História Sedução Fatal - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Barbara Palvin, Elle Fanning, Marina Ruy Barbosa, Megan Fox
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Bruxas, Demonios, Lesbicas, Magia, Possessão, Vampiras, Yuri
Exibições 13
Palavras 2.171
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Harem, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Saudações ladys sombrias que acompanham essa fic. Perdoem-me pela demora, é que entre a faculdade, o trabalho e a casa fica difícil arranjar disposição para escrever, mas cá estou eu, novamente e quero dizer-lhes que mesmo que eu demore a postar pretendo atualizar a fic até o fim.
Repararam que finalmente a capa da fic ficou pronta? E está linda, não?! Bom, pelo menos eu, achei.
Aceitei de última hora outra personagem, a Julianne Mc'Maercy (criada pela @MelzinhaLuar); anjo, obrigada por enviar sua fichinha pra mim, eu adorei, viu? Espero que goste da forma como colocarei sua personagem na história. ;)

Capítulo 3 - Deixe como está


Fanfic / Fanfiction Sedução Fatal - Capítulo 3 - Deixe como está

    Angel não conseguiu pegar no sono e levantou-se e foi até a sacada, sentando-se no chão e observando a lua. Ela não queria estar ali, mas também não queria voltar para a casa. Queria fugir, mas não sabia pra onde. Talvez pra um lugar onde ninguém a visse como uma aberração.
— É mesmo difícil pegar no sono nas primeiras noites, mas depois você se acostuma.
Angel virou-se e viu Carry se aproximando.
— Há quanto tempo você já está aqui em Santa Edwiges? — Angel perguntou.
Carry suspirou.
— Já faz algum tempo. Não é tão ruim quanto parece. Não vou pra adoção pelo menos.
— E seus pais?
Carry deu de ombros e virou o rosto. Chateada.
— Não me quiseram mais. Sabe? Pra algumas pessoas é difícil lidar com gente como nós.
— Nem me fale. Isso é uma droga. E pensar que houve um tempo em que eu pensava que poderia ser uma heroína como nos quadrinhos.
Carry riu e sentou-se ao lado dela.
— Tipo Avengers? Seria maneiro.
— Mas no mundo real as coisas são muito diferentes.
— Pois é.
— Qual a sua habilidade?
— A minha? Bem… Não é grande coisa como a sua, mas acho que dá pro gasto. Ok. Vamos lá? Pense em um número… Qualquer um.
Angel riu e fechou os olhos pensando no número dezesseis.
— Dezesseis. — Carry disse.
Angel abriu os olhos e a encarou, um tanto incrédula.
— Uma cor?
“Azul”.
— Azul.
— Uma música…
“Epica…”
— Epica, The Phantom Agony.
— Meu deus! Você lê mentes! — Disse Angel impressionada.
— Não leio… Ouço. É tipo assim… Tudo o que os outros pensam eu ouço como se eles dissessem em voz alta, mas eu consigo controlar e ouvir só quando eu quero. — Carry explicou.
— Mas você consegue controlar as pessoas, tipo hipnotizá-las? — Perguntou Angel curiosa.
— Não. Isso é possível? Não. Não. Pode relaxar. Meu poder não é tanto assim. — Falou Carry.
— Será que tem mais garotas aqui ou somos as únicas? — Angel perguntou.
— No começo quando eu cheguei… Eram duas classes com vinte garotas em cada, mas elas foram sumindo e sempre que alguém perguntava algo a respeito ficava de castigo. — Disse Carry.
— Como assim? Que estranho. — Disse Angel.
— Pois é. — Falou Carry. — Ninguém vinha buscá-las e não víamos elas saindo. Elas simplesmente sumiam do nada e nunca mais ouvíamos falar dela.
— Acha que elas foram transferidas? — Angel perguntou.
— Talvez… — Disse Carry.
— Mas se fosse assim por que eles não diriam nada? Qual o problema em dizer que elas foram transferidas para outra instituição?! — Perguntou Angel.
— Vai ver elas fugiram e eles ficaram com medo de falar isso e as outras garotas fazerem o mesmo. — Falou Carry.
— Ou eles deram um jeito nelas… — Disse Angel.
 
— Vocês não deveriam estar dormindo?! — Disse irmã Fátima ao surpreender as garotas.

Carry e Angel levantaram-se. Ligeiro.
— Sabe que horas são? Vocês tem de levantar cedo amanhã. — Disse Fátima.
— Sim irmã. Nos desculpe? — Falou Carry ajeitando uma mecha de seu cabelo ruivo atrás da orelha.
Fátima olhou bem as duas garotas antes de dizer:
— Venham comigo.
— Droga. Estamos ferradas. — Angel disse baixinho antes de seguir Carry e Fátima.


[…]

 

    Harriet dormia quando uma voz sussurrou seu nome próximo a seu ouvido. Ela virou-se para o outro lado. Cansada demais. Foi quando sentiu alguém puxar seu pé. Assustada, ela abriu os olhos e se sentou ligeiro. Mia dormia na cama ao lado e Annalu dormia na cama a frente. As outras camas estavam vazias, o que significava que as outras garotas podiam tentar assustá-la. Harriet se debruçou para olhar embaixo da cama. Devagar, ela puxou os lençóis e viu que não havia ninguém escondido embaixo da cama. Ela estava prestes a se endireitar quando viu dois pés descalços se aproximando e parando ao lado de sua cama. Ela levantou-se, mas novamente não viu ninguém.
— Oh, meu deus! De novo não. Por favor? — Ela disse baixinho apertando o crucifixo em seu pescoço.


[…]


— Um leite morno sempre espanta a insônia. — Fátima entregou um copo a Angel.
— Pensei que fosse nos castigar ou…
— O que é isso? Vocês não fizeram nada de errado. Também tenho insônia, às vezes. — Falou Fátima.
— Obrigada pelo leite, irmã. Está uma delícia! — Falou Carry sorrindo.
— Se quiser, posso te dar alguns biscoitinhos amanteigados que sobraram do lanche da tarde. — Falou Fátima.
— Sério? Se não for nenhum incomodo. Estou com fome. — Falou Carry.
Fátima riu. Levantou-se e foi até o armário, pegou o pote de plástico onde estavam os biscoitos e o trouxe. As garotas não perderam tempo e atacaram os biscoitos.
— Sempre que acordarem na madrugada com fome podem vir até a cozinha e comerem o que quiserem. Só não façam bagunça e tomem cuidado para não serem pegas pela irmã Clara. — Falou Fátima.
— Uh! Nem fale na irmã Clara… Vai que ela aparece de repente… — Disse Carry.
— Não fale isso nem brincando! — Disse Angel.


[…]


Encolhida em sua cama, Harriet tremia enquanto repetia baixinho uma prece a São Bento:

Crux Sancti Patris Benedicti.
Crux Sancta Sit Mihi lux.
Non drako sit mihi dux.
Vade retro satana!
Nunquam suade mihi vana;
Sunt mala quae libas:
Ipse venena bibas.
IHS!

 

Annalu despertou de repente e sentou-se na cama fitando alguma coisa logo acima da cabeça de Harriet. A pobre menina sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha. Annalu arregalou os olhos e seus lábios tremeram de puro pavor, mas ela não conseguiu se mexer ou gritar. Harriet sentiu-se tentada a erguer a cabeça e olhar para cima para ver o que Annalu via naquele instante, mas não teve coragem e fechou os olhos com força. Quando os abriu novamente Annalu havia sumido. Harriet olhou para os lados respirando de forma ofegante.
— Annalu? — Chamou com a voz falha.
Mas nem um sinal dela.
— Mia? Mia? — Harriet engoliu em seco e elevou a voz, chamando Mia mais uma vez.
— Hum… O que é? — Respondeu Mia preguiçosa demais para se abrir os olhos e se virou para o outro lado, cobrindo a cabeça.
— As meninas sumiram. — Disse Harriet.
— E eu com isso? — Disse Mia zangada.
— Eu tô com medo. — Disse Harriet chorando.
Mia descobriu a cabeça e suspirou.
— Elas devem ter ido ao banheiro.
Harriet levantou-se correndo e veio e pulou na cama de Mia a agarrando. Apavorada.
— Tem alguma coisa ruim aqui e levou as meninas. Eu vi… Ou o melhor… Senti.
— Não tem nada aqui. Esse é o lugar mais seguro do mundo. Estamos a salvo aqui. Se acalme? Você deve ter tido só um pesadelo. — Falou Mia passando a mão na cabeça da loirinha.


[…]


Carry e Angel voltavam para o dormitório quando viram Annalu vagando inexpressiva por aí. Carry a chamou, mas Annalu a ignorou.
— Ela é sonâmbula ou coisa assim? — Perguntou Angel.
— Coisa assim… — Respondeu Carry e foi atrás de Annalu. Angel a seguiu.


Annalu parou em frente a porta do porão e ficou ali mesmo por um tempo. Carry e Angel se aproximaram dela.
— Ei? Tudo bem? — Perguntou Carry pegando a mão de Annalu e quando tentou puxá-la, Annalu se manteve firme onde estava como uma estátua.
— Não. Temos de pegar a caixa. — Disse Annalu.
— Caixa? Que caixa? — Perguntou Angel.
— Não. Ignore o que ela diz porque ela está sonhando acordada. — Carry disse a Angel.
— Está escondida no porão e nós temos de pegá-la e proteger o que está dentro dela até a Mãe despertar. — Falou Annalu.
— Hum rum. Legal. Vamos fazer isso… Amanhã, talvez. — Disse Carry e puxou Annalu com força, conseguindo arrastá-la.
— Somos nós… Fomos escolhidas para libertá-la porque somos especiais. — Falou Annalu ainda em transe.
— É isso o que dá ler Anne Ricce dia e noite. — Carry disse rindo.
— Ela disse que todos que nos desprezaram pagarão com sangue e que o mundo é nosso, que podemos ter qualquer coisa, é só pedirmos e ela fará isso por nós. — Falou Annalu.
— Sério? Ela está me assustando, Carry. — Disse Angel.
— Qual é? Relaxa. — Carry riu. Nervosa. No fundo, no fundo, também estava com medo das coisas que Annalu dizia, mas não demonstraria isso. — Ela é assim sempre. Acredite.


Carry e Angel voltaram ao dormitório e colocaram Annalu na cama.

— Onde vocês estavam? — Perguntou Mia.
Angel quase enfartou quando ouviu a voz de Mia e sem querer derrubou os quadros das paredes com seu dom de telecinese. Harriet despertou sobressaltada.
— Tá tudo bem. — Falou Mia abraçando Harriet.
— Não quero nem imaginar o que acontece quando você espirra… — Carry disse a Angel.
— Foi mal… — Falou Angel e fez os quadros voltarem a seus lugares.
— Muito bizarro isso. — Falou Carry indo para a cama.
— Não. Bizarro foi ela falando sobre caixa, sangue e… Mãe?! O que foi isso? — Disse Angel cruzando os braços nervosa.
— Eu já disse… Não foi nada demais. Annalu é sonâmbula. Grande coisa. — Carry disse como se não fosse nada e se deitou e se cobriu.
— Ela vai me explicar isso direitinho amanhã de manhã. — Falou Angel.
— Onde vocês foram? — Perguntou Mia.
— Hã… Nós… — Disse Angel.
— Não é da sua conta. — Falou Carry. — Agora, todas caladinhas porque eu vou dormir. Bons sonhos pra mim.
— Harriet disse que viu uma coisa… — Falou Mia.
— Que coisa? — Perguntou Angel.
— E-eu não sei ao certo… — Disse Mia. — Por que não conta a elas, Harriet?
Harriet abaixou a cabeça e apertou seu crucifixo.
— O que você acha que viu Harriet? — Perguntou Angel.
— Já chega! — Carry se sentou. Furiosa. — Harriet não é uma fonte confiável porque ela tem um parafuso a menos, assim como a Annalu. São piradas. Sacaram? Se vocês tem um pingo de juízo em suas cabecinhas de vento não darão corda a elas. Agora, por favor? Podemos dormir? Porque estou exausta.
Angel suspirou e foi para sua cama.
Harriet e Mia se deitaram.
Carry também se deitou e suspirou. Ela sabia que nem Annalu e nem Harriet eram malucas, mas não poderia admitir o contrário porque todas as vezes em que fizera isso, em que admitira que o mal era mesmo real, se arrependera.

 

|Flashback On:


— Você acredita em mim, não acredita Carry? Sabe que não sou maluca, não sabe?! — Falou a morena apertando a mão da ruiva.
Carry engoliu em seco. Lhe doía tanto ver amiga naquela situação, deitada numa maca na enfermaria, sofrendo com alucinações.
— Sim, eu sei. Eu acredito em você. — Disse Carry, mas no fundo, não estava certa se acreditava mesmo nela. Só que sabia que tinha algo muito errado acontecendo ali em Santa Edwiges e as freiras sabiam mas não admitiam.
— Eu tenho de sair daqui antes que ela venha atrás de mim e me possua. — Falou a morena.
— Quem é ela? — Carry perguntou.
— Ela é… A Mãe. — Falou a morena.

Carry tentou ajudar Julianne a fugir de Santa Edwiges, mas irmã Clara as flagrou. Julianne tentou usar seu poder contra Clara, mas não funcionou. De alguma forma, irmã Clara era imune aos dons das garotas e não sofreu nenhum dano quando Julianne tentou lançá-la para longe, se valendo de sua força sobre humana. Carry foi trancada no que chamavam de Sala Da Aflição, basicamente um quartinho escuro sem janela, com um colchão fino, um cobertor com cheiro de mofo e um travesseiro   duro. Num canto, tinha um vaso sanitário e uma pia, separados do resto do quarto por uma cabine alta. Só não tinha chuveiro. No alto da parede, quase alcançando o teto, ficavam duas caixinhas de som que reproduziam preces em latins quase o tempo todo para a frustração de Carry… Bem, frustração por um tempo porque depois de dois dias ela nem se incomodava mais com o latim. Ela só deixou A Sala Da Aflição após uma semana e o banheiro foi o primeiro lugar para onde irmã Clara a levou. Carry tomou um banho e vestiu seu uniforme. Então irmã Clara a levou direto para a sala de aula, ignorando que a garota ainda não tomara café e estava faminta. Carry não encontrou Megan na classe e achou que ela ainda estivesse na enfermaria. Após as aulas, Carry foi até lá, mas Julianne não estava lá. Carry perguntou as outras garotas, mas nenhuma delas sabia nada sobre Julianne. Nem as freiras e tampouco a madre superiora. Carry surtou porque queria saber onde  Julianne estava.
— Ninguém simplesmente desaparece do nada. — Dissera Carry.
As outras garotas pareciam assustadas e continuaram fingindo que não sabiam de nada. Carry gritou com Clara, exigindo saber a verdade e voltou para a Sala Dos Aflitos. Quando saiu de lá, ela insistiu e voltou pra lá até perder as contas, até deixar de perguntar por Julianne. Carry simplesmente não desistiu de saber o que acontecera com Julianne, mas ficou com medo porque a cada vez que saía da sala dos aflitos havia menos alunas e ninguém falava disso. Era como se elas desaparecessem de repente sem deixar rastros. Mas todas, no entanto, tinham algo em comum… Alucinações, conversas estranhas sobre uma Mãe e idas ao porão. Por isso, o porão fora trancado a sete chaves para que ninguém descesse até lá e ficasse face a face com o mal.


|Flashback Off.


    Carry não sabia como, mas não deixaria nenhuma outra garota ir até o porão. O que quer que tenha pego Julianne não pegaria mais ninguém.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...