História Secret Coffee - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Chouji Akimichi, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Karui, Naruto Uzumaki, Sai, Shikamaru Nara, Toneri Otsutsuki
Tags Naruhina, Naruto, Revolução Naruhina, Universo Alternativo
Visualizações 43
Palavras 4.059
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Repostando...
Boa leitura :3

Capítulo 2 - Ohagi


Fanfic / Fanfiction Secret Coffee - Capítulo 2 - Ohagi

Capítulo 2

Ohagi

É um doce muito popular na primavera e outono japonês.

O sol adentrava por entre as cortinas que balançavam com o acolhedor vento que se fazia naquele belo inicio de manhã. Os raios solares batiam na face da perolada que se encontrava ao chão, fazendo-a despertar lentamente.

A Ootsutsuki foi acordando aos poucos, sentando-se com a mão tampando os olhos, impedindo da luz que refletia dos vidros lhe atingissem. Suspirou fundo, se lamentando, ela tinha dormido no chão do quarto de hóspedes do jeito que tinha chegado do trabalho. Ficou tão esgotada fisicamente, mentalmente depois do longo pranto, que acabou dormindo naquele chão frio, duro, e a cama de solteiro que ficava a poucos metros de onde estava foi totalmente esquecida. Lamentou-se mais uma vez por encontra-se dolorida ao dormir inadequadamente.

Levantou-se indo em direção a janela onde o sol estava raiando no horizonte. Afastou um pouco as cortinas, abrindo a janela fechando os olhos ao sentindo o vento confortável lhe balançar os cabelos desgrenhados.

Passados poucos minutos apreciando a leve brisa, Hinata abriu os olhos olhando para o bonito céu azulado. Era mais um dia que começava e sabia que tinha voltar para realidade, a de encarar seu marido. Suspirou, aquele céu tinha uma cor de azul tão intensa, que a fazia se sentir bem, queria passar horas ali o olhando, mas não era possível. Pelo horário ainda era um pouco cedo do horário que era acostumada acordar, e Toneri ainda estaria em casa naquele horário. Ela não queria olhar na cara do marido, não depois do que ele tinha feito ao segurar seu braço com força.

 Suas íris peroladas focalizaram na mancha em seu braço meio verde arroxeada e praguejou baixinho, devido a sua pele ser bastante branca. Não poderia colocar uma blusa como aquela que estava no momento, que somente tinha um babado na manga curta. Definitivamente não usaria um modelo que deixaria todo seu braço a mostra.

Era hora de ir tomar banho, tirar aquela roupa, e encarar Toneri. Afastou-se da janela deixando a mesma minimamente aberta, saiu fechando a porta atrás de si. O corredor tinha algumas luzes embutida no teto, e essa iluminava o local que não tinha janelas. Ainda era cedo e a casa estava silenciosa, os funcionários chegariam algumas horas para começar seus afazeres.

A porta da suíte onde dormia desde que foi morar naquela luxuosa casa era no fundo do corredor com assoalho de madeira no chão. Passou pelos três jarros quadrados de planta que ficava ali, se olhando no grande espelho contido na parede. Visualizou a imagem de uma mulher com a maquiagem borrada, os cabelos totalmente desgrenhados e a roupa amassada. Deu um sorriso com os lábios, era uma visão engraçada de como se apresentava naquele instante.

Entretanto, seu pequeno sorriso foi desfeito, com a imagem de um ângulo melhor do seu braço. Aquele hematoma estava pior que pensou. Encostou com os dedos e a dor foi instantânea. Tentaria ao máximo não tocar naquela área, se somente encostou com as pontas dos dedos e foi dolorido demais, imaginava tocando normalmente.

Voltou a andar abrindo a porta com cuidado para não acordar Toneri. O quarto estava escuro e o mesmo ainda mantinha-se dormindo na cama king size confortavelmente. Hinata somente foi para o banheiro para tomar seu relaxante banho, depois daquela monstruosa noite passada.

Ao sair minutos depois enrolada na toalha felpuda e branca, sentia-se melhor mais bem disposta para encarar aquele dia, e adentrou-se no closed, onde tinhas suas roupas.

Hinata não compartilhava dos muitos luxos que o marido gostava de esbanjar. Bem no início do casamento residiam em um apartamento luxuoso, e mediano, mas o Ootsutsuki logo comprou a casa onde eles moravam. Residência essa que esbanjava luxos, que ao ver de Hinata eram totalmente exagerados para somente um casal. Ela era uma pessoa simples, nunca se importou com a grandeza que o dinheiro proporcionava, apesar de seus pais serem pessoas ricas, da sociedade, sempre foi íntegra em sua conduta de não menosprezar ninguém independente do dinheiro e classe social.

Vestiu uma blusa três quatro vermelha tampando a marca, sua calça social preta e um escarpin também preto. Saiu do closed e parou olhando pessoa a metros dela. Seus olhos perolados se encontraram com os azuis esverdeados de Toneri na porta de vidro que dava para varanda da suíte.

— Te esperei a noite toda... Fiquei esperando que você voltasse ao nosso quarto. — A voz soou grave e séria.

— Eu te avisei que dormiria no quarto de hóspedes. Achou que eu voltaria depois do que fez comigo? Não. Foi melhor te dormido lá. — A face da perolada também era séria e fechada.

Atravessando o quarto, chegou até onde Hinata se encontrava, na entrada do closed.

Levantou a mão para tocar em seu rosto, mas Hinata deu um passo para trás, não queria ter ainda uma aproximação com ele. A mão de Toneri foi abaixada, e seu semblante se fechou mais.

— Fique com celular por perto. Irei te ligar confirmando o horário do jantar. Você querendo ou não irá me acompanhar. — Virou as costas indo para o grande banheiro.

— Você irá esperar o café da manhã? — Questionou.

— Não.

Foi tudo que o Ootsutsuki disse. Hinata sabia que ele iria terminar o banho e se encaminhar para sua empresa de advocacia.

(...)

Depois que Hinata terminou de se arrumar para trabalhar, Toneri já não se encontrava mais em casa. Ela saiu do condomínio com seu carro, e mais uma vez iria tomar café naquele estabelecimento que tanto lhe agradava.

Adentrou sentando no mesmo lugar que sempre acostumava sentar-se, onde tinha a vista que dava para a entrada de um parque. Várias árvores, pássaros e pessoas sentadas nos banquinhos ou aquelas que caminhavam, estavam ali, algumas se encaminhando para dentro do bosque onde tinha um grande lago. Hinata adorava aquele lugar, lhe transmitia tranquilidade; e tranquilidade era tudo que mais queria em sua vida.

Olhou o cardápio e constatou, secret coffe possuía uma variedade de doces japoneses que lhe agradavam muito. Isso trazia a ela uma nostalgia de sua terra natal. Fez o pedido de um Ohagi com um chá verde. Aquele doce era um bolinho de arroz doce e coberto com feijão doce.

— O seu pedido bela dama...

 Aquela voz... Olhou para o lado em que vinha a voz que lhe chamou, fitando aqueles lindos olhos azuis cristalinos com uma bandeja em mãos.

— Obrigado. — Sorriu, vendo-o colocar o pedido sobre a mesa.

—Agradeço por trazer meu pedido.

— Sempre ajudo meus funcionários. Atender uma cliente tão frequente quanto você, não é nenhum esforço.  — Naruto sorriu largamente. Hinata achou o sorriso tão bonito e confiante.

— Faço questão de ouvir elogios ou críticas sobre os bolinhos. Principalmente vindos de você Hinata.

Os olhos azuis do Uzumaki focaram-se nos da perolada, e Hinata meio constrangida experimentou. Constatando que aqueles bolinhos estavam maravilhosos demais. Era como se estivesse novamente em um estabelecimento autentico do Japão.

Colocou a mão na boca terminando de mastiga e engolindo. — Isso está divino. Meus parabéns, senhor Uzumaki. Tive a sensação de está novamente no Japão.

— Só Naruto, por favor, Hinata. Já lhe disse, eu te chamo pelo nome, não há necessidades de me chamar formalmente sempre. — Hinata questionou-se como que Naruto lembrava-se de seu nome? Corou com os pensamentos de que ele a acha bonita e interessante. Naruto percebeu ela sorrir e corar minimamente.

— Tudo bem, senhor Uzu... Desculpe-me mais uma vez, Naruto. — Encantou-se mais ainda com o jeito tímido da perolada.

— Fico feliz que tenha lhe agradado, e a feito se lembrar do nosso adorável Japão. Bem, eu irei indo. Bom café da manhã para você bela dama.

Hinata ainda um pouco corada e sorrindo balançou a cabeça. No entanto, Naruto lembrou-se de deixar um cartão dele caso ela quisesse fazer algum pedido, e nada melhor que tê-la ligando diretamente para ele.

Estava somente a alguns passos dela, quando virou tocando-lhe no braço.

 O que o Uzumaki jamais pensou foi que um toque sutil faria a Ootsutsuki soltar um murmuro baixo, porém dolorido. Algo tinha acontecido em seu braço para somente um simples leve tocar de sua mão a fizesse sentir dor.

Visualizou na mão dela a aliança de casamento, acabou questionando-se Hinata estaria sofrendo maus tratos do marido.

Não, não era possível, alguém bater naquela bela mulher, ou será que era? Naruto ficou com essa dúvida rondando a sua cabeça.

A Ootsutsuki olhava o Uzumaki com o rosto sem expressão, tentando suprimir a aflição que sentia no hematoma que ele tocou.

— Desculpe-me, Hinata... Apenas queria deixar o meu cartão caso queira fazer algum pedido, é só me ligar que fazemos as entregas. — Sorriu, mas dessa vez o sorriso foi somente um leve levantar de lábios.

— Oh, sim... Obrigado mais uma vez pela atenção Naruto.

O clima entre eles antes amigável e simpático, tornou-se tenso.

— Bem, agora irei realmente... E me desculpe por lhe importunar mais uma vez. — Disse com a voz calma, vendo-a balançar a cabeça, saindo em seguida. Virou-se olhando a morena de costas afagar o braço muito singelamente e com extremo cuidado.

Definitivamente havia acontecido algo com Hinata. Mas o que? Só esperava que ela não tivesse sofrendo abusos do marido.

(...)

Por volta da quatro da tarde o Otsutsuki a ligou, falando do jantar com seu cliente mais importante, e exigia que dessa vez Hinata fosse com ele. Não iria tolerar atrasos.

Seu empregador levaria a esposa e ele não poderia passar a imagem de alguém desacompanhado. Ele era casado e requisitava a presença da mulher ao seu lado.

Foi que escutou de Toneri no pouco de ligação que se falaram. Agora ali de frente para seu espelho do closed, observando-se com o coque perfeito no cabelo, salto alto e o vestido tubinho longuete com manga três quatro por causa do hematoma, era hora de encarar aquele jantar que ela não tinha a mínima vontade de ir. Porém, poderia ser bom para amenizar o clima pesado entre os dois e melhorar a relação deles no casamento.

Suspirou caminhando com seu salto ecoando pelo assoalho de madeira para onde Toneri encontrava-se. Ao descer as belas escadas focou no final dos degraus onde ele mantinha-se em pé, e seus olhos azuis esverdeados estavam cravados em si. Foi assim até ela chegar ao seu lado.

—Linda e magnifica como sempre, meu amor. — Pegou na mão de Hinata, dando um beijo cálido.

— Vamos Toneri... Não queremos deixar seu cliente esperando, não é mesmo? — Disse irônica, demonstrando certo desagrado em sua voz.

— Claro que não deixaria isso acontecer, querida. Melhora essa cara Hinata, não queremos passar a impressão que está sendo obrigada a ir. —Falou em um tom de repreensão.

O caminho até o restaurante foi de total silêncio, e o clima entre eles por mais que Hinata quisesse que melhorasse não estava dos melhores.

A mesa que se sentaram era redonda em madeira nobre clara, típico de um restaurante bem renomado e conceituado por todos da alta sociedade. O senhor e a senhora Akimichi chegaram minutos depois deles, devido á filha casal eles tinham se atrasado.

Hinata escutava a conversa dos homens quieta, assim como á senhora Akimichi. Toneri e Chouji conversavam sobre os negócios. Faziam planos para a compra do terreno onde o Akimichi abriria mais um de seu hotel renomado. Além de empresário, Chouji era maravilhado pela arte culinária. Seu hotel de luxo tinha agregado a si um dos restaurante mais bem prestigiado de todo país.

Hinata bebeu um pouco da água que o garçom deixou, quando escutou a voz baixa de Karui falando. Ela realmente não compreendeu nada do que a mulher tinha falado, estava totalmente distraída.

— Desculpe senhora Akimichi, eu não compreendi o que disse. Estava um pouco desatenta e acabei por não ouvir.

Viu a feição da mulher se fecha e responder com um sorriso forçado em seguida.

— Não se preocupe Hinata. Posso te chamar assim, certo? Continuando, eu perguntei se era você a jornalista que estava cobrindo o evento daquele orfanato que tinha recebido as doações de caridade desse ano. — Karui olhava com seus olhos cores de mel analiticamente para Hinata esperando pela resposta.

Hinata achava Karui Akimichi mais uma dondoca esnobe da sociedade, ela deixava claro até em seu modo de falar, e tratar as pessoas.

Ah, sim, ela lembrava-se muito bem da senhora Akimichi junto de braços dados ao marido dois meses atrás na festa de doação para um orfanato.

Grandes empresários faziam doações todo ano para instituições de caridade, e naquele ano escolheram um orfanato que continha crianças e adolescentes abandonados. A instituição realmente precisava do dinheiro que iriam doar, seria muito bem vindo para os administradores do local.

— Sim, senhora Akimichi. Eu fui designada para a cobertura daquele evento de caridade. As crianças presentes ficaram realmente felizes com a doação. Será de grande ajuda para eles.

— Oh, claro, claro. O que é algumas bagatelas para nós que temos tantos? Absolutamente nada. Aquele povo paupérrimo merece ser minimamente feliz com aquela ninharia.

Hinata observa Karui falar com deboche sobre as condições das crianças que deveriam ser tratadas não como pobres infelizes e desafortunados. Mas sim como seres humanos e um mínimo de respeito. Não era porque ela tinha tanto que deveria zombar daqueles que precisavam de ajuda e tinha uma realidade oposta a sua.

— A senhora não deveria falar assim. — Sua voz soou forte, decidida, atraindo a atenção e os olhares de todos na mesa para si.

Aquela mulher precisa ouvir umas poucas e boas, por todas as bobagens que tinha falado. Porém, Hinata não perderia a razão com alguém de tão baixa índole.

— Aquelas crianças infelizmente já cresceram em uma cruel realidade, senhora Akimichi. O jeito que a senhora fala é insensível, para com seres humanos, ainda mais por serem crianças. Muitas delas não tiveram o amor de seus pais, outras os perderam cedo demais, o carinho, afeto de um parente muitos deles desconhecem. Muitas das vezes usavam roupas usadas que outras pessoas não queriam, vivendo de caridades, sem luxos ao redor, dependentes da compaixão terceiros.

Karui Akimichi olhava com repulsa para Hinata. Sua feição com os lábios em linha reta, e os olhos mais franzidos demonstrava seu total desgosto por receber aquelas palavras.

Toneri e Chouji tinham o semblante neutro com toda aquela situação que desenrolava. Contudo, o primeiro tinha seus olhos nublados, mandíbula travada pela raiva de Hinata está retrucando e defendendo aqueles indigentes da esposa de um cliente importante.

— Quando fiz a matéria eu fiquei sabendo de muitas histórias. Conversando com a diretora da instituição ela me contou situações que algumas daquelas crianças passaram. Chega a ser doloroso para um adulto escutar e não sentir pena, que dirá para uma criança vivenciando aquilo. Então, por favor, senhora, tenha compaixão por aqueles que precisam de sua ajuda e de seu dinheiro. Saiba que sua bagatela será muito bem aproveitada por todos eles.

O silêncio reinou por alguns minutos, mas a Akichimi demonstraria seu descontentamento em suas palavras. Os homens presentes apenas esperavam o desenrolar da situação.

— Nunca imaginei que uma mulher da alta sociedade, uma excelente jornalista como você senhora Ootsutsuki teria tanto compadecimento aos menos favorecidos. — Karui fazia questão de demonstrar seu descontento para com o rumo que aquela conversa tinha adquirido.

— Meus pais mesmo sendo pessoas com demasiada influência de uma família tradicional japonesa e que continha dinheiro, me ensinaram a ter sensibilidade pelo próximo. Principalmente minha mãe que me orientava a nunca ser frívola.

Os olhos das duas estavam fixo uma na outra. Hinata não se importou, ou se sentiu culpada por ter dado um pequeno sermão na mulher a sua frente. Pelo contrário, Karui Akimichi precisava ter uma boa noção da realidade. Não somente aquela superficial, achando que poder, luxo eram tudo e que os foras do padrão de nada importava.

Mas um breve silêncio se fez presente na mesa. Toneri sabia que deveria desviar a atenção da mulher para outro assunto.

— Senhora Karui... — Toneri atraiu os olhos cores de mel da mulher para si.

— Fiquei sabendo pelo Chouji que sua filha ChoCho estuda em uma das instituições mais renomadas de Nova Iorque, que por coincidência é de um grande amigo meu. — Sorriu.

— Fiquei bastante contente em saber que o filho de um dos meus mais importantes clientes tem uma educação tão impecável, e sinceramente não esperava menos da família Akimichi. Ele me disse que ChoCho já está estudando, francês, japonês, balé, entre outras atividades.

A Akimichi começou a falar alegremente, ignorando completamente tudo que Hinata havia falado. Contava sobre a filha de apenas cinco anos, que já tinha tantas atividades e afazeres para uma simples criança de cinco anos.

Toneri que estava ao lado de Hinata balançando a cabeça e sorrindo para a ruiva que falava, pegou na mão direita da esposa que estava debaixo da mesa dando um aperto considerável para ela sentir. Seus olhos por segundos se desviaram e a fitaram minimamente de lado, tendo o dela o fitando também.

 Hinata sabia Toneri estava furioso pelo que tinha falado para Karui Akimichi.

Tirou a mão que já estava dolorida da dele e a encaminhou para pegar taça de água que continha na mesa.

O jantar prosseguiu normalmente depois com o casal Akimichi praticamente ignorou todo o ocorrido anteriormente. O ambiente na mesa era o mais agradável possível. Porém, entre o casal Ootsutsuki o clima não era tão amigável. Entretanto, os dois não aparentavam em suas ações para os outros presentes.

(...)

— Vai com calma Toneri, por favor. Por mais que as ruas estejam livres do tráfego é perigoso, e você está indo muito rápido.

O velocímetro marcava mais de cem por hora. O Ootsutsuki estava praticamente voando na pista vazia enquanto se dirigia para sua mansão.  Segurava o volante ferozmente que seus dedos já aparentavam brancura, e seu estado tenso demonstrava total irritação.

— Que merda foi aquela Hinata?  Você respondendo a Karui. Porque fez aquilo, hein? Você sabia que eles eram clientes importantes para a empresa, e o que você faz? Você a confrontou. Eu poderia perder essa proposta por sua causa.

O carro que estavam passou a toda velocidade ao lado de outro veículo e Hinata temeu que o descontrole de Toneri acabasse causando um acidente.

— Por Kami Toneri, diminui essa velocidade.

— Responda-me, Hinata. — Sua voz saiu quase que em um grito.

— Você quer mesmo saber? — O olhou com olhar feroz estampando seu rosto. Naquele momento não se importou com mais nada ao redor. Tinha atingido seu máximo com o quase grito do marido.

— Aquela mulher não tem escrúpulos. Julgando a todos ao seu redor, sentindo-se superior só porque tem uma vida totalmente favorável a ela desde que nasceu, e agora casou com homem que a mantém com todo luxo possível. Isso é errado, para não dizer no mínimo falta de caráter. Julgar, ter aversão a uma pessoa por sua classe social. Não é porque ela tem tudo que podem a proporcionar que deve ter asco de outros em situações inferiores.

Toneri abriu um sorriso debochado falando a seguir com total arrogância. — Deu para ser a defensora dos pobres e oprimidos agora, Hinata?

— Além da ótima educação que tive, constatei muitos acontecimentos para ser uma ignorante preconceituosa. Eu não sou defensora de nada.

— Não é? Pois é isso que está parecendo.

— Não acredito que estou escutando essas palavras saírem de sua boca. — balançou a cabeça descontente.

— Mas é a verdade Hinata. Não é você ou ninguém que vai fazer ser diferente. Pobre é pobre, serão sempre subordinados dos mais ricos, e não devemos nós misturar. O que a Karui disse é verdade, e ponto final.

— Não acredito. Sinceramente, não acredito no que meus ouvidos escutam. Por Kami Toneri. Devemos ter compaixão para com todos. O que aquela família com uma moral duvidosa ensina para a filha deles? Arrisco-me a dizer que a criança vai crescer com essa visão de superioridade. Ainda bem que não temos filhos.

— O que disse? — Questionou; olhando com ira contida nos olhos azuis esverdeados.

Hinata não percebeu que o carro tinha chegado e passado pelo grande portão do condomínio fechado que moravam. Estava tão exasperada, enraivecida que nada ao seu redor foi reparado além da índole de seu esposo.

— Eu disse que foi uma decisão correta focarmos nas nossas carreiras e não ter um filho. Se tivéssemos essa criança estaria sofrendo com nossas brigas, vendo a desunião dos pais. Eu não reconheço mais você. Cadê o homem que eu amei? Eu não o vejo mais em minha frente nesse momento.

O veículo parou frente a uma enorme mansão de três andares em formas geométricas na fachada, com as portas da garagem em madeira clara estilo coloquial e algumas plantas compondo o ambiente e designer do local.

Assim que parou em frente á casa, Hinata abriu a porta do carro com rapidez, saindo sem se importa que a mesma encontrava-se aberta.

 Subiu os pequenos degraus que se situavam do lado esquerdo rapidamente. Seu único pensamento era tomar um banho e ficar o mais longe possível de Toneri naquele momento. Pois sabia, se ficasse ali iria confronta-lo mais uma vez, e naquele momento era algo que não estava disposta.

— Não pense que vai escapar de mim desse jeito, Hinata.

Toneri a alcançou, segurando em seu antebraço nos degraus finais da pequena escada.

— Me largue. Não pense que deixarei me machucar mais uma vez. — Puxou o braço com brusquidão. Passou pela de porta madeira adentrando a casa, com Toneri em seu encalço.

— Como já te disse á uns minutos atrás. Eu não te reconheço mais. Cadê o homem que eu amei? Aquele homem amoroso, delicado, que me mostrava sempre seu lado carinhoso á anos atrás? Você mudou demais, Toneri. Desde que a empresa cresceu, e tem seu status mais influente na alta sociedade, você mudou seu jeito de ser completamente. Eu não consigo mais te identificar com o de antes.

— Pera... Está me dizendo que não me ama? — Se aproximou perigosamente de Hinata. Eram as íris peroladas contras as azuis esverdeadas. Uma demonstrava dor e sofrimento, a outra agressividade e indignação.

— Que monte de bobagens você está dizendo agora, Hinata? Daqui a pouco você vai falar que deseja o divórcio. Tantos anos juntos para serem jogados ao nada?

— Talvez não seja uma má ideia...

A Ootsutsuki pronunciou baixo, mas devido a Toneri está frente a frente com ela, ele escutou perfeitamente. E seu ódio e raiva foram ao extremo com as palavras proferidas pela esposa.

Tapa na cara com a mão direita que Toneri deu foi certeiro; em cheio na face de Hinata. Suas bochechas claras que mais pareciam de uma boneca de porcelana avermelharam-se segundos depois que ele abaixou a mão.

Hinata levou a mão esquerda até a face; tocando no local que doía e formigava com a força da bofetada. Seus olhos claros mais do que nunca transparecia amargura e tristeza, transbordaram em lágrimas, deslizando por sua mão e bochecha.

— Eu não o reconheço mais... Você não é a pessoa que eu me casei. — A voz saiu embargada pela dor não somente física, mas sentimental também. Virou-se para subir as escadas que davam para o segundo andar.

— Hinata... Eu...

— Fique longe de mim! — Quase berrou. Mas se controlou, só queria ficar longe de tudo aquilo, e principalmente dele. As lágrimas continuavam a descer fartas quando Hinata subiu as escadas para mais uma estádia no quarto de hóspedes. Agradecia a Kami por ter vários quartos naquela casa enorme e não precisar o olhar, dormir no mesmo quarto que ele.

Toneri a viu subir e nada mais falou, deixou-a ir.

Encaminhou-se para seu escritório e serviu-se de um bom e nobre whisky. Olhando para o céu azul estrelado pelas portas duplas de vidro que davam a uma varanda de seu escritório, bebeu um gole do seu whisky. O pensamento que passava em sua cabeça naquele momento era Hinata e a palavra divórcio.

Não poderia deixar que a situação chegasse ao estremo e ela entrasse com um pedido de divórcio e causasse um escândalo. A elite a qual pertencia nunca deveria saber de seus problemas, principalmente no seu casamento. Um divórcio então seria fatídico para sua empresa e carreira.

— Eu vou fazer você voltar a ser a bonequinha dócil que sempre foi Hinata. Eu não posso te perder. Seu lugar é ao meu lado. Eu definitivamente não irei te perder de maneira alguma.

Sorriu, levando o copo mais uma vez aos lábios e sentindo novamente o líquido âmbar descer por sua garganta.

 

Fim do capítulo 2.


Notas Finais




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