História Sedução Loira - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swanqueen
Visualizações 192
Palavras 1.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P)
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa história é uma adaptação desses romancinhos Sabrina da vida, a estória não me pertence e nem os personagens. Espero que gostem

Capítulo 1 - Capitulo um


- Diga que você não fez isso. - A voz de Regina estava mais baixa e calma que o normal. Os olhos castanhos escuros traziam uma expressão humilde, dissimulando a irritação em que se encontrava - Não de novo.

Gus Walter engoliu em seco.

- Não fique irritada antes de saber ao certo o que está acontecendo - disse o amigo, afrouxando o nó do lenço que tinha amarrado no pescoço. Era como se de repente ele estivesse apertado demais. - Não é como da última vez.

Regina resmungou, discordando sem precisar dizer nada, e olhou para o próprio retrato nas páginas da revista feminina "As mulheres do Texas". Era a mesma que serviu de capa para a Notícia dos Rodeios dois anos antes.

- É uma bela foto, não acha? - indagou Gus tentando amenizar a situação. - É muito boa, sempre gostei de vê-la montada no velho Vortex.

Diante do comentário, Regina resmungou mais uma vez, porém não parecia discordar. Era mesmo uma foto bem tirada, ela também gostava. O fotógrafo da revista conseguiu captar o exato momento. Sua forma estava perfeita, o braço esquerdo erguido bem para o alto e curvado sobre a cabeça. O salto da bota próximo à pata dianteira do touro, que tinha o corpo erguido na parte de trás. As franjas da roupa de Regina eram vermelhas e pretas e davam um efeito especial. O chapéu ainda preso na cabeça emprestava ao olhar de Regina um ar misterioso. Mesmo estando no meio de uma apresentação ela parecia calma e com tudo sob controle. Movia-se com destreza e precisão, como se fosse tão fácil montar em um animal bravo quanto embalar-se em uma cadeira de balanço.

As pessoas que estiveram no rodeio dois anos antes, naquele quente mês de julho, em pleno verão, deveriam lembrar-se dos segundos anteriores ao término de uma apresentação perfeita, quando o boi mostrou sua habilidade e a razão de sua fama, jogando a cowgirl ao chão. Regina caiu dois segundos antes de completar o tempo necessário para a classificação.

No entanto a fotografia era muito boa. Ela se orgulhava de ter saído na capa de uma publicação oficial e famosa como a revista da Associação de Cowboys Profissionais de Rodeio. Ao se ver olhando para a jarra de plástico sobre a mesa, Regina deixou as lembranças de lado e voltou a realidade.

- Diga-me no que essa vez é diferente da outra Gus

- Bem... - Gus ergueu a aba do chapéu e o retirou da cabeça passando a mão pelos cabelos brancos e voltando a colocá-lo. - Não fiz promessa em seu nome, só joguei a isca de forma sutil, como você gosta.

- Sutil? - repetiu Regina sorrindo sem dar crédito aquelas palavras e sabendo que o bom amigo não tinha nada de discreto. O próprio artigo na revista era prova disso, Regina leu mais uma vez:

- Caras senhoritas, sou Regina Mills campeã nacional de rodeios em montaria de touros por quatro anos consecutivos e uma tia solteira com três pequenas sobrinhas para criar. Cinco meses atrás, meu irmão mais velho e sua esposa morreram em um terrível acidente de trânsito e deixaram-me a incumbência de criar suas filhas. A princípio achei que pudesse dar conta da tarefa sozinha, mas agora vejo o quanto preciso de uma esposa para ajudar-me a educa-las de maneira certa e adequada. A mulher que procuro deve ser do tipo maternal, que tenha jeito com crianças, saiba cozinhar e tenha disposição para afazeres domésticos. Não é necessário que seja muito bonita, mas não recusarei nenhuma bela loira que aparecer. Não sou rica, porém tenho um bom pedaço de terra de onde tiro o meu sustento. Posso oferecer a mulher com quem me casar um bom e sólido teto, todo o respeito que uma esposa merece e uma noite na Taverna do Doggie de vez em quando para poder dançar e se divertir um pouco. Tenho ritmo e um corpo em boas condições físicas, exceto por alguns ferimentos de montaria que incomodam quando o tempo muda. Tenho um coração bom e espero o mesmo da pessoa que se candidatar"...

Sem conseguir ler mais uma só palavra do artigo sem avançar no autor, Regina fechou a revista e com cuidado e lentidão colocou a capa virada para baixo sobre a mesa de fórmica.

- Por acaso não lhe ocorreu perguntar me se eu queria ser usada como isca? Indagou incapaz de manter-se calma ao constatar que nenhuma mulher em sã consciência se importaria em responder a um pedido tão estranho por uma esposa. Apesar de ser escrito corretamente o artigo parecia ser feito por um cowboy idiota.

- Bem... Na verdade, pensei sim, porém sabia que não aceitaria a ideia por tudo que aconteceu com... - Gus tossiu ao dizer as últimas palavras, da última vez que procurou uma noiva para Regina a candidata, uma das mais belas moças de Dallas chegou a comprar um vestido de noiva. Entretanto todas as esperanças de casamento desapareceram quando a candidata soube que a campeã de rodeios tinha uma família formada e uma árdua tarefa pela frente.

Gus sabia que Regina precisava de uma mulher diferente das que conhecia. Nenhuma delas queria assumir a responsabilidade de cuidar de uma casa com crianças, e a situação ficava cada dia mais difícil. Três empregadas tinha passado pela fazenda nos últimos cinco meses, uma delas bebia o tempo todo, outra passava mais tempo adimirando Regina do que tomando conta das crianças e a terceira desistiu quando o porco de Gus a perseguiu pela cozinha atrás da torta de maçã que ela havia acabado de assar para o lanche da tarde. Não era fácil encontrar ajuda, ainda mais quando não se pode pagar um salário alto. Sendo assim Gus criou coragem e deu um jeito na situação, concluindo que naquelas circunstâncias, Deus o perdoaria se omitisse toda a verdade da amiga.

- Dessa vez a situação é outra Regina, será tudo bem diferente, a pessoa que responder ao anúncio não terá expectativas de um casamento comum. Saberá que você é uma fazendeira que trabalha duro, não vive de aventuras, ela estará a par do que terá pela frente, vai cooperar.

- Não terá expectativas? Vai cooperar? Você está querendo dizer que alguém já... - Regina cerrou os dentes furiosa, - está querendo dizer que alguma tola respondeu aquele artigo?

- Sim é isso mesmo, tenho uma dúzia de cartas. É uma revista bem popular entre as mulheres.

- Uma dúzia de cartas?

- Talvez um pouco mais. Existem muitas mulheres que sempre lêem. Sorte sua que várias estejam querendo casar se, pareceu-me boas pessoas, foi difícil escolher - argumentou esperando que Regina se mostrasse solidária ao seu dilema - Difícil mesmo, passei várias noites sem dormir em dúvida se tinha escolhido a pessoa certa pra você e para as meninas.

- Escolhido a pessoa certa para mim e para as meninas? - Regina o encarou incrédula - Achei que tinha dito que não havia feito promessas a ninguém, e começo a ter certeza de que você não disse a verdade.

- Bem… não diria isso - Era o que ele tinha feito, mas não queria confessar, não com Regina em pé a sua frente enfurecida.

- Você escreveu e fez a proposta para essa mulher, não foi? Fez isso, não é Gus?

Gus afrouxou ainda mais o nó do lenço que tinha no pescoço, recusando-se a encarar a amiga

-Oh, meu Deus!

- Não precisa colocar Deus nessa história. Ele não tem nada haver com isso

- Nisso você está certo! - Esbravejou Regina perdendo a paciência. - Armou toda a confusão sozinho e vai desfaze-la da mesma forma, ligará para ela e dirá que o acordo está desfeito, diga a essa tola que não haverá casamento algum e que tudo foi um engano.

- Não posso fazer isso!!!

- O que quer dizer? Como não pode fazer isso? É só pegar o telefone… ligue para ela.

- Não posso, ela já está a caminho, enviei o endereço e cem dólares para a viagem até aqui. Pareceu-me um ato gentil diante da vontade dela em cooperar.

- Você fez o que?!

- Regina, você me ouviu. Ela está a caminho, vem de um lugar que eu nunca ouvi falar antes. Ofereci uma passagem de ônibus mas a moça disse que preferia vir dirigindo trazendo sua bagagem e a criança.

- Ela tem um filho?

- Um bebê - informou Gus - Um menino, chegarão amanhã por volta da hora do almoço, suponho.

- Não, não vou ser manipulada e envolvida em outro encontro embaraçoso com uma mulher que deseja se casar, de maneira alguma. Você pode muito bem sair do meu caminho, parar de interferir em minha vida e manda-la embora. Ainda não estou tão desesperada, as coisas não chegaram a esse ponto.

Gus o encarou sério - A Sra. Gillespie, do juizado de menores, responsável pela proteção das crianças nos fez outra visita esta manhã enquanto você foi a fazenda dos Meyer ver o cavalo que estão vendendo.

Regina sentiu um repentino ardor no estômago. Louise Gillespie era uma assistente social que tinha o direito dado pela lei de interferir na vida dela e das sobrinhas. Costumava visitá-la de vez em quando, porém nos últimos dois meses, as visitas ficaram mais frequentes, deixando as meninas assustada e chorando. Regina procurava lidar com a situação de forma diplomática, e resolvera não responder mal a ela até que a guarda definitiva estivesse acertada.

- O que aquela velha ranzinza queria dessa vez Gus?

- O mesmo de sempre, observar as meninas, ver se você está tomando conta delas direito e se não trazia mulheres perdidas pra dentro de casa.

-As crianças estão sendo bem tratadas - retrucou Regina - E eu não tenho chegado perto de uma mulher há vários meses, nem consigo me lembrar quando foi a última vez que isso aconteceu.

- Foi o que eu disse a Sra. Gillespie - explicou Gus. - Porém não acho que ela tenha acreditado, assim como não acreditou das vezes anteriores. Cheirou a louça do café da manhã que estava na pia e disse que a alimentação não era adequada para as crianças, e que era muito anti-higienico deixar um porco entrar em casa - Gus parecia insultado com os comentários sobre seu animal de estimação - Slik é tão limpo quanto qualquer um de nós, ele toma banho todos os sábado á noite comigo

- Então não acontecerá nada de novo- disse Regina aliviada

- Mas isso não foi tudo, ela falou que as meninas estão mais quietas que o normal, achou elas desanimadas e reservadas.

- Droga! É claro que as meninas ficam reservadas e desanimam quando essa mulher vem aqui, além do mais ela as assustou com aquela conversa de manda-las para viverem com os parentes de Carolina que moram em Nebrasca

- Foi isso que disse a Sra. Gillespie, mas ela não deu ouvidos.

Algo no olhar do homem idoso transformou-se em um vago mal estar que deixou Regina ainda mais nervosa.

-Estou fazendo o que posso Gus e quando encontrar a mulher certa irei me casar, só que isso demora um pouco

- Só tenho medo que demore mais tempo do que você tem

- Está bem - disse Regina cedendo ao inevitável. - Se ela aparecer por aqui, darei uma olhada, só uma olhada - repetiu desesperada, querendo protestar contra a armadilha que sentia que o destino lhe preparava - Não estou prometendo nada além disso.


Notas Finais


E aí ??? Continuo???


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