História Secret Coffee - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Chouji Akimichi, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Karui, Naruto Uzumaki, Sai, Shikamaru Nara, Toneri Otsutsuki
Tags Naruhina, Naruto, Revolução Naruhina, Universo Alternativo
Visualizações 124
Palavras 3.863
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente, estou de volta com um capítulo fresquinho de secret.
Bom esse capítulo não foi escrito totalmente por mim, boa parte dele foi escrito pela minha amiga sue que escrevia a fanfiction juntamente comigo, por isso ela merece os créditos pela parte que escreveu, eu só fiz completar o mesmo. Como já falei no aviso, agora darei continuidade neste projeto sozinha. Como sempre, desculpem os possíveis erros.
Sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 4 - Ichigo Daifuku


Fanfic / Fanfiction Secret Coffee - Capítulo 4 - Ichigo Daifuku

Capítulo 4

Ichigo Daifuku

É um bolinho feito de mochi recheado com morango.

O daifuku pode ter outros recheios como tradicional anko (pasta doce de feijão azuki).

 

— Naruto... Oe, você me ouviu?

Os olhos azuis do loiro foram parar no amigo que estava sentado em frente a ele.

Era fim de tarde quando seu velho e melhor amigo apareceu no estabelecimento dele, para lhe contar a mais nova novidade em sua vida. Antes de se sentar para conversar, o loiro fez questão de servir ao amigo um de seus doces prediletos, que sempre pedia quando se encontrava ali.

Entretanto, em certo ponto da conversa, Naruto acabou perdendo-se em pensamentos depois que uma mulher adentrou o estabelecimento.

Como queria que fosse ela, que tinha entrado por aquela porta. Suas reflexões então se voltaram todas nela. A bela dama Hinata. Acabou não percebendo as coisas que seu amigo falava. Fazia uma semana que Naruto não a via. Desde aquele dia que Hinata saiu afoita depois do que ele lhe falou, ela não frequentava mais o secret.

— Desculpe-me Shikamaru, eu acabei me distraindo.

— Você não está só distraído Naruto. Não menti para mim, eu te conheço. Algo aconteceu para você ficar tão pensativo, e foi depois que uma cliente passou por aquela porta. O que lhe afligi meu amigo?

— Shikamaru... Eu... eu acho que me meti em uma confusão, e não tenho mais como voltar atrás. Porque eu a desejo ainda mais depois do que aconteceu para simplesmente ignorar. — Os olhos azuis do loiro estavam fixos nos castanhos do amigo.

— Então o assunto é relacionado a uma mulher. — Shikamaru sorriu com os lábios.

— É sim...

Naruto voltou a ficar pensativo, se contava ou não para o amigo. Não é que não confiava no grande amigo de longas datas, não era isso, mas ainda achava cedo para falar algo sobre a situação, e tinha a questão de ela ser casada, seria ele um destruidor de famílias? E se ela tivesse filhos? Questionou-se deixando transparecer uma careta, e ponderou. Talvez conversar com o amigo lhe trouxesse benefícios e o fizesse bem. Na hora que iria abrir a boca para falar algo, a voz do amigo se fez presente.

— Não precisa falar Naruto. O que quer tenha acontecido é um assunto delicado e remete somente a você e sua vida pessoal.

— Shikamaru... Você é meu amigo e... — Visualizou o moreno levantar a sua mão.

— Sei que sou Naruto. Porém, isso não significa que deve me contar por pura pressão porque sou seu amigo, mas sim porque você confia totalmente em mim.  — Olhava as feições do loiro a sua frente, sabia que ele estava confuso e não estava completamente certo se falava ou não sobre aquela questão. E Shikamaru sabia era uma situação bem delicada a qual o loiro passava.

— Vamos, melhore essas feições duras e pensativas. Sei que encontrará o melhor caminho para o assunto que te assola. Sou seu amigo e estarei aqui quando estiver disposto a compartilhar todo o problema.

O loiro abriu o sorriso mais aberto que sempre demonstrava quando feliz. Sem dúvidas Shikamaru era um amigo e tanto, agradecia por tê-lo como companheiro para todas as horas. Uma amizade verdadeira que se faz presente desde os tempos colegiais.

— E que problemão é meu amigo. Espero que tudo se resolva.

— Sei que vai dá um jeito Naruto, sei também que não vai desistir. Não será agora que você deixará de ser quem é. — Sorriu para o loiro relaxando na cadeira.

Naruto o olhava para Shikamaru despojado na cadeira. Resolveu brincar com o mesmo, e voltar ao assunto de antes.

— Então o preguiçoso vai ser papai... — O sorriso brincalhão foi grande.

— Preparado para as altas alterações de humor, os desejos? — A face demarcava um sorrir de lábios com o pequeno deboche que fazia ao amigo.

— Isso é um saco, sabia. Não me lembre sobre isso, Naruto. Acho que não estou pronto para essas coisas. — Fechou os olhos, jogando a cabeça para trás no estofado.

Naruto gargalhou alto pelas palavras e cara do amigo.

— Vai se acostumando já com a ideia cara. A Temari é uma fera já sem as alterações dos hormônios, imagina nas situações que está agora.

Shikamaru abriu os olhos rapidamente, e respirou fundo. Imaginado e tendo as imagens de uma Temari três vezes mais irritada do que era.

— Relaxa cara. Você vai sobreviver.

— Vou é? Que Kami-sama me ajude...

Dessa vez a gargalhada foi dos dois, pelas maneiras do Nara se portar e falar. A conversa prosseguiu entre os amigos. Entre risos e brincadeiras dos dois lados.

(...)

Do outro lado da cidade, Toneri dirigia em seu carro decidido a comprar uma joia para agradar e encantar sua esposa. Precisava quebrar aquela barreira entre ele e Hinata. A convivência estava insuportável e mal se olhavam, ou falavam. Hinata se encontrava um pouco estranha naqueles dias, muito aérea, sim ele tinha percebido no pouco que ela demonstrava. Achava estranho o comportamento dela, entretanto, Hinata nunca tinha dados motivos para desconfiar dela, e Toneri tinha certeza que aquilo tudo era devido a algo relacionado ao trabalho, e o convívio familiar.

Sorriu, dirigindo em uma velocidade aceitável pela rodovia. Hinata não era uma mulher muito ligada ao luxo, principalmente a joias. Contudo iria fazer uma surpresa no dia seguinte não somente com adorno precioso, mas mandaria as empregadas preparar um belo jantar e compraria flores, um belo boque de rosas vermelhas. Hinata adorava as flores e ele usufruía disso muito bem.

 Olhou no relógio de pulso caro, e com pulseiras de couro. Tinha tempo ainda até se encontrar com a pessoa que tinha compromisso. Hoje ele não poderia e nem iria desmarcar seu importante compromisso por sua esposa, que supostamente chegaria tarde do trabalho que tanto amava. Toneri crispou os lábios, aquilo o desagradava até quando estavam bem, ela sempre chegava ás vezes em casa além do horário. Ela lhe prometia que tentava ao máximo alguns dias não chegar tarde, porém não adiantava eram tantas matérias em pautas que não conseguia não atrasar. Ele não se importava, sabia que a grande jornalista só sairia depois de resolver tudo, mas desde que Hinata cumprisse com suas exigências impostas.

Aqueles dias pareciam terem sido em um passado distante, porque simplesmente Hinata parecia uma adolescente com birra. Apertou o volante. Daria um jeito na situação que já tinha ido longe demais, com certeza daria. Sorriu de lado, tinha convicção que seu plano daria certo e novamente teria Hinata a sua disposição.

Adentrou o grande e majestoso prédio de vários andares, onde se encontrava o shopping mais bonito e com as lojas mais caras da cidade. Deixou o carro no estacionamento, apertando o botão para o andar onde ficava a joalheria. Conhecia muito bem aquele local, pois já frequentava a certo tempo.

Seus olhos de azuis esverdeados focaram em uma peça majestosamente linda na vitrine assim que passou a olhar as joias a mostra.

O anel tinha pequenas pedras de diamantes ao redor, e no meio uma linda pedra de topázio azul. O colar que acompanhava o anel era de ouro com um pequeno pingente azul em formato de gota caída. Seus olhos brilharam era lindo e delicado assim como Hinata. Deveria valer uma nota, mas para ela, ele daria o valor necessário para vê-la usar aquela peça e todos verem.

Entrou na loja falou com uma atendente e pediu para ver. A vendedora lhe sorriu e foi buscar as peças. Olhou a outra vitrine em lado oposto e viu uma pulseira de ouro trançada. Aproximou-se olhou bem a pulseira e constatou ficaria linda nela. Sorriu. Mandaria a mulher pega-la para vê-la.

As joias eram lindas, todas elas. O anel e o colar de uma delicadeza sem igual. Tinha certeza que no pescoço e na mão de Hinata ficariam mais que perfeitos. Uma dama que ele orgulhosamente exibiria a todos. Já a pulseira de ouro trançada, ficaria linda no pulso da bela mulher que ele havia marcado um encontro, e junto ao contraste do ouro, sua pele branca se destacaria belamente.

Decidiu-se por levar as três peças de joia. Foi um tanto quanto caro os três utensílios, porém tinha certeza que os benefícios que aquilo o traria valeria a pena.

Entrou novamente em seu carro grande e de luxo saindo do shopping, olhou o relógio enquanto esperava o sinal vermelho abrir. Estava na hora de ir ao encontro de seu outro compromisso.

Sorriu mostrando seus impecáveis dentes brancos, acelerando o carro em seguida. Não demorou muito e ele chegou em um elegante restaurante, estacionou seu carro, pegou uma pequena caixinha com o presente que havia acabado de comprar e assim adentrou no lugar. Toneri falou com a recepcionista que já havia uma reserva em seu nome, e a jovem infirmou que sua convidada já o esperava, ela então pediu para que o garçom o acompanhe até a mesa. Ao se aproximar da mesa, ele viu a bela mulher que o esperava, e ela estava incrivelmente belíssima naquele dia.

—Boa tarde, bela dama. Há fiz esperar muito?

— Toneri, querido, você está atrasado, espero que tenha um bom motivo, afinal faz tempo que não nos vemos. — A bela mulher sorriu sínica, enquanto Toneri delicadamente beijava sua mão.

— Foi por uma boa causa, você vai adorar.

— Assim espero, você está em dívida comigo, e sabe disso. Sua espora anda ocupando muito você?

— Na verdade não, só o trabalho que me ocupa, Hinata não me impede de fazer nada. Mas não vamos falar dela, o que vamos fazer após sairmos daqui?

— Vamos para o nosso ninho de amor é claro. — A jovem mulher bebia um pouco de vinho branco, enquanto lançava olhares provocantes para o advogado. — Que tal pularmos o almoço? Mas antes quero saber qual é a surpresa.

— Claro, como quiser. — Toneri colocou a pequena caixa vermelha em cima da mesa. — Aqui especialmente para você meu amor.

A mulher sorriu, e rapidamente pegou a caixa e abriu, seus olhos brilharam ao ver a belíssima pulseira de ouro, imediatamente ela pensou no quanto aquela pulseira havia sido cara e isso a alegrou imensamente.

— Maravilhosa, eu amei, você não poderia me dar melhor presente, é por isso que te amo. — Ela se levantou para dar um beijo nele, mas Toneri a impediu, pois estavam em lugar público e não poderiam em hipótese alguma serem vistos em uma atitude comprometedora.

— Vamos logo para o seu apartamento, pois não tenho muito tempo. E quero aproveitá-la ao máximo. — Sorriu de lado, enquanto se levantava.

— Está bem, vamos então. Estou morrendo de saudade de meu advogado preferido.

Toneri pagou a conta, e então seguiram até seu carro, e foram para o apartamento daquela misteriosa mulher. No caminho, por um breve instante, ele pensou no que Hinata estaria fazendo naquele momento, porém, em nenhum momento ele sentia culpa por ter uma amante a tanto tempo, o que importava era ter uma bela mulher para exibir, e outra para pura diversão. Ele então sorriu, e acelerou o carro, queria o quanto antes seu momento de diversão antes de fazer seu teatrinho para tentar convencer Hinata a perdoá-lo.

(...)

Hinata sentia as gotas de água quente cair por seu corpo e a relaxar. Dessa vez não se encontrava no quarto de hóspedes, mas sim em seu quarto com Toneri. Já fazia alguns dias que resolveu voltar a dormir junto do marido. Ao ponderar a situação que estava vivendo, percebeu que ela mesma contribuiu e tinha sua parcela de culpa para o descontrole de Toneri. Sendo sarcástica em certas ocasiões, respondendo e insinuando certos momentos. Deveria ser menos explosiva com as situações que requeria mais paciência. E ainda que uma dúvida cruel pairasse em sua cabeça, ela de certa forma ela sentia que deveria dar outra oportunidade aquele casamento. Entretanto, seus pensamentos foram de encontro ao loiro de olhos azuis que mexia totalmente com suas emoções, emoções essas que não deveria sentir por outro homem que não fosse Toneri. E acima de qualquer emoção, ela se sentia culpada, pois havia agido por impulso quando foi ao encontro do loiro. Mesmo que Toneri tenha passado da conta com ela, nunca soubera de qualquer traição partindo do mesmo, no entanto ela já havia acabado de ser infiel, e essa culpa a atormentava desde então. Hinata terminou seu banho relaxante e foi até o closet, sua mente mais vez viajava até aquele dia em que cometera a maior loucura de sua vida.

“É isso que você quer Hinata? ”

— Oh céus, saía de minha cabeça.

— Sair o que? — A voz masculina soava como um despertador para a mente de Hinata.

— Que susto Toneri, não deveria chegar assim de repente.

— Você estava pensando alto querida? O que quer tirar da cabeça?

— Problemas do jornal. Melhor esquecer.

— Mandei a empregada preparar um maravilhoso jantar para nós dois. O que acha? — Toneri nem ouviu a resposta da morena e já sorria vitorioso.

— Alguma data em especial? Desculpe, mas não recordo de nada. — A morena estava tentando salvar seu casamento, mas em seu íntimo ela já sabia que muita não voltaria a ser como antes, seu marido estava ali parado, falando com ela, mas ela não conseguia sentir nada.

— Não tem nada em especial, só queria me aproximar de você, queria que voltássemos a ser como antes. Vamos esquecer o que aconteceu, sim? Eu sei que passei dos limites, mas você também me provocou. Vamos dar o nosso melhor para salvar nosso casamento, ok?

— Toneri, eu realmente queria tentar, mas eu não sei ao certo se devemos. Algo mudou, você não vê? — A morena falava mais para si, do que para o advogado.

— Vamos Hinata, não comece tudo de novo, ao menos jante comigo.

— Está bem.

“Tão diferente...”

A noite enfim se fez presente em New York, e o casal seguia para a sala de jantar, onde já estava tudo preparado como Toneri havia pedido, aquela era a oportunidade de convencer sua esposa a continuar ao seu lado, ele não poderia se dar ao luxo de perder uma mulher como Hinata, seu precioso troféu.

— O que achou querida? Pedi que preparassem tudo isso especialmente para você.

— Está tudo lindo, obrigada Toneri. — Hinata forçou um sorriso, ela não se sentia nenhum pouco confortável. Na verdade, ela se sentia sufocada. Por um momento ela não pode deixar de comparar aquele momento com os breves momentos que tivera com o dono do secret coffee, a diferença de sentimentos que ambos despertavam nela eram imensamente diferentes.

Toneri passou o jantar todo rindo, e falando sobre os diversos casos que estava defendendo, ele já estava se sentindo vitorioso, ele já imaginava que a entrega das joias seriam sua cartada final. Mesmo que Hinata não ligasse tanto para joias, ela sem dúvidas ficaria feliz. Ao terminarem de jantar eles seguiram para a sala para assim desfrutarem de um vinho, Hinata se sentou em uma poltrona e apenas observou Toneri pegar uma caixa vermelha e entregar a ela.

— É para você querida, espero que goste.

“Enfim o golpe final...”

Hinata pegou a caixa, e só de olhar já sabia do que se tratava, e naquele momento ela percebeu que sempre foi assim, eles brigavam e logo em seguida ele fazia questão de lhe dar algo, como se a estivesse comprando. A morena se perguntava se realmente conhecia o homem com quem estava casada a tantos anos. Poderia alguém fingir ser o que não é durante tanto tempo? Toneri era um manipulador, ele achava tudo que se resolveria com uma joia?

“Tão diferente...”

Ela ficou olhando para o anel de diamantes, e o colar com uma safira, que era belíssima por sinal, mas aquilo a deixou um tanto que enojada, era isso que Toneri achava dela afinal, uma boneca, um manequim para ser exposto como um troféu. Naquele momento ela se perguntava se ele algum dia a havia amado, ou se tudo não passou de uma ilusão causado por seu amor cego. Toneri percebeu que Hinata ficara estranha ao olhar para as joias, claro que ele sabe muito bem que ela nunca deu importância para essas coisas, mas ela não esboçava reação alguma e isso o irritava.

— Não gostou querida? Hinata? Hinataa, está me ouvindo?

— O que? Não... quer dizer, sim eu gostei, é claro que gostei, são lindos, só estava pensando.

— Em que? Posso saber?

— Nada em especial, estou cansada, se não se importa vou me deitar.

— Eu vou com você.

 Ao entrarem no quarto, Toneri rapidamente fechou a porta e abraço Hinata por trás que se soltou rapidamente pelo susto que teve.

— O que foi? Sou eu, não posso mais abraçá-la? — Naquele momento ele estava realmente irritado, o que diabos estava acontecendo com ela?

— Pode, eu só me assustei. — Desconversou.

— Hinata, Hinata, não vai me dar nada esta noite?

Toneri começou a se aproximar da morena, o que a deixou tensa, mesmo que fizesse dias que eles estavam dormindo no mesmo quarto, nada demais havia acontecido entre os dois, Hinata sempre arrumava alguma desculpa para que o marido não tentasse nada. Ela queria enganar a si mesma de que sua atitude era apenas por estar ressentida com ele, mas isso não passava de uma desculpa para o que ela realmente sentia. Toneri colocou a mão sem seu rosto e se aproximou para dar um beijo em seu troféu.

— Eu não posso. — Falou Hinata ao virar o rosto, negando assim o beijo.

— O que? Não pode? Sou seu marido, como não pode me beijar?

— Eu não consigo ok? Estou cansada, já disse. Por favor me deixe dormir.

— Não Hinata, acha que não percebi que anda arrumando desculpas para que eu não me aproxime? Eu sou homem e seu marido, tenho necessidades, e você como esposa deve cumprir com suas obrigações.

Ele mais uma vez tentava sem sucesso beija-la, mas a morena não sedia as suas investidas, o que irritou mais ainda o advogado, que começou a apertar com mais força os braços da bela esposa.

— Pare está me machucando. Me solte!

A jovem se soltou e andou em direção a porta, na tentativa de sair do quarto, mas foi impedida pelo homem que a puxou com muita força.

— Você não vai sair. — Ele agora tentava com todas as forças arrancar um beijo, mas Hinata não dava trégua, o que o fez perder a paciência. — Fique quieta! — E pela terceira vez Toneri agredia sua esposa. Mais uma vez um tapa era acertado em cheio na face branca de Hinata que imediatamente ganhou o tom avermelhado.

Os dois ficaram imóveis, Hinata levou a mão até o lado do rosto que acabara de receber uma bofetada. O advogado percebendo o que havia acabado de fazer, acabou soltando o braço da esposa, mas dessa vez a morena não chorou, ela apenas o olhava com todo o desprezo possível, a ilusão que havia se obrigado a vive acabava de cair por terra, o seu erro não foi se envolver com outro homem e sim aceitar um homem como Toneri em sua vida.

— Essa é a última vez que você faz isso comigo. Ouviu? ÚLTIMA! — Hinata pegou sua bolsa que estava em cima da cama, e saiu em disparada.

— Onde você vai Hinata? — Perguntou enquanto tentava alcançar a morena. — Eu sinto muito querida, não queria fazer isso, mas você sempre me faz perder a cabeça.

— Para onde vou? Isso não interessa, e não eu não sou a culpada de nada.

Por fim ela bateu a porta, entrou no seu carro e saiu em alta velocidade, o seu destino? Nem ela mesma sabia, ela só sabia que deveria fugir daquele inferno. Toneri foi até o bar, serviu um copo de whisky, bebericou alguns goles mas acabou jogando longe o como que ainda continha um pouco da bebida.

— Maldita Hinata!

 Hinata dirigia sem rumo pelas ruas da cidade, estava atordoada, magoada, com raiva de si mesma, por se sentir culpada pela traição. Toneri não merecia seu arrependimento, e em meio aos pensamentos ela sem perceber parava o carro bem em frente de um lugar no qual ela conhecia muito bem, seja o que foi que a levou ali, ela não iria mais fugir dos seus sentimentos. Aquilo só provava para ela mesma que em seu coração não havia lugar para mais ninguém além de um certo loiro. Ela observou o caffee por alguns segundos, quando viu que Naruto já estava fechando o lugar, por um instante ela quis hesitar de ir até ele, pois não sabia qual seria sua reação. Mas seu coração não aguentava mais, ele estava gritando por Naruto Uzumaki. Então, meio que automaticamente, ela saiu do carro e seguiu em direção a entrada, Naruto já estava fechando a porta de entrada, quando escutou uns passos atrás de si, e tamanha foi sua surpresa ao constatar de quem se tratava. Era ela, finalmente ela havia voltado para ele? Ele percebeu de imediato que ela não estava bem, sua expressão era de dor, então ele ergueu os braços lhe oferecendo um abraço. A morena ao perceber que o loiro a estava recebendo daquela maneira, não aguentou e correu para os braços daquele homem que a cada dia ocupava mais e mais o seu coração.

— Eu não aguento mais, eu preciso de você, eu não me aproximei de você por causa da entrevista, eu só estava perdida em meus sentimentos. — Falava a morena que se derramava em lágrimas.

— Agora eu sei que não, você não faz ideia da saudade que senti de você. — Naruto abraçava com força enquanto carinhosamente passava uma das mãos em seu cabelo.

Eles se afastaram e se olharam por alguns instantes, Naruto acariciou o rosto da morena e sem saber que o mesmo lado em ele carinhosamente tocava, fora o mesmo quem Toneri havia batido. Ele também enxugou algumas lagrimas que corriam pelo rosto da morena, e carinhosamente a beijou, e aquele beijo não era só mais uma prova para ela de que seus sentimentos haviam mudado. Era muito mais do isso, era como uma cura para sua dor, era sua carta de alforria, era a salvação de seu coração. E assim ela se entregou totalmente aquele beijo calmo, lento e ao mesmo tempo cheio de amor e de calor. Eles sessaram o beijo e Naruto a convidou para entrarem na cafeteria. Hinata aceitou de imediato.

— Você não vai fugir de mim novamente, não é? Se você não estiver vindo totalmente para mim, então não me de esperanças, para mim, isso é torturante. — Perguntou o loiro enquanto eles seguiam para a porta.

— Não irei mais fugir, mas precisamos conversar.

— Tudo bem, vamos entre.

Os dois jovens nem imaginavam, mas não muito longe dali uma pessoa via aquela cena com espanto, e um sorriso sádico brotou de seu rosto, aquela era uma maravilhosa descoberta.

Fim do capítulo 4


Notas Finais


Então gente o que acharam? Quem será a tal pessoa que os viu? Façam suas apostas :v
Como já sabem, sugestões e críticas construtivas sempre serão bem-vindas, então se assim desejarem, deixem seu feedback.
O próximo capitulo sairá em breve, então até lá.
Beijos de luz...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...