira coisa que me veio na cabeça. Pão do tipo que havia acabado de sair do forno da padaria. Eu podia até sentir o cheiro dos pãezinhos de minha avó enquanto fazia essa comparação, podia ver ela com o avental sujo de farinha e o cheiro de pão quentinho rodeando o lugar. Seus olhos eram tão comuns e ainda assim me encantaram, eram castanho escuros e combinavam com seu rosto claro, lembravam-me botões brilhantes. Seu sorriso era doce e seus lábios finos e rosados estavam rachados. Seu rosto meio avermelhado e melado de protetor solar. Seus cabelos escuros e levemente encaracolados, bagunçados, balançando com o vento. Pareciam-me sedosos e bons de fazer carinho, podia sentir meus dedos afundando nos fios escuros e finos.

Naquela tarde de verão, na qual te conheci, lembro que também procuramos conchinhas e empinamos pipa. Achamos belas conchas, pedras engraçadas e eu quase tive o dedo arrancado por um caranguejo. Construímos belos castelos de areia com sua irmã, criamos um reino inteiro. Era como se fôssemos amigos há anos. Perto de ir embora, acabei te fazendo entrar no mar. As ondas quebravam em sua cintura e você fechava os olhos, segurava meus ombros e ria, com medo de cair e se perder no fundo do mar. Eu prometi que não ia te soltar, que iria te segurar e não ia deixar o mar te levar.

Você confiou em mim, acreditou que eu estaria ali e me soltou. Mergulhamos juntos e nadamos por cerca de 6 minutos, que mais me pareciam horas, mas em um ótimo sentido, porque eu gostaria de congelar cada segundo ali com você, porque em tempos ninguém me fazia sorrir de tal forma, tão sinceramente.

O que eu mais gostava na praia, era o fato de que eu podia mergulhar, subir e descer uma junto com o balanço do mar e deixar que as ondas levassem minhas dores e preocupações. Às vezes eu até chorava, as lágrimas salgadas e a água do mar combinavam, se misturavam, e minhas angústias eram completamente lavadas. Mas não naquele dia, não, naquele dia foi diferente.

Pela primeira vez eu mergulhava e subia sorrindo, alegre, me divertindo. Eu não me sentia só, porque eu tinha você do meu lado, um recém conhecido que parecia meu melhor amigo há tempos. Pela primeira vez eu senti a alegria da qual se falava no verão que não era feita apenas de distrações e relaxar, era sentir a alegria e a felicidade te invadindo, te abraçando, te acolhendo e te aconchegando. Era como se eu fosse um longo, frio e violento inverno, e você o meu verão, levando embora o frio que se instalava no meu coração e me preenchendo com seu calor e sua alegria.

Quando eu fui para casa pedi seu Facebook e nos falamos por bons dias sobre música, livros e o fato de você não gostar de café. Falamos sobre como você era estranho mas eu não te contei como achava isso legal.

Por causa daquele verão no qual te conheci, ele se tornou minha estação preferida. Sempre que o sol estivesse quente e alto no céu, os dias fossem longos e as noites curtas, eu estivesse na areia fofa da praia, ouvindo o canto das gaivotas e as ondas do mar, o cheiro da água salgada ao meu redor, eu lembraria do dia em que te conheci. Foi da forma mais boba do mundo, um sorvete derrubado no chão, quem diria, não é? E eu iria esperar o próximo verão, apenas para te provar, entre as ondas e a água do mar, que eu jamais te deixaria escapar.

Sabe, naquela tarde de verão na qual nos conhecemos talvez eu não tenha percebido, mas você me cativou. Até o mínimo detalhe sobre você me encantou e cada fato sobre você me agradou. E nossa amizade de verão perdurou, e continuou, desde o vôo das gaivotas, até que ficassem alaranjadas as folhas do outono.


Notas Finais


Eae, cês gostaram? Gente do céu.
Vai ter quatro capítulos provavelmente. No máximo um extra, tipo flashback, ai Don nou.
Até o próximo capítulo! o/
YOOOOOOOOOOOO


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...