História Second Shot - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Mistério, Romance, Twisted
Visualizações 6
Palavras 1.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oi td bom??? espero que sim!!!
ai que engraçado que aqui eu coloquei a história para maiores de 18 anos e eu, que sou a autora, tenho 16... aiai
enfim
então galera, esses primeiros capítulos são os mais chatinhos porque eles são mais para apresentar os personagens e da mais ou menos uma ideia da história, com o tempo vai ficando mais interessante de ler, mas to muito feliz de saber que vocês já tão curtindo <333
é isso!!! espero que gostem do capítulo
e já vou avisando que eu sou um lixo pra nome de capítulo então vocês vão ver muito uns título meio ????que??? mas esse "Eu odeio Biologia" sou eu mesma falando.

Capítulo 3 - Eu odeio Biologia


Mesmo que eu estivesse com os olhos abertos, sentada na cama, eu ainda sentia que não havia acordado realmente. Eu encarava a cortina do meu quarto, ela era de cor bege, um pano bem fino que se tornava quase transparente, o sol refletia sobre ela, mas não era uma luz forte, era algo agradável. O dia havia começado recentemente.

Olhei no relógio. 7h20min. Vinte minutos depois do que eu acordava normalmente. É claro que minha mãe já estava pirando. Ela tentou abrir a porta do meu quarto, que estava trancada.

 — Beatrice? — ela bateu na porta, levemente. — Tá tudo bem, filha?

— Já desço. Vou tomar banho, acabei de acordar.

— Vá rápido então. Estou te esperado. Fiz seu prato preferido, panqueca e morangos, certo? — mesmo sem a ver, eu sabia que ela estava sorrindo. 

Levantei-me da cama e fui para o banheiro tomar um banho, esperando que aquilo me relaxasse e, de certa forma, ajudou.  Aquilo pareceu me deixar mais leve. A água caindo sobre minha cabeça, descendo por todo meu corpo, parecia que levava uma parte negativa que estava guardada em mim e no momento era o que eu precisava. Precisava me sentir leve, mesmo que só por alguns minutos.

Vesti a primeira roupa que encontrei. Uma calça jeans, blusa branca de mangas compridas e uma jaqueta camuflada por cima, ela era uma das minhas favoritas. Acabei não fazendo nada no cabelo, não o sequei nem nada, apenas o penteei e o deixei solto sobre meus ombros. Meus cabelos não são tão cumpridos, são na altura dos meus ombros, mas molhados ficam maiores e mais escuros. Os fios normalmente são de tom loiro escuro, um dourado. Nunca os pintei nem nada por mais que minha mãe ache que algumas luzes nas pontas o deixariam mais bonito.

— Bom dia, atrasadinha. — papai disse assim que me viu entrar na cozinha. Ele estava sentado em sua cadeira favorita, a da ponta, próxima a pia. Fui até ele e o abracei, aproveitando para já pegar um pouco de café na cafeteira. — Ah sim, sempre pelo café... — rimos.

Tomei meu café da manhã na pressa, eu não queria atrasar meu pai. Ele sempre me leva pra escola de carro já que é caminho pro serviço dele. Ele é o xerife da cidade, ele sai cedo e chega tarde. Se bem que é mais ele que faz o próprio horário, chegar atrasado não seria um grande problema para ele, mas  para mim sim. Comi o mais rápido que eu pude e fomos.

Graças a Deus, ao chegar à escola, avistei Cameron sentado no nosso lugar de sempre. Soltei uma respiração de alivio. Despedi-me do meu pai, desci do carro e caminhei até ele, mantendo meus olhos presos em Cameron. Assim que ele me viu, se levantou do chão perto a árvore que tínhamos nomeado de Trizeron, e me abraçou. Foi tão confortante. Eu precisava daquilo, precisava de um abraço, mas eu não pediria por um e ele me conhecia o suficiente para saber disso.

Nós dois nos conhecemos no inicio do oitavo ano, Cameron havia acabado de chegar à cidade então ele não estava muito interessado em saber o passado da cidade e quando ficou sabendo, felizmente, teve a sensatez de não ligar. Afinal, foi algo que Matthew fez, não eu.

— Ei, tudo bem? — assim que me afastei um pouco dele, ele, ainda me segurando em seus braços, me olhou. Seus grandes olhos cor de mel, que às vezes chegavam a ficar verdes, me encararam mostrando que estava tudo bem se nada estivesse bem.

— Na verdade, sim. Minha mãe preparou uma deliciosa panqueca com morangos, você sabe como eu amo isso e eu estava tanto tempo sem comer. Foi maravilhoso.

— Triz... — ele riu nasalmente. — Sem tocar no assunto então?

— Que assunto?

— Tudo bem então! — Cameron pegou sua mochila do chão de grama, colou uma das alças em seus ombros e saiu andando normalmente. — Senhor Dalton, primeira aula. Não vai querer se atrasar, né?!

Eu o odeio! — murmurrei, enquanto arrastava meu corpo para dentro da escola.

Hoje não foi nada diferente de ontem. Assim que botei meus pés dentro daquele lugar, as pessoas me olharam. Para quem estava acostumada a não ser notada por quase ninguém, pelo menos acostumada a ver todos fingindo que não te viam ou que não falavam de você, ter que lidar com isso acontecendo pela primeira vez na minha cara, foi bem estranho. Algumas pessoas me olhavam com pena, outras olhavam só por olhar mesmo.

Eu não fazia ideia se o mesmo acontecia com Karen até porque pelos corredores ela evitava o máximo esbarrar comigo ou ter contato visual e eu não fazia questão de forçar isso, então eu realmente não sabia como as coisas estavam acontecendo com ela. Talvez até todos tenham esquecido que ela também já foi amiga de Matthew, mas ela teve uma evolução tão boa durante todo esse tempo que acho provável que, para eles, ela foi sempre apenas a Karen.

De qualquer forma, era ridículo manter um julgamento em uma pessoa depois de anos. Qual é? Foi ele que matou o próprio pai, eu não tinha nada a ver com isso. Por que todos agiam como que se eu tivesse? Como se eu fosse cúmplice do crime?

Senhor Dalton já estava na sala, como sempre, setando em sua cadeira giratória que ele só usava quando ia fazer chamada, sempre no início da aula para aqueles que se atrasassem ficarem com falta. Ele passava o dia todo em pé, falando e falando. Sei que explicar a matéria é algo legal, algo que todos professores deveriam fazer, mas o Senhor Dalton foge completamente do assunto. Ele viaja em suas teorias, fica algo entediante. Eu já não me dava muito bem com Biologia, Biologia com o senhor Dalton de professor então...

— Senhorita Tyler, — ele sorriu amarelo. — pode se juntar com seus colegas no fundo da sala. — apontou para a parede do fundo onde havia uns dez alunos. Todos pareciam estar tão entediados e cansados. Estavam de pé em frente a parede e de frente para o senhor Dalton, eu não havia entendido muito bem, mas fui até lá.

— O que esse velho quer agora? — notei alguém no meio dos alunos se pronunciado. Claro que era Miles.

— Ele faz isso todo início de semestre. — responderam. Era uma garota encostada de modo desajeitado na parede. Uma perna sobre a outra, a de cima revelava um jeans rasgado, bem rasgado, na parte de suas coxas. Inconfundível, Jade. — Vocês não tiveram aulas com ele no ultimo ano, certo?

Graças a Deus, não. Meu ultimo professor de Biologia foi o senhor Johnson, um homem quarentão, ele era bem atraente, sejamos sincero, e tinha um modo de ensinar bem diferente. Digamos que ele era normal.

— Ele separa as duplas do semestre passado. De alguma forma ele acha que isso ajuda, sabe? Criarmos vínculos com pessoas novas. — ela sussurrava já que ele estava olhando pra gente. — Acho bom que se vocês quiserem ficar com algum dos seus amigos, se afastem um do outro.

O grupinho da sala: Miles, Joshua, Catherine e Danny, se afastaram na hora. Isso era ridículo. Até parece que o senhor Dalton não saberia que os quatro são amigos. Eles atrapalhavam quase todas as aulas pra fazer comentários bestas e rir de coisas que ao menos tinha graça.

Aos poucos mais alunos foram entrando na sala, mas o que mais chamou atenção foi Matthew. Ele chegou, parou em frente a porta e encarou o fundo da sala. Seu olhar se encontrou com o meu. Ele sorriu, eu não. Logo desviei o olhar para a coisa mais aleatória na minha frente. Miles. Ele estava ali do meu lado, aparentemente eu era a última pessoa que ele gostaria de fazer dupla, levando em conta o comentário de Jade.

— Matthew Hasson? — senhor Dalton disse, lendo um papel que havia sido entregado por Matthew, que confirmou. — Pode se juntar com o resto da turma. — o homem apontou em nossa direção. — Não! — ele corrigiu a si mesmo. — Melhor. Sente-se aqui. — indicou a primeira mesa da fileira do meio. Matthew assim fez. — Senhorita Hamilton? — chamou Catherine, a morena que estava misturada no meio dos alunos. — Aqui. — apontou para a mesa logo atrás de Matthew.

E continuou até que as mesas estivessem ocupas por uma pessoa. O total na sala era de doze mesas para vinte e quatro alunos já que sentávamos em duplas. Assim que terminasse seria à hora de escolher as duplas. Eu estava aceitando a sentar com um dos integrantes do quarteto para não ter que sentar com Matthew.

— Senhorita Tyler?

Era a minha vez. 

Sim?  — ajeitei minha mochila, me preparando para caminhar para o meu lugar, que claro, como a pessoa mais sortuda desse mundo, foi ao lado dele.

— Com o senhor Hasson, por favor.

Todos os outros alunos que ainda sobraram, riram. Riram de mim. Riram da situação. Riram deles mesmos, da sorte que tiveram.

Ótimo! Revirei os olhos, seguindo as ordens do professor.


Notas Finais


não vou marcar uma data certa pra postar, por mais que eu ache chique quem faz isso e cumpre. tipo: "oi meninas tudo bom? a história vai ser atualizada todo dia x" e chega dia x e a pessoa postou mesmo. Infelizmente não sou assim e ainda mais que a escola acaba comigo, nem tem como saber se eu vou ter como escrever capítulos pra postar nos dias certinhos, mas eu vou tentar não passar de 10 dias.


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