História Secrets Of The Past - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Glee
Personagens Blaine Anderson, Brittany S. Pierce, Burt Hummel, Elliott Gilbert, Finn Hudson, Hunter Clarington, Jefferson "Jeff" Sterling, Kurt Hummel, Mercedes Jones, Nick Duval, Noah "Puck" Puckerman, Personagens Originais, Quinn Fabray, Rachel Berry, Sam Evans, Santana Lopez, Sebastian Smythe
Tags Blaine Anderson, Glee, Klaine, Kurt Hummel
Exibições 101
Palavras 3.909
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente, finalmente consegui terminar esse capítulo pelo celular. Então se tiver algum erro, já sabem...

Espero que gostem, tive que ler os primeiros capítulos e me emocionei! Pra quem esperava Lemon, calma. Creio que no próximo. Precisava focar neles e na Tracy agora.

Bem, boa leitura!

Capítulo 33 - Capítulo 33


SOTP – Capítulo 33

 

NOVA YORK 

 

Tracy havia finalizado o banho fazia pouco tempo, estava terminando de vestir seu moletom para sair do quarto, ainda com a toalha em mãos secando os cabelos ondulados. Ao caminhar pelo corredor, escutou as risadas de Blaine e imaginou o pai corando. Seus dois pais juntos, imaginou isso tantas vezes. Kurt e um outro homem, cuja seus sonhos não revelavam o rosto. Mas agora, ele estava ali. Em poucos minutos, assim que descobriu, pensou em ficar com raiva e ter qualquer atitude de um adolescente rebelde, greve de fome, revolta contra o pai e até mesmo mudar seu estilo.

Ela percebeu que aquilo era uma espécie de presente, fazia anos que sonhava, esperando esse momento chegar e agora estava acontecendo. Mas, não completamente. Na cabeça da Hummel, ela tinha planos. Queria seus pais juntos, pois sabia e dava para perceber claramente, que eles ainda eram apaixonados. Ela tinha que fazer algo, mas primeiro precisava saber da história dos dois. E era isso que a menina iria fazer agora.

- Estou morrendo de fome, esse jantar sai hoje? – Perguntou a menina entrando na cozinha.

- Claro, só preciso preparar os pratos – disse o castanho sorrindo para a filha, enquanto começava a colocar o macarrão nos pratos.

- Eu... posso fazer uma coisa? – Perguntou o moreno para a garota, que acenou com a cabeça positivamente.

Blaine pegou da mão da filha a toalha e pôs-se a secar os cabelos da jovem calmamente. Kurt ficou admirando a cena, enquanto Tracy estava de olhos fechados sentindo a massagem que o seu “novo” pai fazia. Quando o moreno terminou, a Hummel virou e agradeceu sorrindo 

- Obrigada pai... – o coração de Blaine acelerou  e seus olhos ficaram marejados.

- De nada, filha. – Ele falou sorrindo. 

Kurt observou a cena e sentiu a culpa por ter os separado por tanto tempo. O castanho terminou de preparar os pratos e os chamou para comer. Pegou uma garrafa de vinho para ele e Blaine, e um suco de uva integral para a filha.

- Isso é muito chato, porque não posso beber pelo menos uma taça? – Perguntou a menina séria e Blaine a encarou.

- Você bebe? – O moreno falou um pouco chocado.

- Não... 

- Sim... – respondeu a menina ao mesmo tempo que Kurt, e imediatamente o Hummel a encarou zangado. – Um pouco?!

- Apenas em algumas comemorações, uma taça no máximo para brindar. – Respondeu o castanho, explicando para Blaine.

- Entendi. Mas, hoje é um dia especial – o Anderson sorriu. – Teria problema ela tomar apenas uma taça? 

- Tudo bem, hoje pode. – Kurt concordou e Tracy bateu palminhas. – Apenas uma taça mocinha... Não quero você bebendo muito antes dos vinte e um. 

- Ok, Papi. – Tracy mandou beijinhos para ele e Blaine foi.

- Essa macarronada está deliciosa. – O Anderson elogiou.

- Tracy é uma ótima cozinheira. – Kurt disse sorrindo.

- Aprendi a cozinhar algumas coisas aos oito anos, meus tios me ajudavam e fui ficando cada vez melhor com o tempo. – Tracy explicou e eles continuaram a comer. – Vamos, não adianta ficar calados ou fugirem do assunto. Quero saber de toda a história. 

- Tudo bem, apenas vamos terminar de comer e eu pego alguns álbuns de fotos para melhorar a história. – Kurt falou e a menina concordou.

Após alguns minutos, todos tinham terminado a refeição. Blaine e Tracy colocaram os pratos na pia e a menina o puxou pela mão, indo em direção da sala para que finalmente pudesse entender tudo o que aconteceu. 

- Você está bem empolgada... – disse o Anderson sorrindo.

- É você não? Vou descobrir os segredos do passado em que meu pai escondeu por muito tempo e você vai finalmente entender o porquê disso, além de conhecer um pouco sobre mim e ver várias fotos. E acredite, tem muitas. 

- Sim, eu estou. E Sim, quero ver todas elas. E poder participar da sua vida de agora em diante, já que não podemos voltar para o passado. Pois acredite, eu voltaria. 

- Vocês tem certeza que querem escutar tudo agora? Já está tarde e... – o castanho veio carregando uma caixa enorme enquanto falava. Blaine correu para ajuda-lo e sorriu quando colocou a caixa no chão. 

- Sim, nós temos. Pode começar. – Tracy falou se acomodando no sofá com Blaine do seu lado direito e Kurt do lado esquerdo.

- Bom, eu acho que da minha vida vocês sabem de quase tudo... Tudo aquilo que a mídia divulga. – Blaine disse rindo.

- Eu posso começar falando de quando nos conhecemos e depois vamos complementando... – Kurt sugeriu e o moreno concordou.

- É por favor, não me poupe de detalhes, quero saber de tudo. – Tracy sorriu e o moreno riu, entendendo aonde a menina queria chegar. 

- Ok, tudo começou em janeiro de 2005, quando seu avô deu a mim, Rachel e Finn, passagens para uma ilha na América do Sul. Fernando de Noronha. E foi lá que conheci Blaine...

- Nos vimos pela primeira vez no corredor do pequeno avião, quando sem querer eu esbarrei nele. Foi a melhor coisa que aconteceu, depois daquele dia Kurt não saía da minha cabeça e em cada minuto eu lembrava de como ele era lindo. – Blaine continuou a narração. – Cheguei até a pensar que não o veria novamente...

- Mas acabamos ficando na mesma pousada, e nos esbarramos novamente nas escadas, quando eu tinha ido buscar o celular no quarto. Blaine era Lindo, e eu estava encantado. Mas, não podia me apaixonar assim, tão rápido. 

- Ah, e porque não? Eu me apaixonei por você no primeiro momento... – disse o moreno rindo. – O destino nos queria juntos...

- Você falou exatamente isso, há dezesseis anos. – Falou o castanho corado e com um lindo sorriso.

- Ok, vocês se apaixonaram, agora pule pra parte do beijo e da noite em que me conceberam... – pediu a menina ansiosa.

- Calma, não é assim tão rápido. Quando nos encontramos na escada, foi algo bem rápido, pois Rachel o chamou e ele teve que ir, sem ao menos me dizer seu nome. – Blaine disse revirando os olhos e depois rindo.

- Tia Rachel sempre atrapalha, super normal hoje em dia... – disse a menina revirando os olhos igualzinho ao moreno. À semelhança assustava e alegrava Kurt ao mesmo tempo.

- Acabamos nos encontrando de novo em uma festa, e finalmente nos apresentamos – o castanho continuou. – Ele me ofereceu uma bebida e eu obviamente aceitei, não deixaria a chance de conversar com ele passar. Ficamos um pouco afastados das pessoas que curtiram o som e começamos a conversar. Logo estávamos fazendo perguntas um ao outro para se conhecer melhor e foi nesse momento em que eu disse que seria seu fã e Blaine fez questão de frisar que eu seria o número um. 

- Bom, você cumpriu com o que ele disse. – Tracy apontou para o castanho.

- Sim, era uma promessa que eu tinha feito a mim mesmo. Eu sou o fã número um dele, desde o início. – Kurt falou sorrindo e vendo o moreno lhe admirar.

- Kurt me contou sobre seu talento para desenhar, e foi aí que tive a ideia de uma aposta. Ele desenharia algo para mim e eu escreveria uma música para ele. Depois de planejamos tudo, ele sugeriu um jogo e fomos nos conhecendo. Ele tinha dezoito e eu dezenove, morava em Ohio e eu em Londres. Foi nesse momento, depois de muito conversar, que demos nosso primeiro abraço e eu me arrepiei por completo. 

- Então ele me disse que me conhecer foi a melhor coisa daquela viagem e eu não poderia discordar. Blaine sugeriu que passássemos o resto da viagem juntos, nós divertindo e claro que eu aceitei. Não queria ficar segurando vela dos seus tios, e olha que eu já pareço com uma – disse o castanho rindo.

- Não concordo, sua palidez destaca os seus olhos e você é lindo assim. – Blaine disse sorrindo, enquanto alisava os cabelos de Tracy, que havia virado para sentar de frente para Kurt e encostou suas costas no peito do moreno. 

- Foi exatamente o que disse... – Kurt sorriu.

- Pelo amor de Deus, e então vocês se beijaram? – Perguntou a menina.

- Não, seu pai era uma pessoa difícil... – Blaine cochichou.

- Continuo sendo... – Kurt escutou e logo respondeu, fazendo Tracy rir.

- Então... voltamos para a pousada caminhando e neste caminho dou apresentado a Rachel e Finn. Conversamos e eu contei um pouco da minha história, enquanto eles faziam questão de contar algumas coisas sobre Kurt. Foi então que tocaram no nome Sebastian...

- Nossa, o tio Seb sempre está em todas as histórias. – Tracy falou sorrindo.

- Bom, eu senti ciúmes e quando fiquei a sós com Kurt, perguntei quem era e se ele tinha alguém na vida dele. Ele me respondeu que ainda não tinha encontrado ninguém que o fizesse corar e suspirar; mas eu tinha feito aquilo com ele a noite inteira e ao ouvir aquilo meu coração acelerou. Nós quase nos beijamos...

- Mas Jussara chegou e atrapalhou o momento. – Kurt balançou a cabeça rindo.

- Eu já estou odiando essa tal de Jussara – disse a menina cruzando os braços. 

- Não a odeie, com a ajuda dela tivemos a noite em que você foi concebida. – Blaine disse dando um leve beliscão no braço da Hummel. – Eu estava confuso, por isso dei um beijo na bochecha dele e fui para o quarto. Nunca havia me apaixonado tão rápido por alguém, então pensei em ir com calma.

- No outro dia, seguimos a programação do guia turístico e fomos em um passeio de barco. Tiramos várias fotos, essas são minhas favoritas... – o castanho foi mostrando as fotografias enquanto continuava a falar. – Blaine me pediu para passar protetor nas suas costas e claro, eu fiquei sem ar ao sentir a pele dele. Ah, ele sempre teve um corpo escultural, por isso as fãs ficam babando.

- Não vou mentir, eu babaca mesmo. Principalmente em Sex On Fire. – Tracy falou e Blaine gargalhou.

- Eu pulei na água quando chegamos a um local em que podia mergulhar, e fiquei alguns minutos embaixo da água. – Blaine falou sorrindo.

- E eu me assustei, pensando que esse idiota tinha morrido ou se machucado. – Kurt revirou os olhos. – Ele foi a pessoa que me ajudou com o meu medo sobre a água, me fez pular em um local profundo e ainda fomos nadando até à beira da praia. 

- Aquilo foi divertido – disse o moreno sorrindo.

- Sim, você me deixou ganhar a aposta de quem chegaria primeiro. – Kurt disse sorrindo. – Passamos alguns minutos explorando aquela praia e então, aquela química aconteceu novamente. Ele me deu está flor, por mais que esteja seca e esfarelando pelo tempo, eu tenho uma foto dela. 

- Você guardou... – Blaine falou sorrindo emocionado.

- Claro que guardei, foi um momento especial para mim. – O Hummel sorriu.

- Eu iria beija-lo naquele momento, mas a buzina do barco nos atrapalhou e tivemos que voltar para seguir o passeio. – Blaine pegou uma foto dos golfinhos e sorriu. – Kurt ficou admirando quando os golfinhos apareceram. Tenho uma foto em Londres, em que ele está apoiado na grade olhando para eles. 

- É um momento mágico, quando eles saltam da água e dizem “Olá”. 

- Depois do passeio voltamos para a pousada e almoçamos, a tarde fui para a piscina e fiquei sentado na borda enquanto escrevia a letra da música.

- Vou nesse dia em que você fez o desenho, não foi? – Perguntou a garota.

- Sim, deixei de ir para um tal do Bar do Cachorro com seus tios para admirar Blaine. – Kurt sorriu. 

Tracy estão se levantou e correu até o seu quarto, pegou as duas folhas que estavam em seu mural e voltou para a sala, entregando um dos desenhos a Blaine e logo depois mostrando sua releitura.

- Vamos deixar esta história para o final, pois eu quero realmente chegar na parte do beijo. – A menina falou empolgada.

- Bom, eu estava tão concentrado que não reparei que Kurt estava atrás de mim, apenas quando Jussara passou e falou comigo e em seguida com ele. Percebi que ele estava desenhando e acabei ficando muito curioso. Estávamos fazendo as atividades da aposta. – Blaine comentou.

- No outro dia, fizemos uma trilha e a tarde fomos todos para a piscina. Foi aí que seu tio linguarudo, contou sobre os meus medos. Claro que eu dei o troco e o derrubei na piscina. Mas, Blaine sabia sobre eles, e então expliquei a ele o motivo. 

- Água, escuro e tempestades? – Perguntou a menina.

- Isso, você puxou os mesmo que eu. – Kurt riu.

- Você também tem medo do escuro, dos trovões e de água? – Blaine perguntou admirando os olhos azuis da filha.

- Da água nem tanto, diz natação com Valerie e perdi o medo. Do escuro, apenas quando tem tempestades, que é o pior dos medos. Vi nas previsões que hoje iria chover muito e eu pedi tanto para que não acontecesse durante o seu show, se não teria que ir embora. – Tracy explicou.

- Mesmo se chovesse, não iríamos embora até que Blaine soubesse a verdade. Prometi a mim mesmo que não deixaria esta oportunidade passar. – Kurt comentou e a filha concordou com a cabeça. 

- Voltando a história... – a menina pediu.

- Passamos a tarde inteira na piscina, até que escureceu e seus tios foram pro quarto. Ficamos apenas eu e ele, quando uma estrela cadente passou e eu fiz um pedido. Eu queria muito beija-lo e tomei atitude para isso.

- Ai meu Deus, finalmente. – Tracy comemorou.

- Mas Rachel apareceu na varanda e atrapalhou... – Kurt falou e em seguida escutou o grito da garota.

- Eu vou matar a tia Rachel quando ela voltar do Canadá. – A menina disse raivosa e Blaine riu, abraçando a menina.

- Naquele momento, eu acabei escolhendo as palavras erradas e Blaine não entendeu isso. Indo embora em seguida. 

- Claro, você disse que o que iria acontecer não era nada demais, aquilo me magoou. – Blaine explicou e o castanho sorriu. 

- Ele ficou estranho comigo e a culpa dentro de mim estava me corroendo. No outro dia, ele só veio falar comigo quando já estávamos no local do passeio. Eu estava com medo de mergulhar, então fiquei sentado em uma pedra, mas ele não me deixou perder esse momento e me ajudou mesmo dizendo que não estava zangado.

- Bom... um pouco, digamos assim. – Blaine disse tímido. – Foi um belo passeio. Naquele dia, iríamos mostrar a musica e os desenhos. Quando voltamos, acabei passando a tarde toda tocando violão e peguei no sono, fazendo com que perdesse a hora da aposta. Quando acordei, corri mais que louco para chegar.

- E eu achando que ele não iria. Mas, finalmente ele chegou e então eu mostrei os desenhos primeiro. – Kurt entregou a folha amarelada pelo tempo para a menina, mostrando as peças que havia criado. – E, o último desenho fora o que você refez. 

- Você já era talentosa desde novo. – Tracy disse admirado. – Seis traços mudaram, mas continua incrível. 

- Eu fiquei encantado, e sabia que lá na frente, ele se tornaria alguém famoso por conta deste talento – o moreno disse sorrindo. – Depois, eu cantei a música.

- Don’t You é a minha música favorita. Engraçado ela ser exatamente a música de vocês – a menina falou com um lindo sorriso. – Mas, me digam. Vocês se beijaram aí? Diz que sim. 

- Depois que Blaine cantou a música, eu perguntei sobre o contexto dela e ele tentou me enganar, mas eu sou mais esperto e ele finalmente admitiu estar apaixonado por mim. Foi aí que eu o beijei. 

- Meu Deus, finalmente. Continua... – disse a menina eufórica. 

- Falamos o que estávamos sentindo a dias, eu estava apaixonado e ele também estava. Acabamos passando o comecinho da noite ali, curtindo um ao outro.

- E eu ainda continuo completamente apaixonado, mesmo depois de tantos anos... – Blaine sussurrou para Tracy, que riu. Mas, Kurt também escutou e ficou corado.

- Realmente, você é o único que o deixa corado. – Tracy apontou para Kurt enquanto olhava para o outro pai.

- E ele é o único que faz meu coração disparar... – Blaine retrucou a filha. 

- Ok, quero o resto da história. Já passamos do beijo, agora quero o sexo... 

- Garota, você está muito saidinha. Está falando com seus pais, sabia? – Kurt perguntou.

- Sim, e finalmente com os dois juntos. Vamos, quero saber de tudo, tenho esse direito. – Tracy respondeu e encarou os dois.

- Até das partes mais... – Blaine parou de falar e encarou a filha e logo depois Kurt.

- Sim, até elas... Andem logo. – Tracy implorou. 

- Ok... em determinado momento, uma tempestade começou e tivemos que voltar correndo pra pousada. Nós despedimos e quando fui dormir, os trovões começaram. 

- Então você correu pro quarto do papai e vocês transaram...  

- Ei, garota... – Kurt falou um pouco alto e Blaine abraçou a menina.

- Sim filha, seu pai me pediu para acalma-lo e digamos que consegui. – Blaine disse sorrindo e a menina aplaudiu. 

- Bee, não dê corda para ela... – o castanho disse olhando para o moreno.

- E foi nesse noite que eu fui concebida? 

- Não, no outro dia seu pai nos levou a uma praia e passamos a noite lá,  bebemos e ele acabou esquecendo de usar a camisinha... – Kurt contou naturalmente.

- Bem... não me lembrei deste detalhe... – o moreno coçou a cabeça. 

- Claro, eu imagino a empolgação de vocês, quem lembraria de camisinha numa hora dessas? – A menina falou revirando os olhos.

- Ok, acho que  está na hora de levar você para conversar com a Anna sobre algumas coisinhas... – Kurt falou apontando para a menina que riu.

- Acredite pai, eu falo sempre com a tia Anna. – Tracy disse sorrindo.

- Ah meu Deus, não me diga que você não é mais virgem. – Kurt se levantou e encarou a menina.

- Calma Kurt... – pediu o moreno.

- Calado... – disse o Hummel apontando pro menor.

- Pai, relaxa... Ainda sou virgem, nunca tive um namorado... – a menina revirou os olhos.

- Ufa... – suspiram os dois.

- Okay, resto da história... – a menina bateu palmas. 

- Bem... aquela foi uma noite incrível, mas no outro dia enfrentamos um momento ruim. Era nosso último dia juntos e íamos embarcar a tarde. Quando estávamos voltando para Recife, enfrentamos uma tempestade no meio do voo e isso não ajudou muito para o lado de Kurt. Mas, eu estava do lado dele e nada iria acontecer. Eu prometi isso. 

- Aquele foi um dos dias mais difíceis da minha vida, prometemos um ao outro que nunca iríamos nos esquecer e que nos amávamos. Eu chorei a viagem inteira, e quando cheguei aqui Seb e Elli me ajudaram. Nós ainda nos comunicamos por mensagens e ligações, mas a saudade era enorme e estava me consumindo. 

- Acho que, essa é a parte em que você me conta o porquê de  sumido tanto tempo... – Blaine pediu e o castanho suspirou. 

- Com dois meses depois que voltei da viagem, comecei a sentir algumas coisas e tive que contar a sua avó sobre a viagem e Blaine, pois ela percebeu os meus enjoos e mudanças. Então eu descobri que estava esperando você. 

- Engraçado, quando passei para entrar na Universidade, minha mãe Isabel, falou que formávamos um casal lindo e que queria muito uma neta. Ela sempre teve essa coisa de vidente, não sei bem. Mas, tudo o que ela fala, acontece... Acho que foi um aviso e não percebi. – O moreno sorriu.

- Meu pai descobriu sobre a gravidez poia acabou olhando o exame que foi deixado em casa. Quase tivemos uma discussão, mas ele entendeu e me apoiou. Foi quando você ligou, que eu iria contar. Mas então, você me disse que estava sendo obrigado a se casar. Eu já estava inseguro antes e naquele momento fiquei mais ainda. Vi que sua vida estava seguindo em diante, você tinha conseguido entrar na faculdade dos seus sonhos e eu não queria estragar isso. Então...

- Você sumiu, por anos, tudo porque minha vida estava seguindo em diante? – Blaine perguntou com a voz elevada. – Ela não estava seguindo adiante porque eu não tinha você. Sabe o quanto eu sofri? O quanto chorei, sem ter notícias suas? Imaginando coisas horríveis que pudessem ter acontecido? Eu estava sendo obrigado a casar, já pensou se Quinn não fosse o anjo que ela é?  Eu não estaria aqui hoje.

- E eu agradeço a Deus por ela ser. Eu queria que você conquistasse seus sonhos, que você os realizasse. E  eu sabia que se eu dissesse que estava esperando um filho seu, você largaria esse sonho para vir ficar comigo. 

- Lógico que largaria, a partir do momento em que te conheci, você passou a ser meu sonho. – Ambos estavam chorando e Tracy começou a se encolher no sofá,  com os olhos marejados e escutando a discussão. 

- Desculpe, eu só fiz o que achei que fosse melhor para você. E-eu pensei que... que seria melhor assim. Eu queria que você fosse feliz. – Kurt disse soluçando. Então Blaine foi até ele e o abraçou. 

- Você é e sempre foi a minha felicidade. – O moreno limpou as lágrimas do castanho e lhe deu um beijo. Foi quando escutaram um soluço. Tracy estava chorando.

- Por favor, não briguem... – ela disse baixinho. – A culpa foi minha. Se eu não tivesse no meio de vocês, talvez vocês estivessem juntos desde aquela época. 

- Ei, não pense assim. – Blaine correu até a menina. – Você não tem culpa de nada. Você foi o que nos manter ligado, você é fruto do nosso amor e nós amamos você. 

- Tracy, você foi o que me manter forte e vivo para consertar tudo. Você é a minha princesa e eu nunca irei me arrepender de ter tido você. Nunca diga isso novamente, nunca. Você é o presente mais lindo que tive a sorte de ganhar, além do seu pai.

- Desculpa, eu...

- Shiu... – Blaine sussurrou e abraçou a menina.

Um trovão rompeu o céu e então um forte chuva caiu pelas ruas de Nova York. Tracy deu um pulo, assim como Kurt. E os dois acabaram se abraçando. 

- Logo agora, por favor não... – Tracy praguejou. 

- Ei princesa, estou aqui. – Kurt sussurrou.

- Acho que agora, posso fazer o papel que não fiz durante esses anos longe... cuidar de vocês. – Blaine disse sorrindo. – Eu prometi ao Kurt que nada, nunca iria acontecer a ele e eu prometo isso a você também, filha. 

 Blaine se levantou e pegou a mão do castanho, e logo depois a de Tracy. O castanho sorriu e puxou os dois para o quarto, a chuva caia forte lá fora, fazendo um grande barulho no asfalto. O relógio marcava 02h50min, e a menina estava com sono. 

- Princesa, seu pai tem o melhor abraço do mundo. Cura qualquer medo. – Kurt disse sorrindo. 

Os três deitaram na cama do Hummel, Blaine no meio e os dois em cada lado. Com as cabeças no peito do moreno, que alisava os cabelos macios de ambos e cantava uma música calma. Logo Kurt e Tracy foram se acalmando e adormeceram.

- Eu amo vocês... – Blaine sussurrou com lágrimas nos olhos e uma imensa felicidade no peito. Finalmente estava ao lado de sua família e agora não a deixaria partir. 


Notas Finais


Comentem, me animem. Vou tentar voltar rápido, mas tenham paciência. Escrever pelo celular tem seus lados negativos.

Um beijão! Espero que tenha ficado bom!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...