História Secret - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Aiden, Lydia Martin, Malia Tate, Melissa McCall, Sheriff John Stilinski, Stiles Stilinski
Tags Izzylessa, Lydia, Stiles, Stydia
Exibições 104
Palavras 1.481
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo Dois


Lydia só conseguia enxergar escuridão.

Todas as luzes em seu quarto estavam apagadas e as cortinas estavam fechadas com ferocidade impedindo qualquer luz que poderia vir do lado de fora. Ela não falava nada, só ouvia a música alta que soava em seus ouvidos, não queria dar nenhum vestígio de que estava acordada para sua mãe.

Scott tinha sido havia pelo menos duas horas, prometendo que não iria contar para ninguém e ouvindo ela afirmar como iria resolver tudo, uma expressão de alívio enchendo seu rosto. Ele não imaginava o que ela iria fazer, seria mais fácil desse jeito, ninguém iria impedi-la assim.

Lydia aumentou o volume de seu celular e ajeitou os fones em seu ouvido. Vou ficar surda desse jeito. Ela moveu seus ombros de forma desconfortável e se virou para o teto negro. Quando ela era pequena havia estrelas que brilhavam no escuro ali, mas haviam sido retiradas a seu pedido depois de seu aniversário de dez anos; achava que era velha demais para tais decorações, porém nunca sentiu tanta saudade das estrelas quanto agora, talvez fariam com que ela se sentisse como a criança que ela não poderia mais ser.

Lydia imaginou o bebê dentro dela, se é que podia chamá-lo disso, devia ser tão pequeno e em uma fase tão inicial que ela ainda nem tinha certeza se o termo feto era apropriado, pensou se ele estava com raiva dela ou se sabia o que ela estava prestes a fazer. Ela esperou que não, esperava que, se fosse possível, ele entendesse que nenhum dos dois merecia passar por aquilo. Lydia se imaginou se, no futuro, ela se odiaria pelo que faria.

Ela fechou os olhos e se lembrou, daquele dia semanas antes, quando havia cometido o pior erro de sua vida. Ela ainda sentia o gosto dos lábios de Stiles, pasta de dente e mel, além das sensações que suas mãos causaram quando a tocaram. Estava tão fora de si naquele dia, quando ele lhe deu carona para casa, que ao se virar para se despedir acabou aceitando a boca que se aproximava.

Nós fizemos em um carro, meu Deus. Ela escondeu seu rosto em suas mãos e soluçou, desesperada. Ela se sentia tão suja, trair uma de suas amigas mais próximas desse jeito e sem saber nem o porquê, ela só viu Stiles se aproximando e não conseguiu pensar em mais nada além dele; parecia até que ela estava drogada. Lydia soluçou novamente e sentiu lágrimas descerem por seu rosto, se acumulando em algumas partes cobertas por suas mãos. Minha mãe vai me matar se descobrir. Malia vai me matar se descobrir. Stiles… Ele nunca vai falar comigo novamente.

Desde que Scott havia ido embora e ela foi deixada sozinha com seus pensamentos imaginou como seria o momento que contaria para Stiles a verdade. Em todos os cenários ele estava decepcionada com ela, por ter feito isso com ele, e Lydia perdia toda a sua coragem em segundos.

Lydia desligou a música e limpou os olhos das lágrimas que fugiam. As vozes ao seu redor ainda sussurravam, agora mais alto sem a música lhes atrapalhando, e Lydia sabia o que elas queriam lhe dizer; sabia havia um tempo.

Alguém iria morrer em breve.

***

Lydia nunca imaginou que, um dia, iria acordar apenas para vomitar, mas também nunca imaginou que estaria grávida de Stiles. A vida tinha seu jeito de a lhe surpreender de uma maneira não desejada, com um bebê que ela não queria com um garoto que ela não amava; não era um jeito de trazer uma criança para o mundo, porém ela iria consertar as coisas, a vida dos dois iria se ajeitar.

Dando descarga no que restava de seu jantar, Lydia começou a escovar os dentes com pouca vontade, havia sido acordada pouco depois das quatro da manhã pelo simples e horrível motivo de expulsar todo o conteúdo de seu estômago. Havia enormes olheiras escuras embaixo de seus olhos e a luz estava começando a machucar sua visão, seus lábios estavam um tanto quanto inchados e rachados; ao morder a superfície avermelhada, um pequeno filete de sangue desceu a sua boca, enchendo sua língua com o gosto metálico. Ela se sentia enojada.

Retirando o pijama úmido de suor e o elástico azul que prendia seu cabelo em um apertado rabo de cavalo, Lydia entrou no chuveiro e abriu o registro, sem se importar se a água estava congelando, e começou a ensaboar seu corpo e a lavar seu cabelo. Não havia mais motivo para tentar voltar a dormir, ela sabia que não iria conseguir, então só começou seu dia mais cedo, poderia fazer algumas tarefas antes e até mesmo passar na delegacia para entregar alguns arquivos que o xerife lhe tinha entregado, pedindo sua opinião como especialista. Opinião como banshee, ela havia corrigido em sua própria mente quando Stilinski pediu sua assistência, apesar de ter sorrido e prometido ajudar na vida real.

Lydia se perguntou se ele iria ficar com raiva ao descobrir que ela havia engravidado, mas apagou esse pensamento rapidamente ao se lembrar de que ele não precisaria descobrir, ela iria resolver tudo naquele mesmo dia. Ninguém precisaria descobrir.

Ela fechou o registro e esperou alguns minutos enquanto o excesso de água escorria lentamente pelo seu corpo. Quando acabou, Lydia segurou uma toalha vermelho escuro e se secou, sem se importar de pentear o cabelo e caminhou até seu quarto. Ela pegou uma calça jeans escura e uma blusa azul royal, vestindo-os rapidamente antes de calçar os tênis velhos que encontrou no fundo de seu armário; pareciam ser as coisas mais confortáveis que ela havia vestido desde o início do colegial e todo o seu corpo, por um minuto inteiro, deu um suspiro de alívio. Ela vestiu um cardigã escuro e agarrou as chaves do carro e os arquivos antes de descer as escadas com passos leves, não havia motivo para acordar sua mãe e levar uma bronca.

Lydia entrou em seu carro e suspirou, aumentando o aquecedor para conter o tremor congelante que seu corpo havia começado. Ela ligou o motor e começou a dirigir na direção da delegacia, se lembrando de que, alguns meses atrás, Stiles havia reclamado do quão cedo seu pai ia trabalhar, estando na delegacia até mesmo antes das quatro da manhã. Ele com certeza vai estar lá.

Em poucos minutos, Lydia já pulava para fora do carro, segurando os arquivos que tinha recebido, e entrava no prédio de dois andares.

— Oi, eu vim falar com o xerife. Ele está aqui? — ela perguntou para a oficial de plantão, uma mulher alta e robusta que estava certamente jogando paciência em seu computador: Lydia conseguia ver o reflexo do jogo em seus óculos fundo de garrafa.

— Claro, só um momento. — ela sorriu e se levantou, entrando na sala com vários detetives extremamente cansados. Lydia conseguia sentir o cheiro de café de longe. Pouco tempo depois, a mulher voltou. — Ele está te esperando na sala dele, deixa eu abrir para você.

O portão magnético se abriu e Lydia entrou, cruzando seu caminho entre as inúmeras mesas abarrotadas de papelada. Alguns detetives levantaram seus rostos, interessados na novidade que acontecia diante de seus olhos, mas a maioria permaneceu concentrada em seu trabalho. Lydia ficou feliz com isso, odiava atenção quando não a queria. Stilinski a estava esperando perto de sua porta e não disse nada quando ela entrou na sala, apenas olhou para os arquivos e para seu rosto com apreensão.

— E então? — ele perguntou, nervoso demais para se sentar.

— Eu concordo com você, esse caso é muito estranho. — ele pareceu relaxar um pouco. — É diferente de coisas que eu já previ, tem algo de errado com esse corpo.

— Você tem certeza? — ele perguntou se colocando atrás de sua mesa. Seus braços estavam tensionados e suor cobria a maior parte de sua testa, ele parecia tão assustado quanto Stiles estava algumas semanas atrás. Não morra, Lydia. Abra seus olhos, por favor. — Quero dizer, como esse negócio funciona? Esse sobrenatural?

— Eu sei tanto quanto você. — ela tentou sorrir, amenizar as coisas talvez. — Eu tenhou uma maneira, depois do que aconteceu alguns meses atrás — ele fechou os olhos e, por um minuto toda a cor saiu de seu rosto, e Lydia soube que Stiles havia contado para ele. — Mas, para ter certeza, eu precisaria de algo da vítima. Algo pessoal.

Ele deu um passo para trás com isso. — Certo, eu posso falar com a família dela.

— Tudo bem. — ela imaginou que seria fácil contar a verdade para ele, sobre o que estava acontecendo dentro de sua barriga, e abriu sua boca, as palavras preparadas para sair, mas tudo foi interrompido por uma batida da porta. Ela nem precisava virar para saber quem era.

— Ei, pai. Eu trouxe seu café da manhã, mas o café tinha acabado então eu te trouxe chá… Lydia, o que está fazendo aqui tão cedo?

Droga.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...