História Second Chance - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Magi: The Kingdom of Magic, Magi: The Labyrinth of Magic
Personagens Aladdin, Alibaba Saluja, Hinahoho, Ja'far, Judar, Morgiana, Personagens Originais, Sinbad, Yamraiha
Exibições 24
Palavras 1.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpa a demora! ;-;
Precisei de um tempo pra colocar as idéias no lugar.
Maaaaaaaaaaaaaaas eu espero que gostem.

Capítulo 4 - Cap 3 - O Espadachim e A Feiticeira


Fanfic / Fanfiction Second Chance - Capítulo 4 - Cap 3 - O Espadachim e A Feiticeira

Pouco mais de uma hora depois a dungeon já era visível aos olhos de Hellia, que a cada segundo sentia como se seu coração estivesse batendo cada vez mais rápido. Seu cavalo estava começando a sucumbir à fadiga, assim diminuindo a lentamente. O animal parou a poucos metros da entrada da enorme torre, proporcionando a menina a descer e, sem pensar duas vezes correr em direção a entrada.

“Você tem certeza disso ?” Disse um voz familiar, fazendo Hellia parar.

“Yunan ?” Questionou a menor. “O que você faz aqui ?”

“Um pequeno grupo acabou de entrar na dugeon... Estava esperando você.”

Hellia ergueu uma sobrancelha.                          

“Você certeza de que quer ir lá ?”

“Todas aquelas pessoas estão arriscando suas vidas lá dentro. E eu vou ajuda-las custe o que custar.”

“Mas você disse que ninguém deveria se submeter a tal risco.”

“Pois é, Yunan... E você disse que eu devia captura-la.”

Yunan encarou Hellia por alguns segundos. A menina possuía uma expressão determinada, como se nada fosse capaz de derruba-la. Mesmo com a aparente pouca idade, seus olhos transmitiam sabedoria e experiência, da qual muitos adultos ainda não foram capazes de adquirir. Sem mais nenhum troca de palavras Hellia entrou não dundeon. Yunan suspirou sério.

“Hellia, não sei quem ou o que você é, mas não tenho dúvidas de que um futuro grandioso a aguarda. Você encontrará perigos inimagináveis e grandes aliados. Você é mais um milagre neste mundo e me pergunto se seguirá pelo mesmo caminho de Sinbad. Boa sorte nesse mundo pequeno Receptáculo do Rei.”

 

~

 

Hellia abriu os olhos rapidamente ao se sentir sua colisão com o chão de pedra lisa. A primeira coisa que viu foi um grande cristal azul flutuante preso ao chão por correntes. O piso era um grande pedaço solido de pedra que, até onde ela podia ver, era liso, com exceção de onde estava o cristal, pois logo abaixo dele haviam um vão na pedra, do qual era possível que aquele pedaço de chão estava flutuando. Em volta era possível ver várias outras ilhas a flutuar, todos com construções ou plantações diferentes e interligados por grandes correntes, das quais Hellia poderia andar com “facilmente” andar por cima.

Os olhos da menina brilharam com a beleza incomum do lugar, mas parou quando se lembrou do porquê de estar ali. Ela começou a caminhar para a correte mais próxima, que estava ligada a um ilha levemente mais elevada do que a que Hellia estava. O primeiro passo foi de longe o mais difícil, sua desconfiança e medo tornavam tudo pior, porém pouco a pouco sentia mais confiança nas correntes que pisava.

Ao percorrer metade da distância foi possível ouvir um piar alto, mas que Hellia não pode identificar de onde veio. Um segundo piar ainda mais alto, deixou mais claro de onde o som se originava. A menina ficou congelada de medo por um segundo ao ver um criatura semelhante a uma ave, só que do tamanho dela, voar em sua direção rapidamente. Ela se agarrou na corrente para manter-se equilibrada e também sair do caminha do estranho pássaro, mas sem perceber os outros três logo atrás dele. O segundo, por pouco, a errou, porém o terceiro atingiu sua perna esquerda, enquanto o quarto arrebentou a corrente na qual estava apoiada, fazendo-a cair.

 

~

 

Do lado de fora da dungeon era possível encontrar uma menina da mesma idade de Hellia e um menino mais velho.

“Tem certeza de que ela entrou ?” Perguntou a menina.

“Se dúvida tanto de mim, por que me trouxe ?” Ele questionou irritado.

“Não duvido, só queria ter certeza idiota.” Sem esperar uma resposta, a menina entrou na dungeon.

O Menino bufou e seguiu.

 

~

 

Hellia lentamente abriu os olhos, sentindo cada centímetro de seu corpo dor, especialmente sua perna. Com um pouco de esforço ela pode se levantar, mas percebeu que teria de prosseguir mancando (não que se importasse, desde que pudesse continuar). Deu uma boa olhada em si mesma para ter certeza de que tudo o que trouxera ainda estava lá, sendo capaz de notar o quão úmidas suas roupas e cabelo estavam.

‘Talvez eu tenha caído perto de uma ilha de água.’ Ela pensou.

O lugar que se encontrava agora era semelhante a um templo, várias estatuas estranhas eram visíveis, tal como uma luz azulada vazava pelas rachaduras nas paredes de tijolos de pedra. Não havia teto, proporcionando a visão de todas as ilhas, sob o local. Em cada parede havia uma porta, já no chão uma inscrição:

 

‘Quatro caminhos que, mesmo em direções oposta, levam a um único objetivo e apenas aquele que é leal poderá alcança-lo.’

 

Mesmo confusa, a menina não questionou, apenas abriu a porta a sua frente mostrando um corredor escuro. Seu primeiro passo foi recebido por gritou de agonia e desespero, dos quais Hellia só concluiu uma coisa.

‘O povo da vila.’

Ela correu mais afundo no corredor sem se preocupar com o que aconteceria nem mesmo perceber que estava sendo seguida.

“Ramz!” Uma voz feminina gritou.

Um relâmpago voou em direção de Hellia, que por pouco não foi atingida. Rapidamente sacou sua cimitarra ao perceber alguém um garoto se aproximar. Ele desembainhou sua espada rapidamente, na tentativa de atingi-la com um corte vertical. Porém ela desviou para direita e estremeceu ao ouvir os gritos novamente.

“Har-Har Rasas.” Gritou a menina novamente.

Várias bolas de fogos apareceram e voaram em direção a Hellia. Ela não poderia desviar, então seguiu a melhor opção que veio a sua mente.

“Hadika Hadeka.”

Um ruído baixo começou a sair da cimitarra. A menor salto para traz cortando todas as bolas de fogo, mas o menino estava começando a se aproximar novamente.

“Solei! Não se aproxime dela!”

Era tarde demais, ele já havia iniciado seu ataque. Graças ao feitiço de Hellia, a espada de Solei foi quebrada assim que tocou a lamina de sua inimiga. Hellia parou e pensou, não poderia vencer aquela batalha, e também haviam pessoas que precisavam de sua ajuda. Ela correu mais a fundo no corredor, na esperança de conseguir se afastar. Ideia oposta à do rapaz, que começou a persegui-la.

“Flash-Nesh” Uma caixa de luz se formou ao redor de Solei, impedindo-o de continuar.

“Tarja!” Ele gritou observando seu alvo fugir. “Por que você fez isso ?”

Ela não respondeu.

“Eu estava quase conseguindo! Se você não tivesse se metido eu poderi- Aaaaaaaaaaaaaah!” Seu protesto foi cortado por seus próprios gritos de agonia.

Olhando para ele, Tarja apertou o cristal vermelho em sua mão, tornando a dor de Solei ainda maior.

“Cale a boca.” Ela disse em um tom baixo e frio. “Você não poderia fazer nada, seu idiota. Ela quebrou a sua espada. Agora você só pode usar um punhal.”

Solei olhou para ela, com um expressão entristecida ao pensar que essa garotinha cruel é o que, uma vez, ele foi capaz de chamar de irmã.

 ~

 

Hellia finalmente havia conseguido atravessar o corredor e ficou chocada com o que viu. Não era muito, mas era possivel ver cerca de sete cadáveres a sua frente. Todos homens da vila, mais um se destacou.

“PAI!” Ela gritou e correu para o homem. Ele não respondeu, mas respirava fracamente. “Pai, por favor acorda! PAI!” Ela não parou de gritar.

“Hellia...” Ele disse fracamente. “Por que você veio ?”

“E eu preciso de mais algum motivo pra vir ? Você e mamãe estão se arriscando aqui! Sem falar em todas aquelas pessoas da vila!” Ela respondeu incrédula.

Ela sorriu fraco, acariciando o rosto de sua filha uma última vez.

“Me faça um favor... Depois que sair daqui, nunca perca essa determinação.”

“NÃO!” Ela gritou enquanto as lagrimas caiam, o surpreendendo. “NUNCA MAIS FALE ASSIM! PARE DE FALAR COMO SE NUNCA MAIS FOSSEMOS NOS VER!”

“Sinto que esse é o caso Hellia...”

“NÃO! POR FAVOR NÃO! NÃO VÁ EMBORA!”

“Hellia... você sempre foi uma pessoa madura pra sua idade, mesmo quando nasceu, eu e sua sabíamos que você era especial... Filha... Nunca desista de seus sonhos e seus princípios... E sempre proteja aqueles que são importantes pra você... Tenho certeza de que sua mãe iria querer isso também...”

Seus olhos se arregalaram, como assim ‘sua mãe iria querer isso também’ ?

“Não me diga que...”

Ele assentiu tristemente.

“Me desculpe...” Ele disse, fazendo-a chorar ainda mais. “Hellia eu sei que a partir de agora será difícil... e você não sabe o quanto me dói saber que nem eu nem sua mãe seremos capazes de te ajudar...” Sua voz começou a falhar. “Mas... Por favor...” Sua mão caiu. “Seja... forte...” Seus olhos se fecharam.

“PAAAAAAAAAAI!” Ela gritou enquanto suas lágrimas caiam, mas parou quando percebeu que ele não acordaria mais.

Hellia se levantou olhando para a pequena cimitarra embainhada e depois para o ferimento na perna. Tirou seu colete e com a lamina, o cortou em várias tiras longas, enrolando-as em seu ferimento. Levantou secou seu rosto, dando uma última olhada em seu pai e saiu correndo pela saída da sala, da qual a menina nem se deu o trabalho de olhar em volta.

Ela entrou em outro corredor dessa vez mais espaçoso, mesmo assim era incapaz de ver o final. Um estrondo atrás de Hellia deixou bem claro que ela seria incapaz de sair por onde entrou.

‘Fechado ?’ Ela pensou e suspirou. ‘Eu realmente não tenho outra escolha.’ Antes que pudesse continuar, o chão tremeu e as paredes começaram a se fechar.

Hellia amaldiçoou sua sorte e correu o mais rápido que podia, ignorando completamente a dor na perna esquerda. Pouco a pouca o espaço do corredor se tornava menor e ela começou a perder as esperanças, mas não parou de correr. A luz no fim do corredor lhe deu a motivação necessária para correr mais rápido do que considerava possível para si e finalmente sair daquele corredor para, infelizmente, encontrar-se caindo de novo.


Notas Finais


Queria escrever toda a dungeon em um cap só, mas ia ser muito grande então decidi dividir em duas partes.


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