História Second Chance - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Dinally, Drama, Girlxgirl, Romance
Visualizações 128
Palavras 2.400
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Depois de séculos sem atualizar, eu estou de volta, não totalmente, já que estou com um bloqueio muito chato em relação à essa fic (e algumas outras também).

Espero que gostem!

Boa leitura.

Capítulo 4 - 3


Continuei conversando com ela e fiquei cada vez mais feliz por saber que Camila estava mais animada e confortável comigo. Mas vez ou outra ela suspirava triste e brincava com os seus dedos.

- Posso te fazer uma pergunta? - Ela me olhou rindo e assentiu.

- Você acabou de fazer - Sorri sem graça e ela riu baixo, mas mesmo assim o som da sua risada fez o meu interior se agitar.

Era a segunda vez que eu sentia isso e não estava entendendo o motivo.

- Como está se sentindo? - Ela me olhou um pouco confusa mas logo entendeu o que eu queria dizer, suspirou.

- Às vezes eu sinto muito cansaço, mesmo se eu passar o dia inteiro deitada, na maioria das vezes eu não consigo falar direito porque até isso me cansa - Eu assenti ainda prestando atenção nela - Tem dias que a minha cabeça dói bastante e fico soando sem ter feito nenhum exercício. Principalmente à noite. - Ela suspirou e eu também.

Observei o quarto e notei alguns livros em cima de uma mesa, me levantei e caminhei até lá.

- Você gosta de Harry Potter? - Perguntei enquanto pegava um dos sete livros dali.

- Amo, é o melhor livro de todos os tempos! - Sua voz saiu animada e eu sorri largo por vê-la feliz desse jeito.

- Concordo, qual casa você pertence? - Encarei ela e Camila riu.

- Grifinoria. Você é da Corvinal ou Lufa-Lufa, acertei? - Neguei rindo. - Não me diga que é-

- Sonserina - Ela suspirou baixo e eu ri mais uma vez.

- Sabe você não parece pertencer a Sonserina. Você é muito boa para a casa, não que eu não goste dela, mas é que a sua personalidade é totalmente o oposto - Dei de ombros e me sentei novamente ao seu lado.

- Pottermore disse que eu era de Sonserina, mas se bem que eu gosto dessa casa, sempre me identifiquei com ela - Ela assentiu. - Mas você realmente merece ficar na Grifinoria, você é bastante corajosa e forte - Olhei para ela e percebi que sua feição tinha mudado completamente.

- Não... - Ela disse baixo e eu continuei esperando Camila continuar. - Não sou, eu estou aqui porque me colocaram e não porque eu queria.

- Então prefere que a doença se espalhe? - Perguntei ainda observando os seus movimentos.

- Não, eu apenas queria ter mais voz com os meus pais. Eu queria que eles me dessem mais atenção, mas não, eles apenas se importam com a empresa deles e com o dinheiro - Suspirou e eu desviei o olhar.

- Eu também queria que os meus me dessem mais atenção.

- O que? - Volto a olhar pra ela e Camila me olhava confusa.

- Meus pais nunca prestaram atenção em mim, pra eles, o que importava para ter uma boa educação era colocar numa escola cara e renomada, pronto. Eu sempre tive uma babá, inclusive até hoje ela ainda está comigo, Maria é a mãe que eu não tenho mais, ela me ensinou os principais valores da vida, me mostrou que dinheiro não é tudo e sempre me ensinou que eu tenho que ser forte e aceitar as quedas que a vida irá me dar para poder eu ser uma pessoa melhor e aprender com os meus erros - Desvio o olhar - Se não fosse por ela, eu não estaria aqui e provavelmente seria como os meus pais.

- Meus pais acham que eu sou um fardo e que apenas consigo piorar a vida deles, eles apenas se importam com a minha irmã mais velha, mas nem ela liga pra eles, porque sabe como nossos pais são - Escuto Camila dizer. Era chocante saber isso, pelo o que pude notar pelas horas que conversamos, ela é uma pessoa muito incrível e adorável, e não conseguia entender como os pais delas poderiam pensar isso.

- Olha, não acredite neles. Acho que falam isso porque não conhecem a própria filha que tem - Observei ela abaixar a cabeça e começar a brincar com os seus dedos. Levei minha mão até o seu ombro e novamente aqueles olhos castanhos me encararam deixando o meu interior agitar-se novamente. - Se quer saber, eu me importo com você e pode parecer estranho, porque conversamos apenas algumas horas, mas posso perceber que você é uma garota incrível e muito adorável - Ela sorriu e pude notar as suas bochechas vermelhas, tentei evitar o sorriso mas foi em vão.

- Não precisa ter pena de mim, Lauren, eu sei que não sou tudo isso - Suspirou e eu me sentei na cama.

- Eu nunca teria pena de você, Camila. Odeio isso, a minha vida inteira eu apenas recebia olhares cheios de pena e sei que isso é horrível. - Suspiro e continuo olhando pra ela - Eu não sou muito boa com palavras, mas Camila, nunca, nunca mesmo, duvide de mim ou fique achando que tenho pena de você - Ela assentiu.

- Desculpa, eu pensei que era o protocolo do hospital - Sorrio e nego.

- Eu sou nova aqui como voluntária, então não sei como isso funciona. - Ela riu. - Mas sério, Camila, se fosse protocolo, eu preferiria dizer a verdade do que iludir alguma pessoa. - Olhei em seus olhos e ela suspirou.

- Obrigada por me deixar bem, Lauren. Eu realmente estou muito agradecida. - Seu sorriso era maravilhoso, ainda mais quando ela colocava a língua entre os dentes e seu nariz enrugava levemente.

Por que tão adorável?


(...)


Depois de ter passado algumas horas fazendo companhia para Camila, tive que sair para visitar Hannah. Havia feito uma promessa com ela de todas as vezes estar ao seu lado quando ela fosse ir para a sua sessão de quimioterapia.

Por mais que uma parte de mim não queria deixá-la sozinha, Camila percebeu o meu receio e afirmou que ficaria bem. Por dois minutos fiquei fazendo o meu monólogo se qualquer coisa que acontecesse que ela não hesitasse em chamar eu ou um enfermeiro. A latina apenas riu antes de praticamente gritar para que eu fosse ir atrás da Hannah.

Fui correndo em direção a sala de quimioterapia e parei em frente a porta com a respiração um pouco descompassada, fazia algum tempo que não praticava exercícios físicos então eu estava um pouco enferrujada nesse quesito, entrei devagar e pude notar a feição entristecida da pequena. Aquilo havia me deixado com o coração doendo, ela era uma criança tão preciosa e tão adorável que era um pecado deixá-la triste. Sentei ao seu lado em silêncio e toquei em sua mão devagar, sua cabeça levantou rápido e eu sorri fraco para ela, Hannah sorriu tão largamente que nem parecia que estava triste alguns segundos atrás, ela começou a ficar um pouco agitada mas não foi difícil acalmá-la.

Sua touca, estava um pouco fora do lugar e com a mão livre ajeitei a mesma. Hannah me encarou com aquelas lindas orbes azuis e começou a mexer nos meus dedos que estavam entrelaçados com os delas. Continuei segurando a sua outra mão para que seu braço continuasse imóvel para que seu tratamento não fosse interrompido.

- Lolo? - Sua voz estava um pouco lenta e fraca, eu apenas fiz um som nasal para que ela percebesse que eu estava escutando-a. - Quem era a menina que você foi cuidar?

- O nome dela é Camila.

- O que ela tem?

- Leucemia, Hannah.

- A mesma doença que a minha! - Ela arfou surpresa e voltou a me encarar.

- Sim, pequena. Mas a dela é diferente, a sua é menos destrutiva que a dela - Pressionei os meus lábios quando lembrei do que havia lido sobre a doença

- Des- Destru... o que?

- Destrutiva, Hannah - Soltei uma risada baixa e ela fez bico. - É quando algo acaba te machucando muito mais rápido do que o normal - Ela balançou a cabeça em concordância e suspirou.

- Ela vai ficar boa, Lolo?

- Eu tenho absoluta certeza que sim, puppy - Ela fez uma careta engraçada e eu sorri.

Ficamos conversando até o medicamento acabar, antes que o enfermeiro fizesse todo o procedimento para a retirada da agulha, Hannah já estava dormindo profundamente. Segundo Ariana, era um dos efeitos colaterais que ela iria sentir, já que as náuseas e vômitos já tinha passado. Perguntei se poderia carregá-la no colo até o seu quarto, o rapaz apenas assentiu depois de perceber que a cadeira de roda a deixaria desconfortável e por ela ser apenas uma criança.

Carreguei o pequeno anjinho adormecido e caminhei para fora da sala indo em direção ao elevador. Para uma menina de dez anos, Hannah era bem leve e muito magrinha, mas tinha a plena consciência de que isso tudo era culpa da doença. Entrei na caixa de aço e apertei o andar da ala infantil, mas uma mão impediu de que as portas fechassem.

Camila me olhou surpresa mas logo sorriu, um sorriso involuntário acabou aparecendo em meu rosto e não tentei escondê-lo. Logo um enfermeiro também colocou a mão olhou para ela.

- Qualquer coisa pode pedir ajuda da Lauren ok? - Ele me olhou e eu pude notar os seus olhos um pouco cansados. - Você pode levá-la até o quarto por favor?

- Claro, estou indo para aquela área mesmo, não a preocupe com isso - Sorrio e ele solta um suspiro aliviada e seu olhar mesmo cansado é também agradecido.

Ele foi embora e Camila entrou no elevador, seus olhos pousaram na menininha adormecida no meu colo e seu rosto se iluminou em um grande e belo sorriso.

- Quem é esse anjinho? - Sua voz saiu baixa e ela tocou no nariz dela.

- É a Hannah, a garotinha com quem eu fiz a promessa de que iria acompanhá-la sempre nas sessões - Camila sorriu agora me encarando.

- É muito gentil da sua parte, Lauren. Tenho certeza que ela é muito grata por você está fazendo isso - Camila ajeitou a touca de Hannah que estava torta novamente. - É difícil ver algum voluntário ou enfermeiro fazer algo do tipo, ainda mais ter essa atitude que você tem - Sorrio sem graça e ajeito Hannah no meu colo.

- Eu só faço isso porque sinto que é o certo a se fazer, porque não vai só me fazer bem, mas como vou deixar uma outra pessoa feliz e bem com a minha ajuda. Além do mais é muito gratificante ajudar as crianças e até você Camila - Ela me olhou um pouco surpresa mas logo desviou o olhar, abaixando um pouco a sua cabeça.

- Eu acho que não estou acostumada em escutar algo desse tipo, como alguém me ajudar porque quer e não porque vai ganhar algo em troca - As portas se abriram e saímos da caixa andando calmamente, apenas para continuar deixando Hannah dormir tranquila. - Não quero que pense que antes eu achava que você estava sendo uma pessoa desse jeito, mas eu sempre fui tão rodeada por pessoas assim que eu não sei mais diferenciar pessoas interesseiras das pessoas de bom corações - Suspirou e eu acabei fazendo o mesmo.

- Eu te entendo Camila, perfeitamente, inclusive não quero que tenha esse receio comigo, mas também não quero que pense que estou te pressionando a conversar comigo ou aceitar minha ajuda, eu apenas quero que você se sinta confortável e que me veja como uma amiga, mesmo que isso demore - Entro quarto de Hannah e Camila me acompanha.

Deito a criança na sua cama calmamente e pego o seu tigre de pelúcia, Hannah aperta a pelúcia e volta a dormir, cubro-a com um edredom e beijo a sua testa antes de sair do seu quarto fechando a porta.

- Eu quero que seja minha amiga, Lauren, mas também não quero te incomodar com os meus problemas - Segurei em uma das suas mãos e na sua cintura. Sabia que Camila estava começando a se cansar e o seu quarto ficava no outro corredor do andar, mas mesmo assim até lá a deixaria exausta.

- Camila, todos nós temos problemas, até mesmo eu, e acredite, um mais complicado do que o outro - Vejo Camila parar e respirar cansada, sem pensar duas vezes a carrego e ela me olha em um misto de surpresa e choque. - Como eu estava dizendo, se eu fosse me preocupar com todos os problemas dos meus amigos, eu não conversaria com eles. Tem coisas que devemos aconselhá-los e ajudá-los, outras apenas temos que ouvir e mostrar que estamos do seu lado, afinal eles têm que aprender a se virar sozinho, a tomar decisões sozinhos e se eles caírem, pode ter certeza que eu estarei lá para levantá-los e ajudar a seguir em frente.

- Mas você não acha isso cansativo? - Nego com a cabeça e noto que já estamos chegando no quarto. - Nenhum pouco?

- Camila, têm coisas que vale realmente muito a pena que não se torna cansativo, amigos são assim, por mais que você ache que uma hora ou outra eles vão acabar se cansando de você e indo embora, eles te mostram totalmente o contrário e ficam ali, mesmo sabendo como tudo vai acabar - Entro no seu quarto e coloco-a na sua cama. - Prontinho, sã e salva - Ela sorriu e se ajeitou para que ficasse confortável ali.

- Mais uma vez, muito obrigada, Lauren. - Sorrio e ela me encara.

- Não há de quê, Camila. Eu apenas estava te ajudando - Cocei a minha nuca e ela sorriu voltando a brincar com os seus dedos.

- Eu gostei muito de conhecer você, Lauren.


(...)


5:30 p.m

Notei ao longe um carro diferente estacionado na frente da minha casa. Não poderia ser meus pais, por mais que eles só vivessem trabalhando e chegando tarde, meus pais não haviam trocado de carro. Pelo menos é o que eu havia visto semana passada.

Estacionei o meu carro na garagem e suspirei pegando as minhas coisas, tranquei o carro ligando o alarme e entrei em casa me lembrando do dia incrível que eu havia passado no hospital. Conversar com Hannah e Camila era uma das coisas mais adoráveis que eu tinha gostado de fazer e que pretendia fazer mais.

- Mamá? - Gritei enquanto colocava o meu jaleco na sacola e logo caminhei em direção a sala.

Maria estava entregando um copo de água para alguém, quando saiu da frente da pessoa me lançou um sorriso largo e animado, eu até corresponderia se a pessoa que estivesse ali fosse nada mais, nada mesmo que: - Dinah?!


Notas Finais


Bom, espero que tenham gostado do capítulo e até a próxima.

Ps: Não quero dar falsas esperanças, mas, talvez posto no final de semana um novo capítulo.

See Ya!


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