História Secret - Capítulo 2


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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais, Selena Gomez
Tags Colegial, Drama, Justin Bieber, Romance, Selena Gomez
Exibições 89
Palavras 1.553
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, amores! Gostaria de agradecer pelos comentários e favoritos. Eu fiquei muito feliz por ver um resultado tão positivo, porque eu não esperava por isso.
Então, aqui está mais um capítulo. Espero que gostem!

Capítulo 2 - Partner


Fanfic / Fanfiction Secret - Capítulo 2 - Partner

Acordei cedo, um pouco atordoada e cansada pelo horário que eu havia chegado em casa na noite passada. O senhor Harrison, o meu chefe da lanchonete, acabou me pedindo para fazer hora extra por estar sozinho e não conseguiria cuidar de tudo. Eu não lhe negava favores, pois quando a minha mãe perdeu o emprego e eu precisei de um aumento no salário, ele foi o primeiro a se disponibilizar a me ajudar.

Apanho a minha mochila que estava sobre a poltrona do meu quarto e saio. Passo pelo corredor e esbarro-me com Christian, meu irmão mais velho. Ele beija o topo da minha cabeça e volta a falar, com quem quer que seja, no celular. Desço as escadas e aceno para Louis, melhor amigo de Chris.

— Bom dia, mãe. - digo ao entrar na cozinha e ver minha mãe preparando o achocolatado de Filiph, meu irmão mais novo. — Bom dia, garotão.

Beijo o topo da cabeça do meu irmão que sorri e volta a se deliciar com suas torradas.

— Bom dia, querida. - minha mãe responde-me. — Sente-se e coma conosco.

— Irei comer no caminho, mãe. - digo e pego uma maçã sobre a mesa.

— Tem certeza, América? Você está magrinha demais para o meu gosto. - ela diz e me lança um olhar repreensivo.

— Tenho, mãe. Fique tranquila. - digo e beijo o seu rosto. — Eu te amo.

— Eu também, amor.

Passo pela porta dos fundos e pego a minha bicicleta que estava caída no chão, bem do lado do carro de Louis. Ajeito a mochila em minhas costas, tendo as alças suspensas em meus ombros e começo a minha pedalada até o colégio. Desvio de algumas pessoas pelas calçadas e sorrio brevemente ao sentir o frescor da brisa fria batendo contra o meu rosto.

Não levo mais que vinte minutos para chegar. Salto da bicicleta e prendo-a próximo a as outras que estavam em um canto, logo ao lado do estacionamento. Vários carros já estavam estacionados e alunos bem vestidos saiam de dentro deles.

Enquanto eu fazia o meu caminho até a escadaria, olhei por cima dos ombros para trás e avistei Justin. Como de costume, ele estava lindo. Sua roupa era simples, mas eu ficava fascinada como ele conseguia tornar-se ainda mais bonito quando usava um jeans, uma camisa escura, a jaqueta do time e tinha seus cabelos despenteados pela brisa que fazia questão de chocar-se contra ele, como se fosse propositalmente para deixá-lo ainda mais irresistível.

Balanço a minha cabeça e continuo o meu caminho.

Dobro alguns corredores e paro em frente ao meu armário. Coloco a minha senha e puxo os livros das minhas aulas do dia; Química e Literatura. Fecho, novamente, o armário e sigo até a minha sala. Cumprimento algumas pessoas, apenas as com quem já troquei mais que duas palavras durante todos os anos do meu Ensino Médio, e sento-me em meu lugar, bem ao fundo da sala.

Observo as pessoas chegando e se sentando, uma do lado das outras, animadas e felizes em lhes dizer como havia sido o final de semana. Meu coração pulou contra meu peito quando ele passou pela porta. Eu sabia que tínhamos algumas aulas juntos esse ano, mas não sei como minhas reações são estranhas em todas as vezes que o vejo passar por aquela porta, despreocupado e sempre acompanhado por amigos ou pessoas que fazem questão de andar ao lado dele.

Ele se sentou do outro lado da sala. Como em todos os colégios, ali também havia os grupos formados, onde só se encaixava aquele que fazia parte do mesmo mundo dos demais. Eu, não fazia parte de nenhum deles, nem mesmo o dos excluídos. Isso poderia ser frustrante daqui alguns anos, quando eu parar e olhar para o meu passado. Que histórias terei para contar aos meus filhos?

— Bom dia. Bom dia. Bom dia. - o professor Fhorbes diz ao entrar na sala. Ele coloca suas coisas sobe sua mesa e rola os olhos pelo local. — Vejo que não temos muitos rostos novos aqui. Mas, todavia, eu sou o professor Gregori Fhorbes. Esse ano lhes darei aula de Química.

Os alunos que já conhecia o professor fazem algumas piadas e ele entra nas brincadeiras, mas logo faz a turma se calar quando eles se agitam mais que o necessário.

— Para começarmos o ano com o pé direito, eu irei lhes passar um trabalho em dupla. - a turma inteira vaia. Eu encolho meus ombros e continuo prestando atenção na aula. — Calma ai, pessoal. Será um trabalho divertido.

— Há como um trabalho ser divertido? - alguém solta na sala. O professor estreita os olhos.

— É claro que sim! - ele mexe os ombros. — A Química, em geral, envolve muito mais que fórmulas extensas e químicos com nomes difíceis e já falecidos. A Química está em todos os lugares, mas, por muitas vezes, nós não a vemos porque estamos preocupados demais com o que vem anos interessar. Portanto, o trabalho proposto é que vocês encontrem a química com aqueles que vocês nunca tiveram contato antes. - ele sorri. — Sou professor nesse colégio a mais de dez anos. Eu reparo em vocês, mais do que imaginam. Então, por isso, eu pensei em uma maneira de uni-los junto ao seu oposto, e daqui a três semanas, eu quero um relatório, onde cada um falará sobre o outro, e o que descobriu de compatível e de incompatível com a pessoa.

— Teremos que ficar vinte e quatro horas ao lado da pessoa? - uma garota pergunta.

— Não necessariamente, mas terão que ir em busca de conhecer a pessoa. Essa será a nota extra de vocês.

— Nós escolheremos as duplas? - outra pergunta.

— Não. - o professor sorri desdenhoso. — Eu já escolhi tudo. Ao fim da aula, colarei a lista no mural. Agora, vamos começar com a aula.

Com isso, o professor dá inicio a aula, mas nem todos parecem prestar atenção em suas palavras. Minha mente estava vagando através da dúvida e curiosidade de saber quem seria a minha dupla. Poderia ser qualquer um na sala.

Talvez seja Mandy, a líder de torcida mais bonita e exageradamente louca por rosa de todo o colégio. Ou, talvez seja Craig, o garoto mais quieto que eu já conheci. Antes eu pensava ser tímida, mas ele sempre sofria de hiper ventilação quando alguém dirigia a palavra diretamente para ele. Também, pode ser que minha dupla seja Taylor, um brasileiro que era membro do time de Futebol. As opções eram muitas, e eu poderia listar muitas diferenças entre nós, agora, algo que nos assemelhe? Acho isso um pouco difícil, quase impossível.

Quando o sinal do fim da aula soou, todos correram atrás do senhor Fhorbes. Esperei as pessoas procurarem por seus nomes e fui logo atrás. Eles ficaram agitados, e alguns até irritados com seus parceiros. Eu tentava enxergar o meu nome, ficando na ponta dos pés, e quando as últimas cabeças se afastaram, eu procurei por meu nome que estava logo no topo da lista.

Arregalei meus olhos.

Senti meus lábios secarem.

Meu coração falou as batidas seguintes.

Eu sentia tudo começar a girar.

Nenhuma das minhas deduções foi certa. A minha dupla era quem sequer passou pela minha cabeça.

Justin Bieber.

Olho para o professor que sorria ao ver o desespero dos alunos.

— Pro-Professor... Isso está errado, não é? - digo e aponto para a lista.

— Não, América. Tudo está correto. - ele diz e olha no relógio em seu pulso. — Tenha um bom trabalho.

Eu balanço a minha cabeça e olho novamente para a lista.

América Walters e Justin Bieber.

Apresso meus passos pelo corredor. Eu precisava respirar.

Ao pisar no gramado do colégio, eu continuo andando, tendo minha cabeça fervilhando em pensamentos confusos, misturado ao medo e a insegurança.

— América! - ouço uma voz familiar me chamar.

Não.

Isso não.

— América, espere! - ele continua me chamando.

Eu não percebo, mas estou quase correndo pelo gramado e me desviando dos corpos das pessoas.

— Meu Deus, mulher! Se acalme. - Justin diz e consegue envolver uma de suas mãos em meu braço direito, fazendo-me travar por sentir o seu toque. — Está fugindo de algo?

Sim, de você!

— Não, eu... - balanço a minha cabeça, algumas vezes.

Eu não conseguia olhar para ele. Eu não conseguia pensar com clareza.

— Podemos nos ver hoje? - eu engulo em seco. Não sei se ele percebe que eu estremeci, porque ele reformula sua pergunta. — Para fazer o trabalho, você sabe, mês que vem começam os jogos e eu não terei muito tempo de sobra.

Oh, meu Deus!

O que eu vou fazer?

— Eu trabalho quando saio do colégio. - minha voz estava tão baixa que me surpreendia por estar conseguindo falar algo.

— Posso buscá-la no trabalho. De lá nós podemos...

— Eu realmente não posso. - desvencilho-me de sua mão em meu braço e apuro meus passos para longe dele.

Ouço-o me chamar, mas não olho para trás.

Continuo andando, para o mais longe que consigo. Só paro quando consigo esconder-me atrás de uma árvore e respiro fundo.

Eu não posso fazer isso.

Por mais que eu tenha tentado esquecê-lo de todas as formas possíveis, ele ainda está marcado em mim.

Ele ainda tem tudo de mim.

Eu sou dele, mas ele não é meu.

Ai está! Essa pode ser a nossa primeira coisa na nossa lista de diferenças. 


Notas Finais


Não deixem de comentar para que eu saiba se estão gostando. XoXo


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