História Secret Love - Capítulo 37


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Hailey Baldwin, Justin Bieber, Ryan Butler
Visualizações 451
Palavras 4.900
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei, divirtam-se! 🌼

Capítulo 37 - XXXVII


Fanfic / Fanfiction Secret Love - Capítulo 37 - XXXVII

POV SOPHIE

Depois de um dia de trabalho em um lugar que eu ainda não havia me acostumado, cheguei em casa exausta, e acabei adormecendo.

Acordei e notei que já estava atrasada para ir ao o trabalho. Levantei da cama, coloquei minhas pantufas e corri para o banheiro, tomei um banho rápido, sequei meu cabelo fiz uma maquiagem leve, e logo em seguida terminei de me vestir e esperei até que o táxi chegasse. Acabei desistindo de fazer o curso que cursava antes e me dediquei apenas na área de psicologia em si, e já estava feliz com a minha área desde ontem até o momento. 

O caminho foi lento com alguns congestionamentos, porém em quase meia hora já estava no hospital, e avistei a recepcionista vindo em direção até mim com uma enorme pasta com papéis.

— Bom dia senhorita Sophie, está atrasada? Preciso lhe informar que chegou um novo paciente, e a escala é para você cuidar dele, e avaliar o laudo médico em que ele se encontra. Sei que ainda é nova e tem pouco tempo aqui no hospital, na verdade nem vinte quatro horas direito, mas achamos que seria melhor você cuidar já que você está bem preparada, e há pouco tempo você terminou a universidade. — disse ela, vindo correndo até mim.

— Claro, mas qual seria o laudo dele? é que eu comecei trabalhando desde ontem com uma criança, e eu não sei se eu conseguiria dar conta disso tudo entende? — respondi, logo em seguida.

— Sim, mas não se preocupe, é tranquilo o caso dele, não está mais tão avançado quanto era antes, e bom, ele teve algumas alterações na cabeça, logo depois que ele acabou acidentalmente atirando em alguém, e ele acabou indo preso, mas ficou pouco tempo por conta de seu estado mental. E ele sempre fala muito sobre uma garota, que segundo ele é o amor da vida dele, mas ele a perdeu. — nesse momento comecei a lembrar de tudo que aconteceu, e acabei associando a esse paciente, a figura de Chaz, mas logo me lembrei que não tinha nada com que me preocupar, já que ele ainda permanecia em Atlanta. 

— Claro, então eu só vou me trocar, e dentro de alguns minutos eu já vou até sala dele. Você colocou o laudo médico dele em cima da minha mesa? preciso dar uma olhada antes. 

— Sim, já está tudo completo em sua mesa, e logo após que terminar com ele, gostaria muito que você fosse a uma reunião com conselho, para decidirmos em qual setor você irá ficar já que a psicologia está um pouco cheio ultimamente, e poderá afetar sua gestação. — disse ela, calmamente.

— Tudo bem, tenha um bom dia! — disse, e saí andando para a entrada do hospital.

Entrei no prédio e logo dei bom dia para alguns médicos que estavam no corredor, e entrei no elevador. Em seguida apertei o botão do meu andar, que era o quarto, em quase dois minutos já estava nele, devido as paradas que o elevador fazia a cada andar, já que entravam e saíam pessoas do elevador a todo momento.

Entrei na minha sala e coloquei minha bolsa no armário, me sentei dando uma olhada no laudo do paciente, e me assustei, já que o laudo era quase bem definido sobre a situação que aconteceu com Chaz, mas logo não me importei, o nome dele não estava na folha, só estava apenas um sobrenome a qual eu nunca me recordei de ser semelhante ao de Chaz.

Laura era uma enfermeira que me auxiliava desde ontem, ela entrou com uma bandeja de comprimidos e alguns utensílios para curativos.

— Bom dia senhorita! você já avaliou o laudo médico do paciente? Em alguns minutos iremos entrar na sala e medicá-lo e você deverá conversar com ele, sobre tudo já que o tratamento dele principalmente a parte psicológica.

— Claro, tudo bem, eu só preciso fazer uma ligação e já estou indo.

Ela assentiu, e colocou a bandeja de remédios e curativos sobre minha mesa, e logo se encaminhou de sair, fechando a porta. Peguei meu celular e procurei pelo número de Lola, já que não havia mandado mensagem ou telefonado para ela desde que cheguei aqui, o número dela começou a chamar e exatamente em três bips, logo ela atendeu com bom humor e dando uma longa risada.

— Ai até que enfim Sophie! onde você estava? me preocupei! Já que você não ligou! O que achou do apartamento? já está tudo bem? Está trabalhando?

— Calma Lola! Quantas perguntas! sim, eu amei o apartamento, as pessoas do condomínio são maravilhosas, e obrigada por tudo amiga! Mas eu só liguei para você não se preocupar, já que eu consegui um emprego, e bom eu comecei a trabalhar ontem, é um pouco complicado, hoje apareceu um novo paciente e eu trabalho com crianças ele é meio diferente pra mim, mas está tudo bem.

— Ah, que bom que já conseguiu emprego! E quando me liga? precisamos conversar sobre tudo, como está o bebê? está cuidando bem dele?

— Sim, estou cuidando muito bem, pode deixar! Eu estou me alimentando como você falou, e claro estou com um pouco de medo, já que daqui um tempo é hora dele vir ao mundo, e pensei em sair para comprar o enxoval, assim que sair daqui, mas logo terei uma reunião, e creio que não dará tempo de ir ao shopping.

— Claro, e quando for comprar por favor me mande fotos a todo momento, ou me ligue por chamada de vídeo, preciso aprovar cada roupinha que meu bebê irá usar, já que ele também é o meu bebê!

—Claro amiga, vou te mandar tudo! E como estão as coisas? está trabalhando?

— Fiz algumas entrevistas ontem, mas não fui chamada ainda, espero que seja, mas realmente não sei se quero atuar nessa área de psicologia, você sabe, fiz isso pela minha mãe, que sempre me apoiou em cursar medicina, mas não sei se é o que eu realmente quero...

— Creio que não te fará bem ficar em uma área que você não goste, bom, você é uma fotógrafa que tal começar um curso e seguir essa carreira?

— Pensei nisso também, mas precisamos conversar, Ryan esteve aqui e acabamos terminando, bom, ele terminou comigo e eu não sei porquê, mas enfim, ele acha que eu o forcei a ficar comigo por causa de indiretas sempre que saímos, mas está tudo bem, depois eu te ligo e a gente conversa mais.

— Claro amiga, tudo bem, eu preciso saber mais sobre esse término com Ryan, vocês eram um casal tão lindo!

— Eu sei amiga, mas infelizmente tudo acaba, e bom, preciso limpar a casa e você precisa trabalhar mocinha.

— Tem razão amiga, logo nos falamos, um beijo se cuida!

— Outro beijo enorme para você, e para esse neném!

Desliguei o celular e coloquei o de volta no meu bolso do jaleco, peguei a bandeja de remédios, e sai olhando para os lados e procurando Laura, para que pudéssemos ver o paciente, ela me viu e veio correndo em direção à mim com uma bolsa de soro, e com celular na mão, parecia aflita.

— O que aconteceu Laura? parece pálida!

— Não sei bem, minha mãe me ligou e parece que meu filho está com algum problema. E que você sabe ser mãe solteira não é tão bom, quer dizer, você não sabe, você não é mãe! Não querendo ser grossa, mas é uma coisa complicada, até porque o pai do meu filho acabou indo embora e me deixando com ele, mas conciliando tudo isso eu estou bem. Vamos? — disse ela, e sorriu fraco.

— Ah tudo bem! Se precisar conversar, eu não sou mãe mas eu posso te dar alguns conselhos, já que em breve eu também vou ser.

— Ai que amor você está grávida! E o pai? você não vai ficar com ele? não que seja da minha conta, mas é sempre legal uma criança nascer em um lar agradável.

— Sim, eu estou grávida de dois meses, mas eu acabei mudando de Atlanta para cá, e bom o pai acha melhor eu me afastar dele para os negócios. E então eu não quero mais saber dele, nada que venha dele. Mas isso é outra história e assim que puder a gente pode se conhecer melhor e você me conta sobre seu filho, que acha?

— Acho ótimo! Assim teria alguém aqui que eu poderia dividir meus problemas e falar sobre o Nicolas, ele é claramente o amor da minha vida, aquela coisa perfeita da mamãe! Logo você saberá como é esse sentimento e amará!

— Já estou Super ansiosa para conhecer o Nicolas! Bom agora precisamos ir, já que o paciente não pode esperar muito tempo, não é mesmo?! — disse, e sorri aleatoriamente.

— Sim, você tem razão! Vamos logo, depois almoçaremos juntas! — disse Laura, se empolgando.

Sorri para Laura e logo entramos na sala do paciente, ele estava sentado na cama, mas de costas para a porta. Laura o medicou e eu acabei sentando sem olhar muito bem para ele, estava concentrada verificando mais uma vez o seu laudo médico, para que eu não pudesse agir de forma errada com ele.

Laura fez um sinal que eu poderia conversar com ele, logo ela saiu pela porta levando a bandeja, eu me aproximei dele que logo virou para mim, para minha grande surpresa, era quem eu realmente temia Chaz.

— Chaz, é você? O que você faz aqui? Não estava em Atlanta? — disse surpresa, ao vê-lo ali.

— Sim, eu estava, mas acabei sendo transferido, nesses dois meses eu consegui realmente entender o lado das coisas, e não estou mais tão agressivo como antes, e não precisa ter medo eu estou aqui tentando me cuidar, porque logo eu quero voltar aos meus negócios. — disse Chaz, se virando para mim.

— Você sabe é um pouco complicado demais para mim, tratar de um paciente como você, que fez parte do meu passado. Infelizmente eu também fiz do seu, te causando um trauma terrível, e tudo aquilo que você passou e agora está nessa situação. Mas como profissional, estou aqui para ajudar você. Espero que não leve nada para o lado pessoal, a gente vai apenas conversar sobre isso esse tempo todo. — disse, tentando não parecer tão assustada como eu estava.

— Claro, realmente entendo que está agindo no seu lado profissional, e está aqui para conversar, até porque eu não tenho mais o mínimo interesse em você Sophie, entende? — disse ele, andando até mim, me fazendo ter um pouco de medo.

— Eu entendo perfeitamente! Então podemos conversar sobretudo? — disse, soltando um sorriso fraco.

— Sim, podemos! Como deseja começar? — disse Chaz, se sentando novamente na cama.

— Bom, eu já dei uma olhada no seu laudo médico, acho melhor conversarmos sobre que efeitos os medicamentos estão trazendo sobre você, já que o médico acha que não é mais realmente necessário você toma-los, não é mesmo? — disse e comecei a fazer algumas observações em minha prancheta.

— Sim, ele comentou comigo sobre o fato de não precisar mais usar medicamentos, espero que seja realmente verdade, não aguento mais tomar tudo isso todos os dias! — disse ele, e sorriu calmamente.

— Eu realmente entendo, também odeio medicamentos. Você não tem noção… bom é um pouco difícil para mim conversar com você, até porque depois de tudo que aconteceu eu nem sei se me sinto confortável em ficar no mesmo lugar que você. Mas vamos lá, pelo menos tentar, pelo menos por todo esse tempo que você ficar aqui! — disse e suspirei fundo.

— Eu sei o quanto é complicado para você, como também está para mim. Mas quero que você entenda que por mais que já tivemos tudo aquilo no passado, já se passaram não sei se tanto tempo assim para você, mas para mim foi suficiente, já que eu acabei revendo muitas coisas que eu fazia na minha vida, e decidi que eu não vou mais me prender ninguém tão cedo, até porque acabei gostando de verdade de você, e eu levei isso muito para o lado possessivo. Eu não quero fazer com ninguém o que fiz com você, e bom, acho que a melhor coisa a se fazer a gente se tornar apenas amigos, ou se você não quiser isso eu vou entender também. Só preciso realmente sair daqui e continuar minha vida, fazer o que eu sempre fiz que é o meu maior amor, cuidar dos negócios da minha família, e certamente reconciliar todas as minhas amizades.

— Espero que você realmente consiga todas as suas amizades de volta, você era realmente muito amado por todos os meninos, e de certa forma por mim também. — disse, e sorri gentilmente.

— Sim eu sei, eu sinto muita falta deles! — disse ele, e suspirou. — Posso te fazer uma pergunta? mesmo que pareça muito pessoal? E se você não quiser responder, eu vou entender também!

— Claro, mas que pergunta?

— Por que você não está com Justin? bom, logo depois que eu acabei indo preso e ficar naquele lugar terrível, vocês deveriam estar juntos não é? Eu sei o quanto você o ama, mas não sei o quanto que ele realmente te amava, ou o que sente por você, mas esperava que vocês estivessem juntos. — disse ele, e aquilo doeu profundamente em mim.

— Bom, não precisa responder, mas eu quero te contar, a gente não está mais juntos, já que depois daquilo tudo ele permaneceu um tempo enorme no hospital, principalmente por causa do tiro que você deu nele. Mas sabe, ele se afastou muito de mim logo depois que acordou do coma, e disse que era melhor a gente se afastar, ele disse que me amava, mas eu creio que quando a gente ama alguém a gente nunca se afasta dela.

— Bom, esse é o seu pensamento, mas quando a gente ama alguém realmente o melhor é se afastar dela para não magoá-la ou a fazer infeliz, caso acha uma força maior no meio.

— É, mas eu não ficaria infeliz ao lado dele, você sabe, eu sempre fui apaixonada por ele, e eu realmente só estava com você porque você sempre me deu apoio e carinho, que eu nunca tive dele.

— Eu não entendo isso da sua parte, mas creio que ele vai realmente sentir sua falta e vai vir atrás. Só espero que você tenha aprendido Sophie, conseguido enxergar que a gente só precisa de quem precisa da gente, e que é sinta a nossa falta.

— Ok, mas a nossa consulta não é para falar sobre mim, nem sobre minha vida, por mais que a gente seja muito ligado certa forma ao seu tratamento. Mas então, eu preciso saber como você pensa sobre algumas coisas… — disse desviando do assunto.

— Claro, pode perguntar tudo e eu irei responder.

Começamos a conversar sobre algumas fases do tratamento dele, e acabei me distraindo. Quando me dei conta, já estávamos rindo e conversando novamente sobre o nosso passado juntos.

— Lembra daquela vez que eu te dei um urso gigante? eu quase não consegui colocar ele lá em casa, ele não saía do carro e eu acabei rindo muito, e ele também me custou uma grana terrível!

— Sim, eu lembro bem, eu amei aquele urso, mas acabei sem ele já que eu não podia levar para o apartamento.

— Eu lembro muito bem disso, mas ainda tenho ele em Atlanta, se você ainda quiser é todo seu! — disse Chaz, e nós dois rimos.

— Bom, se um dia eu voltar para Atlanta, eu vou querer.

— Tudo bem então! Você está diferente... — disse ele, e me senti incomodada.

— Diferente como? isso é bom ou ruim? — disse assustada.

— Depende do que você considera bom ou ruim, eu acho que você está mais madura, e de certa forma mais cheia, não querendo te chamar de gorda ou algo do tipo, sei que você odeia!

— Não quero me gabar, mas logo depois que tudo isso aconteceu, Justin disse que não queria mais me ver e eu acabei ficando muito brava e acabei querendo dar um rumo na minha vida. Acho que isso já fez com que eu criasse um pouco de maturidade de certa forma, não é mesmo?

— Sim, mudanças sempre são boas para nos fazer realmente enxergar a verdade, e decidir o que é melhor para a gente. Mas você entendeu minha pergunta, estou falando que você está diferente de corpo, você está parecendo que...

— Que? pode continuar não vou achar ruim…

— Sua barriga está maior que o normal, você está grávida Sophie?

— Eu não quero falar sobre isso, é melhor ir embora… — disse e acabei me levantando e caminhando até a porta.

— Espera um pouco, você disse que não ia achar ruim, você não quer conversar sobre isso? sabe que não vou fazer nada, mudei muito em pouco tempo, jamais faria nada. — disse ele, e suspirei olhando para a maçaneta da porta.

— Eu sei, mas estamos aqui para falar da sua vida, e não da minha, seria indelicado da minha parte.

— Talvez seja indelicado, mas você sabe que se quiser falar… eu lembro muito bem como era sua vida, e sabe que pode contar comigo se precisar de algo…

— Sim eu sei, e respondendo a sua pergunta… bom eu estou sim, mas não quero que isso saía daqui por favor, você vai me prejudicar, eu não quero mais que o pai saiba sobre a criança.

— Impressão minha ou você falou sobre o pai? porque você não fala o nome de Justin? ou não tem chance de ser dele? — disse ele, e me virei de frente para ele.

— Não é isso, é que eu não tenho muita certeza, aquela época a gente estava juntos, e bom eu não tenho tanta certeza quanto à paternidade do meu filho… — disse, e ele pareceu preocupado.

— Espera! Impressão minha ou você está dizendo que tem uma possibilidade de ser meu filho também?

— Tem possibilidade, mas é melhor não comentar mais, por favor, até eu realmente consegui descobrir.

— Ok, mas você me deixou preocupado agora, não quero que você pense que vou fazer o mesmo que talvez outro pai fez, eu vou cuidar do que eu fiz. — disse Chaz, e pegou na minha mão, mas logo eu puxei a mão de volta.

— Sim eu sei, que você vai, mas não se preocupa com isso agora por favor, Sua sessão acabou, melhor eu ir, tenho que almoçar e já passou um pouco da hora… — disse, olhando para o relógio em meu pulso.

— Claro que eu não vou contar nada para ninguém, vai ficar entre a gente. Então é melhor você ir também, tenho que ir embora, eu acabei comprando apartamento aqui, até porque eu sempre preciso vir aqui todos os dias pela manhã.

— Entendo como deve ser complicado para você, bom agora eu preciso ir até amanhã.

— Até amanhã senhorita, e se cuide! Não coma nada com muita gordura por favor, eu vou acabar bancando sua mãe a partir de agora.

— Você não precisa me alertar sobre gorduras, sabe que nunca fui de comer tanta porcaria por aí. — disse e ele riu.

— Sim eu sei, mas é sempre bom reforçar as ideias.

— Tudo bem então, até mais!

Fechei a porta e continuei andando pelo corredor, minha barriga estava percorrida por um frio enorme. Eu não sabia o que havia sido aquela enorme conversa com alguém que já me machucou tanto no passado, pelo menos ele parecia mudado, não só por parecer, acabei me formando em psicologia e eu realmente entendia que ele mudou realmente, espero que ele saiba o que quer fazer a partir de agora.

Laura apareceu um tempo depois com sua bolsa de lado, e veio até mim sorrindo, retribui o sorriso logo caminho e até ela.

— Quanta demora nessa sessão, já estava acabando seu expediente, vamos! — disse ela.

— Sim vamos, estou morta de fome, acabei ficando tempo demais e não vi as horas passando.

— E aí o que achou do novo paciente? eu achei ele um gatinho! — disse ela, e sorriu maliciosa.

— Poxa Laura, você parece minha amiga Lola, só acaba vendo a beleza das pessoas. Ele realmente é um gatinho mesmo.

— Ele chegou aqui ontem, mas pelo que eu vi e que ouvi dos médicos ele veio de Atlanta. E está realmente ficando bem, com mais algumas sessões já será liberadon e voltará com sua vida normal.

— Sim, logo ira sair bem, ele me contou um pouco da vida dele, e acho que é melhor organizá-la de forma melhor partir de agora.

— Entendo realmente o que pode se passar na mente de uma pessoa que passou por tudo, o que ele passou, e até porque, ciúmes é doentio não é amiga? — disse Laura, me fazendo pensar nisso.

— Infelizmente, mais nunca poderíamos deixar de sentir ciúmes de alguém que a gente gosta.

— Mas ciúmes em excesso, uma hora estraga tudo, você sabe.

— É eu sei, acabei aprendendo a pior forma você nem imagina.

— Somos duas! Bom agora estou com fome, precisamos almoçar para voltar novamente ao trabalho. Vamos?

— Sim, vamos!

Fomos até o restaurante onde todos do hospital já estavam almoçando. Pedimos nossa comida e conversamos um pouco, e Laura acabou passando horas contando sobre o seu filho, Nicolas. Acabamos marcando de sair para que eu conhecesse o garoto.

Logo olhamos no relógio e percebemos que já fazia vinte e cinco minutos que estávamos atrasadas, e logo pagamos a conta, e saímos desesperadas de volta nosso turno.

— Laura porque você não usa o seu próprio cartão de alimentação daqui do hospital? você não gosta? — perguntei enquanto caminhávamos.

— Não é isso, é que eu não curto muito a comida daqui, tem muita salada e não faz muito meu tipo. Por isso acabo pedindo comida japonesa.

— Ah entendi, eu fiquei bem sem entender, mas já que você queria comida japonesa e eu ainda nunca tinha experimentado, resolvi experimentar junto com você!

— Cara eu entendo, mas se quiser usar o cartão daqui da próxima vez a gente come juntas, igual os outros funcionários. O que acha? — disse Laura e soltou um enorme sorriso.

— Claro, você que sabe! Agora preciso voltar já que tem uma reunião.

— Tudo bem, na saída a gente conversa mais.

Me despedi de Laura e segui pelo corredor voltando para minha sala, a porta da sala que havia atendido Chaz, estava entreaberta e acabei entrando.

Percebi que ele já tinha ido mas não deixei de me levar a dar uma espiada pela janela, que dava acesso a estacionamento do prédio.

Olhei para algumas pessoas que conversavam em seus carros, e acabei vendo uma pessoa bastante conhecida, sim, era ele, Chaz!

Ele conversava com homem que o ajudava colocar algumas coisas no porta malas do carro, e me pareceu algo de negócios, já que ele realmente estava tentando voltar para o ramo da família.

Sorri involuntariamente e saí da sala fechando a porta.

Voltei a minha sala pegando minha bolsa e meu jaleco, logo seguindo para sala de reuniões no quinto andar.

A reunião demorou em torno de quatro horas, já que os diretores decidiram conversar sobre minha situação. Inicialmente sobre a gravidez, mas tudo logo se resolveu, e combinamos que quando a gestação chegasse a oito meses eu pararia com trabalho, e ficaria em casa de repouso. Agradeci aos céus, já que estava muito preocupada sobre a parte de repouso.

Saí do hospital e avistei Laura no estacionamento e ela acabou me dando uma carona para casa, convidei ela para entrar, mas ela disse que era melhor não, assenti e acabei entrando e pegando o elevador para meu apartamento.

Assim que cheguei em casa, organizei umas últimas caixas que estavam com minhas coisas na sala, e tomei um banho. Fiz um pouco de comida, sequei meu cabelo e logo sentei na sala ligando TV, procurando um canal aleatório.

Peguei meu notebook e conectei a rede do condomínio, que por sinal era ótima. Logo me lembrei que Lola havia feito uma rede social exclusiva para mim, onde era privada e só tinha adicionado como amigos, ela, Tyler e Ryan.

Iniciei uma vídeo chamada com Lola e em poucos minutos ela já atendeu.

— Até que enfim que me ligou, estava preocupada, agora você pode me contar tudo já que ele está com um tempo! — disse Lola, assim que entrou na chamada comigo.

— Sim, eu posso! Bom, vou dizer que meu apartamento e que meu emprego está demais, e acabei tendo uma enorme surpresa hoje, meu paciente é nada mais nada menos que Chaz Somers! — disse, e Lola cuspiu o suco que estava tomando.

— Como assim? você me conta isso direito! Mas ele não estava internado aqui em Atlanta?

— Ele foi transferido há pouco tempo e acabou se mudando para cá.

— Entendo, mas ele perguntou alguma coisa sobre você? Sobre sua vida? Você não contou nada, não é?

— Acabei contando algumas coisas, mas não se preocupa, ele mudou muito, e principalmente pelo lado psicológico. Ele está muito diferente e bom, acabei contando que ele tem possibilidade de ser o pai do meu filho e ele achou incrível a ideia, e sabe amiga, ele realmente quer assumir caso seja dele… — disse e suspirei fundo.

— Acho legal da parte dele a atitude, mas não confia muito nele, às vezes ele só está fingindo, sabe?

— Eu sei do que você está falando, não se preocupe, ele realmente mudou, e até porque eu sou psicóloga dele!

— Você que sabe! Mas então, me conte como estão os sintomas, você já está melhor no enjoos? Passaram?

— Sinto lhe informar que não passou, a cada coisa que eu como está ficando o pior.

— Deve estar sendo trágico para você! Já começou a fazer o acompanhamento médico? Ou ainda não teve tempo pra pensar nisso?

— Não ainda, não havia pensado, amanhã mesmo eu vou tratar de cuidar disso.

— Eu não queria falar nada sobre, mas uma hora ou outra você vai saber, principalmente na internet…

— E sobre o que seria?

— Bom recentemente o Justin deu entrevista a um programa de fofocas, sabe aqueles bem chatos que te perguntam sobre toda sua vida?

— Sim eu sei, o que eu tenho a ver com isso? Você sabe que eu não quero saber dele!

— Sim eu sei muito bem disso, mas olha o apresentador fez algumas perguntas sobre uma suposta pessoa que estaria com ele, e ele acabou falando que tinha um ótimo relacionamento com a Katherine, a mãe da Ally.

— Sim, mas a pouco tempo ela havia ido embora com alguém, tinha abandonado a menina pelo que eu sei, ela voltou?

— Parece que ela voltou e agora vive frequentando a casa de Justin, não acha estranho?

— Sim eu acho, mas isso não vem mais ao meu interesse. Agora mudando de assunto, me conte porque você e Ryan terminaram?

— Até agora não entendi bem, ele chegou aqui alterado, não tão alterado quanto você pensa, mas ele disse que eu tinha forçado tudo isso, e que ele não gostava tanto assim de mim para levar algo tão sério. Fiquei pasma na hora e chorei, fiquei muito brava mas creio que as coisas acontecem no tempo certo, e se não era para ser fazer o quê.

— Te admiro muito por isso, você nem parece eu, está toda aí parecendo feliz mesmo com tudo, queria saber separar as coisas da minha vida assim como você.

— Você nunca vai conseguir se você não tentar! — disse Lola, e fez um jóia com a mão.

— Já estou tentando, você sabe muito bem disso!

— Sim eu sei! Mas então, eu sei que chegou aí nem tem dois dias, mas já viu alguém que possa interessar?

— Não, eu não vi ninguém, eu só quero um tempo para mim, organizar minha vida e cuida do meu filho. Não venha com esse tipo de pergunta!

— Ai tudo bem senhora certinha, você tem razão!

— Eu preciso desligar, estou muito cansada, meus enjoos aumentam a noite. Preciso dormir, amanhã tenho que trabalhar novamente.

— Ah entendo bem, lembre que você não pode tomar nenhum remédio para enjoo ok? Não fica assim, e pela manhã lembre de procurar um tratamento para acompanhar o crescimento do bebê.

— Tudo bem então, nos falamos depois ok?

— Ok, até mais! Amo você! — disse Lola, fazendo um coração do outro lado da tela.

— Até! Também amo você.

Fechei o notebook e assim desliguei a ligação, desliguei a TV e apaguei algumas luzes e voltei para o quarto. Acabei terminando de arrumar algumas roupas no armário, quando percebi já se passava das onze horas da noite. Entrei em choque pela hora que já era, no outro dia eu teria que trabalhar. Logo terminei de organizar as coisas e já fui direto para a cama.

Assim que deitei comecei a pensar sobre tudo o que estava acontecendo na minha vida, mesmo com uma nova vida e tentando novos planos, o passado esses dias sempre batia a minha porta, e mesmo com tudo que aconteceu e depois do quase término com o Justin, já que não tínhamos nada que poderia se relacionar algo sério. Lola fazia questão de me lembrar sobre tudo que me levava à ele, mesmo que eu nem tivesse me lembrado dele nos últimos meses.

Mas a partir de agora Decidi que a saúde e o bem-estar do meu filho e o meu viria em primeiro plano, nada atrapalharia isso, e não tinha plano de me envolver com ninguém, já que a melhor hora para fazer isso era quando eu finalmente conseguisse estabilidade e resolver minha vida por completo.


Notas Finais


Voltarei em breve! O que acharam do capítulo? Será que esse encontro ocasionará algo? E a paternidade da criança? Justin ou Chaz?!

Haha, comentem suas opiniões!

Beijinhos! 🌼


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