História Secrets - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias WWE
Personagens Brie Bella, Dean Ambrose, Nicholas Nemeth "Dolph Ziggler", Nikki Bella, Personagens Originais, Roman Reigns, Seth Rollins, Stephen "Sheamus" Farrelly
Tags All Nations Cabaret, Bellas Twins, Lana, Paige, Prostituição, Romance, Rusev, Segredos, Sexo, Universo Alternativo
Exibições 46
Palavras 3.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Isso não é uma ilusão de ótica, é bem isso que você está vendo!
Depois de três meses de hiatus, olha que ressurge das cinzas...Secrets foi atualizadaaaa

Demorou? Oh se demorou! As minhas filhas estão me dando um trabalhão de pensar, reestruturá-las então... Nem se fala! Mas prometo não demorar para atualizar, creio que daqui uns 15 dias vamos ter outro capitulo no ar.

Obrigado a Mai-chan pela betagem dos 3 capítulos da fic! <3

Kisses ;*****************

Capítulo 3 - Chapter three


Colby Pov

Abro os olhos piscando diversas vezes para ver se acordo. Visualizo um teto na cor creme com lustre bem simples. Sento na cama bastante confuso e passo as mãos pelo rosto, minha cabeça parece explodir assim como as minhas costas. Olho para um balcão de madeira e vejo alguns portas retratos na cor prateado. Que estranho não me lembro dessas fotos... Ah claro seu idiota, você não está em seu quarto e sim o de Jon. Tá explicado o porquê estou todo fodido, ele não troca essa cama há tempos, o colchão duro é o mesmo desde que se mudou para esse apartamento, isso há uns quatro anos. Estou vendo que terei de ir a uma massagista para ajustar a coluna. Ahh mas isso não vai ficar assim! Ele me paga! 

Após recobrar um pouco a consciência levanto cambaleando pelo quarto até o banheiro que há por ali. Segui direto para o box ligando o chuveiro no gelado para ver se essa ressaca maldita passa um pouco. Droga de absinto! Pelo menos o sexo foi uma delicia, aquela garota tinha um corpo gostoso de enterrar e uns lábios que… Por Deus, macios, deliciosos e apetitosos, fiquei imaginando um beijo bem gostoso deles. Abro um sorriso malicioso, sou capaz de voltar qualquer dia naquele lugar só para lhe roubar um beijo, se tem uma coisa inaceitável para mim é a resposta "não", portanto ainda vou beijar aquela boquinha gostosa. 

Passo a bucha de sabão pelo corpo, ainda bem que ela não me deixou marcado, assim consigo esconder as provas de meu crime para minha amada noiva, ainda mais que hoje à noite comemoramos o dia dos namorados. Desligo o chuveiro sentindo arrepios, rapidamente me enrolo em uma toalha felpuda. Abro o armário da bancada e cato um remédio para dor de cabeça. Analiso a farmácia de Jon encontrando todo o tipo de medicamento inclusive seus antidepressivos. Balanço a cabeça negativamente, achei que ele tinha parado com essas porcarias, mas estou vendo que não. 

Dou de ombros saindo do banheiro caminhando em direção à sala. Com uma toalha pequena seco os cabelos e a jogo no sofá, se o Joe estiver em casa estou ferrado, pois ele não gosta de bagunça. 

– Hey bro. – Falando no diabo… Joe sorri ao me enxergar entrando na cozinha. Milagre estar em casa, normalmente ele está viajando em alguma missão. 

Bem, acho que não fui muito explicativo em relação aos meus melhores amigos. Jon na verdade se chama Jonathan Good, já Joe é Leati Joseph Anoa’i. Nos conhecemos desde crianças, estudamos na mesma escola durante o primário, quando chegamos no ginásio acabei trocando de escola e consequentemente fomos afastados. Para minha surpresa voltamos a nos encontrar na University of California Los Angeles - UCLA cursando direito. Dividimos uma casa em um pacato bairro em LA, porém depois de dois anos montamos uma fraternidade chamada The Shield. Cara… Esses foram os momentos mais loucos de nossa vida, tocamos o terror, pegamos mulher pra caralho, zoamos com todos, fizemos muita festa… Bons tempos… Após a formatura e a vários mandados judiciais encerramos a fraternidade e viramos adultos cheios de responsabilidades. 

Jon e Joe se tornaram agentes de uma empresa chamada The Preventers, é uma agência de inteligência secreta ligado com o FBI e CIA que investiga casos ligados à escravidão, tráfico de pessoas e narcotráfico enquanto que eu me tornei um mero advogado nos negócios de minha família. Posso dizer que gosto da minha profissão, me sinto satisfeito com ela, diferente do moreno que está em minha frente. Seu rosto está mais envelhecido desde a última vez em que nos vemos, as olheiras embaixo de seus olhos acusam que não deve dormir direito há uns bons dias. 

– O que foi Colby? – Joe me tira de devaneios balançando uma das mãos em minha cara. Eu apenas pisco diversas vezes os olhos, nem tinha me dado por conta de que já estava sentado ao meu lado tomando uma xícara de café. 

– Er… Estou com uma puta dor de cabeça, ontem a bebedeira foi grande. – Fecho os olhos massageando com as pontas dos dedos as têmporas, vai que alivia alguma coisa. 

– Vocês não tomam jeito mesmo. Era para o Jon estar investigando a pista que o meu informante passou e não enchendo a cara. – Joe suspira cansado balançando a cabeça negativamente. Levanta-se pegando sua caneca e serve mais um pouco de café. 

– E quem disse que eu não consegui as informações, seu ranzinza. – Jon surge encostado na porta da cozinha com os braços cruzados. Diferente de Joe sua expressão facial é bem mais relaxada, porém o cheiro desagradável de cigarros combinado com álcool entra na cozinha. 

– Argh Jon, você está cheirando a boate de quinta! Vai tomar banho seu porco! Depois volta e desembucha o que descobriu. – O moreno ignorou a presença do loiro na porta seguindo com seu café. 

– Primeiro: Joe vá comer uma mulher, assim termina com o seu mau humor! – Jon debocha se aproximando de nós enquanto que o outro vai ficando emburrado. – Segundo: a casa é minha e tomo banho quando quiser. Aliás, Colby que viadagem é essa? Quem te deu permissão para ficar só de toalha na minha casa? – Arqueia uma das sobrancelhas pegando uma garrafa d’água na geladeira. 

– Tá com ciúmes loirinha?! Tem medo que eu roube o seu lugar no coração do moreno saradão aqui?! – Debocho batendo nas costas de Joe que, muda totalmente sua expressão facial rindo de toda a situação. – Eu quem me dei permissão e se quiser ando pelado. – Retiro a toalha balançando o meu amigo que está repousando nesse momento. 

– Argh que visão do inferno, tapa isso ai, vou ficar traumatizado com essa coisa. – Joe se levanta da cadeira tirando a toalha das minhas mãos e jogando no meu ombro. 
– Ah qual é cara, o meu é bem mais bonito, robusto e quando está em pé maior do que o de vocês. – Pego na base e balanço em círculos me exibindo enquanto que os dois reviram os olhos entediados. – Fora que são 22 cm de pura sedução, quem prova nunca mais esquece. – Continuo a me vangloriar dos dois. Não disse nenhuma mentira, as garotas no colegial e na faculdade se amarravam no meu amigo, muitas se apaixonaram, mas não dava moral para nenhuma delas, era uma noite e deu, não tinha repeteco. Se bem que hoje não está muito diferente, têm as garotas que trabalham na minha empresa, já provei cerca de 90% das minhas funcionárias e, de vez em quando traço uma ou outra pelo caminho. Tenho noiva e a amo, porém quem nasceu para ser cachorro, vai ser sempre cachorro. 

– Colby coloca a merda dessa toalha fazendo o favor, se não terei o maior prazer de decepar essa coisa e jogá-la pela janela. – Jon faz uma das suas caras de maluco insano arregalando os olhos abrindo a gaveta da cozinha e pegando um cutelo. Imediatamente coloco a toalha, afinal sei muito bem o quanto meu amigo é pirado e não duvido nada que ele tente algo contra o meu instrumento de prazer. 

– Tá bem, tá bem. – Me dou por vencido recolhendo a minha insignificância me sentando novamente, afinal não quero colocar “ele” em risco. 

Jon, Joe e o cutelo vão para a mesa sentando as cadeiras. Um silêncio e o clima pesado se instalam pelo local, ambos se encaravam fuzilando. 

– Então Jon, pode começar a falar. – Joe relaxa o corpo soltando seus cabelos cacheados os deixando cair em cascata pelos ombros. 

– Hum. – O loiro colocou uma das mãos no queixo coçando a sua barba. – Colby, o que achou da minha amiga Bella? Uma delicia né. – Me lança um olhar seguido de um sorriso malicioso. 

– E como… – Puxo saliva como um lobo só de me lembrar daquela garota, obviamente que o meu amigo se manifestou numa leve ereção. – Tem uma bundinha bem redondinha e gostosinha de dar uns tapas. – Mordo o lábio inferior simulando uns tapas com as mãos. 

– Ah, mas vocês estão de sacanagem comigo. – Joe espalma as duas mãos na mesa furioso. Ignoramos seu chilique, afinal já é costume ele fazer isso quando Jon não atende suas solicitações. 

– E aqueles peitos? Hum, tão macios, vontade de ficar mordendo eles o tempo inteiro. – Jon segue com o assunto enquanto que o moreno se levanta batendo a cadeira e saindo da cozinha. – Er... Aquela toalha no sofá é sua? – Arqueia uma das sobrancelhas e apenas confirmo com a cabeça. – Ahh... 3, 2, 1... 

– PORRA COLBY, VOCÊ ACHA QUE AQUI É A SUA CASA?! – Escutamos os berros vindo da sala. É quase como se fosse a minha segunda casa. Nos entre olhamos rindo da situação, o moreno é o cara mais perfeccionista que conheço. 

– Porra, o Joe tá insuportável! Qual é o problema dele? Falta de mulher? – Questiono debochado apoiando os cotovelos na mesa de madeira. 

– Antes fosse falta de mulher. – Jon estrala os dedos da mão e logo após o pescoço. – Além de estarmos sendo pressionados em relação ao desgraçado do Mirolasv Barnyashev, a Galina está com outro cara e deixando a Joelle de lado, praticamente a abandonando. E para piorar a situação, ela quer despachar a pequena para morar com o Joe. – Sua expressão tranquila se transforma numa preocupada e não tiro a sua razão, se fosse comigo também estaria bem estressado. 

Galina e Joe se conheceram durante a faculdade, porém começaram há namorar um ano depois que nos formamos. Tanto eu quanto o Jon nunca fomos muito a favor do relacionamento, porém respeitávamos o seu ponto de vista. Seis meses depois de firmado o compromisso eles se casaram em uma simples cerimônia e, passados meio ano Joelle nasceu, acreditávamos que ela já estava grávida desde o casamento, pois para nós foi uma grande surpresa o nosso amigo aparecer com uma criança nos braços. Sempre desconfiei da paternidade da menina, pois Galina nunca foi muito santinha, tanto que passou o rodo em toda UCLA, porém Joe sempre afirmou que ela era sua filha, então tá né, se é a palavra do meu amigo, quem sou eu para dizer algo. 

Devido às missões da Preventers meu amigo passava muito tempo fora de casa e quase não dava atenção à família, tanto que em um retorno surpresa feito no ano passado pegou a esposa na cama com outro cara, sendo que a filha deles dormia no quarto ao lado. Joe até que foi um cara controlado, apenas arrumou as suas roupas e saiu sem mais nem menos, sem fazer barraco e nem quebrar a cara do filho da puta. Ah, mas se fosse comigo... Ia virar presunto ensacado no necrotério! Desde então ele mora com Jon, porém se tornou um cara muito fechado, inclusive para os sentimentos. 

– Só acho que está na hora dele arrumar uma namorada. – Concluo minha narrativa com vocês num suspiro. Olho para Jon balançando a cabeça afirmativamente. 

– Er... Colby, eu não quero te correr da minha casa, mas você não trabalha hoje? – Jon desvia totalmente o assunto. Olho para o relógio de parede e vejo que é uma hora e meia da tarde. 

– Puta merda! Tenho reunião às duas horas! – Me levanto apressado correndo para o seu quarto. 

Jogo a toalha na cama e abro o armário de Jon catando uma cueca e o seu melhor terno. Ah merda, meu velho vai me matar! Sei que não sou mais nenhum adolescente, mas quando se trabalha com família a banda toca diferente e se tratando do meu pai nem se fala. 

Retiro um terno preto pouco empoeirado e o visto me olhando no espelho. Cara, que tragédia! A camiseta até ficou de acordo, o que fodeu com tudo foi às calças e o casaco largos. Pior que não posso ir para casa porque já estou mega atrasado. Ah, foda-se! Vamos assim mesmo, pior que está não fica! Pego as minhas roupas de ontem, cheiro a camiseta e o perfume daquela garota está presente ali. 

Viu não te beijei na boca. – Lembro-me do seu tom desafiador me fitando enquanto molhava meus lábios com a língua que, aproveitou para deslizar sobre os seus. 

Garota safada, não te beijei na primeira foda, mas na segunda... Ah, querida, você vai precisar de uma cadeira de rodas para voltar a caminhar! 

 

Joe Pov

O Jon só pode estar de palhaçada com a minha cara! Não é possível! Porra, o cara nunca leva as nossas missões a sério, acha que trabalhar na Preventers é a mesma coisa que estar num picadeiro?! Claro que não! É pressão em cima de pressão! Cobrança pra caralho! Estamos a três anos caçando o desgraçado e tudo o que temos até hoje são pistas e laranjas, nada relacionado ao seu nome. O que fode com tudo é que ele não age sozinho, tem uma quadrilha junto e quando estamos perto de pegá-los eles somem. 

Como se já não bastasse à vaca da Stephanie para me azucrinar querendo uma resolução para o caso, ainda tem a minha ex me atazanando querendo que eu fique com a guarda da Joelle. Eu quero demais ficar com a minha filha, só que no momento em que me encontro é difícil cuidar de uma criança, não tenho como dar atenção a ela em meio todo esse caos que está a minha vida. 

Pego um porta retrato e fico por alguns segundos olhando a foto tirada no ultimo natal juntos, isso há dois anos, pois no ano passado estava na minha mesa de trabalho aguentando Sephanie buzinar no meu ouvido o quando sou incompetente e o fracasso da organização. Que ódio dessa mulher, se ela fosse um homem já teria metido uma bala na sua cabeça sem dó nem piedade. 

– Chequei o que o seu informante nos passou, o que tudo indica é que além de narcotraficante o desgraçado faz tráfico de pessoas, mulheres para ser mais especifico. – Olho para porta e vejo Jon encostado me fitando sério. – Cara, eu frequento aquela boate há muito tempo e jamais passou pela minha cabeça que era mais um dos empreendimentos desse merda. – Caminha até minha direção puxando uma cadeira giratória e senta-se com o encosto virado para o seu peito. 

– Falou com a tal Paige? O que ela disse? – Solto o porta retrato virando meu rosto para fitar seus orbes azuis. 

– Não consegui. – Ele me responde e minha reação é bufar irritado revirando os olhos. – Ei, alto lá! Eu ia atacar, o problema foi... – Coça a cabeça fazendo uma cara de quem aprontou. 
– Foi? – Arqueio uma das sobrancelhas cruzando os braços. Ah, ai vem bomba. 

– Er... O Colby estava tão bêbado que tive que o tirar urgente antes que arrumasse confusão com o primeiro que se colocasse em sua frente. – Abre um sorrisinho sacana enquanto que a minha carranca só aumentava. 

– Sair com o Colby é sinônimo de problemas a vista. Porque você o levou? Já tinha te dito que era para ir sozinho! – O repreendi recebendo uma careta debochada de volta. 

– Cara, eu estava saindo da sede da Preventers quando ele me ligou convidando para dar uma volta, como eu tinha que fazer essa investigação nada melhor do que o arrastar junto. – Jon se justifica estralando os punhos e o pescoço. 

– Pra variar quando estávamos perto de alguma informação, sempre tem algo para nos atrapalhar. – Passo as mãos pelo cabelo completamente nervoso. Pensa Joe, pensa... – Como é a Paige? – Questiono num suspiro estralando o pescoço. 

– Pra que você quer saber? – Jon apoia os cotovelos nas pontas da cadeira e mexe freneticamente as pontas dos dedos. 

– Porque eu vou a tal boate hoje à noite, afinal preciso aparecer com alguma informação amanhã no QG, caso contrário à vaca da Stephanie arranca as minhas bolas com um alicate hidráulico. – Fuzilo o loiro em minha frente que, ria da minha atual situação. Argh que vontade de acertar um soco nessa cara branquela, mas não vou fazer isso hoje, não quero comprar briga com sua noiva. 

– Branquinha, magra, peitos de tamanho mediano assim como a bunda, coxas grossas... – Estou começando a reconsiderar o fato de bater no Jon, só pode estar zoando com a minha cara. – Olhos marrons, cabelos pretos longos com mexas azuis nas pontas, alias, ela adora que puxem os cabelos na hora H. 

– Jon me poupe desses detalhes, o que precisava saber já descobri. Hoje à noite estou indo no All Nations Cabaret fazer o seu trabalho. – Me levanto abrindo o roupeiro pegando uma toalha azul felpuda e sigo caminhando para porta. 

– Ah eu vou com você. – Jon rapidamente se levanta animado, porém para na porta espalmando a mão na testa. – Ah merda, esqueci que hoje é dia dos namorados, preciso comprar um presente para a Eva. 

– Boa sorte, porque agradar a enjoada da sua noiva é um desafio. Ainda bem que não tenho mais esse problema e não pretendo ter mulher tão cedo. – Sorrio debochado abrindo a porta do banheiro. 

– Aham Joe, vamos ver se até fim do ano prega isso por ai. – Jon rebate num tom desafiador me impedindo de fechar a porta do banheiro. – Vou sair e provavelmente vamos nos encontrar só amanhã na sede da Preventers. Vê se descobre alguma coisa e... – Sorri maliciosamente. Ah não, lá vem bomba por ai. – Vê se faz o favor de comer alguma mulher, porque você está insuportável ultimamente. – Me viro para atacá-lo, porém a porta se bate com força. 

Descarrego a minha fúria na parede dando um soco. Ora essa, como se transar com alguém fosse à solução dos meus problemas. Preciso colocar logo as mãos no desgraçado do Barnyashev e o mandar apodrecer na prisão. Só assim terei um pouco de paz e poderei voltar para minha filha. 

 

Brie Pov

Não vai faltar oportunidade baby. – Lembro-me daquele gostoso de ontem mordendo o lábio inferior de um modo fodidamente sexy. 

Não sou de ficar pensando nós clientes fora da boate, porém aquele foi diferente, sexo delicioso e o membro então... Hum, só de lembrar chego a babar, vontade de cair de boca novamente. É, mas não se ilude muito, provavelmente ele demore a aparecer por lá ou até nunca mais. Sinto um arrepio estranho ao pensar nessa possibilidade... Sei lá, desencana Brie, é o melhor que você faz. 

Suspiro triste olhando os casais apaixonados caminharem pelo shopping. Alguns trocam beijos, outros fazem declaração de amor. Ah claro, hoje é dia quatorze de fevereiro, dia dos namorados. De toda minha vida, só uma vez vivi essa data num momento muito feliz ao lado de Bryan. 

Início do flashback 

Estávamos juntos há pouco tempo, mas pareciam anos, pois combinávamos demais, os nossos gostos eram quase os mesmos. Com ele vivi muitos dias felizes e sabia que aquele dia dos namorados seria diferente. Fomos ao cinema ver um filme romântico, jantamos fora e para finalizar a noite fomos para sua casa. Antes de descer do carro Bryan vendou os meus olhos e me conduziu até o interior da residência que, estava com um aroma delicioso e doce como chocolate. 

Demos alguns passos chegando até a escada que dava acesso aos quartos e, escutei o barulho de uma porta se abrindo. Senti que ele foi para as minhas costas retirando a venda dos meus olhos que, encheram d’água imediatamente. O teto estava lotado de balões em forma de coração na cor vermelha escritos “eu te amo”, na cama havia o mesmo desenho, porém em pétalas de rosas. Dei alguns passos entrando no quarto totalmente emocionada com aquele gesto de carinho. Homem nenhum até aquele momento foi capaz de me proporcionar uma surpresa tão incrível. 

– Err... Você gostou? – Ele se parou ao meu lado completamente envergonhado. Virei meu rosto vislumbrando o cara mais doce que já conheci em toda minha vida. Se pudesse registrar esse momento em uma fotografia, a guardaria para sempre. Olhos verdes, cabelos loiros compridos presos em um rabo de cavalo, a barba extremamente comprida, porém perfeitamente alinhada e macia, as bochechas levemente coradas e mordia o  lábio inferior de tanto nervosismo. 

– Se eu gostei? Eu amei! Obrigado Bryan! – Me atirei em seus braços o abraçando forte. Sentia os seus batimentos cardíacos acelerados e naquele momento o meu coração bateu juntamente com o seu. O meu estômago se revirou em voltas e mais voltas, eram as tais borboletas que os apaixonados tanto falavam e... Foi ai que eu percebi que o amava. 

– Brie, eu... – Ele me soltou. Senti seu corpo tremer de tanto nervosismo. Para minha surpresa se ajoelhou diante aos meus pés retirando uma caixinha vermelha do bolso e a abrindo em minha direção. Nela continha um anel dourado com uma pedra safira em cima. – Você quer casar comigo? 

Meu mundo parou naquele momento. Eu recebi o pedido mais sincero de casamento do homem mais incrível do mundo. Um largo sorriso brotou nos meus lábios assim como lágrimas nos meus olhos. – Aceito! – Respondi o seu pedido me ajoelhando selando um beijo em seus lábios. 

Fim do flashback 

Não consigo evitar que os meus olhos encham d’água, qualquer lembrança em relação ao Bryan me deixa assim nesse estado de sensibilidade. Ficamos tão pouco tempo juntos, mas foi o amor mais puro e sincero que já vivi, acho que nunca mais vou ser capaz de amar alguém dessa forma. Aquele gordo desgraçado no inicio era um cavalheiro, mas nunca chegou aos pés do meu amado lutador. 

– Olá, boa tarde! – Uma voz conhecida se para trás de mim. Sinto meu corpo se arrepiar da cabeça aos pés. 

Viro-me para encarar seu rosto, fico petrificada ao ver que essa pessoa não mudou absolutamente nada. Cabelos compridos, sobrancelha bem delineada e feita, olhos castanhos perfeitamente delineados, boca carnuda pintada com um gloss rosa.

Meus olhos deslizam pelo seu corpo, continua se vestindo tão vulgar quanto antes, os seios siliconados quase pulando para fora do decote. O que mais me vira o estômago é a cara de nojo e soberba dessa pessoa analisando com ar debochado as minhas roupas. 

– Oi irmãzinha, como tem passado?! – O seu tom de voz irônico é de irritar qualquer pessoa calma. 

Mas afinal, o que essa vaca está fazendo aqui?!



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