História Sed Liberta Nos A Malo. Amem. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Magia, Signos, Yaoi
Exibições 5
Palavras 3.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Fantasia, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


* A estória se concentra no desenvolvimento da vida de Tristan, romance BL. Me desafiei a criar algo que misturasse coisas que eu gosto: Signos, mitologia, fantasia, BL, lutas e a acidez de Daria. Embora tenha a palavra “Cavaleiro” e um signo na mesma frase, não tem nada haver com cavaleiros do zodíaco.

* Vai ser postado um capítulo por semana, provavelmente toda a quinta-feira.

* É provável que cada capitulo tenho uma imagem, referente ao enredo.

* Imagem da capa é a igreja franciscana de Cracóvia, Polônia.

* Faz algum tempo que não escreve e meu editor está ruim, perdão qualquer erro.

* O título da história é a ultima estrofe do "Pai Nosso" (a oração), em latim. "Mas livrai-nos do mal. Amém."

Sejam legais comigo. Por favor me avisem se estiver bom, estou um pouco insegura, vocês são bem-vindos. :)

Capítulo 1 - Sorria, O Pior Ainda Está Por Vir


Fanfic / Fanfiction Sed Liberta Nos A Malo. Amem. - Capítulo 1 - Sorria, O Pior Ainda Está Por Vir

País de Gales, 2004.

Uma figura encapuzada observava a pequena criança deitada na cama, tão pequena e indefesa, mal completara seus cinco anos. Às vezes Gorski se sentia um completo Troll, mas era seu trabalho afinal, não podia se queixar disso. Pelo menos ele tentava.

- O que é você? – Uma voz tremula, porém decidida se fez presente. Gorski queria ter batido com a cabeça na parede, sempre se esquecia dos pais das crianças.

- Eu sou o coletor de... – Fez uma pausa, era sempre tão complicado falar com os pais - Wiara.

- Você... Você veio buscá-lo, não veio?

- Ainda não – Confirmou.

- Então por que...

- Só checando. - Respondeu

- O tsunami que apareceu na TV... Não foi apenas um desastre natural, foi? – Estava escuro, mas Lia podia jurar que viu Gorski ficar tenso.

- Não se preocupe, o tsunami foi natural – Falou rápido, rápido de mais na opinião de Lia - tenho que ir senhorita Aberdeen, até. – Acrescentou – Znika. – Logo depois sumiu em meio a uma  fumaça negra.

Gorski podia ter ido embora sem ter sido notado, Lia podia ter ido voltar a dormir, podia inclusive acordar na manhã seguinte e fingir que nada aconteceu, todos eles poderiam seguir suas vidas normalmente se não fosse pelo fato da criança ter escutado a conversa.

---

 

Polônia, tempos atuais.

- Sabe... A vida é uma droga, mas você não pode passar ela com essa cara de idiota.

- O que? Ah, desculpe eu só estava... Hm, pensando.

- No que? – Mas novamente a garota foi ignorada – Tristan Aberdeen, se mais uma pergunta minha for ignorada eu juro que...

- Calma, está tudo bem deixa pra lá – Tristan viu a garota encará-lo sem nenhuma expressão.

Phoebe Zawadzki era, sem dúvidas, sua melhor amiga, entretanto tinha algo estranho nela, e não era pela sua heterocrômica. Era algo dentro dela, quase ninguém sabia da sua origem, quem eram seus pais ou muito menos de onde ela veio, era uma morena com cabelos cacheados até a cintura, tinha feito 17 anos no final do ano passado, mesmo com seus 1,70 ele ainda a considerava baixa em relação a ele. Mesmo que ele tivesse 1,80.

- Você me lembra de um desenho que eu costumava ver... – Phoebe ergueu a sobrancelha direita.

- Qual?

- Daria, é um desenho de uma garota, com a sua mesma idade, ela tem uma visão totalmente sarcástica da vida, quase nunca expressa emoção e fala tudo no mesmo tom de voz, como se estivesse entediada o tempo todo.

- De fato eu estou – Respondeu áspera, mas Tristan apenas riu – Droga! Lá vem a Kinder, senhorita da beleza. Sabe ás vezes eu só queria...

- Estar morta – Completou Tristan rindo.

- É. também – Curvou os lábios, o que isso, otimistamente falando, podia se considerar um sorriso. – Mas não, eu ia falar que às vezes eu queria ser normal.

- O que tem de anormal em você?

- Podemos começar com meus olhos, não me entenda mal, eu os adoro, mas é difícil segurar a vontade de socar a cara dela com todas as provocações.

- Phoebe, meu amor, você é linda. Quer dizer, olhe para você, eu queria ter algo que me destacasse tanto – Tristan era bonito e ele sabia disso, mesmo que, em sua opinião, as garotas o achassem mais bonito do que ele realmente se achava. – O que eu tenho? Cabelos loiros até a nuca e olhos verdes, ótimo, existem uma ‘pá’ de gente assim - sem contar que ele tinha que colocá-los para trás toda hora - cabelos extremamente rebeldes.

- É sexy, principalmente esses fiozinhos – Phoebe apertou uma das mechas que insistiam em cair para frente.

- Sexy e ótimo para me deixar cego.

- Não começa – Fez uma pausa e olhou para o lado – Muito bem, vamos, está na hora... Daqui a pouco o corvo vai passar e sinceramente não estou com ânimo para levar bicadas, não de novo.

Enquanto eles levantavam da grama, Tristan não pode se impedir voltar a pensar, Lia nunca contou ao filho o significado do que o homem falara, muito menos o que ele próprio tinha haver com. Pelo menos não até aquele dia. O dia em que tudo na sua vida tomou um rumo inesperado.

 

País de Gales, Novembro de 2010.

 

Era seu aniversário de 12 anos, um dia feliz em que a maior preocupação de sua mãe seria o bolo que chegara da loja com seu nome errado, escrito de glacê, Tritan.

- “Tritan”, eu não acredito que vou te pedir isso, mas coma o resto do seu nome, por favor. – Mesmo que demonstrasse humor, Lia estava muito para baixo. – Filho... Eu – Naquela pequena pausa o aniversariante viu os olhos verdes de sua mãe se encher de lágrimas.

- Mama...?

- Querido, a mamãe precisa te contar uma coisa – A mulher agarrou as mãozinhas pequenas de Tristan com cuidado, olhando em seus olhos, com tristeza. – Eu preciso que você seja forte.

“A muitos anos atrás, milênios na verdade, o mal estava saindo do controle, era como se o próprio Deus tivesse abandonado a humanidade... Entretanto, houve uma jovem, uma pequena jovem, alguém que poderia se considerar desimportante, mas que fez algo tão bonito, tão puro que trouxe de volta a fé que o Deus e seus filhos anjos tinham nos homens”

- O que ela fez, mama? – Os olhinhos curiosos a encaravam sem piscar.

- Ela rezou, rezou e clamou por compaixão, nunca perdeu a fé. Em troca do seu amor e lealdade, foi lhe concedido  poderes, dentre eles estava o poder de criar. Esse foi o mais importante de todos, talvez um poder forte de mais para ser dado a um ser humano, repleto de falhas e pecados, pois a garota poderia se corromper, poderia simplesmente fazer uma fortuna e dominar todo o mundo, como nos desenhos que você assiste – Lia apertou as bochechas de Tristan – Entretanto, cheia de humildade no coração, na mesma hora, sem pensar de mais, decidiu que criaria uma salvação, ela queria que a humanidade tivesse algo que as protegesse, algo que lhes daria sempre uma segunda chance.

- Sempre? Mas mama, quantas segundas chances alguém pode ter? – A criança estava realmente confusa. Lia, por outro lado, sorriu paciente.

- Todas, meu amor. Ela sempre acreditou em segundas chances, há quem faz o mal, sim há, mas também há milhares que fazem o bem, as que lutam por não só por si, mas por todos, pessoas que talvez não tenham poderes divinos, mas que mesmo assim lutam com o que podem. E até as que fazem o mal e se arrependem, todas essas pessoas merecem segundas chances.

- E porque está me contando isso?

- Porque a garota criou os cavaleiros, homens e mulheres que lutam contra o mal. – Ela parou de repente, olhando para os lados, parecia meio receosa de falar as próximas palavras, então apenas tomou fôlego e continuou – Quando alguém morre após um ato heroico ou bondoso, a alma dela volta ao mundo dos vivos e toma um bebê – Tristan esbugalhou os olhos, parecia muita maldade, mas Lia tratou de acalma-lo – Está tudo bem, eles só podem escolher bebês que vão nascer sem alma, sabe o que acontece com bebês sem alma? – O garoto negou varias vezes com a cabeça – Eles nascem mortos, querido.

“Nem uma alma, mesmo que seja a mais pura, pode tomar o lugar de outra em um recém-nascido. É contra as regras. Essas crianças nascem como a marca de uma cruz e quando completam 12 anos... Bem, elas são levadas.”

- Mama, o que você está querendo dizer? – Seus olhinhos estavam repletos de lagrimas.

- Tristan, você não tinha alma, ainda quando estava grávida já sabia que nasceria morto, os médicos não tinham mais opção...

- Então eu sou um cavaleiro? Mas a marca...

- Sim, meu anjo. Você tem em sua nuca, seria quase impossível de você mesmo notar.

- Vão me levar, não vão? – Ele se agarrou a ela com força.

- Vão, mas não se preocupe ainda nos veremos – De repente ele se aqueceu, um sorriso enorme iluminou seu rostinho.

- Verdade?

- Verdade, bastante – Embora ela estivesse mentindo sobre a última parte, não deixou de sorrir. De fato o veria sim, mas não muito ou o suficiente. Ela não podia reclamar, tinha que agradecer.

- Eu vou ser um herói igual essa moça? – Perguntou animado.

- Vai sim.

- Mas mama, qual o nome dela?

- Wiara.

- Eu não vou te desapontar mama.

- Eu acredito, acredito e confio em você. Afinal Wiara é isso.

- Fé – Respondeu o garoto sorrindo, talvez algumas mães ficariam surpresas, felizes ou até mesmo preocupadas, caso o seu filho soubesse falar polonês em plenos 12 anos. – Significa fé.

- Sim, significa fé em polonês. 

O coletor apareceu dois meses depois, para buscá-lo e levá-lo onde todas essas crianças são levadas, o Instituto Wiara, uma espécie de escola, na polônia, onde elas aprendiam, bem... Tudo.

---

 

- Você ainda está com a cara de idiota – Phoebe murmurou – Sério, pode falar o que te incomoda.

- Só estou lembrando de quando cheguei aqui... – Phoebe soltou um “Ah” baixo – E de como você era esquisita.

- Tristan... Vai se ferrar. – Quem conhecia Phoebe de verdade sabia que, se ela mandasse você para todos os lugares nada gentis, ou até para o quinto dos infernos, significava que ela tinha carinho por ti.

- Brincadeira, mas eu estava bem empolgado, assustado, mas empolgado...

 

A escola parecia mais um grande castelo, bem velho para ser sincero. Havia pelo menos 600 alunos, dentre eles crianças e adolescentes. Todas se espremendo para escutar a diretora Pavarsk.

-Bem vindos alunos, queria agradecer a todas, primeiramente, a aceitarem vir para a escola, como todos sabem, você pode escolher se quer ou nãopertecer a um de nós. Se, por alguma acaso, essa escolha não lhe foi dada, peço gentilmente que fale comigo ao final das apresentações e resolveremos seu problema – Sorriu.

“Bom, são muitos alunos e para haver certa organização, vocês, meus caros, serão divididos em alas, 12 para ser mais exata, referentes aos signos do zodíaco. Claro que há um processo, cada nova criança deve mergulhar suas mãos na água benta disposta bem aqui,  no centro do salão principal – Nisso, uma pia de mármore maciço emergiu do chão, era repeto de desenhos em sua volta.- Na água irá aparecer o animal ou símbolo do seu signo, imagino que vocês achem que já sabem em que lugar pertencem, bem, isso é o que geralmente se passa em suas cabeças, mas é mais complicado que isso, o fato de seus corpos quase terem nascidos, bem, quase mortos faz com que desenvolvam certos traços de personalidade da alma que o tomou, então seu corpo pode ter nascido em abril, por exemplo, seu corpo pertence a Áries, mas você poder ser sensível e doce como alguém de Câncer, se sua alma fosse de um nascido de câncer. Isso é o que conta. “Assim que as águas lhe mostrarem o seu destino, você poderia seguir para a mesa do signo que pertence”.

O salão era redondo, as mesas ficavam dispostas em volta da pia com a água, para que ninguém ficasse excluído ou longe de mais. Eles tinham refeições ali... E, às vezes, alguns eventos, como bailes de estação. Mesmo que fizesse frio quase o tempo todo. Tristan foi um dos primeiros alunos, em função do seu sobrenome.

- Olá – Tristan falou a fim de chamar a atenção da garota do seu lado.- meu nome é Tristan, Tristan Aberdeen. E o seu? - Ela se virou na sua direção e foi quando reparou nos olhos de cores diferentes, um castanho mel e outro muito azul, sua primeira reação foi espanto e a menina notou, fazendo-lhe uma cara feia – Seus olhos...

- Eu sei! – Ela já estava pronta para socar o rosto daquele garoto intrometido.

- Eles são incríveis! – Falou com sinceridade. Ela ficou surpresa, mas durou pouco tempo.

- Phoebe, Phoebe Zawadzki.

 

---

 

Tanto Tristan quanto Phoebe eram de escorpião, na verdade são raros os casos em que seu corpo tem o mesmo signo da alma. A ala dos escorpianos era uma das mais complicadas, mal chegavam a 20, enquanto outras ultrapassavam os 40 alunos. Cada série, de primeira á sétima, tinha um total de quase 95 alunos, as salas só comportavam metade disso, então há duas turmas para cada ano. As aulas são revezadas entre os quatro elementos.

- Ok, vamos jantar – Os garotos entraram no salão principal – Caramba Phoebe, olha o tamanho da fila na mesa dos signos da água... – Phoebe lhe deu um soco nas costas.

- Culpa de quem? Teríamos chegado mais cedo, se não fosse você.

- Tudo bem, tudo bem.

- Uma ova, os alunos novos serão apresentados amanhã, sabe o que significa? Exatamente, volta as aulas, eu sinceramente pensei que poderia ficar apodrecendo nessas férias, mas passei elas inteiras trabalhando. – Tristan se lembrava disso, ele fora visitar sua mãe, Phoebe não tinha uma família fora da escola, geralmente ela ia para casa consigo, mas nestas férias teve que permanecer no colégio em detenção – E só para melhorar meu humor, a primeira aula é defesa pessoal, com o pessoal do ar. Sabe o que significa?

- Aquarianos?

- Odeio aquarianos.

- Jura? Então porque todos os seus relacionamentos foram com pessoas de aquários? Aliás, você pegou detenção por ser pega dando uns amassos naquele italiano, ele é de aquário...

- Porque eu sou sua amiga mesmo?

- Porque você me ama – Ele sorriu e deu um selinho nela.

Nada romântico. Ambos se amavam de mais, não como um casal nem como irmãos, talvez algo mais profundo. Phoebe não acreditava no amor verdadeiro e toda essa coisa, tinha motivos suficientes para tal, mas se deixava levar pelos prazeres carnais que homens e mulheres tinham a lhe oferecer, Phoebe era bissexual.

O único amor que sentia era por Tristan, com certeza alguém por quem ela morreria; Já ele acreditava, ele gostava se falar que não se importava com gênero, mas a verdade é que ele mesmo tinha uma preferência enorme por homens. Os selinhos eram só um cumprimento, uma demonstração de afeto.

Alguns minutos depois, os amigos conseguiram se servir e foram se sentar na sua mesa.

 

--

 

O castelo era particularmente enorme, lá ficavam as salas de aula e o próprio salão, ele tinha quatro pontes ligando os dormitórios, tudo feito de pedras enormes. Phoebe e Tristan estavam chegando na ultima ponte, a que os levaria para o dormitório quatro.

- Eu acho idiota essa coisa de separar meninos de meninas – Anunciou ela. – Ele estava prestes a responder quando escutou um conversa dos professores.

- Espera Phoebe – A garota mal teve tempo de pensar e foi puxada para trás de um pilar. Tristan se forçou a ouvir.

- Você acha que pode ser sério?

- Eu não sei. Nunca se ouviu mais falar disso desde... Você sabe.

- Eu sei, mas e se for verdade? Você mais do que ninguém sabe o que aconteceria, existe um motivo para as dimensões serem criadas.

- Chega! Não deveria estar falando sobre isso... Não aqui – O professor de defesa quase os pegou escutando escondido – Os alunos...

- Claro, claro, perdão. Bom, vou indo então. Até mais, senhor Nowak.

- Até.

Apenas quando ouviram os passos se afastando, eles resolveram sair do esconderijo.

- Do que raios ele está falando? – Tristan indagou sem olhar para a amiga, mas no instante que o fez percebeu o seu olhar de pânico. Quase nada arrancava expressões dela. – Phoebe...

- Meu dormitório, em 20 minutos – Falou rápido e correu em direção ao terceiro andar da torre, no lado feminino. Era lá que os pertencentes ao escorpião ficavam, ou eram escondidos, como Tristan brincava, falando sério, ultimo andar da última torre. Phoebe brincava com ele dizendo que colocaram os escorpianos lá para que se caso eles decidissem se suicidar, teriam maior chance de êxito.

Ele não entendeu absolutamente nada, mas logo sua atenção foi tomada por uma sensação estranha, como se alguém o estivesse observando, ele girou para todos os lados até ficar tonto, mas não avistou ninguém.

- Estou ficando louco – Balançou a cabeça – Estou ficando louco e falando sozinho, ótimo.

Só tinha uma coisa a se fazer agora, tomar banho. Tomar banho e ir escondido no dormitório de Phoebe.

 

---

 

O banho relaxou todos os seus músculos, saiu do boxe com a toalha enrolada na cintura, não tinha nenhuma alma vida no banheiro, mas mesmo assim a sensação de estar sendo observado voltou com força.

- Eu deveria perguntar se tem alguém aqui? Quer saber, não, melhor não. Por favor, caro observador se você existe não me deixe saber. – Nada aconteceu – Okay, realmente, eu estou louco.

Tristan olhou de relance o relógio da parede e se assustou, marcava 21 horas e ele estava atrasado, voltou correndo para o dormitório que dividia com um garoto russo chamado Viktor. Ele estava estudando e mal notou sua presença, então apenas murmurou um “boa noite”, se vestiu e correu para o outro extremo do terceiro andar, ali ficava as meninas, entre eles ficava uma sala redonda com algumas escrivaninhas e sofás.

- Atrasado de novo- Ele nem teve chance de bater na porta.

- Desculpe, estava tomando banho.

- Tudo bem, eu também acabei de sair do banho mesmo. – Ela abriu o restante da porta dando passagem à ele. – Entra. Temos que conversar.

- Sobre o que ouvimos hoje?

- Não só sobre isso – Tristan notou que ela parecia preocupada. Talvez fosse o que melhor explicasse sua cara... Ou então o fato de ter esquecido de por calças.

- Segunda reação em apenas um dia, o mundo acaba amanhã – Riu, mas ela não o acompanhou -... E estava bom de mais pra ser verdade, aliás, não sei se reparou, mas você está... Hm... Sem calças.

- Não gosto de usar – Ela odiava partes de baixo de pijama, poderia passar a vida toda usando camisetas folgadas e calcinha. Já ele preferia usar só caças, nada de camisetas.

- Posso ficar tirar minha blusa?

- Tudo bem, nossa amizade talvez possa superar isso – Falou sarcástica – Só tira isso de uma vez – Ela observou enquanto ele se ajeitava, assim que o mesmo terminou começou a lhe dar as notícias, ou tentou.

- Cadê a Tess? – Tess era a colega de quarto de Phoebe.

- É sobre isso que quero falar, hoje é domingo e ela não voltou para cá desde sexta. Primeiro achei que tivesse dormido com algum garoto, mas acontece que ninguém a viu, não até hoje. Depois que nos separamos eu voltei para o castelo, queria ir na enfermaria pedir mais um remédio para dor de cabeça, mas ela estava trancada.

- E...?

- E que eu arrombei a porta – Tristan poderia ter rido se não estivesse começando a ficar nervoso, por Deus, era a enfermaria, ela NUNCA fechou desde... Sempre, na verdade era o último lugar que deveria fechar. Droga! Eles trabalhavam com feitiços e lutas, morrer era um risco constante. Eles não podiam conjurar feitiços, não eram feiticeiros, mas eram ensinados a se defenderem.

- Oh Deus.

- Tristan, ela estava lá... A Tess estava lá.

- Ah, isso é bom não é? – Forçou um sorriso. Tess ou Tessa tinha 18 anos, estava no sexto e penúltimo ano, já estava apta para missões há quase um ano. A escola distribui missões aos alunos iniciantes do quinto ano, como uma “atividade prática”.

- Tris... Ela está morta.

 

Continua...


Notas Finais


E então...? :x


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