História Secret Order: Killer Personalities - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Mike, Política, Sociedades Secretas
Exibições 12
Palavras 2.724
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, tudo bem com vocês?
Bem, irei iniciar a jornada com essa fic.
Trabalhei algum tempo nela, e pensei bastante na história.
Agora, adentrara-se em um mundo de mistério e aventura.
Eu espero que vocês possam curtir até o máximo.

Capítulo 1 - Sobrevivência, Garotos e Navio


Fanfic / Fanfiction Secret Order: Killer Personalities - Capítulo 1 - Sobrevivência, Garotos e Navio

2005

 

               O céu está sem nuvens e muito mais azul do que nunca esteve antes, eu aposto. Estou debaixo de uma árvore velha quase sem folhas, mas que ainda faz sombra. Minha garrafa de água transborda, acabei de enchê-la no rio e, em seguida, apenas deitei-me. Fecho e abro meus olhos inúmeras vezes, assim como respiro fundo e sinto o cheiro do ar, da grama, da fumaça e todos os sons que me rodeiam. “Está tudo okay!” eu ouvi do nada... “Está tudo okay!”... Ouço novamente, paro, abro os olhos e nada. Volto a me acalmar e a relaxar. Decido então ir pescar, acho que o sono está me pegando. “Está tudo okay!”... Novamente! Abro os olhos e nada, apenas as poucas folhas nos galhos da árvore. “Está...

 

- Tudo okay! – minha mãe fala chorando em cima de mim.

- MÃE? O que foi? – acordo muito assustado.

- Está tudo okay! Vá! – ela repete ao me abraça e sinto suas lágrimas caindo sobre minha pele.

- Mas o que est- De repente vários homens entram na nossa cabana.

- Vá! – ela me empurra para o fundo. – Deixe-lo em paz, ME LEVE! – ela grita e avança.

- Ei! – minha irmã sussurra.

 

               Quando me levanto, já estou sendo puxado pela a Amara, minha irmã mais nova. Tava tudo confuso, então, eu inventei de olhar pra trás... Foi então que eu achei que fosse explodir. Que meu coração tinha entupido ou que talvez fosse aquele tipo de coisa que nem acontece se Deus voltasse pra terra. Estava com a imagem da morte da minha mãe na minha frente! O choque foi infinito, nem meu braço que estava sendo quase arrancado de mim não me afetava. Acho que meu coração vai parar. Amara continua com tudo e saímos correndo pelos becos da vila, porém tudo está pegando fogo. Os cavalos estão correndo desesperados e os moradores estão sendo mortos. Por onde eu olho, enxergo pernas, braços e cabeças. Penso em gritar, mas na hora, Amara para e me empurra para de trás de um barril, ela coloca o dedo em frente aos lábios pedindo silêncio. Ficamos parados ali por alguns segundos, os mesmos homens com flechas e espadas passam, entretanto, não nos vêem e depois voltamos a correr até atravessar a ponte para a floresta.

 

               Corremos, corremos, corremos, corremos, corremos e caí. Levantei, corremos, corremos, caímos. Levantamos, corremos, corremos e corremos até caímos dentro de um buraco. Saímos com alguns arranhões e tentamos correr de novo, mas Amara não aguentava mais e nem eu tinha mais energia. Sentamos debaixo de uma árvore grande, estava anoitecendo. Minha respiração está fora de controle e fico agitado, quando olho pra minha irmã, ela está puxando uma garrafa de água igual da do sonho. Ela bebe metade da garrafa desesperada.

 

- Toma! – mira a garrafa na minha direção.

- O que foi isso? – pergunto descontrolado.

- Não sei! – responde-me cansada.

- Não sabe?  A mamãe...

- Não Fale! – ela coloca um bico como se fosse chorar. – Por que acha que não olhei pra trás? – e as lágrimas começam a cair desesperadamente.

- Amara! – Falo sem fôlego após alguns goles.

- Se eu falasse que estou bem, seria estranho, né? – ela começa enxugar os olhos.

- Calma! Meu Deus, Meu Deus! – fico coçando a cabeça e rodando.

 

               A noite começou... Mas ainda estamos aqui sentados, ainda estou com a garrafa na mão, Amara ainda parece chorar e minha cabeça está sem rumo. Não consigo falar nada, muito menos perguntar. Ouvimos alguns barulhos e nos levantamos. Começamos a andar em uma estrada que achamos, precisamos apenas caminhar.

               Chegamos frente à praia. Amara senta na areia se tremendo de frio, corro para colocar meu casaco nela. As vestimentas da minha vila não são tão quentes, mas ajudam bastante, porém não servem pra nada durante o inverno. Coloco a garrafa perto dela e vou procurar lenha. Fico no máximo, quinze metros de distancia, consigo bastante lenha e acabo encontrando um cachorro com a perna esquerda da frente machucada. Ele geme de dor, o levo junto comigo, mas ele corre tentando avisar de algo. Tento segui-lo atravessando por umas palmeiras e acabo encontrando uma tenda com corpos massacrados e bastante comida e utensílios no chão.

 

[...]

 

- VOLTEI!! – grito ao chegar à praia.

- MIKE? Não faça mais isso! Nunca mais me deixe sozinha novamente! – Amara começou a chorar. – Achei que tivesse sido capturado. Onde você estava? – pergunta tentando levanta-se.

- Ei! – solto as lenhas. – Calma! Parece que você machucou a perna na queda. Por que não disse? – perguntei me jogando na areia ao seu lado.

- Não podia! Tínhamos que fugir.

- Tá tudo bem agora. – respondi e nos abraçamos.

 

               Aquele abraço me fez sentir que eu ainda estava vivo, que o coração ainda bate, ou que eu não explodi. Os ventos frios batiam em nós como cipós d’água e ficamos ali apenas ouvindo a respiração um do outro. Então minha barriga roncou, e o cachorro começou a latir.

 

- Um cachorro? – Amara pergunta perplexa.

- Sim, achei-lo. Ele me mostrou uma tenda. Consegui medicamentos, algumas comidas, mas pouquinho. Veja, consegui alguns utensílios!

- Nossa! Que bom. Mike, isso é perfeito! Olá amiguinho. – Amara começou a brincar com ele pela areia.

 

               Eu comecei a cavar um buraco raso para poder montar a fogueira. Amara está cuidando dos machucados com as coisas que eu achei. Vamos chamá-lo de Dino, o cachorro e sua perna está com uma faixa. O fogo pegou rápido e tem bastante lenha. Enquanto os dois dormem, eu estou ajeitando tudo na areia e procurando frutas.

               A lua está quase no meio do céu, eu acho. Decido tomar um banho de mar, mas paro quando coloco meus pés na água... É incrível, eu penso, sobre o mundo, sobre essa coisa gigante. Então eu vou dormir.

 

[...]

 

- Ei! Mike acorda!

- O que foi? – abro os olhos com um clarão do sol.

- Já amanheceu! Precisamos sair daqui.

- Okay! – sento-me e olho em volta. Está tudo organizado, Amara arrumou mais ainda as cosias, e até fez uma mini bolsa com o meu casaco.

- Eu dei uma volta por aí, e vi mais deles. – ela fala com um olhar sério.

- Mas o que eles querem? A mamãe! – surge uma lembrança, a pior. – Amara, eu estou com medo. – falo com os olhos cheios de lágrimas.

- EU NÃO SEI! Quando você estava dormindo, começou o ataque, a mamãe disse que “eles finalmente vieram”, depois ela me empurrou e disse que eu devia correr pra aqui com você e ela te acordou e... Você sabe, né! – os olhos dela começaram a encher de água. – E eu não pude fazer nada, Mike! Eu tenho onze anos e tu doze. Droga! Eu era treinada pra lutar pelo mestre Lou e, mesmo assim, caramba! Desculpa, desculpa, desculpa...

- PARA! – eu pego na mão dela. – Não é sua culpa. Não é! Amara calma. Você é uma menina doce. Assim como eu, não poderíamos fazer nada. Eu também fui treinado, sempre fomos. Mas apenas para caçar, caçar aves, javali, peixe. Não somos soldados pra lutar com exércitos. – olho pra ela com a alma fraca. – Sinto muito pela mamãe, eu... Eu... E agora?

- Eu não sei... Mas de um jeito ou de outro temos que sair dessa ilha. Vamos precisar atravessar o mar. – ela falou seria e olhando o infinito azul à nossa frente.

- Isso é impossível! Não tem como. – fico olhando também e ela se senta.

 

- Estão com problemas?

- Hã? – me surpreendo com um homem que aparece atrás de nós. Dino começa a latir.

- Quem é você? – Amara pergunta assustada.

- Calma! Meu nome é Nate, mas todos me conhecem por “Fantasma”.

- Não! Espera! – fico boquiaberto. – Você é o maior navegador da região. Você é o Deus do mar. – levanto-me e me abaixo como se falasse com um rei.

- Pare! Não faça isso. Não sou seu lorde. – ele deixa escapar uma risada. – Além do mais, Zeus é que é o deus do mar, sou apenas “um qualquer” carregando sua tocha.

- O que você faz aqui? – Amara pergunta. – Para Dino! – o cachorro para e ela o pega no colo.

-Pelos mares, eu vi fumaça saindo daqui e parei para ver o que estava acontecendo. – o homem responde.

- Fomos atacados por um exército ou sei lá o quê. – eu falo me aproximando.

- Isso não pode ser possível. Deuses saltitantes! Esse lugar é impenetrável, e a paz reina aqui. – ele fica assustado.

- Eu sei mas- - Dino começa a latir ferozmente. E começam muitos barulhos atrás das árvores.

- Droga! São eles! – eu falo correndo pra trás do Fantasma.

- Isso é ruim. Eles estão por perto! Peguem suas coisas, vou levá-los daqui. Rápido! – pegamos nossas coisas e ele carrega Amara no colo, enquanto eu carrego Dino.

- Seu cachorro é esperto. – Fantasma diz correndo.

- Eu o encontrei ontem. – respondo. – Brigado amigo. – dou um beijo na sua testa e percebo que estou chorando de felicidade, sempre quis ter um cachorro, mas nunca achei um e agora ele está bem aqui no colo super feliz e latindo de emoção. Ele parece meu coração quando está pulsando.

 

               Após corremos muito e pulamos meio quilometro de pedras, chegamos ao fim da praia e tem um navio pequeno, mas não pequeno quando está próximo dele. Além do Fantasma, havia apenas mais três marujos. O Dilan, Max e Ruffos. Todos nós subimos no navio e eles deram partida.

- Nossa, como é grande e bonito. – Amara senta de olhos arregalados.

- Nunca tinha entrado em um, garotinha? – pergunta o Dilan.

- Não, sempre achamos que nunca veríamos isso. – respondi por ela.

- Então terão que aprender algumas coisas. – Disse Ruffos.

- Algumas coisas? Vai nos ensinar a manejar? – pergunto entusiasmado.

- Heheehe! Calma aí, garotão, você nem sabe correr direito e que tentar controlar um navio dentro da fúria do mar com os sopros detestável das tempestades?

- UOU! Fico meio assustado agora de andar no mar. – falo.

- Se eu soubesse “andar” no mar, também ficaria assustado. – Max fala com sarcasmo.

- Enfim, tudo está pronto! Essa ilha da qual partimos é bem pequena, achei que fosse protegida... Vamos levar dois dias para chegar ao outro lado e vamos parar na América do Sul. Se as crianças quiserem parar lá, tudo bem. Nós iremos continuar até o leste do Japão, claro que vai demorar um bocado. Quem sabe anos. Hahahahahha! – Nate nos fala com um grande sorriso.

- Está nos chamando para ser piratas? – Amara pergunta dando voltas pelo navio.

- HAHAHA! Parece que ela é mais esperta que você, jovenzinho. Bem, creio que vocês sejam órfãs e que não tenham ninguém nesse mundo, e jamais cruzaram o mar. – ele fala chamando nós dois. – Como são seus nomes? – Fantasma arque suas sobrancelhas.

- Meu nome é Mike, e essa é minha irmã, Amara. E nosso amigo Dino. – respondo.

- Muito bem Mi- AHHHH! – Fantasma grita e seu braço começa a sangrar.

- Hã? – me assusto e percebo que tem um barco vindo em nossa direção com dois caras com flechas.

- MEU BRAÇO! – Grita Fantasma. – Estamos sendo atacado.

- Rápido! Eu sei como retirar a flecha! – Amara o chama. E Dino começa a latir.

- TUDO CERTO! PELOS SETES MARES E QUINZE DEUSES, IREI DEIXAR A MENINA ME AJUDAR! RUFFOS PEGUE O LEME! MAX, MIKE E DILAN CUIDAM DO BARCO, AO SERVISO! – Fantasma grita dando as ordens para que nós possamos sobreviver.

 

               O navio muda de direção, e começamos a pegar os arque flechas para eliminar o barco. Eu consigo acertar no pescoço de um deles depois de quase perder a cabeça e machucar o dedo. Ficamos muito tempo andando desesperados. E o único cara conseguia navegar e atirar perfeitamente. Depois eu comecei a distraí-lo e Dilan consegue furar no navio para ele afundar. Começamos a gritar feitos loucos. Em seguida, corremos para os quartos onde o Fantasma já está com as faixas.

 

- Está tudo bem! Ela me salvou. – ele agradece e libera uma gargalhada.

- O Mike matou um dos caras! – Max bagunça meu cabelo fazendo o elogio.

- Muito bem meu jovem! – Amara me beija na bochecha.

 

[...]

 

               Depois de um dia de sono, eu finalmente acordei e fui dar um pulo lá fora. Estava de noite, ou seja, falta apenas um dia para chegarmos a tal “América”. Dino está perto do mastro deitado olhado o céu estrelado. Amara levanta-se e vem até mim e quando eu penso em falar o capitão está chegando. Olho para o mar, as ondas estão fortes e o céu está muito limpo, sem nuvens. Tudo está calmo, até a lua estar mais relaxada hoje, eu acho.

 

- Cada dia mais perto! – Fantasma diz e encosta-se perto de nós. – Os três estão dormindo, agora e nossa vez de vigiar. – Dino late. – Isso aí, amigão! Gostei muito desse cachorro.

- Desculpa! – falo de cabeça baixa. – Desculpa por trazer aqueles homens para o confronto.

- Meu garoto! Já estive em batalhas mais horríveis. – Ele responde.

- Por que está nos salvando? Não temos nada pra dar em troca. – Amara disse jogando casca de madeira na água.

- HUM! Entendo... Sabe, eu tive uma infância igual à de vocês dois. E me lembro bem do veterinário que salvou minha vida e me levou para a praia, então virei o que sou hoje. A parti de agora, tudo só vai piorar... Eu sei, não tem sentido, mas vocês nasceram em lugares de guerra, ilhas que são desejadas para ser conquistadas. Nem sempre Deus é justo, tirar mãe e pai de crianças não é lá uma coisa que deveria existir. Nunca cheguei a conhecer meus pais, muito menos meus irmãos, quem eu era e até meu nome. Porém, aprendi a não desistir, e me tornei o que eles chamam de “Deus do mar”. – ele respira fundo, olha para o mar e depois para a lua. – Há dois caminhos: Esse e o da cidade grande. Ao amanhecer e ao paramos lá, vocês irão fazer suas escolhas, mas saibam que nenhum dos dois serão fácies. – ele olha para gente e lança um olhar vago, profundo e sem sentido.

- Obrigado! – respondo. – Mas você que já sabe de tudo... Aonde eu posso viver sem guerras? Sem exércitos, sem mortes, sem flechas? ... Um lugar de calma. – meus olhos suplicam por uma resposta descente.

- Hum... Isso é impossível. Se você for comigo, vai enfrentar tudo isso. Porém, se ficar na cidade grande, terá a proteção da civilização e das regras. Mas não será tão perfeito assim, mas sabe a melhor parte: é tipo, um inferno sem lava, apenas com fogo... Bom, acho que vou beber um pouco de vinho.

- Obrigado, Sr. Fantasma! – Amara pega na mão dele. – Obrigado por tudo.

- Não tem que agradecer, você me salvou da flecha. E prefiro ser chamado de Nate.

 

               Sento-me do lado do Dino. Amara vem para meu lado e deitamos para olhar pro céu. Dino procura espaço entre nós dois para combater o frio. Ficamos conversando sobre as roupas quentes que ganhamos, e também das comidas e até as mochilas. Fecho os olhos e respiro fundo para iniciar a conversa sobre como será agora sem a mamãe e se vamos para a cidade grande ou continuar navegando pelo mar.

               A noite passa bem rápida, conversamos bastante e tomamos nossa decisão. Dino acorda e damos comida a ele, sua perna está quase curada. Rimos bastantes com nossas lembranças, logo depois todos vieram para jogar baralho e dominó, que nunca tinha tocado, apenas sabia que o líder da vila possuía. Eles nos ensinaram muitas coisas sobre a América, como emprego, carreira, cabanas feitas de pedras e que eram maiores que os coqueiros. Falaram sobre carros, motos e muitas coisas que parecem ser do futuro. Até nos deram um pouco de dinheiro, que é diferente do da nossa vila. Eu sabia de muita coisa, mas apenas contados pela mamãe, ela sempre evitou nosso contato com a cidade grande, sempre desconfiei.

 

- Parece que amanheceu! – Dilan levanta com preguiça. – Já é possível ver a América, saudades do pão com café.

- Lá tem pão? – Amara pergunta animada.

- Tem sim, minha princesa. Bom, parece que está na hora de tomar a decisão. Vão querer ser piratas ou advogados? – pergunta Nate.

- Bom, Amara e eu tomamos nossa decisão!

 

                                                          

                                                                                            Continua...


Notas Finais


Bom, esse capítulo louco e pequeno foi o primeiro.
Espero que tenham gostado. Mas ainda é um pequeno começo, por isso peço que digam o que gostaram o que pode ser mudando para que se possa ficar melhor e mais legal.
Um abraços a todos e fiquem com o segundo capítulo.
VLLW!!


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