História Secret Valentine - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chen, Kai, Sehun
Tags Feliz Aniversário Kimseuk!!!!, Kaibaek, Parabéns Ohana!!!, Sebaek, Xiuchen
Exibições 77
Palavras 3.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ OLÁ, PESSOAS LINDAS ♥♥♥
Como vocês vão nessa noite de sexta ( quase sábado)?
Primeira fic aqui no site que não é one shot (VAMOS COMEMORAR?)
Espero que vocês gostem, especialmente você @KimSeuk. Nos vemos nas notas finais.
♥♥
( E desculpa por qualquer erro, revisei, mas revisei naquelas né...)

Capítulo 1 - Crush Hétero.


Eu honestamente não queria mais esperar. Nem sabia o que havia dado em mim para aceitar participar de toda essa merda de Secret Valentine. Qual o propósito em participar de um encontro às escuras se muito provavelmente você não vai poder dar ao menos uns beijinhos no seu par? Quer dizer, até onde eu sabia, a maioria dos participantes eram héteros. As coisas pioravam se eu pensasse pelo lado de que eu sabia disso quando me inscrevi, e que eu só havia me inscrito porque Yixing tinha me dito que Jongin também iria participar. E isso não fazia diferença nenhuma, porque, mesmo que se o universo resolvesse sorrir para mim, no final ele era hétero. Ou seja, eu não teria chances de qualquer maneira.

— Trinta e seis! — Gritei pela terceira vez em quase quarenta minutos. Já estava mais do que óbvio que o meu par havia me dado bolo. Suspirei, nem para fazer amizade essa merda serve. Olhei ao redor, tentando ver quem mais estava sem um par, havia uma menina bonitinha em um dos cantos, parecendo não querer perder as esperanças, um pouco mais à frente estava um garoto com orelhas enormes, proporcionais à sua altura. Já o tinha visto pelo campus algumas vezes, normalmente sozinho, com um violão nas costas, mas sempre sorrindo. Mesmo estando sozinho, provavelmente abandonado pelo par, ele ainda sorria, um sorriso meio irônico, meio desafiador, como se estivesse dizendo para o universo “Qual é? Você vai realmente fazer isso comigo?” . Ponderei se deveria ou não ir conversar com o garoto quando percebi alguém entrando na sala, automaticamente me virei, surpreso ao ver que era Jongin. Eu esperava que já tivesse encontrado o par dele e estivessem em algum café se conhecendo melhor. Ou um motel. Nunca se sabe. Ele estava lindo, mesmo estando todo suado, vestia uma regata preta (Deus abençoe o inventor das regatas) e uma bermuda moletom cinza. Estava mais do que claro que tinha estado praticando e havia perdido a hora. Olhou ao redor, tentando se situar, pegou um papelzinho amassado em um dos bolsos, reconheci como o papel da senha.

— Trinta e seis! — Gritou. Eu gelei, olhei para a minha senha. Não era possível que o destino tenha decidido ser tão bondoso assim. Ali, em comic sans, rosa e com alguns corações ao redor, o número 36 olhava para mim. Merda. Mil vezes merda. Não me leve a mal, eu normalmente não sou tímido, mas encontrar o crush em uma situação dessas não é nada legal, principalmente se você não estava esperando encontrá-lo. Veja bem, quando me inscrevi, assinei o papel sabendo que as chances de cair com Jongin eram mínimas, eram pelo menos 100 pessoas inscritas, junte com o fato que o Destino e o Universo estão pouco se fodendo para mim e probabilidade era incalculável (pelo menos para mim, sou de humanas, perdão), eu me inscrevi justamente por isso, Jongdae poderia calar a boca sobre eu não ter coragem de falar com o crush, caso caísse com ele, e se não funcionasse (mais provável), ele não poderia me culpar por não ter tentado,  e eu poderia descrushar e seguir em frente. Entretanto, o Universo resolveu pagar seus pecados no pior dia.

— Trinta e seis!... — Dessa vez a voz veio com uma certa dúvida no final, como se estivesse com medo de ter levado bolo. Pobre menino, nunca conheceu a experiência de tão lindo. Abri caminho até ele, acotovelando e dando uns chutes nas pessoas da frente, ouvindo uns xingamentos e uns “Ei!” de indignação. Fiquei frente a frente com ele, que me olhava confuso.

— Trinta e seis, não é? — Perguntei, tentando não deixar minha voz transparecer meu nervosismo. Eu sabia que ele não era homofóbico, então não iria ter um grande escândalo sobre a minha sexualidade, mas era Jongin ali, com aquela carinha adorável de cachorrinho perdido, e eu era Baekhyun, só Baekhyun, tentando falar com o crush máster.

— S-sim — respondeu, com um acendo de cabeça tímido. Droga, não era hora para ficar tímido, Jongin, meu coração não foi feito para te aguentar desse jeito.

— Bom, — respondi, mostrando o papel — eu sou seu par.

Os olhos se iluminaram em compreensão, e eu pensei ter visto um vislumbre de desapontamento.

— Ah! Sim. O Xing tinha dito que havia alguns gays e bis participando — Alguns? Eu não era o único?

— Olha, cara, — Ele pareceu um pouco desconfortável, como se não soubesse o que falar — Eu... Eu não jogo pra esse time, nem nada, então... Sabe...

Eu entendi na hora o que ele quis dizer, lhe direcionei um sorriso, tentando acalmá-lo. Eu não estava esperando que ele fosse bi, de qualquer maneira.

— Está tudo bem, eu entendo. — Provavelmente ele iria querer voltar a ensaiar, eu sabia que o grupo de dança teria uma apresentação em breve. — Bom, até qualquer dia desses.

Me virei para ir embora, dizendo para mim mesmo que poderia ter sido pior quando senti ele segurar meu pulso, me virei surpreso.

— Espera! Eu sei que você deveria estar esperando alguém com quem você pudesse ficar e tals, mas eu queria saber se a gente poderia, não sei, sair para tomar um café... Mesmo que eu seja hetéro, nós podemos ser amigos... — ele parecia meio inseguro ao falar isso, como se estivesse com medo de que eu fosse falar “Desculpa, não falo com héteros.”

— Claro, por que não?

O Universo sabe como eu não estava preparado para aquele sorriso, o sorriso de criança infantil, um sorriso doce e leve. Mil vezes merda, Jongin.

— Podemos ir tomar um café hoje à tarde? É que agora eu tenho que terminar de ensaiar, eu tinha dito para o Taeyong que só viria aqui para que o meu par não achasse que eu havia furado. Ele vai ficar uma fera se eu faltar.

— Sem problemas. Que horas você termina o ensaio? — Ele colocou a mão na nuca, com um sorriso tímido. Respira, Baek. Inspira. Expira. Calma, é só um sorriso. Pensei comigo mesmo, que mal um sorriso pode fazer? O de Jongin? Esse pode trazer paz mundial e te causar um ataque cardíaco.

— Bom, a gente não tem uma hora definida. Mas provavelmente lá pelas 17h a gente vai estar terminando.

—Que tal você ficar com o meu número, e aí quando você terminarem você me avisa? — Sugeri. Claro, eu sempre poderia ir vê-lo ensaiar, mas já tinha levado muito tiro só hoje, não precisava ficar vendo Jongin dançar. Minha saúde mental e física iria me agradecer por isso. Pedi o celular dele e salvei meu número, pensei em salvar o contato como “Me fode”, mas achei que poderia assustá-lo, por isso optei apenas por Baekhyun. Ele pegou o aparelho de volta e olhou para o nome.

— Baekhyun... —murmurou — É um nome bonito.

Me dei conta que, apesar de eu saber exatamente quem ele era, a coisa toda não era recíproca, nós nem ao menos tínhamos no apresentado.

— Eu mesmo, Byun Baekhyun. — Falei sorrindo, numa apresentação tardia.

— Kim Jongin — Disse, estendendo uma das mãos. Apertei, sentindo o calor morno que emanava da mesma.

—Até mais, Baekhyun — Se despediu, voltando para a sala de ensaio.

 

 

O resto da tarde se arrastou, eu toda hora olhava para o relógio, vendo quanto tempo faltava para o ensaio acabar, mesmo que eu soubesse que o ensaio não iria terminar às cinco em ponto. Toda hora eu pegava o celular e checava o Kakao, vendo se havia alguma mensagem de Jongin. Jongdae passou todo o período rindo do meu nervosismo, me perguntando porque eu estava tão ansioso. Não havia lhe contado sobre quem eu havia tirado no sorteio, estava adiando por simplesmente não querer que ele gritasse que eu havia tirado meu crush no encontro às escuras. Esse é um dos problemas de ser amigo do Chen, ele gritava por tudo, desde porque descobrira uma fofoca nova até porque ele simplesmente queria fazer barulho, e o fato de eu ter a chance de sair com o meu crush estava definitivamente mais perto do primeiro evento do que do segundo.

O horário que Jongin havia me dado para o final do ensaio veio e passou, era quase seis e meia quando o celular apitou.

Desconhecido

Olá!

Eu sou o Jongin, o seu par no Secret Valentine, eu

sei que já é meio tarde, mas eu queria saber se você

ainda está disponível para aquele café?

 

Sorri feliz, ele não havia esquecido, afinal de contas, comecei a digitar a resposta quando ouvi Chen gritando do meu lado.

— Pera!!! Esse é Kim Jongin?!? O Kim Jongin?!

Merda, ele tinha visto a mensagem. Bloqueei o celular e tentei fazer com que ele calasse a boca.

—Eu não acredito, Baekhyun. Você tirou o Jongin no sorteio e não me avisou? EU ACHAVA QUE NÓS ÉRAMOS MELHORES AMIGOS, SUA PIRANHA.

A essa altura, toda a sala, incluindo o professor, olhava para a gente, a grande maioria parecia entretida, incluindo o professor.

— ESSE TIPO DE COISA — gritou, apontando para o meu celular, — NÃO SE ESCONDE DO MELHOR AMIGO.

Eu enfiei o aparelho no meu bolso de qualquer jeito, e peguei com uma das mãos a mochila, com a outra eu arrastei Chen para fora da sala, ouvindo alguns murmúrios de protesto. Fofoqueiros, pensei.

Assim que chegamos no banheiro, Jongdae me olhou falsamente indignado.

— Eu não acredito que você não me contou que tinha tirado o Jongin no sorteio. — Disse, com os braços cruzados.

— E eu não acredito que você armou todo esse escândalo por causa disso. — Retruquei. Ele era escandaloso, mas não a esse ponto.

Jongdae começou a rir do nada, com tanto gosto que se dobrava no meio. Eu estava desconfortável, sem saber direito do que ele estava rindo.

— Haha, muito engraçado. Eu não te contei que tirei o meu crush no sorteio. E aí você se vinga me tirando da aula e...

Um reflexo no espelho me fez calar a boca. Jongin tinha acabado de sair de uma das cabines, e nos olhava meio sem graça.

— Atrapalhei alguma coisa? — Perguntou, meio hesitante.

Acho que “merda” não consegue mais representar o que eu sinto. O Universo não tirou o dia para me agradar, ele me deu algo que parecia ser bom, e depois conseguiu fazer com que esse bom se tornasse terrível.

— Não atrapalhou nada não, cara, relaxa — Disse Chen, com um sorriso calmo — O Baek só estava me contando o quanto ele te admira...

— Por que você é um ótimo dançarino, Jongin. Eu definitivamente tenho um crush na sua dança — Respondi, cortando, que me dirigiu um sorriso afetado, ignorei, me virando para Jongin.

— E sobre o café, eu termino de conversar com o Dae e a gente se encontra na saída do prédio, okay? — Completei, tirando a chance dele poder comentar qualquer coisa sobre o ocorrido. Jongin sorriu, se deixando levar.

— Tudo bem, nos vemos daqui a pouco então.

Arrastei Chen para fora do banheiro, tirando a chance dele se despedir de Jongin. Só deus sabia o que esse menino ia falar. O levei até um corredor, que me certifiquei estar vazio, e depois o soltei.

— Você sabia que ele iria estar lá. — Acusei. Ele deu seu sorriso mais filho da puta.

— Claro que não. Como poderia saber?

Estreitei os olhos. Realmente, não tinha como, havia sido um azar meu. Suspirei, no final, se ele não tivesse me contado algo do gênero, eu também teria feito um escândalo.

— Você não devia ter feito aquilo lá na sala. — Resmunguei.

— Mas aí você teria que esperar a aula inteira do Siwon para poder ir embora. Você sabe como ele não gosta que saiam da aula dele . Pelo menos sem um motivo plausível.

— E o seu motivo plausível é gritaria no meio da aula? — Retruquei descrente, erguendo uma das sobrancelhas. Ele deu de ombros.

— Eu também estava entediado, e queria gritar um pouco.

Eu não sei se já comentei, mas Chen acreditava num negócio que ele mesmo chamava de Gritaria terapêutica, que ele mesmo havia criado. A coisa toda consistia em gritar sempre que tivesse vontade, ele alegava dizendo que era uma maneira de externar o que estava sentindo. “Algumas pessoas pintam, outras compõem, eu grito” dizia ele, e como não parecia ter nenhum dano muito prejudicial a ele e aos que estavam ao redor, exceto aqueles que estavam muito perto na hora que ele gritava, eu estava de boas. A maioria dos professores já haviam se acostumado, na maioria do tempo era um grito alto e rápido, então eles apenas esperavam acabar e depois voltavam à aula.

Acabei aceitando, Jongdae sorriu para mim, pegando meu rosto com suas mãos, elas eram geladas de uma maneira boa.

— Ei. Vai ficar tudo bem. Você vai conseguir se entender com o Jongin. E também, se ele souber do seu crush, que mal tem? — Deu um beijo na minha testa, me abraçando logo depois. Eu não fazia ideia do quão nervoso eu estava até ele me abraçar.

— E se ele não gostar de mim, Dae? Eu sei que ele é hétero, mas nós poderíamos ser amigos. Ou... ou se ele for um completo babaca? E se eu falar algo errado? — Comecei a disparar as perguntas, uma insegurança vindo atrás da outra.

— Ei, calma. Vai ficar tudo bem. Se ele não gostar de você, ele que vai estar perdendo uma pessoa incrível, e não você. Ele não é um babaca, pelo menos não um completo. Eu o conheço um pouco, lembra? O Xiumin é amigo dele. — Disse, passando a mão em meu cabelo —E você sempre fala algo errado, isso é tipo a sua marca registrada. Então ele vai ter que se acostumar, não dá para começar um relacionamento com mentiras. — Disse com humor. Sorri, respirando fundo.

— Obrigado, Dae — Falei, olhando em seus olhos. Sua expressão continuou a mesma, mas seu olhar aqueceu um pouco.

— Nem precisa agradecer, Baek. Agora vai lá e conquista o seu macho.

Chen me empurrou em direção à saída do corredor, gritando um “Go be fabulous” atrás de mim, suspirei e arrumei a mochila nas costas, me preparando para a batalha.

 

 

Quando cheguei na frente do prédio, Jongin já estava lá. Ele mexia no celular e sorria, por um momento pensei com quem ele poderia estar falando, e uma pontada do que poderia ser ciúmes me atingiu, afastei os pensamentos da minha cabeça, ele não era nada meu para eu sentir ciúmes, havíamos acabado de nos conhecer, propriamente dizendo. Jongin havia trocado a regata e a bermuda por um jeans e um suéter rosa claro. Ele parado ali parecia com um modelo saído de uma capa de revista, ou um daqueles k-idols que estavam fazendo muito sucesso ultimamente, era quase uma injustiça como ele ficava tão lindo com roupas tão normais, eu estava com um suéter e um jeans e parecia com alguém que havia acabado de acordar e tinha colocado a primeira roupa que havia visto para ir à padaria.

— Demorei muito? — Perguntei assim que cheguei perto o suficiente, ele se virou surpreso, e sorriu.

— Acho que te fiz esperar mais hoje cedo. — Ele retrucou, sorrindo.

— Touchè. Então... Onde a gente pode ir? — O sorriso aumentou, como se estivesse esperando que eu fizesse essa pergunta.

— Bom, tem um café aqui perto, e eles têm uns doces maravilhosos, que tal lá?

Falou doce, falou a minha língua.

— Parece incrível! Por que não?

Ele pegou a mochila que estava no chão e começou a andar, eu o comecei a seguir.

— Como estão indo os ensaios? — Perguntei, tentando puxar assunto.

—Estão indo bem. Mas todo mundo está estressado por causa da apresentação, vão ter muitos olheiros, então...

—Vocês vão arrasar. — Comentei. — eu já vi algumas apresentações do curso, vocês são muito bons mesmo.

— Mas os nossos oponente são melhores. É aqui. — Ele disse essa última parte apontando para um café, uma plaquinha de Kazu Coffee decorava a frente.

Logo que entramos uma funcionária bonitinha que se apresentou como Joy nos atendeu, ela nos entregou o cardápio e pediu que a chamássemos assim que decidíssemos o que iríamos querer. O cardápio era simplesmente maravilhoso, tortinhas de chocolate belga, bolos de vários sabores, pudins, daifukus, mousses... Eu queria um de cada.

— Sua primeira vez aqui? — Perguntou, provavelmente percebendo o quanto eu parecia encantado. Eram muitas coisas boas para eu conseguir escolher só.

— Sim... Eu me pergunto como eu não conhecia.

— Eu achei que você já tinha vindo, eu já vi o Jongdae aqui várias vezes e achei que ele poderia ter te trazido.

— Aquele traidor... — Resmunguei, contrariado. Era uma doceria perto da faculdade, como ele não havia me contado sobre? Ouvi Jongin rindo.

— Opa. — Ele conseguiu dizer entre as risadas.  — De qualquer forma, eu recomendo a tortinha, ela é maravilhosa. O frappuccino é excelente também.

Ele comentou distraidamente, olhando o cardápio.

— Acho que vou pegar uma torta e um bubble tea de frutas vermelhas... — Murmurei mais para mim mesmo do que para ele, mas Jongin me ouviu.

— É uma ótima escolha.

Eu levantei a mão, chamando a atendente, Joy.

— Já decidiram? — Ela perguntou, com um sorrisinho no rosto.

— Um bubble tea e uma torta de chocolate, por favor.

— Eu vou com um mocha e um mousse de frutas vermelhas. — Pediu Jongin, dando uma piscadela para a atendente, que simplesmente revirou os olhos.

— Você vem muito aqui?

— Algumas vezes, o Sehun adora o bubble tea daqui, então ele me arrasta para cá sempre que pode.

— Sehun? — Perguntei, o nome me era estranho.

— Meu melhor amigo. Ele... — Jongin foi interrompido pelo toque do celular dele.

—Falando no diabo... OI!... ‘Tô no Kazu. — Pausa. —Não, o Baekhyun está aqui comigo.

Joy chegou com os pedidos, indiquei o mocha e o mousse como sendo do Jongin, e o bubble tea e a torta para mim.

— Obrigado — Agradeci sem emitir som, ela sorriu.

—Pera. —Jongin afastou o celular do rosto, se virando para mim

—Ele quer vir para cá, tudo bem por você? — Indagou.

—Claro, sem problemas. — Ele voltou para o telefone.

—Pode vir sim... Até — Ele revirou os olhos e desligou o telefone.

— Desculpa por isso — ele deu um sorrisinho sem graça.

— Imagina, não tem problema. Vocês se conhecem há muito tempo?

— Nós praticamente crescemos juntos, estudamos na mesma escola no primário e desde então não nos separamos.

— Ahhh, sim, entendi. — Não sabia o que falar depois disso, então beberiquei o chá, era realmente muito bom.

— E você e o Jongdae? Eu já ouvi o Minseok reclamando várias vezes de como vocês dois parecem próximos.

Eu engasguei com o chá. Ele fazia isso?

— Calma, respira fundo. — Jongin bateu nas minhas costas levemente.

— Ele faz isso? — Indaguei assim que consegui.

— Bom, logo que eles começaram a namorar ele fazia bastante, mas acho que agora já aceitou que vocês dois são melhores amigos.

O sininho da loja tocou, e o rosto de Jongin se iluminou.

— Ele chegou. Sehun! — Ele acenou, me virei para ver como ele era.

Eu nunca realmente conheci alguém que era tão bonito quanto Jongin, mas Sehun poderia ser facilmente uma exceção. Ele era alto e magro, o rosto era frio e distante, como se desprezasse todo o mundo, mas seus olhos o traíam, eles eram calorosos e gentis. Usava uma calça e uma jaqueta, ambos jeans.

Ele se aproximou com um sorriso torto no rosto, como se suspeitasse de algo.

— Sehun, Baekhyun. Baek, Sehun. — Ele nos apresentou.

—Prazer. — Disse, tímido.

— O prazer é todo meu — Consegui ver Jongin revirando os olhos.

 

Quando nós nos despedimos já eram quase oito horas, tiveram que nos expulsar do café, alegando que já tinham passado muito da hora de fechar. No final, nós três combinamos de sair um dia e nos despedimos. Quando saí do banho percebi que haviam três mensagens de um número desconhecido no kakao.

Desconhecido

É o Sehun

Eu estava pensando

E percebi que você tem um crush no Jongin

Se eu falar que gelei foi pouco, eu estava tremendo quando respondi a mensagem.

 

Eu

Oi Sehun

Hahaha

 como assim cara?

Do que você tá falando?

Sehun

Baek

Não precisa mentir

Eu percebi que você gosta dele

 

Eu

Sehun

Por favor não fala nada para ele

Eu tô feliz em só ser amigo

Eu sei que ele é hétero

  

Enviei a mensagem, esperando a resposta de Sehun, eu era tão óbvio assim? Disfarçava tão mal a ponto de um desconhecido total perceber?

Sehun

Só você que acha que ele é hétero

Eu te proponho um plano

E se der certo você vai conseguir ficar com ele


Notas Finais


parabéns para o que conseguiram chegar até aqui, eu sei que não foi fácil.
E OHANA!!, eu espero que você tenha gostado, você não faz ideia do quanto foi difícil eu conseguir pensar em algo, e, apesar de não estar como eu gostaria, espero que você tenha gostado, e eu prometo que o próximo vai ser melhor.
Muito obrigada a todos que leram, qualquer crítica e comentário é sempre bem vindo.
Nos vemos no próximo capítulo ♥♥


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