História Second Chance - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Drama, Namjin, Taegi, Vsuga
Exibições 66
Palavras 1.559
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


bem.... desculpem, eu sempre demoro mt kljklasjdla

boa leitura, eu espero ♥

Capítulo 2 - Antes: Culpa


Fanfic / Fanfiction Second Chance - Capítulo 2 - Antes: Culpa

"I needed you today
So where did you go?"

A luz solar incomodara seus olhos, forçando-o a separar as pálpebras e enxergar seu quarto escuro. O inverno aparentemente estava desaparecendo, deixando um sol quente e sufocante para o torturar ainda mais – como se a vida que levava desde que ele se fora não fosse suficiente para torturá-lo.

Soltou um suspiro, pensando em como tudo havia se transformado em um pesadelo angustiante desde que Min Yoongi morrera. Sentia-se morrer todos os dias, tomado por uma saudade insaciável que o consumia o coração, a mente e o corpo. Queria gritar, fugir daqueles sentimentos sufocantes, deixar o próprio corpo e nunca mais voltar, estraçalhar o quadro bonito que continha uma imagem dos dois assim como Yoongi havia estraçalhado seu coração quando decidira partir.

Para sempre. Yoongi havia partido para sempre.

Lembrar-se da briga e das últimas palavras que havia dito ao falecido o faziam chorar até dormir, quando as lágrimas já começavam a secar e seus olhos ardiam. A culpa corroía sua sanidade, frequentemente perguntava-se o que teria acontecido caso não estivessem brigando justamente quando o caminhão aparecera na curva, seguido de inúmeros outros questionamentos da mesma natureza que só terminavam em choro.

E a pior parte era que estava totalmente sozinho.

Desde o acidente, as pessoas mais próximas de Taehyung estavam ignorando a sua existência. No primeiro dia ele agradecera, afinal estava com a cabeça em um outro mundo e não queria – e nem precisava – conversar com alguém que certamente não o entenderia. Porém, após quatro dias sendo ignorado, o Kim começara a sentir-se ainda mais culpado pela morte de Yoongi, atribuindo o fato de ter sobrevivido como razão do afastamento de seus amigos e familiares.

“Talvez eles só estejam sendo gentis me deixando sozinho”, insistia em pensar, ignorando os olhares atravessados e o tratamento bizarro que recebia dos amigos.

Finalmente rendeu-se a fome, levantando da cama e caminhando para fora do quarto. Coçava os olhos ainda inchados e bocejava enquanto esforçava-se para não pensar nele, caso contrário desmoronaria. Fungou ao entrar no banheiro, encarando seu reflexo pela primeira vez desde que aquilo acontecera e unindo as sobrancelhas ao perceber como suas olheiras preenchiam seu rosto, deixando-o com uma aparência doente.

Suspirou, lavando o rosto e decidindo dar o seu melhor para dormir bem à noite. Forçou um sorriso que não convenceria ninguém e saiu do banheiro, calçando sapatos confortáveis e saindo de seu pequeno apartamento.

Contava quanto dinheiro havia em seu bolso quando seu corpo chocou-se contra um corpo feminino, derrubando todas as suas moedas no chão e fazendo seu coração acelerar pelo susto.

— Me desculpe. — Taehyung sentia que toda a sua vida estava saindo do controle, ajoelhado no chão enquanto uma estranha provavelmente estava a rir de todo o desastre que ele era.

— É impossível ver você sofrer tanto e não fazer nada. — Ela continuava de pé diante dele, cabelos negros emoldurando o rosto bonito e olhos protegidos por um óculos de sol.

Confuso, Taehyung levantou-se limpando os joelhos sujos de sua calça escura e uniu as sobrancelhas. A mulher apenas suspirou, aproximando-se dele e correndo o dedo indicador por sua bochecha direita. Chocado, o homem prendia a respiração enquanto observava com os olhos bem abertos aquele contato inesperado e muito – muito – estranho.

— O-O quê-

— Sinto muito, Taehyung. — Ela mordiscou o lábio inferior, aparentando estar nervosa enquanto afastava-se dele, girou nos calcanhares e acenou para ele de costas, desaparecendo de seu campo de visão após virar a esquina.

Extremamente perdido, Kim Taehyung continuava paralisado no mesmo lugar. Desejou correr atrás da bizarra mulher que acabara de o tocar e exigir saber qual era o motivo dela saber seu nome, porém sua mente depressiva direcionou rapidamente seus pensamentos para olhos brilhantes e sonhadores, fazendo-o engolir em seco.

— Qual é o problema dela…? — Sussurrou, lembrando-se de Yoongi e seus momentos sonhadores, quando o moreno permanecia com os olhos fixos em um local e simplesmente não se mexia, inerte em um tsunami de pensamentos que Taehyung nunca tivera a honra de entender.

Todos são um pouco estranhos, afinal.

Guardou aquela imagem em um espaço especial dentro de sua mente e esforçou-se para não sorrir – não julgava-se digno de sorrir após ter sobrevivido ao acidente que levara o melhor amigo, a culpa já corroendo seus pensamentos lógicos e moldando suas ações.

Ignorando a mulher estranha e seu ainda mais estranho pequeno diálogo, entrou na loja de sorvetes que sempre frequentava com Yoongi e sentou-se na única mesa próxima a janela que estava vazia, disposto a encarar as pessoas que caminhavam apressadas do lado de fora e perder-se em pensamentos depressivos.

Droga… Ele realmente sentia a falta do outro.

Deitou os braços na mesa, apoiando sua cabeça e fechando os olhos castanhos. “Sentir falta” era algo muito pequeno diante da verdadeira sensação de ter um buraco no peito que ele era obrigado a suportar desde o acidente, cinco dias atrás.

Min Yoongi era especial, inteligente, engraçado, bonito e confiante. Possuía uma espécie de ímã que parecia atrair a todos a sua volta, ainda assim era tímido e evitava sorrir, pois achava seu sorriso feio. Era um ótimo pianista e vez ou outra cantarolava alguma canção que ninguém mais conhecia, afinal seu passatempo favorito era descobrir novas músicas em sites que ninguém frequentava. Taehyung o admirava em todos os quesitos, era seu fã número um, seu apoio, seu melhor amigo.

Não sabia como viveria sem Yoongi ao seu lado, apenas cinco dias haviam se passado e ele já desistia de tudo – do emprego que não frequentou desde o acidente, dos familiares que o ignoravam, dos amigos que agiam como se ele não estivesse sofrendo, da faculdade que não comparecia às aulas desde que acordou em seu quarto, sozinho.

Sozinho. Ele definitivamente se sentia sozinho.

Uma lágrima escorreu por seu rosto e lambeu sua bochecha direita, a mesma bochecha que a mulher estranha havia tocado mais cedo. Lembrava-se apenas de acordar em sua cama, alguns cortes enfeitavam o seu corpo e ele tinha dificuldades para andar, porém, comparado com o melhor amigo, ele saíra intacto do acidente.

Soube que Yoongi havia morrido ao ver a mãe do mais velho acompanhar seus pais até o carro, todos vestiam roupas escuras e os homens vestiam terno e, ao segui-los, não precisou ficar muito tempo para perceber que ele havia sido o único a sair vivo daquele carro. Desde então, escondia-se do mundo em seu quarto junto a fotos do falecido e seu celular, onde relia as últimas mensagens todos os dias e chorava ao ouvir os áudios enviados pelo melhor amigo.

Encontrava-se tão perdido dentro de um mundo onde só existiam ele e os seus conturbados e nebulosos pensamentos que nem percebera quando o sono começara a sequestrá-lo, jogando-o finalmente em um mundo escuro onde ele não precisava pensar e, sendo assim, o único local onde o rosto sorridente de seu falecido melhor amigo não o faria chorar. De braços apoiados na mesa e cabeça descansando entre eles, Taehyung dormira na mesa de sua sorveteria favorita. Em paz. Sem pesadelos. Sem dor, finalmente.

— ☽ —

— Eu vou querer um sorvete de chocolate com menta e o preguiçoso vai querer de chocolate com morango. — A voz o fizera despertar rapidamente, o arrastando para longe do mundo escuro e silencioso no qual descansava.

Paralisado e sentindo cada pequena partícula de seu corpo explodir em uma mistura louca de sentimentos, o moreno respirava com dificuldade, temendo ser ouvido pelo dono da voz tão grossa que aparentemente fazia um pedido. Os olhos bem abertos fitavam a mesa de madeira, recusando-se a acreditar no que os ouvidos captavam, porém o coração batendo tão rápido dentro do peito denunciava que aquela voz era real e que o Kim não estava sonhando daquela vez.

Bem, talvez estivesse ficando louco.

Segurando uma risada desesperada e temendo entrar em colapso a qualquer momento, Taehyung levantou lentamente a cabeça. Suas pernas tremiam e as mãos suavam, o estômago parecia dançar dolorosamente e seus batimentos estavam extremamente altos conforme ele se sentava na cadeira de madeira escura e fixava os olhos muito arregalados no homem de moletom e cabelos negros que digitava algo no celular.

Abriu a boca, deixando o queixo cair. Parecia não conseguir sustentar mais seu próprio peso, o ar deixando o corpo e o sangue o rosto. Deveria estar extremamente pálido, olhos inundados d’água e coração descontrolado dentro do peito. Seria uma imagem engraçada se Kim Taehyung não estivesse vendo o falecido Min Yoongi na cadeira à sua frente, digitando tranquilamente em seu celular e utilizando apenas um lado dos fones de ouvidos, aparentando estar descontraído e distraído por alguma música, já que movia a cabeça lentamente para os lados de uma forma quase imperceptível.

Mas Taehyung percebera. Percebera cada mísero detalhe daquela miragem pois estava paralisado em sua cadeira, sendo forçado a simplesmente olhar enquanto sua mente brincava com ele de uma maneira muito cruel.

Quando a primeira lágrima desceu e um soluço alto saíra de seus lábios, Yoongi levantou a cabeça e o olhou nos olhos.

— Oh, você acordou Tae. — E então ele abriu um sorriso desconfiado, unindo as sobrancelhas.

O mundo de Taehyung girava em cento e oitenta graus conforme ele caía de sua cadeira, desmaiando assim que seu cérebro reconhecera a voz de seu agora tão vivo melhor amigo.

"So I'll hold tight to what I know
You're here, and I'm never alone"


Notas Finais


sim, é a hyuna a mulher kkkkk

espero que nao tenha ficado tao ruim, obrigada pelos comentários e favoritos ♥ até.


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