História Secret Coffee - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Chouji Akimichi, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Karui, Naruto Uzumaki, Sai, Shikamaru Nara, Toneri Otsutsuki
Tags Naruhina, Naruto, Revolução Naruhina, Universo Alternativo
Visualizações 57
Palavras 2.595
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Repostando:
Boa leitura!

Capítulo 1 - Manju


Fanfic / Fanfiction Secret Coffee - Capítulo 1 - Manju

 Capítulo 1

Manju

Manju é um dos doces mais tradicionais do Japão,

Derivado de um tipo de mochi com recheio de anko.

 

O relógio marcava exatamente 8 horas quando Hinata despertou de seu sono, e ao se virar na cama mais uma vez ela não encontrara seu marido. Então constatou que ele havia saído mais cedo para não ter que confronta-la.

— Então é assim que você quer resolver as coisas? — Perguntou a si mesma.

Ela levanta e enquanto caminha em direção ao banheiro, se pergunta pela milésima vez, como eles haviam chegado aquela situação? Não seria mais fácil "chutar o balde" e dar um fim aquele casamento? Se é que poderia chamar aquilo de casamento, de fato o amor e a paixão não existia mais entre os dois, mas nem sempre fora assim. Quando Hinata aceitou se casar com Toneri, estava completamente apaixonada e encantada, ela realmente acreditava que havia encontrado o amor de sua vida. E como não pensaria assim? Dois jovens adultos bem sucedidos profissionalmente, ela jornalista e ele Advogado, ambos envolvidos em uma maravilhosa sintonia, pois além do amor e da paixão, eles acima de tudo se respeitavam.

— Nossa! Quanta coisa mudou em nosso relacionamento...

Não poderia deixar de lamentar, afinal, qual é a pessoa que ficaria feliz de ver um sonho se tornar em "pesadelo"? Sem dúvidas as crises são a pior fase de qualquer casamento.

— “Grrr, que se dane!”

Após seu banho matinal ela seguiu para a cozinha, e quantas lembranças passaram por sua cabeça naquele momento, os risos, os momentos de paixão, as conversas, e é claro, as brigas, e após muitas delas eles nem sequer tomavam café dá manhã juntos, então Hinata passou a frequentar uma cafeteria que abriu bem próximo do seu trabalho. E naquele dia não seria diferente, então em meio às lembranças ela partiu para aquele lugar que tinha se tornado seu refúgio para a frustração que sentia.

(...)

Secret Coffee, uma cafeteria com um ambiente agradável, janelas de vidro que davam ao local luz natural, com mesas de madeira de carvalho sólido e detalhes de cobre, cadeiras acolchoadas com uma cobertura de tecido floral, sem dúvidas um local acolhedor e dinâmico. A cafeteria também despõe de um piso superior com salas privadas e até biblioteca. Porém, o que mais agradava naquele local era a variedade de doces. Hinata sempre fora fascinada por doces, por isso passou a frequentar diariamente o local desde sua inauguração.

Ao chegar no local, Hinata entrou rapidamente e se sentou em seu lugar preferido, de onde poderia ter uma privilegiada vista do lado de fora. De início não pediu nada, preferiu ficar um tempo somente observando o céu que estava especialmente lindo naquela manhã, até que ela fora tirada de seus devaneios pela presença de alguém.

— Com sua licença. — falou o jovem loiro com um par de olhos que mais pareciam duas safiras.

A mulher olhava espantada para o loiro com uma badeja em mãos, pois simplesmente não havia pedido nada.

— Desculpe, mas, não lembro de ter pedido nada, ainda. — Sorriu timidamente.

— Eu sei que não, mas gostaria que você fosse a primeira pessoa a provar o mais novo doce da secret Coffee, já que você faz questão de tomar café da manhã aqui todos os dias.

Hinata ficou sem entender o que estava acontecendo, por que aquele homem queria que ela fosse a primeira a experimentar o doce?

— Vai ter que me desculpar, mas, não posso aceitar. Você pode até ser funcionário daqui, porém eu não te conheço.

— Não seja por isso, sou Uzumaki Naruto é um prazer conhecê-la. — Falou sorridente enquanto estendia a mão em comprimento. — Dono desta singela cafeteria.

Ainda sem entender o motivo de tudo aquilo, ela apertou a mão daquele misterioso e belo homem. Não deixando de ficar sem graça por achar que ele era funcionário.

Naruto era um jovem adulto no auge de seus 32 anos, herdeiro de uma rede de cafeteria, pois ainda na adolescência perdera seus pais em um trágico acidente, e desde então teve que amadurecer e tomar conta dos negócios da família. Hinata não fazia ideia, mas, desde que pôs os pés na cafeteria, chamou a atenção de Naruto, que passou a observa-la diariamente, ele não conseguia controlar o fascínio que sentia por aquela mulher de beleza tão exótica e única. Claro que ele já havia conhecido várias mulheres, mas nenhuma se comparava aquela morena de olhos cor de pérola.

— Então, senhor Uzumaki, poderia me explicar o motivo de ser a primeira a experimentar o mais novo... Manju do Secret Coffee?

— Bom, primeiro, me chame somente de Naruto, segundo, você é japonesa não é mesmo?

— Acho que meus olhos entregam isso. —Falou enquanto sorria abertamente.

— Então, nada melhor do que uma japonesa para experimentar um doce típico japonês.

Não deixou de concordar com o homem, e mesmo que estivesse sentindo que não deveria levar aquela conversa a frente, não pode resistir e muito menos ser indiferente a aquele homem.

Por fim Hinata resolveu provar daquele doce que gentilmente lhe fora oferecido, mas antes de provar ela o questionara sobre quantidade um tanto que exagerada de doces.

— Você não acha que exagerou na quantidade? — sorriu enquanto o olhava fixamente.

Naruto havia servido 6 manjus, que delicadamente haviam sido moldados em formatos de animais. Obviamente era uma porção exagerada demais para uma única pessoa. Mas Naruto queria agradar aquela mulher, queria se aproximar

— Realmente, mas, caso não queira comer todos aqui, pode levar os outros.

— Hum, quanta generosidade, você faz isso com todas as clientes? — Não pode deixar de sorrir sarcástica com a pergunta. Mesmo sem querer ela já estava ficando a vontade com o loiro.

— Não, só com as especiais! — Falou enquanto a olhava fixamente.

A morena então pegou o doce em formato de panda, e ficou maravilhada com o incrível sabor, tão familiar que parecia estar novamente em seu país.

“Incrível...”

— Perfeito!

Naruto sorriu ao ver aquele lindo sorriso

“Tão linda...”

Para os dois parecia que tempo havia parado, Hinata não sabia o porquê de ter ficado tão à vontade com uma pessoa que lhe era totalmente desconhecida, por outro lado, Naruto estava cada vez mais fascinado e envolvido por ela.

Nenhum dos dois percebera, mas, o tempo havia passado, tempo demais para quem precisava estar no trabalho naquele momento, e ao se dar conta disso, Hinata rapidamente cortou a breve conversa que tivera com aquele homem que mal conhecia mas que já despertava em si emoções que nunca havia sentido.

— Desculpe senhor Uzu ... Naruto, mas preciso ir, já estou atrasada, muito obrigada pelos doces, sem dúvidas estão maravilhosos.

Rapidamente se levantou e foi direto para a saída, Naruto nada disse, apenas a seguiu com o olhar, aquela linda mulher, mas antes que ela passasse pela porta, ele acordou de seu pequeno vislumbre.

— Hei! Você ainda me falou seu nome.

A mulher se virou para olha-lo, e com um lindo sorriso, o mais lindo já viu na vida.

— Hinata!

— Até amanhã, Hinata...

“Até...”

Ela então caminhou até seu carro, abriu a porta e sentou-se, ainda extasiada pela as emoções que acabara de sentir. Mas novamente foi retira de seus devaneios, agora pelo toque de seu celular, pegou o mesmo dentro da bolsa e se surpreendeu com o nome que piscava na tela.

— No que ele está pensando afinal?

Por um instante quis atender, porém, ao lembrar da frustação de mais cedo, resolveu pôr fim ignorar, jogando o aparelho no banco do carona.

“Toneri...”

Devido a cafeteria ficar próxima ao seu trabalho, Hinata rapidamente chegou ao Daily News.

Daily News é um jornal bastante conceituado em Nova York, considerado um dos melhores jornais online do país, e Hinata amava trabalhar lá, pois tinha liberdade em suas matérias, também pelos colegas de trabalho, e é claro por fazer o que mais gostava, entrevistar.

Ao chegar no prédio, foi diretamente para sua sala, mas cumprimentando a todos que encontrava, ao entrar na sua sala, sua assistente entrou em seguida demonstrando uma certa preocupação.

— Senhora Hinata! Que bom que finalmente chegou. — Disse nervosa.

— Bom dia para você também Ino!

— Me desculpe, bom dia.

— Então, aconteceu algo? Se acalme. — Sorriu. Ino era uma ótima assistente, Hinata não tinha do que reclamar da jovem que se assustava com pouca coisa. Ela sempre se divertia com o “desespero” de sua amiga, sim, pois Hinata a considerava mais do que sua assistente, ela era sua amiga.

— Na verdade sim, o senhor Kakashi estava procurando pela senhora, disse que assim chegasse a senhora deveria ir direto para sala de reuniões.

— Reunião? Mas ele não tinha avisado nada sobre isso.

— Ao que parece é uma reunião de emergência.

— Certo, então é melhor me apressar. Pegou sua agenda de anotações e seguiu para sala.

Ao entrar se desculpou pela demora, Kakashi compreendeu a situação de Hinata, pois ele não havia avisado e convocou a reunião de extrema urgência, além do mais, Hinata é uma funcionária extremamente responsável e pontual. A reunião teve início, e Kakashi passou a explicar os motivos da reunião tão repentina.

— Bom, Como todos sabem nosso jornal é bastante conceituado tanto em nossa cidade como país, porém, um bom jornal deve sempre estar em busca de renovação e adaptação para que não perca seus leitores e possíveis leitores, por isso, quero que vocês tragam novas reportagens, ou entrevistas, que chamem a atenção do público em geral. Vocês tem total liberdade para expor suas ideias no máximo em dois dias.

A reunião continuou, leve e agradável, alguns tiveram várias ideias logo que imediatamente, Hinata de primeira não pensou em nada que fosse interessante, preferiu deixar mais para depois, ela não o porquê mas estava um tanto que distante, parecia que ela não estava de fato naquela sala cheia de pessoas. Por várias vezes suas lembranças daquela manhã insistiam em voltar, e com elas a visão de um lindo par de “safiras”.

“O que estou fazendo afinal? Mesmo que meu casamento esteja indo de mal a pior, não posso ficar pensando em outro homem, mas, como esquecer aquele sorriso, aquele olhar?”

Apesar de tudo, se sentia culpada por estar pensando tanto em um homem que não era seu marido.

“Naruto...”

(...)

O restante do dia foi tranquilo, e Hinata terminou de editar suas reportagens que seriam publicadas no dia seguinte, ela ficou tão empolgada no trabalho que acabou esquecendo que o expediente já tinha acabado. Se não fosse sua gentil assistente, teria passado o até a noite em sua sala, não que isso fosse algo ruim, na verdade seu trabalho era uma ótima porta de escape para seus problemas conjugais, mas não havia outro jeito, ela teria que voltar para casa e dormir ao lado do homem que havia se tornado um completo desconhecido.

— Preciso mesmo ir para casa? Droga! — Expressou a grande frustação que sentia.

— Algum problema senhora? — Perguntou em um tom de preocupação.

— Não se preocupe Ino, não e nada que não possa ser resolvido, acho que só falta atitude de minha parte. Acho melhor irmos embora de uma vez, já está muito tarde.

Ino concordou mesmo estando preocupada com sua amiga, mas preferiu não perturba-la com perguntas, então ambas saíram juntas e se despediram no estacionamento.

— Até amanhã Ino!

— Até Hinata!

Então cada uma entrou em seu carro e seguiram para suas casas.

Enquanto dirigia Hinata percebe que seu celular mais uma vez está tocando, e quando ela percebe que o deixou seu celular dentro do carro, quando pegou o mesmo para verificar quem estava ligando, ela percebe que haviam várias chamadas perdidas de seu não tão amado marido.

— O que deu nele afinal? Saiu de manhã sem falar nada, mas passa o dia ligando?

 E mesmo vendo as inúmeras vezes que ele ligou, ela não atendeu a sua ligação e continuou seu caminho para casa.

E ao chegar em seu lar, sentiu como se estivesse entrando em uma prisão, prisão essa que ela queria se libertar desesperadamente, pois, até mesmo sua casa lhe era estranha. E ao fechar a porta escutou batidas de palmas.

— Então a grande jornalista resolveu vir para casa?

— Não entendi o sarcasmo. — O olhou com raiva.

— Apesar de se uma excelente jornalista, você deixa muito a desejar no quesito, atender a ligação de seu marido.

— Não entendo o porquê de tanta indignação, se queria falar algo, por que então não falou antes de sai? Aliás há muito tempo que você não liga para mim, e além de ter esquecido o celular no carro, eu estava em uma reunião, você não e o único que tem responsabilidades. Por isso pode deixar esse sacarmos de lado e fale de uma vez, o que quer?

— Tinha um jantar com um cliente muito importante, mas ele insistiu em levar a esposa, e me sugeriu que fizesse o mesmo, mas minha querida esposa não que atender minhas ligações então tive desmarcar, satisfeita?

— Entendi, era só mais um jantar em que você me exibiria e iria gritar para todos o quanto nós temos um casamento perfeito, mais uma vez você me faria dizer um monte de mentiras e demonstrar um amor que não existe mais? Então não ter atendido as suas ligações foi a segunda melhor coisa que fiz hoje.

 Hinata estava cansada daquela situação, e preferiu botar para fora coisas que a muito tempo lhe incomodava. Toneri queria continuar naquele casamento somente para manter as aparências para seus clientes, para ele a imagem sempre era mais importante.

— Mas é claro que eu exibiria você, e não e exatamente para isso que servem esposas como você?

Toneri definitivamente demonstrara que Hinata não era nada mais do que um objeto, uma boneca que ele fazia questão de exibir para os clientes e amigos, tudo para manter as aparências, pouco lhe importava se seu casamento estava em ruinas, contanto que os outros não soubessem, para ele pouco importava o Hinata sentia, por isso que ele negara todas as vezes que Hinata havia proposto que o melhor era acabar com tudo de vez, manter um casamento de aparências era pior que o inferno.

— É realmente uma pena, mas não poderei ir ao seu jantar importantíssimo, e é melhor não insistir, se me permite irei dormir no quarto de hóspedes.

Mas antes de a mulher pudesse sair, Toneri a puxou pelo braço com extrema violência.

— Eu ainda não terminei de falar e acho muito bom que você mude de ideia, pois não vou permitir que trate como um palhaço. Entendeu?

— Me solte, está me machucando, quem e você e o que fez com o Toneri?

— Entenda Hinata, aquele Toneri que você conheceu não existe mais, e mesmo que você não goste nós continuaremos casados. — Falou apertando ainda mais o braço da perolada.

— Isso é o que veremos.

Enfim ela se soltou e foi direto para o quarto de hospedes, e ao bater à porta atrás de si, se jogou no chão e não pode conter as lagrimas que já insistam em cair, aquela foi a primeira vez que Toneri mostrava seu lado agressivo, Hinata não entendia como ele tinha mudado ao ponto de ser agressivo daquela maneira com ela, foi nesse momento que ela se lembrou do momento que felicidade que teve pela manhã com o gentil dono do Secret caffee e enquanto chorava ela olhou para a marca que já se fazia presente em seu braço, e acabou por dormir ali mesmo no chão.

Hinata não imaginava, mas aquele era o primeiro dia da grande mudança em sua vida, o primeiro dia em que ela passaria a viver entre o paraíso e o inferno, entre a luz e a escuridão, entre o amor e o ódio...

Fim do capítulo 1.



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