História Seduce The Darkness - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~biah_art

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Emma Swan, Henry Mills, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Vovó (Granny), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Exibições 294
Palavras 2.202
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Magia, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Swens, estamos aqui com mais um capítulo. Esperamos que a condução do enredo esteja agradando à vocês e aguardamos suas impressões.
No mais, boa leitura!

Capítulo 3 - Fate is sealed


Fanfic / Fanfiction Seduce The Darkness - Capítulo 3 - Fate is sealed

POV Narrador

— Onde está essa droga de frasco? – Gold vasculhava sua loja, canto por canto atrás de um pequeno recipiente de vidro, no qual continha um líquido muito valioso para ele.

O homem o havia guardado dentro do seu cofre, trancado, e sob magia protetiva, no entanto, simplesmente sumiu, por mais engraçado que parecesse, como em um “passe de mágica”.

Isso estava deixando o Senhor das Trevas deveras irritado, praguejando e disposto a achar o que queria à qualquer custo, passando por cima do que e de quem quer que fosse.

— Devo entregar isso à você ou à sua amada Belle? – Aquela voz rouca lhe era bem familiar.

De costas, Gold bufou baixo, prendendo o ar e travando o maxilar, em sinal claro de raiva extrema.

— Isso...me pertence. Devolva, agora! – Virou-se, falando entre dentes, encontrando uma rainha impetuosa como sempre à lhe encarar – O que quer?

O ato de se vingar é uma resposta impulsionada por sentimentos como raiva, ódio, rancor e injustiça. A EvilQueen tinha todas essas emoções afloradas dentro dela e que fervilhavam ainda mais à cada “tic-tac” do relógio.

A mensuração da vingança, diretamente relacionada com a capacidade de perdoar, era algo que vinha das entranhas da rainha e que nunca, jamais seria posta de lado, esquecida. Só existiam dois caminhos em seu destino: matar ou morrer para ter seus planos concretizados. Se bem que a última hipótese não era sua pretensão e ninguém seria capaz de detê-la tão facilmente.

— Pôxa vida... – A majestade ia aproximando-se, balançando o frasco em sua destra - ... depois de tanto tempo, com a saudade corroendo-me por dentro, venho lhe ver e é assim que me trata? Esses seus rompantes agressivos e sem o menor traquejo carinhoso magoam muito, sabia? – O sarcasmo em suas palavras era palpável em demasia.

— Tem certeza de que está no lugar certo? O circo que abriga os palhaços dessa cidade encontra-se um pouco mais à frente, do outro lado da rua. Devolva o que é meu. Não creio que temos nada à tratar.

Uma risada peculiar pôde ser ouvida, ecoando por todo o estabelecimento. A mulher, de curvas sinuosas e beleza incomparável, usava e abusava do seu poder de sedução, insinuando-se para o homem que à essa altura do campeonato, estava à uma distância mínima de seu corpo. Os seios avantajados da rainha roçavam no peito de Gold, ao passo que ela ameaçava deixar a preciosidade dele espatifar-se no chão.

— Adoraria ter uma conversinha amigável contigo, daquelas que tínhamos há tempos atrás...lembra-se? – A ponta de sua língua umedecia os lábios - ...mas sua inflexibilidade já irritou-me. Preciso de sua ajuda, Rumple. – Com o semblante e o tom de voz completamente modificado, EvilQueen afastou-se, encostando em uma bancada.

— Minha ajuda? Agora a soberana precisa de minha ajuda? Onde está sua auto-suficiência?

— No inferno, para onde vou te mandar caso não queira colaborar comigo. Aliás, acredito que não precisarei fazer muita coisa. Certa mocinha grávida de um filho seu executará o serviço para mim. Não precisarei sujar minhas mãos, não é mesmo, querido Rumple? – Novamente o sorriso de escárnio retornou para seu rosto – Mas como sei o quão inteligente é, seu segredinho, bem como esse líquido poderoso estará bem guardado comigo.

— O que quer exatamente para me dar de volta o que me pertence e deixar à mim, à Belle e ao meu filho em paz?

— “Tome cuidado. Emoções podem nos levar à caminhos perigosos.”, lembra-se dessa frase? Sim, suas palavras não condizem com seus atos. Deveria saber, melhor do que ninguém, que o amor é uma fraqueza. – A rainha andava de um lado para o outro – Bem, isso não é problema meu. Vamos ao que realmente interessa. Minha intenção é acabar com essa cidade medíocre e todos os que nela habitam. Caso eu tenha seu auxílio, poupo você e sua família. Não terá... – Antes que pudesse terminar a frase, EvilQueen sentiu algo que a fez fechar os olhos e suspirar – Isso vai comigo. Nos vemos depois, querido. – A majestade não deu chances à Gold de retrucar ou questionar o que quer que fosse. Sumiu em sua fumaça roxa, levando consigo o maldito frasco.

Segundos depois o barulho dos sinos fez-se ouvido, indicando a entrada de alguém na loja. Era Emma que, com seu semblante peculiarmente preocupado, ia atrás do Senhor das Trevas ironicamente em busca de luz, de um lampejo qualquer.

— Já vi que paz é a única coisa que não terei hoje. – Resmungava o homem.

— Preciso de sua ajuda. – A loira denotava em sua voz toda a angústia que lhe afligia.

— Senhorita Swan, até onde eu sei minha loja é de penhores e não de favores.

— Regina! – A salvadora espalmou ambas as mãos no balcão com tampo de vidro.                          

— Problemas em seu relacionamento com ela? Conte-me uma novidade, por favor.

— Ela vai me matar. – Emma o encarava, observando suas feições e reações.

— O que disse?

— O que ouviu. De um tempo para cá ando tendo visões, vislumbres do meu futuro. Até então só me via lutando com uma pessoa encapuzada e essa pessoa feria à mim mortalmente com uma espada. O capuz foi retirado revelando a identidade do meu, digo, da minha assassina.

— Tem certeza disso? – Rumple parecia mesmo surpreso.

Lembrou-se do que EvilQueen disse à poucos minutos atrás sobre seu plano de vingança e, sagazmente, associou uma coisa à outra. Mas seria dessa forma que a rainha concretizaria sua vingança, fazendo com que a salvadora morresse?

— O rosto dela apareceu somente da última vez que tive a visão, mas sim, tenho certeza. Preciso saber quais motivos ela tem para cometer essa insanidade e... – Swan bufou alto – ...o que posso fazer para derrotá-la. Não posso morrer, ainda mais pelas mãos de Regina. Não permitirei que isso aconteça.

— Sinto lhe informar, mas no seu caso não existem muitas opções. Sonhos, vislumbres são memórias que temos de outras vidas e também previsões do futuro. Nosso destino é traçado antes mesmo de nascermos. Algumas coisas são impossíveis de serem alteradas. – O homem lembrava-se de tudo o que passou, de toda a luta para trazer seu filho Bealfire de volta ao seu convívio sem obter sucesso.

— Impossível. Sempre existe uma maneira, uma saída.

— Senhorita Swan, você está marcada desde o nascimento para vivenciar acontecimentos fatídicos. Já parou para pensar que talvez a melhor maneira de salvar a sua alma seja lutando contra você mesma primeiramente?

— O que quer dizer com isso? – A loira indagava sem nada entender.

— Todos nós temos dois lados: o da luz e o das trevas. Deveria saber bem à respeito. Seus pais interferiram em seu destino e retiraram a escuridão de seu caminho uma vez, contudo, como eu disse, não há como fugir de certas coisas que a vida lhe reserva. Você não é mais a DarkOne, mas tem certeza que é um ser, digamos, completamente livre da obscuridade?

— Eu...eu não sei.

— Seus conflitos internos com relação ao que realmente vale a pena: ser heroína ou vilã; as suas atitudes impensadas; a vontade incontrolável de jogar tudo para o alto e salvar somente à si mesma, esquecendo-se dos demais...Me diga, Swan, sente isso em meio às intempéries ao longo do seu dia?

— Eu não sinto nada disso. Não tenho certeza se me livrei totalmente das trevas, só que isso não quer dizer que sou uma pessoa mesquinha, egoísta. – Emma respondeu cabisbaixa.

— Não precisa mentir para mim. Te entendo melhor do que qualquer um nessa cidade. Uma vez experimentada a plenitude do lado enegrecido, nada, absolutamente nada tirará isso de você à não ser que tenha forças suficientes para abster-se da sensação de poder absoluto. Está entranhado, enraizado. No entanto, sabe que tudo tem seu preço. O que está acontecendo contigo nada mais é que o pagamento pelos seus atos. Terá que lutar mais uma vez...

—Então...não há como escapar? Terei que enfrentar Regina?

— Eu não disse isso...

— Um acordo! Podemos fazer um acordo.

— Emma, não precisa de acordo. A solução está bem clara. Você irá lutar, o que não significa que seja fisicamente. Preocupe-se em se livrar totalmente da escuridão que ainda existe aí dentro. – Ele apontou para o lado esquerdo do peito da loira, indicando o coração – Só assim conseguirá poupar-se de uma morte certeira.

Rumple volteava as respostas que Swan buscava às suas indagações, indicando-lhe a atitude a ser tomada sem explicitar exatamente o que deveria ser feito. Todas as suas falas eram como enigmas soltos de um jogo de escape, um quebra-cabeça que, de tão fácil, tornava-se insolúvel.

POV Emma

Saí da loja de Gold sem entender de fato o que ele quis me dizer.

 “Você irá lutar, o que não significa que seja fisicamente. Preocupe-se em se livrar totalmente da escuridão.” Essas frases ecoavam em minha mente como mantras, mas com conotação totalmente negativa. O tormento de outrora, que deveria ser findado, tornou-se ainda mais forte, com dúvidas adicionais.

Eu caminhava devagar pelas ruas de Storybrooke, alheia ao que se passava ao meu redor, envolta em meus pensamentos conflitantes. Eu tinha que tentar descobrir, entender as mensagens subliminares contidas nas palavras à mim ditas por Rumple.

E se “lutar não sendo fisicamente” significasse confrontar minha oponente? Juntando um detalhe à outro dos últimos acontecimentos, as coisas iam se esclarecendo aos poucos. As insinuações da EvilQueen para com Regina no que concernia ao fato dela ser realmente minha amiga, minhas visões...tudo levava-me a crer que Mills poderia estar mentindo, ou pelo menos omitindo suas reais intenções esse tempo todo. E eu deveria buscar a verdade nua e crua, doesse à quem e o quanto tivesse que doer. Disso dependia a minha sobrevivência, quiçá a de toda a minha família.

Partindo desse princípio, segui à procura de Regina no intuito de questioná-la à respeito dessa situação desastrosa. Não seria uma tarefa nada fácil, mas eu estava disposta enfrentar aquilo que eu tanto temia no momento.

Fui até a casa dela, não obtendo sucesso no intento de encontrá-la. Pensei em todos os possíveis lugares onde Mills poderia estar e, tendo em vista seu estado enervado diante da “visita” inesperada da rainha, um único refúgio que me veio em mente foi o mausoléu. Rapidamente dirigi-me até lá, certificando-me de estar certa sobre minha linha de raciocínio, mesmo antes de entrar, somente por sentir a energia dela pelos arredores.

Por motivos desconhecidos, fui adentrando pé ante pé, sem fazer qualquer barulho, não dando sinais da minha presença. Regina estava praticamente em posição fetal em uma poltrona, de costas para mim. Ela abraçava à si própria e desmanchava-se em um pranto sofrido. Instintivamente minha reação foi de correr até a morena e abraçá-la, ampará-la, mas contive-me ao lembrar dos motivos pelos quais eu estava ali.

Da mesma forma que entrei, saí: sem ser notada. Comecei a caminhar sem rumo, transtornada ainda mais. Parecia que tudo em minha vida, em um dado instante, tornava-se um círculo vicioso inquebrantável, um mar revolto incapaz de trazer a calmaria por mais que se desejasse o contrário.

— Mar revolto...o caís! É isso! O caís é o lugar onde acontece a luta.

Foi como um clarão, mas não a visão propriamente dita. Eu já havia entrevisto o galpão frente à ponte do caís por diversas vezes, mas não havia ligado um lugar ao outro, talvez por estar focada, preocupada com outras questões. Se eu fosse até lá, possivelmente poderia ter outro flash que decifrasse esses enigmas que rondavam a minha mente. Quem sabe não conseguisse uma pista mais obvia do que Gold quis me dizer com “livrar-me da escuridão”?

Assim o fiz. Corri até o local onde tudo aconteceria, onde se concretizaria o meu destino, a minha morte. Circundei canto por canto com o olhar. Vistoriei cada pedacinho que se dava dentro dali e em suas adjacências, mas a infelicidade deu-se pela minha frustração em nada obter de novo, de concreto. Nenhum sinal, nenhum vestígio que pudesse elucidar minhas indagações acerca do futuro à mim reservado.

Tirei minhas botas, ergui a barra da minha calça e sentei-me na beirada da ponte balançando meus pés na água. Permaneci por longos minutos mirando um ponto cego no horizonte, externando o vazio que se dava dentro de mim. Logo veio-me a lembrança de Mills em um choro compulsivo. Por que será que ela estava naquele estado deplorável? Não era possível que alguém que mostrava-se tão frágil pudesse ser a mesma que mataria a mãe do próprio filho. Regina havia mudado, eu sabia, tinha certeza disso. Quantas e quantas vezes ela provou que mereceu honrosamente o perdão de todos, mostrando-se outra pessoa realmente mudada para a melhor? Sempre estive ao seu lado, apoiando, acreditando em sua transformação e não admitia ter me enganado sobre ela. Isso não era possível! E por qual motivo não consegui aproximar-me de Mills mesmo sentindo tamanha compaixão? Pensando bem sobre isso, na verdade eu nunca conseguia tocá-la direito, era como se algo repelisse esse contato, como se algo poderoso afastasse meu corpo do dela em todas as vezes que uma proximidade se dava entre nós.

Eu estava completamente confusa. Nem as ondas do mar à minha frente, a brisa fresca que ouriçava meus pêlos, conseguia abrandar meu coração. Foi então que senti as lágrimas escorrendo, queimando o meu rosto. Permiti-me desabar, já que minha sorte estava lançada e eu não tinha nenhuma influência sobre ela.

 



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